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Falece o fundador de Monte Verde

 

Neste domingo, dia 13 de agosto de 2006, tivemos a noticia de falecimento do Sr. Verner Grinberg.
Aos 97 anos de idade ele deixa muitas saudades e o mais importante, a sua história de vida, de luta, que aos poucos transformou a pequena vila num dos principais destinos turísticos do Sul de Minas.

Verner Grinberg será lembrado com muito carinho por todos que conviveram com ele e pelos que freqüentam e que ainda irão freqüentar a pequena Vila construída por ele.

A forma mais correta e objetiva de homenagear Verner Grinberg é traçar seu perfil biográfico, que, praticamente, se confunde com a história de Monte Verde.
Para falar de sua importância histórica, não há necessidade de adjetivos. Basta contar a trajetória de sua vida.
Frases que mostram o dinamismo e volume de trabalho que desenvolveu em várias atividades:
“Até a década de 50, a maioria dos edifícios de São Paulo utilizou madeira fornecida por mim”;
“A vida inteira pilotei avião e nunca fiz sequer um pequeno arranhão em sua lataria”.
Sua história
Foto Suely Silva
Foi em meados de 1916, durante a Primeira Guerra Mundial, que a família Grinberg imigrou para o Brasil e se instalou numa recente colônia Letã, Varpa, próxima a Paraguaçu Paulista.
Após se conhecerem na Colônia Varpa, surge o amor entre o casal e, em 1934 Verner e Emilia casam-se e resolvem passar a lua de mel em Campos do Jordão. Encantaram-se o com o clima da Serra da Mantiqueira, com a presença de muitas araucárias que lembrava o clima de sua terra natal. Daí a idéia e a esperança de encontrar um lugar semelhante junto a Serra da Mantiqueira. Verner ouvira falar dos “Campos do Jaguary”, clima e vegetação semelhantes a Campos do Jordão. Esta região também ficava junto a Serra da Mantiqueira, distante em linha reta apenas 50 quilômetros de Campos do Jordão, embora no Estado de Minas Gerais.
Em 1936, Verner e seu pai decidem finalmente conhecer a tal “Campos do Jaguary”. Levaram dois dias de viagem para chegar ao local. Tomaram um trem da capital de São Paulo a Piracaia, dali a Joanópolis foram de automóvel, e para seguir adiante somente mesmo em lombo de um burro.
Não havia estrada até o local, somente picadas entre as montanhas e ali permaneceram a 1500 metros de altitude num vale que ficava na base do Pico do Selado. Durante três dias tentaram adquirir terras, mas não havia ninguém interessado em vendê-las. Para a salvação dos viajantes já cansados, quando já estavam regressando, alguém veio correndo atrás dos Grinbergs, montados em seus burricos, perguntando se estavam interessados em adquirir alguma gleba.
Esse foi o início de uma fazenda que foi sendo formada pela família.
Verner pilotou seu avião até chegar perto dos seus noventa anos de idade.
A exploração da fazenda e os primeiros loteamentos
Em face do interesse de amigos e parentes em residir também na região, em 29 de novembro de 1.950, vendeu os dois primeiros terrenos, de dois alqueires cada um, foram vendidos, conforme escritura lavrada no 2.º Tabelionato de Camanducaia, conforme pesquisa feita pelo jornal Voz da Terra e é considerada a data de fundação de Monte Verde.
Desta data em diante até 1.957, houve várias transações imobiliárias de Verner para outros compradores, bem como dos já proprietários para os novos pioneiros.
Nesta época também, não podemos deixar de destacar o médico Paulo Yasbek, que muito contribuiu para o início da comunidade. Inclusive a avenida Monte Verde tinha o seu nome.
Doação à comunidade
A primeira doação de terreno para ser utilizado pela comunidade, segundo Verner Grinberg, foi para a Escola e Parque Florestal. De fato na escritura lavrada em 10-09-1.971, no 2.º Tabelionato de Camanducaia, consta à doação de terrenos para o Estado de Minas Gerais: “O primeiro à instalação de estabelecimentos escolares e o segundo a conservação do Parque Florestal”. Consta também da escritura “que a presente doação é efetivada em termos de agradecimentos ao Estado de Minas Gerais pela imediata construção da Estrada Rodoviária, ligando a Vila de Monte Verde à Rodovia Fernão Dias”.
A chegada de outros europeus
O aumento constante de loteamentos levou Verner a terminar com a Fazenda e transformar todas as suas atividades exclusivamente na venda e administração das terras vendidas e a serem negociadas. As primeiras compras foram feitas por elementos da colônia leta de São Paulo. E logo começaram a chegar outros europeus, principalmente os alemães e húngaros, transformando a primitiva fazenda em um vilarejo tipicamente alpino.
A família Grinberg tinha que fazer de tudo, desde serviços médicos, eletricistas, conselheiro, professor, construtor, leiteiro, chofer, tratorista etc. A primeira residência construída em um dos loteamentos foi do leto, Sr. Krists Abols, que segundo Verner na época, quem construísse a primeira casa ganharia um lote de terra. Assim foi e o local escolhido é onde se acha hoje o Hotel Monte Verde.
Como o número de visitantes aumentava a cada dia os engenheiros que vinham demarcar as terras não tinham onde se hospedar, foi construída a primeira pensão: “Pensão da dona Emilia”. Mais tarde foi vendido ao casal Streubel (dona Elza e Sr. Rudi) que transformaram no Hotel Pinus. Outra hospedaria foi a Pensão da dona Martha, que se dedicou exclusivamente aos turistas.
Também chegou junto com o Sr. Verner o leto Nikolais Vitols, um violinista que tocava musica leta nos bares de Monte Verde. Era naturalista, solteiro e morava com a irmã e cunhado. Morreu aos 92 anos de idade e deixou sua presença marcada pelas músicas que tocava em seu violino. (foto)
Na década de 60 chega a família Hamacher a Monte Verde. O chefe da família o Sr. Mathias ficou encantado com o lugar e adquiriu uma porção de terras a cinco quilômetros da vila e iniciou o cultivo de maças. A vocação pela terra do Sr. Hamacher fez nascer vários outros cultivos como: mel, amoras silvestres e a truta arco-íris. Diga-se de passagem, foi o primeiro a introduzir a criação de trutas na região. Hoje o Sr. Mathias além dos seus cultivos orgânicos é conhecido como criador de javalis, que até hoje mantém em sua propriedade.
O despertar da vila
A vida da comunidade era extremamente simples. Ali mesmo eram confeccionados os pães, a ordenha da vaca, os pequenos cultivos e criações. Era dona Emilia quem dava os sinais convencionais da “hora de levantar”, através de um sino que tocava.
Mais tarde a luz era gerada por uma velha caldeira que acionava um gerador e que era desligado às 22 horas após três piscadas antes do corte. Em 1969 finalmente chega a luz elétrica vinda de Bragança Paulista.
Hoje o “locomóvel” como ficou conhecido, se encontra exposto na entrada da cidade em frente à Imobiliária Monte Verde, marcando um pedacinho desta história.
Hoje Monte Verde é conhecida pela sua beleza natural das paisagens que a circundam, como o Pico do Selado, Chapéu do Bispo, Pedra Redonda, Pedra Partida, Pedra da Lua, as ruínas do Ponciano, as cachoeiras proibidas da Cia Melhoramentos, os esquilos e beija-flores que vem comer as migalhas e beber água bem pertinho da gente.
Isso tudo graças à família Grinberg que veio aportar em solo mineiro nas terras altas da Mantiqueira, transformando a primitiva “Campos do Jaguary” nesta maravilhosa arquitetura suíça de clima tipicamente europeu. S.S
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