Portal
de Monte Verde: notícias e fórum
sobre ele, período abril dezembro de
1.999 |
VOZ
DA TERRA – ABRIL de 1.999
PREFEITO
QUER O PORTAL DE
MONTE VERDE
O prefeito Waldemar Gomes, de Camanducaia,
quer que a Associação Comercial de Monte Verde desocupe
o portal de entrada da cidade, onde mantém o setor
de informações turísticas e sua sede há dezenove anos,
desde a sua inauguração.
Segundo
o vereador Rúbens Mungioli, o prefeito Oliveira Filho
deseja utilizar o portal de entrada para fiscalizar
entrada e saída de mercadorias e assim aumentar a
arrecadação do ICMS em Monte Verde.
Esta
também é a informação que Benedito Lopez da Silva
(Ditão) teria colhido dentro da Prefeitura, quando
ainda era administrador de Monte Verde, a qual inclusive
foi publicada por VOZ DA TERRA, na ocasião.
Isto
evidentemente desvirtuaria a finalidade do portal
que é a de oferecer informações aos turistas, que
visitam a cidade.
Outra
hipótese, seria o desejo do vereador Tato de ampliar
seus poderes no Distrito, pois, o prefeito chegou
a confidenciar a diversas pessoas que a notificação
à ACMV foi expedida a pedido do vereador Tato.
Ao receber a notificação
(cópia ao lado publicada em Voz da Terra impressa
de fevereiro de 1.999), o Presidente da ACMV procurou
o Prefeito, na tentativa de marcar uma audiência e
trocar idéias sobre o desejo da Prefeitura em participar
ativamente na administração do Portal de Entrada de
Monte Verde.
Como
não conseguiu conversar com o Prefeito, expôs ao secretário
Fábio Dias as suas dúvidas sobre as informações contidas
na notificação. Explicou ao Secretário que modificações
na arquitetura do portal, poderiam não ser bem vistas
pela Turminas, que aprovou o projeto e destinou dotação
orçamentária para sua construção.
Citou
que o Portal de Monte Verde já é um patrimônio histórico
da cidade e modificá-lo seria para Monte Verde o mesmo
para Camanducaia se alguém quisesse modificar o edifício
do Fórum ou o próprio prédio da Prefeitura de Camanducaia.
Lembrou
que o portal foi construído antes do de Campos do
Jordão e do de Lindóia.
Quanto ao fato de se utilizar o Portal
para reforçar o policiamento, esta hipótese já foi
rejeitada pela própria polícia militar.
No dia Seguinte, dia 31 de março,
o presidente da ACMV, recebeu um telefonema do advogado
da Prefeitura, Carlão, que se mostrou interessado
em um acordo administrativo, para evitar custos de
ambas as partes com uma demanda judicial e que talvez
o presidente da ACMV seria procurado em Monte Verde
pelo prefeito para início de diálogo.
Até
o momento em que fechávamos esta edição, o presidente
da ACMV não havia conseguido uma audiência com Dr.
Mazinho.
VOZ DA TERRA – MAIO
DE 1.999
Vamos colaborar...
Sr. Redator:
...Li,
com absoluta surpresa, a matéria do VOZ DA TERRA,
sobre a intenção da prefeitura de retomar a "posse"
do Portal.
Não creio que seja de interesse da Prefeitura manter
funcionários no local. Quanto à Polícia Militar, a
questão também está bem encaminhada, com o trabalho
da comunidade no sentido da construção do Quartel
próximo ao Portal.
Assim, gostaria de sugerir ao Exmo.
Prefeito que antes de se preocupar com o Portal, que,
afinal de contas, tem desempenhado o seu papel com
a ACMV, cuidasse das necessidades de maior urgência
de Monte Verde, como por exemplo a permanência de
uma AMBULÂNCIA em M.V. Já que os recursos médicos
de M.V. são praticamente inexistentes, qualquer situação
um pouco
mais grave e o paciente deve ser REMOVIDO para outro
local, o MÍNIMO que a Prefeitura deveria manter em
M.V. era uma AMBULÂNCIA. Restam, ainda, os BURACOS;
as ruas de M.V. estão em situação crítica. Hoje são
alguns buracos, mas, se não forem consertados a tempo,
comprometerá toda a pavimentação. Somente depois que
as necessidades BÁSICAS de M.V. forem sanadas, aí
sim eu acho viável que se passe a cogitar de outros
assuntos de indiscutível menor importância para a
coletividade, como o do Portal.
WALTER CUNHA MONACCI
Advogado - SP/SP. - 23.04.99
wmonacci@uol.com.br
VOZ
DA TERRA – JUNHO de 1.999
Independência
não é oposição
O
prefeito de Camanducaia, pressionado por vereador
fisiologista, chegou a confidenciar a algumas pessoas
que "tirar a Associação Comercial do Portal é uma
questão de honra".
Este pensamento
do Dr. Mazinho deixa bem claro que ele não
aceita a linha independente de VOZ DA TERRA.
De
fato, fazer jornalismo independente em Monte Verde
e Camanducaia não é fácil.
Talvez
no meu caso, que exerço hoje dois papéis sociais,
que é o de tentar fazer jornalismo independente e
o de ser presidente da Associação Comercial de Monte
Verde seja mais difícil.
Procuro
compreender bem os meus papéis e me esforço para não
misturar as duas funções.
Porém, o Prefeito de Camanducaia e
os políticos misturam as coisas provavelmente pelo
interesse, que eles têm em continuar a exercer o
cargo sem preocupação nenhuma com a transparência
de seus atos.
Aprendi, desde os tempos de colégio,
que não devemos combater as pessoas, mesmo que aparentemente
sejam más. Devemos sim combater idéias e atos, que
nos pareçam errados e prejudiciais ao bem comum. Por
isso, procuro o diálogo com o Prefeito, com os auxiliares
do Prefeito, sempre que o interesse da ACMV, de Monte
Verde e da verdade sejam imprescindíveis para bem
cumprir as minhas duas funções: de jornalista e de
presidente da ACMV.
Nem sempre sou bem atendido e sofro
pressão por todos os meios e por todas as formas,
para que deixe de fazer um jornalismo independente.
Meu temor é que eles consigam. E,
em vez de manter uma postura independente, caia na
tentação de editar um jornal totalmente a favor dos
oposicionistas.
Deixaria de procurar ouvir o Prefeito
e seus auxiliares e daria espaço exclusivamente à
oposição. Isto contrariaria meus princípios morais
e infringiria o conceito de profissionalismo correto,
que aprendi nos bancos escolares e nos trinta e sete
anos de exercício de jornalismo regional.
Por isso, por mais que me forcem, me recuso
a fazer jornalismo, que elege alguém como inimigo
e vilão.
Insisto que devemos
estimar as pessoas.
O que deve estar
em pauta são suas idéias e atos.
É certo que precisamos entender que
ninguém gosta de ser criticado. Principalmente quem
exerce algum cargo público e depende do apoio da opinião
pública para alcançar seus objetivos políticos. E
nenhum político, desde o Prefeito de Camanducaia até
o presidente dos Estados Unidos, gosta de ser criticado
e que chargistas façam o povo rir com piadinhas sobre
eles.
Isto, porém, "é o ônus de quem é importante
e exerce cargo público. É preciso ser tolerante para
com a Imprensa, que precisa de liberdade para poder
informar e externar seu pensamento", como ensina Freitas
Nobre em seu livro Leis de Informação.
A tolerância para com a intolerância
dos políticos também precisa ter limite.
E nos parece que o fato da Prefeitura
de Camanducaia estar tentando expulsar do Portal a Associação
Comercial de Monte Verde, que vem fazendo ali trabalho
sério - com o objetivo de pressionar a linha editorial
de VOZ DA TERRA - só prejudica a comunidade.
E se o Prefeito conseguir seu intento,
com certeza, a mim não me prejudicará. Ao contrário,
terei mais tempo para melhorar a qualidade editorial
de VOZ DA TERRA.
E.C.S.
VOZ
DA TERRA – JUNHO de 1.999
ACMV quer ajuda
para administrar o Portal
Em atenção
à notificação do prefeito Waldemar Gomes de Oliveira,
a ACMV lhe enviou
o seguinte ofício:
"Senhor Prefeito:
Os associados da Associação Comercial
de Monte Verde nunca tiveram interesse em administrar
o Portal de Monte Verde.
Sua diretoria e sua presidência menos
ainda, em face do custo financeiro e o enorme serviço
de gerenciamento exigidos para manter um serviço de
informações a todos os turistas que visitam Monte
Verde; ao Portal também recorrem os moradores, comerciantes
e veranistas, em busca de informações, desde hora
certa até informações sobre hospitais, pronto-socorro,
etc.
Se a ACMV assumiu o compromisso com
a Prefeitura de Camanducaia e com as entidades de
Monte Verde para implantar e administrar o setor de
informações turísticas no Portal foi porque a Prefeitura
na ocasião entendeu que o custo seria elevado e os
ex-prefeitos Emydio Moreira Filho e Odayr Paiva de
Sá sempre entenderam assim e podem até testemunhar
se for o caso.
A Sociedade Amigos de Monte Verde
inicialmente aceitou gerenciar somente o setor de
vigilância.
Mais tarde, quando a Polícia Militar
não mais pode cuidar da segurança no Portal, a ACMV
foi obrigada manter um serviço de segurança no Portal.
Os associados da ACMV gastam aproximadamente
2 mil reais por mês para manter os dois serviços no
Portal.
Se considerarmos que tiveram despesas
durante mais de 19 anos, com um serviço - que hoje
a Prefeitura de Camanducaia entende que é dela - é
de se concluir que o trabalho feito pela ACMV gerou
economia para a Prefeitura de Camanducaia, que, por
ser serviço público, teria gasto no mínimo o dobro
do que gastou a ACMV.
Matematicamente, houve uma economia
de cerca de um milhão de reais para a Prefeitura de
Camanducaia, ao longo desses 19 anos. Com certeza
muita obra social teria deixado de ser feita ou então
mais impostos teriam sido exigidos dos munícipes.
Se a ACMV, em vez de gastar dinheiro
com atividade que caberia ao poder publico executar,
tivesse investido, por exemplo, na construção de sede
própria teria trabalhado mais para si do que para
a comunidade.
Porém, a omissão do poder público
levou-a ao sacrifício e tudo o que arrecadou aplicou
exclusivamente num serviço, que hoje V.S.ª reconhece
que é da Prefeitura de Camanducaia.
As duas
entidades se conscientizaram da importância de um
portal para Monte Verde e
envidaram esforço político junto à Turminas
e conseguiram verba para sua construção.
Isto pode ser testemunhado pelo ex-presidente
da Turminas, Dr.
Juarez Bahia.
Mas isto é coisa do passado e não
há interesse em rememorar. Apenas, continuamos a entender
que não seria inteligente a Prefeitura
administrar sozinha o Portal de Entrada da Cidade.
Se isto acontecer, não será fácil
a V.S.ª administrar a pressão de vereadores fisiologistas
que querem colocar ali seus parentes e beneficiar
amigos; aumentará as despesas públicas e quem irá
pagar com certeza não mais serão os associados da
ACMV, mas em dobro o povo mais humilde e os contribuintes.
Além disso, a informação aos turistas
no que se refere a hospedagem e ao comércio em geral,
não é nada fácil para o poder público gerenciar.
Hoje as circunstâncias são outras.
A ACMV, hostilizada por motivos pessoais pela Prefeitura
de Camanducaia,
de quem, ao contrário, deveria receber apoio
e incentivo, sente muita dificuldade em administrar
sozinha os dois setores do Portal.
Portanto, se torna imprescindível, que, pelo
menos, a Sociedade Amigos de Monte Verde e a Associação
dos Moradores de Monte Verde ajudem no serviço.
Acreditamos que - se a Prefeitura
desistir de seu intento de assumir a administração
do Portal de Monte Verde - as duas
outras entidades concordarão em dividir o serviço
com a Associação Comercial.
Assim sendo, é a presente para solicitar
que a Prefeitura de Camanducaia deixe para as três
entidades de Monte Verde a responsabilidade pela administração
do Portal.
Atenciosamente,
Egydio Coelho da Silva, presidente"
VOZ
DA TERRA – JULHO de 1.999
Monte Verde, em 31 de julho de 1.999
Prezado Senhor:
Tendo em vista a seguinte denúncia,
por escrito que temos em mãos:
No
último dia 23 de julho de 1.999..."Eu pessoalmente
fui até o Portal e constatei que havia três proprietários
de casas de aluguel a turista, sendo um deles, o filho
do ... e o terceiro eu não conheço..."
Gostaríamos, portanto, de que V.S.ª
nos prestasse esclarecimento sobre este assunto. Move-nos
apenas o desejo de aperfeiçoar os serviços prestados
no Portal de Entrada de Monte Verde. Para tanto, estamos
lhe encaminhando formulário, que deverá ser preenchido
por V.S.ª, por hóspede ou qualquer pessoa, que tenha
reclamação sobre o atendimento no Portal, que não
esteja de acordo com o Regulamento da ACMV, cuja cópia
segue em anexo.
É necessário que haja informação por
escrito, para que possamos agir, pois se houver silêncio
por parte de quem tem algum conhecimento de irregularidade
se torna impossível qualquer providência saneadora.
Gratos pela colaboração,
Atenciosamente,
Egydio Coelho da Silva
Presidente