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- Bem-vindo !

Moradores: depoimento sobre história de Monte Verde

VOZ DA TERRA  EM 19 DE ABRIL DE  2003

Email recebido 

De:  Maria Lucia Forlenza

Cidade: Monte Verde - Estado: MG - País: Brasil

 

Apenas a título de informação, creio que em 1.966, o Governador Israel Pinheiro também esteve em Monte Verde...

Tenho uma curiosidade, alguém sabe informar quando é o aniversário de fundação de Monte Verde?

Lúcia,

Monte Verde foi fundada em 29 de novembro de 1.950, portanto, completa este ano 53 anos.

Fiz essa pesquisa em 2000 e entendi que a data de fundação de Monte Verde (a comunidade de Monte Verde) é 29 de novembro de 1.950, quando Verner Grinberg vendeu os dois primeiros  lotes de terra de sua antiga fazenda. 

E nessa data, 29 de novembro de 1.950, as escrituras foram lavradas. Verner me disse que a data é correta, pois, logo que vendeu (não doou como ainda se comenta), a escritura foi lavrada imediatamente. "Vendi baratinho, mas vendi e não fiz doação", afirmou ele.

Essa nossa interpretação da data da fundação de Monte Verde também recebeu a aprovação de Verner Grinberg como a mais provável, pois, é de se acreditar que, quando O primeiro loteamento foi registrado  no Cartório de Registro de Imóveis em 10 de julho de 1.955, já existia uma comunidade em Monte Verde. 

E a nossa pesquisa se baseia na convicção de que o início de uma cidade não deve ser  somente cartorária e ou política, mas sim quando ela começa a existir de fato e não só de direito.

"Os dois primeiros terrenos, de dois alqueires cada um,  foram vendidos, conforme escritura lavrada no 2.º Tabelionato de Camanducaia, em 29 de novembro de 1.950.

Um para Andrejs Ceruks, letoniano, residente em Nova Odessa-SP; o outro, para João Lukas, letoniano, residente na Capital de São Paulo, pelo valor de cinco mil cruzeiros cada um.

Em 12-03 de 1.951, vendeu 11 alqueires  para Ilsa e Lisa Grinberg, letonianas,  “residentes neste município”.   

Veja as reportagens publicadas em Voz da Terra, que estão disponíveis na internet em: http://www.monteverdemg.com.br/historia.htm  e em: Mais história de Monte Verde  

Egydio Coelho da Silva

 

VOZ DA TERRA  EM 23 DE ABRIL DE  2003

Email recebido 

De:  Vicente Forlenza Neto

Cidade: Monte Verde - Estado: MG - País: Brasil

Visita histórica de governador

O Governador Israel Pinheiro esteve em Monte Verde em 1969 por ocasião do inicio dos serviços de fornecimento de energia elétrica pela Cia Bragantina.

Na Ocasião ele desfilou por Monte Verde  tendo o Sr.Verner Grinberg como  condutor em seu possante Chevrolet 1951 Sedan Verde.

Sds

VOZ DA TERRA  IMPRESSA  DE NOVEMBRO DE  2003

O despertar da vila

A vida da comunidade era extremamente simples. Ali mesmo eram confeccionados os pães, a ordenha da vaca, os pequenos cultivos e criações. Era dona Emilia quem dava os sinais convencionais da “hora de levantar”, através de um sino que tocava.
Mais tarde a luz era gerada por uma velha caldeira que acionava um gerador e que era desligado às 22 horas após três piscadas antes do corte.  Em 1969 finalmente chega a luz elétrica vinda de Bragança Paulista. Hoje o “locomóvel”  como ficou conhecido, se encontra exposto na entrada da cidade em frente à Imobiliária Monte Verde, marcando um pedacinho desta história.
Hoje Monte Verde é conhecida pela sua beleza natural das paisagens que a circundam, como o Pico do Selado, Chapéu do Bispo, Pedra Redonda, Pedra Partida, Pedra da Lua, as ruínas do Ponciano, as cachoeiras proibidas da Cia Melhoramentos, os esquilos e beija-flores que vem comer as migalhas e beber água bem pertinho da gente. Isso tudo graças à família Grinberg que veio aportar em solo mineiro nas terras altas da Mantiqueira, transformando a primitiva “Campos do Jaguary” nesta maravilhosa arquitetura suíça de clima tipicamente europeu. Texto: Suely Silva 

VOZ DA TERRA  IMPRESSA  DE NOVEMBRO DE  2003

Depoimento de quem viveu a história de Monte Verde

Emidio Moreira Filho,84

Eu acompanhei o crescimento de Monte Verde. Quando ele (Verner) chegou eu tinha uma serraria e casa de móveis. Eu fiz armário, cadeira e alguns móveis para ele. Ele me contou que estava morando em uma barraca improvisada com a família, até que o homem entregasse o sítio para ele. Me lembro ainda que o Sr. Verner comprou um fordinho velho e veio pela estrada dos cafundós e não deu mais para chegar porque que não havia estrada. Ele teve que deixar o carro lá na estrada.
No município de Camanducaia e no Sul de Minas não tem um homem para fazer o que ele fez. O homem é um empreendedor. Ele me disse na época, “vou fazer daquela terra uma cidade” e fez. Para mim ele é o homem mais importante do nosso município e merece todo o nosso apoio. Suely Silva

VOZ DA TERRA  IMPRESSA  DE NOVEMBRO DE  2003

Benedito Carlos Neto, 77

Nascido em Bom Jardim, distrito de Camanducaia, o Sr. Benedito veio em 1960 para Monte Verde trabalhar com trator de esteiras para o Sr. Verner. Ajudou a abrir muitas ruas, inclusive a avenida Sol Nascente. Foi o motorista do primeiro ônibus que levava uma vez por dia as pessoas para Camanducaia, que inclusive conta que não tinha uma só pessoa que não passava mal dentro do ônibus.
“Tinha que lavar o ônibus todos os dias, as pessoas tinham medo de entrar, pois nunca tinham visto nada parecido. Quando cheguei havia poucas casas, pastos e matos. Lembro da primeira professora, a dona Cidália. Havia perto do laguinho uma escolinha de madeira. Graças à chegada da família todos os que aqui se encontravam conseguiram trabalho e ajudaram a construir a cidade”. disse ele. Suely Silva

VOZ DA TERRA  IMPRESSA  DE NOVEMBRO DE  2003

O leto  Nikolais Vitols, um violinista que tocava musica leta nos bares de Monte Verde

A chegada de outros europeus

O aumento constante de lotea-mentos levou Verner a terminar com a Fazenda e transformar todas as suas atividades exclusivamente na venda e administração das terras vendidas e a serem negociadas.
As primeiras compras foram feitas por elementos da colônia leta de São Paulo. E logo começaram a chegar outros europeus, principalmente os alemães e húngaros, transformando a primitiva fazenda em um vilarejo tipicamente alpino.
A família Grinberg tinha que fazer de tudo, desde serviços médicos, eletricistas, conselheiro, professor, construtor, leiteiro, chofer, tratorista etc.
A primeira residência construída em um dos loteamentos foi do leto, Sr. Krists Abols, que segundo Verner na época, quem construísse a primeira casa ganharia um lote de terra. Assim foi e o local escolhido é onde se acha hoje o Hotel Monte Verde.

Como o número de visitantes aumentava a cada dia os engenheiros que vinham demarcar as terras não tinham onde se hospedar, foi construída a primeira pensão: “Pensão da dona Emilia”.
Mais tarde foi vendido ao casal Streubel (dona Elza e Sr. Rudi) que transformaram no Hotel Pinus. Outra hospedaria foi a Pensão da dona Martha, que se dedicou exclusivamente aos turistas.

Também chegou junto com o sr. Verner o leto  Nikolais Vitols, um violinista que tocava musica leta nos bares de Monte Verde. Era naturalista, solteiro e morava com a irmã e cunhado. Morreu aos 92 anos de idade e deixou sua presença marcada pelas músicas que tocava em seu violino. ( foto)

Na década de 60 chega a família Hamacher a Monte Verde.
O chefe da família, Sr. Mathias, ficou encantado com o lugar e adquiriu uma porção de terras a cinco quilômetros da vila e iniciou o cultivo de maças.
A vocação pela terra do Sr. Hamacher fez nascer vários outros cultivos como: mel, amoras silvestres e a truta arco-íris. Diga-se de passagem, foi o primeiro a introduzir a criação de trutas na região.
Hoje o Sr. Mathias além dos seus cultivos orgânicos é conhecido como criador de javalis, que até hoje mantém em sua propriedade.
Suely Silva

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