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Animais Silvestres encontram o seu cantinho em Monte Verde

 

Mariângela Colombini Braga, que possui um Santuário de animais silvestres, cuidar desses bichinhos que já foram maltratados é um ritual diário e constante, onde tudo é feito com muito amor e carinho.
Esse trabalho desenvolvido em Monte Verde pela Mariângela há quase um ano, faz parte de um projeto.

Mariangela com o ouriço Sonic.

Cuidar de muitos animais ao mesmo tempo não é tarefa fácil. Mas, para Mariângela Colombini Braga, que possui um Santuário de animais silvestres, cuidar desses bichinhos que já foram maltratados é um ritual diário e constante, onde tudo é feito com muito amor e carinho.
Esse trabalho desenvolvido em Monte Verde pela Mariângela há quase um ano, faz parte de um projeto da ONG ISB
(Instituto de Sustentabilidade para Biodiversidade). Sua história começou há 18 anos em São Bernardo do Campo, com apoio do IBAMA que tem a tarefa de doar animais apreendidos por maus-tratos. Visitar o Santuário Taliesin é uma verdadeira lição de vida para os humanos. Eu acompanhei a rotina da criadora numa tarde onde cada animal tem o seu cantinho e posso dizer que aqui eles estão, realmente felizes.
Macacos, quatis, corujas, araras, papagaios, ouriço, tucanos e uma diversidade de pássaros, sem falar nos 14 cães e 32 gatos. Ali cada um tem a sua história. O macaco Bugio, chamado de Abu, não tem uma perna. Quando era apenas um bebê foi tirado violentamente da mãe e mutilado. Apesar disso é um bugio feliz e esperto. Os traficantes de animais silvestres sem dó e piedade acondicionam esses animais em caixas pequenas no que faz esses pobres bichinhos perderem seus movimentos, se machucando na tentativa de fugir dos malfeitores. Os sagüis por exemplo, quando ficam fechados e sem espaço acabam comendo o rabo do outro. “Eles vêem do centro de criagem de São Paulo, onde são recuperados e chegam livres de doenças ao Santuário” Explica Mariângela, que também conta com ajuda dos veterinários Marcio e Rosana que moram em Monte Verde e são os responsáveis pela castração dos cães e gatos.
O ouriço chamado Sonic foi criado na mamadeira, assim como vários macacos que ali se encontram. A mãe de Sonic foi atropelada e Mariângela fez o papel de mãe.O carinho recíproco entre a dona e o bicho é mágico e encanta qualquer visitante.
Pássaro preto sem pata, periquito sem bico alimentado pelo macho, luta pela sobrevivência. Papagaio que já foi viciado em pinga pelo antigo dono tem sintomas de autismo. Um quati cego, simpático e cheiroso é docilmente agraciado. Corujas que se ferem com linha de pipa. Até um gavião que foi mergulhado em óleo pelos torcedores do Palmeiras está no Santuário vivendo em paz. O macaco prego chamado Dudu, chegou há dois meses sem pelo e com sintomas estranhos. Hoje, Dudu é uma doce criatura, adora bala de goma, assim como todos os outros fazem a maior festa quando ganha uma. “Passo horas sentada com eles e às vezes me pergunto quem é o humano ali” diz Mariângela.
Ela diz que os animais enxergam a alma da gente. Se eles percebem seu carinho são amáveis e doces também. Mesmo presos em gaiolas, os pássaros que já não adaptam mais a natureza, cantam felizes e alegremente.
A proprietária do Santuário luta pela posse responsável dos animais. Ali se encontra um papagaio (eles duram em média 40 anos) que foi tirado do seu dono pelo IBAMA. O dono do papagaio, um senhor já de idade lutou para conseguir seu papagaio de volta e morreu de tristeza algum tempo depois, por não ter conseguido recuperá-lo. O papagaio se encontra inerte, sem pelos na barriga com sintomas de stress pela perda do seu amigo fiel. “Se você trata bem seu bichinho de estimação não é necessário ser retirado” Diz Mariângela.
O IBAMA naquela tarde soltou vários pássaros no seu santuário, mas um deles não quis voar e voltou para a gaiola. Mariângela diz que o IBAMA deve se conscientizar que algumas espécies não se adaptam ao clima de montanhas ou já estão acostumados viver em gaiolas. “É preciso que cada pássaro volte ao seu habitat natural” Explica ela.
A tarefa mais difícil e alimentar todos esses bichinhos, por isso ela precisa de ajuda de voluntários, não só na alimentação como na construção de suas moradias. Em Monte Verde ela já contou com o ajuda do Sr. Adolfo e da madeireira Tangará. As frutas e legumes são doados pelo Tato e Pedro do Varejão. Mas, uma coisa importante deve ser salientada, os alimentos devem estar em perfeita forma de consumo. “Eles comem o que nós comemos se a verdura estiver deteriorada não serve para os bichos também” Diz ela.
O cardápio é variado, ela prepara polenta, arroz doze e até suflê de ovos e queijos para os macacos. O macaco Dudu chegou a consumir dez latas de sustagem para se recuperar. Como o custo é muito alto para sustentar esses animais e o IBAMA não permite doação em dinheiro, uma equipe formada por mim, pela Xinha Carvalho e Kiki da Uai Kiki, está desenvolvendo uma campanha para ajudar o Santuário Taliesin e na preservação do mesmo em Monte Verde. Se você estiver interessado em contribuir pode ajudar muito na doação de frutas, de todo tipo, legumes como abobrinha, berinjela, cenoura e também ovos e queijos. “Quem quiser ajudar pode contribuir também em dinheiro, que nós nos encarregaremos de reverter tudo em alimentos para os bichinhos” Diz a voluntária Kiki.
O local ainda não está pronto para receber visitantes, portanto a sua doação pode ser entregue na sede do jornal Voz da Terra e da ACMV na rua Eucaliptos, ou na loja da Kiki, na Alameda Pinheiral ao lado do Atelier do Bernardo.Toda doação nós encarregaremos de chegar ao Santuário. Qualquer ajuda sua será bem vinda e os agradecimentos ficam por conta dos novos e encantadores moradores, que hoje vivem feliz e em paz nas montanhas de Monte Verde..

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