VOZ DA TERRA - jornal impresso e virtual de Monte Verde

Diretor: Egydio Coelho da Silva

SAÚDE: DE SETEMBRO DE 1.999 A MARÇO DE 2.002

VOZ DA TERRA – SETEMBRO DE 1.999

Texto extraído do debate em Monte Verde, coordenado por Walter Monacci

 1.000 CONSULTAS MÊS

...Nunca MV foi atendido como é hoje, com especialistas atendendo a população. Todos os indicadores de saúde melhoraram muito... Finalizando, são atendidas em MV cerca de 1000 consultas mês; 80 consultas de pré-natal, etc.

Maurício Pereira – Médico

Monte Verde, 20 de Dezembro de 1999

 Texto do debate, coordenado por Walter Monacci  em Monte Verde

DE: SR. EDUARDO AMARO (ASSOC. BENEFICENTE DE M. VERDE)

MARCO DO NASCIMENTO DO HOSPITAL DE MONTE VERDE

Associação Beneficente Monte Verde

Prezado Associado,

Por ocasião das Festividades Natalinas e do Ano Novo que se avizinha, os membros dos Conselhos e da Diretoria da ABMV vem desejar a todos os Associados e às suas Famílias, um Natal repleto de Amor, Saúde e Paz, e um Ano Novo, pleno de realizações e alegrias, e que 2000 permita, a todos nós, demonstrar que o ideal da ABMV será capaz de sensibilizar um número ainda maior de corações e permitir que seus objetivos sejam alcançados.

O ano de 1999 sempre será lembrado como um marco para a ABMV, que nele obteve o indispensável apoio da Câmara de Vereadores e da Prefeitura para a doação do terreno para a futura construção do Hospital de Monte Verde.

O objetivo da ABMV para 1999 foi atingido: deu-se início, ainda que de forma modesta, ao atendimento médico, beneficiando principalmente a Comunidade carente;

·                                 a Câmara de Vereadores e a Prefeitura deram seu apoio à iniciativa da ABMV, concretizando-se esse apoio na aprovação do Projeto de Lei que permite a doação do terreno para a construção do Hospital, sob condições que são perfeitamente aceitáveis e que dão segurança ao Município e sua Comunidade.

Caros Associados, os primeiros, e muito importantes, passos estão dados, agora cabe a nós demonstrar à Comunidade de Monte Verde que a ABMV foi constituída com a determinação de todos nós e que é só isso que nos levará a atingir seu propósito maior: O BEM ESTAR SOCIAL, iniciando pela assistência médica à Comunidade carente de Monte Verde.

O Ano 2000 deverá, também, ser um marco; aquele em que o Hospital de Monte Verde teve sua construção iniciada.

Para isso, caro Associado, sua participação será imprescindível; a ABMV vai precisar e muito do seu apoio – financeiro e pessoal: angariando fundos e construindo aquilo que será o nosso maior motivo de orgulho, o HOSPITAL DE MONTE VERDE.

BOAS FESTAS PARA TODOS,

pela ABMV; Eduardo Amaro, Diretor Secretário,

VOZ DA TERRA – JANEIRO DE 2.000

 Hospital em Monte Verde

Dr. Antônio Carlos Kfouri (ao centro) , que vem há bastante tempo lutando para viabilizar a construção de um hospital em Monte Verde, teve a alegria de ver aprovada pela Câmara Municipal a doação do terreno para essa finalidade.

A Associação Beneficente Monte Verde, que deverá ser a entidade responsável pela construção do hospital, está consciente e já se movimenta para tornar realidade esta conquista para o Distrito.

Eduardo Amaro, diretor-secretário da ABMV,  disse  que "o ano de 1999 sempre será lembrado como um marco, pois a ABMV conseguiu seu objetivo:

1 – obteve  o indispensável apoio da Câmara de Vereadores e da Prefeitura para a doação do terreno para a futura construção do Hospital de Monte Verde.

2 – Deu-se início, ainda que de forma modesta, ao atendimento médico, beneficiando principalmente a comunidade carente.

Na sua opinião, o  ano de 2000 deverá, também, ser um marco; aquele em que o Hospital de Monte Verde teve sua construção iniciada. "Para isso, a participação dos associados será imprescindível; a ABMV vai precisar e muito do seu apoio; financeiro e pessoal: angariando fundos e construindo aquilo que será o nosso maior motivo de orgulho, o Hospital de Monte Verde", finaliza entusiasmado.  

 SEQUÊNCIA DO DEBATE - 01.02.00

 

DE: DRA. ANGÉLICA CARLINI

Dr. Walter,

Estivemos com o Roberto, da Pousada da Trilha, que é vice-presidente da Associação Beneficente Monte Verde, no último sábado, na Casa da Batata. Ele manifestou uma grande preocupação com a arrecadação de fundos para a construção do Hospital de Monte Verde, que conforme noticiado neste DEBATE, já teve o terreno doado pela Prefeitura Municipal.

Todos estamos cientes da necessidade da construção de um hospital que atenda a população de Monte Verde, os turistas e aqueles que têm casa no Distrito, e passam seus finais de semana, feriados prolongados e férias. Todos estamos cientes, também, das dificuldades que uma obra desse porte implica.

A Diretoria e os associados da Associação Beneficente Monte Verde não têm medido esforços no sentido de obter fundos para essa grande empreitada. Têm promovido atividades na comunidade (bazares, festas, quermesses), e também trabalhado no sentido de que mais pessoas se tornem sócios contribuintes, sendo certo que o valor da contribuição fica a critério de cada um.

A facilidade para contribuir é grande, porque pode ser feito depósito em conta corrente do Bradesco, agência Monte Verde, o que é bastante simples, em especial para quem dispõe de Internet e pode fazer um doc. eletrônico.

Assim, como sócia efetiva da Associação Beneficente Monte Verde, estou solicitando que você retransmita essa mensagem no próximo DEBATE, para que possamos pedir para as pessoas que preencham suas fichas e tornem-se sócias da Associação, contribuindo mensalmente para que possamos dar continuidade a esse projeto.

As fichas de inscrição podem ser obtidas com o Roberto da Pousada da Trilha, com o Fabiano do Banyvas, com a Liana da Footwork (Galeria Suíça), enfim, em muitos lugares em Monte Verde. Na dúvida, é só ligar para o Roberto, da Pousada da Trilha, no (035) 438-1165, que ele tem todas as informações necessárias.

Nós todos sabemos o "estado de calamidade pública" que se encontra a saúde no Distrito de Monte Verde, onde sequer temos um médico nos finais de semana ou à noite (durante a semana) para atender a população e os turistas. Qualquer tipo de problema tem que ser levado para Camanducaia ou Cambuí, ou para Bragança Paulista ou Campinas, enfim, para lugares distantes, onde o trajeto de ida pode significar a diferença entre viver e morrer.

O ano passado tivemos episódios lamentáveis com perda de vidas humanas, porque o atendimento de saúde mantido pelo Poder Público não tinha condições de atendimento. Nesse momento, não cabe discutir as responsabilidades do Poder Público, nem cobrar posições, mas sim de nos unirmos para viabilizar um projeto que tem tudo para ser bem sucedido, até porque, está sendo coordenado por pessoas com total experiência no assunto.

O Sr. Antonio Carlos Kfouri, presidente da Associação Beneficente Monte Verde, é administrador do Hospital do Coração, em São Paulo, e tem a vivência e a experiência necessárias para viabilizar um projeto desse porte. No entanto, toda essa vivência e experiência serão inúteis se nós não fizermos a nossa parte.

Uma contribuição mensal no valor de R$ 20,00 (vinte reais),não faz tanta diferença no orçamento de quem pode ter uma casa em Monte Verde, ou está estabelecido como comerciante, apesar dos tempos andarem difíceis para todos nós.

Junto aos moradores da Vila da Fonte, temos feito um trabalho de conscientização e pedido de ajuda através da Rádio Comunitária Monte Verde, FM 88.3. Esperamos, ao longo desse ano, com um trabalho contínuo na Rádio, obter a total aprovação e colaboração dos moradores da Vila da Fonte, que poderão contribuir com um único real, mas certamente contribuirão.

Assim, reitero aos participantes do DEBATE que filiem-se à Associação Beneficente Monte Verde, que passem a contribuir na medida de suas possibilidades, e que somem seu carinho por Monte Verde aos sócios e participantes da Associação, para que possamos todos juntos, realizar esse projeto fundamental.

Fico a disposição para qualquer outro esclarecimento, e agradeço mais uma vez a atenção que o DEBATE sempre dedica aos meus "falatórios".

Mudando um pouco de assunto, estou esperando o pedido de representação ao Ministério Público, referente à questão da estrada "inacabada", e agora já "dissolvida pelas chuvas", para que possamos exigir do Estado de Minas Gerais o pagamento da parcela inadimplente, e o fornecimento da massa asfáltica prometida. Quando é que vamos assinar, Dr. Walter?

um abraço e outra vez obrigada

Angélica Carlini

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Diária para duas pessoas:

 

COM CAFÉ DA MANHÃ

 SEQUÊNCIA DO DEBATE - 01.02.00

DE: WALTER CUNHA MONACCI

Dra. Angélica e demais amigos de Monte Verde,

1. Também sou testemunha do empenho com que tem trabalhado a diretoria da Sociedade Beneficente de MV quanto à construção do Hospital de M.V.

Com o sucesso da primeira etapa, a aquisição, via doação, do terreno, também acho que seja hora de "mãos à obra".

O que noto é que, muito embora as demais associações tenham se empenhado no cumprimento de suas tarefas e objetivos, é hora de direcionarmos as nossas atenções para o trabalho da Sociedade Beneficente.

A informação da forma (locais) em que os interessados devem dirigir-se para associar-se à Soc. Beneficente está no texto acima, da Dra. Angélica.

Quanto ao requerimento de instauração do Inquérito Civil Público e/ou Ação Civil Pública, como está definido, vamos prepará-lo com a maior brevidade possível.

Estarei minutando o requerimento ao M.P. e encaminhando, em breve, para a Dra. Angélica, para análise.

Abraços,

SEQUÊNCIA DO DEBATE - 01.02.00

 WALTER

 DE: D. PAULA UNGER

Caros amigos

ajudar a vender camisetas é uma grande e boa alternativa, na minha

opinião para arrecadação de fundos para o hospital, tem um desenho belíssimo doado pelo Sr. Roberto, e esta a venda em pouquíssimos lugares em Monte Verde. Eu não sei exatamente quantas pessoas vendem; eu com certeza sei da Dna Liana e da Unger's Pottery, alem do que tenho trazido para São Paulo para vender. Se cada associado tentasse vender 10 camisetas por mês ajudaria muito.

Uma boa alternativa é presentear, garanto a todos que todos os meus amigos e funcionários que ganharam esta camiseta adoraram, pois o Beija -flor é lindo.:)

Alem do que a forma mais digna de arrecadação na minha opinião é

vendendo algo.

Sem mais, certos de vossa atenção Paula Unger

SEQUÊNCIA DO DEBATE - 07.02.00

DE: DRA. ANGÉLICA CARLINI

Dr. Walter.

endosso inteiramente a idéia da Sra. Paula Unger sobre a venda de camisetas como forma de contribuição para a Associação Beneficente Monte Verde, porque além de serem realmente muito bonitas, são uma forma prática de presentearmos amigos e parentes, bem como de sensibilizarmos pessoas para participarem desse projeto. Meus alunos na Universidade Paulista de Campinas, por exemplo, compraram várias camisetas do PISA, que foram feitas para colaborar com a Associação, e muitos deles sequer sabem onde fica Monte Verde. Apenas se sensibilizaram com o fato de que se tratava de contribuição para ajudar na construção de um Hospital, etc., etc., etc.

No entanto, devo ressaltar que é muito importante que as pessoas se associem, e passem a contribuir mensalmente como sócios da Associação Beneficente Monte Verde, porque a administração da Associação precisa contar com uma quantia mensal de porte, para poder iniciar as obras e contratar os serviços necessários. Devo lembrar que a Associação Beneficente Monte Verde, na qualidade de entidade civil sem fins lucrativos, tem responsabilidades em relação a administração dos valores arrecadados, e vai prestar contas desses valores e de sua utilização, com regularidade. Assim, a contribuição sistemática de uma determinada quantia, além de facilitar para que se possa estruturar melhor o planejamento da construção, que todos sabemos é bastante complicado, também permite a Diretoria da Associação assumir compromissos futuros, seja com fornecedores de materiais ou com mão de obra.

Construir um hospital, por mais modesto que seja, contando apenas com a contribuição esporádica da venda de camisetas, ou com o resultado de festas ou outra atividade desse tipo, é praticamente impossível, porque não se pode assumir compromissos, visto que não se sabe com quanto efetivamente se poderá contar. Por essa razão, entendo que todos nós, que usufruímos, moramos ou trabalhamos em Monte Verde, poderíamos nos associar a Associação Beneficente Monte Verde, e além disso, participarmos com afinco de iniciativas como a sugerida pela Dona Paula Unger.

Não é demais lembrar, que poderíamos também organizar outras iniciativas, como o leilão de obras de arte doadas por artistas de Monte Verde (o Roberto da Pousada da Trilha, a Adriana, Dona Paula Unger, a Juliana do Ateliê de Pintura de Tecidos, e outros que ou eu esqueci ou não conheço ainda); jantares beneficentes como a Izildinha Antonelli organiza de vez em quando; bingos familiares (embora eu seja totalmente contra jogos); e outras muitas idéias criativas, que contribuam para arrecadarmos os valores necessários.

Também poderíamos pensar em reciclagem de lixo, em especial latas de refrigerante e cerveja, que já fazem parte da cultura nacional. A Val, esposa do Pucci, parece que tem informações sobre o que é preciso fazer para montar uma usina de reciclagem de lixo, e poderíamos convidá-la a expor seus conhecimentos para todos nós. Imagem o que produzimos de latas em um fim de semana, não só em nossas casas, mas também nos restaurantes, bares, pousadas e hotéis de Monte Verde. E de papelão, jornal, revistas, papel, caixa tipo longa vida, entre outros inúmeros lixos que podem ser reciclados.

Poderíamos pensar em instalar, junto ao Portal, uma coletora de lixo para reciclagem, nos moldes do que já existe nos grandes centros urbanos, em especial, na linda Curitiba.

Enfim, somos muitos e criativos. Se cada um de nós puder doar R$ 20,00 (vinte reais) por mês, e 01 (uma) hora de tempo no final de semana, FAREMOS NÃO APENAS UM HOSPITAL EM MONTE VERDE, MAS FAREMOS UMA NOVA MONTE VERDE, mais unida, mais comunitária, sem tantos egos inflados e vaidades estendidas, e com muito mais harmonia, alto astral e boas vibrações. Utopia? Não, vontade de acertar. Vamos lá, vamos provar que somos capazes de unidos, mudar o atual estado de deterioração que Monte Verde vive.

Insisto, a contribuição mensal de todos nós é fundamental, mas Dona Paula Unger tem razão quando nos lembra que existem outras muitas alternativas, e que não devemos descartar nenhuma delas.

um abraço e desculpem pela insistência, mas falar de Monte Verde e da Associação Beneficente Monte Verde já se tornou quase que uma "segunda pele", para mim.

um outro abraço

Angélica Carlini  

VOZ DA TERRA – 02 DE FEVEREIRO DE  2.001

Associação beneficente de Monte Verde:

 

um projeto que deu certo

 

A Associação Beneficente de Monte Verde foi fundada há dois anos por empresários, industriais, banqueiros e pessoas de posse que se preocupam com a saúde e educação dos moradores da Vila. A Idéia foi do médico paulista José Antônio Kifori, superintendente do Hospital do Coração/SP e hoje presidente da Associação.

Ele sempre esteve presente na Vila,onde possui uma residência, por isso passou a perceber a dificuldade dos moradores na questão de atendimento médico.

A casa localizada na Avenida Monte Verde (próximo ao Bradesco) sobrevive de doações, de um Bazar beneficente, quermesse, bailes, receita dos médicos e dos associados. Para ser sócio é preciso preencher uma ficha e contribuir com qualquer quantia, que vai de acordo com sua renda, de acordo com o vice- presidente da Associação, José Roberto Barbosa, os sócios contribuem no mínimo com 10 reais por mês. 

A consulta custa cinco reais para sócios e 20 reais para não sócios.E os médicos são pagos de acordo com a arrecadação.

O atendimento é realizado quatro dias por semana com médicos atuando nas áreas de: cardiologia, pediatria, clínico geral, ortopedia e ginecologia. 

Os médicos são voluntários de São Paulo, Bragança, Extrema e Camanducaia. É comum você passar pela Associação nos domingos e ver os médicos atendendo os moradores que não puderam se consultar durante a semana.

O objetivo da associação, sem fins lucrativos, é reverter todo dinheiro proveniente de arrecadações e mensalidades para saúde e também educação, de acordo com o vice-presidente, José Roberto.

A novidade da Associação é que num futuro bem próximo, que vai depender das doações e da boa vontade de todos, será iniciada as obras para a construção do hospital de Monte Verde. 

O terreno já foi doado pela Prefeitura, e a associação Amigos de Monte Verde, já conta com equipamentos de cirurgia, UTI, ultra-som e radiologia, que já é um passo para as futuras instalações onde os moradores serão beneficiados. 

“A primeira fase será inaugurada com um bom ambulatório e sala de internação. Conforme o recurso, serão instaladas outras estruturas, como a UTI e sala de cirurgia”, disse Jose Roberto.

Futuramente com a instalação do Hospital, na Avenida do Sol Nascente, outros projetos serão executados como a criação de um centro comunitário, onde acontecerão palestras e treinamento de primeiros socorros, atuando assim, diretamente na educação.

Em breve, não será mais necessário as mulheres de Monte Verde arriscar suas vidas na estrada, de péssima conservação, indo até maternidade de Camanducaia. 

O apelo para todos os moradores de Monte Verde, principalmente os empresários e industriais e de todos que usufruem das belezas naturais da Vila, ajudem a levantar o hospital de Monte Verde. 

Para se ter uma idéia, o distrito com aproximadamente cinco mil habitantes, só existem hoje 400 associados. 

Já que não funciona o que seria Pronto Socorro e Posto de Saúde, em Monte Verde, é preciso que os moradores invistam mais nessa idéia do hospital , se associando, pois será você e seus filhos os beneficiados.

 

VOZ DA TERRA – 11 DE MARÇO DE  2.001

Repórter: Suely Silva - Redação: VOZ DA TERRA

 

Pronto Socorro ainda não é 24 horas

 

A placa em frente ao Posto de Saúde de Monte Verde diz: Posto 24h- mas não é o que acontece com a Unidade Básica de Saúde, instalada na rua da Represa, Vila Operária de Monte Verde. 

O atendimento médico é efetuado apenas uma vez por semana, embora  abra todos os dias, menos nos finais de semana e feriados. 

Os que procuram o Posto são atendidos pela auxiliar de enfermagem Vânia Lúcia T. Lima e os agentes de saúde, que por sinal fazem um bonito trabalho nas residências dos enfermos.

A auxiliar Vânia conta que por várias vezes recebeu reclamação de turistas, quanto ao fato de não terem plantão 24 horas. “Um acidentado, por exemplo só pode ser atendido se não for grave. Faço o que posso",  conta Vânia. 

Essa semana o prefeito Emydio passou  ordem dizendo que a ambulância só deve circular em caso de extrema urgência.

 

Agenda:

A Associação Beneficente de Monte Verde estará promovendo no dia 17 (a confirmar) de Março um baile na Chácara Adélia com o músico Marcelo De More, em prol da construção do Hospital de Monte Verde.

 

VOZ DA TERRA EM 16-03-2.001

Repórter: Suely Silva - Redação: VOZ DA TERRA

 

CAMPANHA NACIONAL DE DIABETES

Fique atento aos sintomas

Se você está sempre cansado, perdendo peso, tem muita sede, coceira pelo corpo, câimbras e está enxergando cada vez menos fique atento, pois você corre o risco de estar com diabetes.

O Posto de Saúde de Camanducaia, incluindo todos os distritos, está realizando desde seis de março a Campanha de prevenção de Diabetes. Muitas pessoas já procuraram a Unidade de Saúde de Monte Verde. 

Para fazer o teste você precisa ter idade igual ou superior a 40 anos e comparecer ao Posto mais próximo de você a partir das 8 horas da manhã. É importante estar em jejum.

Todos os exames considerados suspeitos serão encaminhados para confirmação do diagnóstico, através de um exame mais detalhado de glicemia plasmática. 

A campanha encerra no dia 16 de março, se você não procurou o Posto não perca tempo e aproveite a campanha para avaliar a sua saúde.

VOZ DA TERRA – 09 DE MAI0 DE  2.001

Texto do debate, coordenado por Walter Monacci  em Monte Verde

DE: Dr. FERNANDO GIANNOTTI (MÉDICO)

Aos amigos de MV, e a quem possa me responder, solicito informações sobre a   atual situação do Hospital e do PS , tais como : está funcionando ? Tem  médicos ? Estão contratando ? Pois tenho interesse em saber e em falar com a pessoa responsável.

Abraços,

Fernando Giannotti

 

VOZ DA TERRA – 09 DE MAI0 DE  2.001

Texto do debate, coordenado por Walter Monacci  em Monte Verde

DE: Sr. EDUARDO AMARO (DIRETOR SECRETÁRIO DA ASSOC. BENEFICENTE DE MONTE VERDE)

Prezado Dr.Walter,

Em anexo carta da ABMV, anexando o Relatório da Diretoria referente ao Exercício de 2000, cujo texto é auto-explicativo.

Agradecemos antecipadamente pela sua atenção para com a mesma.

Cordialmente,

pela ABMV, Eduardo Amaro - Diretor Secretário

 

P.S.: O ARQUIVO COM O RELATÓRIO A DIRETORIA DA ABMV CITADO NESTA MENSAGEM SEGUE EM ARQUIVO ANEXO A ESTA MENSAGEM. WALTER.

 

Monte Verde, 8 de maio de 2001

Ilmo.sr.

Dr.Walter Monacci,

Anexamos a esta um resumo do RELATÓRIO DA DIRETORIA - Exercício 2000, da Associação Beneficente Monte Verde- ABMV.

Apreciaríamos que o mesmo fosse divulgado aos participantes do "Debate" para que possam estar a par, ou tomar conhecimento das atividades da ABMV.

É muito importante que o trabalho da ABMV seja divulgado, não só na Comunidade, mas entre nossas famílias, amigos, companheiros de trabalho, autoridades, enfim, entre todos que possam vir a contribuir para esse esforço que é de todos nós em prol da Comunidade de Monte Verde, da qual fazemos parte.

A seriedade do trabalho que vem sendo desenvolvido pela ABMV tem sido reconhecida e recompensada através do apoio que se tem manifestado pelas doações feitas, não só por pessoas físicas e profissionais liberais, mas por empresas com presença expressiva em seus mercados.

Aproveitamos para informar que a versão completa do Relatório da Diretoria encontra-se à disposição daqueles que se interessarem, podendo ser retirados em nosso Posto de Atendimento na Av.Monte Verde.

Informamos também que entregamos pessoalmente ao Prefeito uma cópia do Relatório da Diretoria, assim como uma carta propondo à Prefeitura Municipal de Camanducaia, o apoio da ABMV a um projeto de reciclagem integrada de lixo.

Por último, gostaríamos de poder contar com os participantes do "Debate" para, não só divulgar, como contribuir no esforço de angariar sócios e doações de recursos e bens que nos ajudem na construção do Hospital, objetivo primeiro da ABMV.

Agradecendo antecipadamente pelo seu apoio na divulgação do Relatório, ficamos à disposição para prestar quaisquer esclarecimentos adicionais.

Cordialmente,

pela ABMV, Eduardo Amaro, Diretor Secretário

 

Relatório da Diretoria

Exercício 2000

(resumo)

Atendimento Médico

Quando do encerramento deste Relatório, as especialidades médicas disponíveis para atendimento ao longo de 4 dias por semana eram as seguintes:

·    Pediatria

·    Ortopedia

·    Ginecologia

·    Cardiologia / Clínica geral

No período de janeiro a dezembro de 2000 a ABMV realizou 4134 atendimentos.

De janeiro a março de 2001 foram realizados 1074 atendimentos, 14% a mais que no ano de 2000.

O total de despesas de mão de obra com médicos no exercício de 2000 atingiu o valor de R$ 40.300,00 .

Arrecadação

Sempre fundamentados no princípio de que instituições filantrópicas devem subsistir pela colaboração de todos, o que valoriza sua própria existência, assim como os serviços comunitários que presta, o Conselho e a Diretoria da ABMV determinaram um aumento no valor da doação para não sócios , fixando-o em R$ 20,00 (vinte reais) por consulta, sendo que para os sócios o valor foi mantido em R$ 5,00.

Atendendo à demanda por valor de contribuição reduzido para situações especiais, foram criadas categorias diferenciadas de contribuição mensal:

funcionários de hotéis cujos proprietários sejam sócios da ABMV - R$ 10,00 /funcionário;

membros da Missão Batista, solteiros, em trânsito - R$ 5,00 de doação mensal, além da doação de R$ 5,00 por consulta realizada para atendimento individual. 

A Diretoria e o Conselho da ABMV definiram os parâmetros para identificação de famílias carentes, tendo sido designada uma Comissão de sócios da comunidade para manter atualizada, na medida do possível, a listagem daqueles que se enquadram nessa categoria e que fazem jus ao atendimento gratuito.

Sempre com o objetivo de subsidiar a prestação do serviço de atendimento médico e, ao mesmo tempo, permitir à população carente acesso a produtos de qualidade vendidos por preços simbólicos, foram realizados, nas instalações da Escola Municipal Karlis Kempis e no imóvel de propriedade do Sr. Amado, nos dias 17 e 18 de junho e 9 e 10 de dezembro, respectivamente, bazares beneficentes que contaram com doações angariadas entre sócios e simpatizantes da ABMV.

A arrecadação do período foi reforçada com as seguintes contribuições extraordinárias:

·    doação de parte do resultado do evento cultural da Ceramista Paula Unger, realizado em sua galeria, e da venda de quadros e obras de arte em evento realizado na Casa de Pedra, cedida gratuitamente pela Sociedade dos Amigos de Monte Verde para esse fim;

·    resultado das festas organizadas pelo grupo de funcionárias do Shopping Galeria Suíça, sendo uma delas realizada na Chácara Adélia, cedida gratuitamente pelo Sr. Walter Lança;

·    contribuição extraordinária do Dr. João Francisco Ardeo, do Hotel Esquilo;

·    contribuição significativa em medicamentos e em espécie, do casal Nicolau e Gilda Cury, residentes em São Paulo e colaboradores da obra da Associação;

·    Associação do Sanatório Sírio – Hospital do Coração de São Paulo, doou vários equipamentos e mobiliário para o futuro hospital;

·    Doações de medicamentos por parte de associados e simpatizantes.

As arrecadações obtidas com os bazares, eventos e as contribuições extraordinárias tiveram valor significativo o que justifica a ênfase que a Diretoria atribui a iniciativas como essas.

Hospital de Monte Verde

Terreno

No dia 16 de março de 2000 o Presidente Antonio Carlos Kfouri reuniu-se com os Vereadores, na Câmara Municipal de Camanducaia, quando teve oportunidade de apresentar-lhes o projeto de construção do Hospital e defender a necessidade de uma área maior que aquela de 5.000 m2 então doada pela Prefeitura.

No mesmo dia a Câmara aprovou, por unanimidade, e com o incontestável apoio do Ilustríssimo Vereador Rubens Mungioli, a doação de uma área de 12.000 m2 para que a ABMV construa o Hospital de Monte Verde, mantendo as condições anteriormente definidas para que a doação seja eficaz:

1.após 6 meses da entrada em vigor da Lei nº 324/2000 de 27 de junho de 2000: apresentação, para aprovação da Prefeitura, dos projetos de Arquitetura, Engenharia, Hidráulica, Elétrica e Engenharia Sanitária

Informamos que esta condição foi devidamente cumprida e formalizada junto à Prefeitura.

2.Dois anos após a aprovação do projeto pela Prefeitura: iniciar as obras;

Esta condição já foi cumprida, tendo em vista o início das obras no último trimestre de 2000.

3.Seis anos após a aprovação do projeto pela Prefeitura: iniciar atividades.

Tendo em vista o planejamento da execução do projeto, o Conselho e a Diretoria estão confiantes em poder cumprir com folga o prazo estabelecido pela Prefeitura e Câmara Municipal para o início das atividades.

Adicionalmente, temos a satisfação de informar que as formalidades para a Escrituração do terreno foram todas devidamente cumpridas, e que o mesmo encontra-se registrado em nome da ABMV no Cartório de Registro de Imóveis de Camanducaia.

Construção

Realizada a sondagem do terreno, foi executado o projeto de fundações, compreendendo a fixação de 49 estacas tipo Strauss pela empresa Engabela Engenharia e Comércio Ltda.

A construção encontra-se em andamento, com a execução da primeira fase do projeto que consiste no módulo composto por :

Pavimento Térreo – Hall de espera; consultórios; sala de ultra-som; sala de raios-X; sala de coleta de exames laboratoriais; laboratório; plantão médico; copa; sanitários; farmácia.

Sub-solo -  Zeladoria; vestiários; refeitório; almoxarifado; lavanderia além de toda a infra-estrutura necessária para o funcionamento do módulo.

O valor estimado para a construção deste módulo é de R$ 165.000,00.

Foi criada uma Comissão de Obra, que tem por objetivo acompanhar o desenvolvimento e execução do projeto, assim como assegurar que sejam cumpridas todas as exigências legais, de todos os níveis, aplicáveis ao projeto.

São os seguintes os engenheiros e arquiteto responsáveis e que estão contribuindo voluntariamente com seu trabalho:

Engª Edna Maria dos Santos, responsável pelo projeto

Engº Luiz Peixoto, responsável pela execução

Engº Marcelo Fuchs, responsável pelo cálculo estrutural

Arquiteto Carlos Eduardo Pompeu

Cabe destacar que a ABMV recebeu, até a presente data as seguintes doações (em ordem alfabética dos doadores), que estão viabilizando a construção do Hospital e equipando-o:

Banco Brasileiro de Descontos S/A - Bradesco, fundos para a construção;

Carlos Eduardo Pompeu, Arquiteto, projeto arquitetônico;

Cia.Melhoramentos, madeira;

Indústrias Votorantin, cimento;

Marcelo Fuchs, Engenheiro, cálculo estrutural;

Márcia Kallil, Engenheira, projeto de drenagem;

Sanhidrel Instalações e Comércio Ltda, projeto hidráulico elétrico e sanitário;

Siemens do Brasil S/A; foco cirúrgico.

O Conselho  e a Diretoria da ABMV convocam todos os sócios para contribuir no esforço de obtenção de doações que permitam assegurar um ritmo satisfatório para a construção do Hospital.

Esses os fatos relevantes do exercício encerrado em 31 de dezembro de 2000, além dos comentários sobre assuntos significativos ocorridos até a presente data.

Em particular, o início da construção do Hospital Monte Verde que conseguiu atrair mais sócios e a simpatia de empresas que vêem contribuindo para se atingir, a médio prazo, a realização do objetivo maior da ABMV, que é dotar a comunidade de um Hospital.

 

A Diretoria da ABMV agradece a participação de todos aqueles que contribuíram financeiramente ou com seu trabalho e reitera o apelo para que todos os sócios se empenhem em aumentar a base de contribuição e doações, fatores indispensáveis para a consecução das metas a que a ABMV se propõe.

Às empresas e pessoas físicas que têm doado bens materiais e serviços, a ABMV agradece e reconhece que sem essas importantes contribuições teria sido impossível chegar às realizações até agora conquistadas.

Ressaltamos que o objetivo maior da Associação é a construção do Hospital Monte Verde, que necessita do apoio e da solidariedade de todos, e, principalmente, dos esforços da comunidade que será, sem dúvida, a grande beneficiária da sua construção.

Monte Verde, 13 de abril de 2001.

A Diretoria

VOZ DA TERRA – 29 DE MAIO DE  2.001 

PRONTO... SOCORRO...PRECISAMOS DE VOCÊ

(Carta de uma mãe e moradora de Monte Verde, que não quis se identificar, à redação de VOZ DA TERRA)

Não existe desespero maior que a mãe ver seu filho acidentado, com lesões pelo corpo todo e provavelmente com a perna quebrada, e tendo que removê-lo para um pronto-socorro no mínimo a 30 quilômetros de distância para que ele seja atendido. Isso aconteceu comigo há uns dois meses atrás. Meu filho sofreu um acidente na avenida Monte Verde, no final da tarde, e teve que ser socorrido às pressas, pois ele chorava desesperado sem poder ficar em pé. Eu também caí em desespero, pois sou moradora de Monte Verde e sei muito bem que aqui não existe plantão e nem sequer médicos, que pelo menos cumprem o seu horário normal de trabalho. Corri, pedi ajuda e logo em seguida estávamos nós seguindo para Camanducaia em busca de socorro. Cada buraco que passávamos era uma tortura para meu filhinho de apenas sete anos. Mas tivemos que andar ainda alguns quilômetros até chegarmos em Cambuí, onde meu filho iria ter um pouco mais de recursos caso fosse grave. Já era tarde da noite, mas graças a Deus meu filho foi socorrido a tempo e hoje ele está bem. Já brinca e corre como qualquer criança da sua idade, embora tenha ficado um pouco traumatizado com tanto sofrimento e em ver o meu desespero de mãe.

Agora uma pergunta aos administradores de Camanducaia: até quando Monte Verde ficará sem médicos, sem pronto-socorro 24 horas que funcione para casos de emergência? 

Até os turistas reclamam da falta de um posto nos finais de semana. Aliás, o posto funciona sim. Quando chove, os cavalos, que andam soltos pela rua, fazem de lá uma cocheira. Pobres cavalinhos, pelo menos eles têm onde dormir nas noites frias de Monte Verde.

Mas, apenas quero pedir que se tome uma providência em relação à saúde de Monte Verde. Até agora não se ouviu falar em nenhum projeto de melhoria nesse setor.

Não temos uma ambulância sequer uma ambulância. Como transportar nossos doentes e grávidas para Camanducaia. Quem está de parabéns, são os funcionários do Posto de MV que fazem o que podem sem nenhuma estrutura .

Estamos esperando, falo em nome de toda população de Monte Verde, tomem uma providência urgente antes que seja tarde.

PRONTO...SOCORRO... PRECISAMOS DE VOCÊ"  

VOZ DA TERRA (impressa) 14 DE JULHO DE 2.001 

A prevenção da saúde pública vai muito bem, diz Secretário

Suely Silva  

A Secretaria Municipal de Saúde de Camanducaia está passando por dificuldades. O secretário, Dr. Wladimir Casalho, desabafa em entrevista à VOZ DA TERRA: 

“Se a saúde pública não vai bem não é por culpa deste secretário”.

Chega-se à conclusão que estamos sufocados pela burocracia e pelo Depto. Administrativo e Jurídico.

Veja a seguir entrevista com o secretário:

VT: Como o Sr. vê a situação da saúde pública do município?

WC: A saúde pública em nosso município em relação à prevenção, que é a parte mais importante do serviço de saúde, vai indo muito bem. 

Temos diversos programas já em pleno funcionamento como, por exemplo: Programa de controle de diabetes, Programa de controle de hipertensos, de Tuberculose e Hanseníase, Programa de assistência às crianças de baixo peso e imunização. 

Temos implantado e funcionando o Programa dos Agentes Comunitários (PACS). Para esses programas são fornecidos medicamentos gratuitos.

Temos elaborado diversas campanhas de prevenção de diabetes e hipertensão arterial em todos os bairros com orientação e fornecimento de medicamentos e demais

exames que se façam necessários, com enorme procura e aceitação pela população. 

Nas escolas estão implantados o Programa de Saúde Bucal, com aplicação de flúor, fornecimento de escovas e ensinamentos como usá-las.

A campanha de vacinação contra a gripe para os idosos, febre amarela é um sucesso, a procura está sendo além das expectativas. Temos um agente de saúde para prevenção e localização do mosquito responsável pela transmissão da Dengue. 

Estamos fazendo a desratização de todos os bueiros de nossa cidade.

Nossa farmácia se encontra à disposição da população carente para fornecimento de medicamentos, não faltando remédios para os doentes crônicos, como cardiopatas, doentes mentais e que apresentam crises convulsivas, tuberculose e hanseníase. 

Felizmente, hoje estamos com uma farmácia em nossa secretaria municipal de saúde que atende em 95% dos medicamentos procura-dos e o restante fornecemos após termos feito cotação de preços em farmácias particulares.

Nosso Centro de Saúde presta-se ao Programa de Atenção Básica (consulta de clínica médica, pediatria, ginecologia e

obstetrícia), as consultas com especialistas são marcadas em Pouso Alegre, com fornecimento de passagens e condução para pacientes se locomoverem.

VT: E qual a dificuldade encontrada no setor de saúde?

WC: Estamos encontrando dificuldades quanto à medicina curativa, porque estamos com falta de médicos para suprir as necessidades de todos os postos de saúde de nosso Município, pois os médicos do quadro efetivo da prefeitura pediram exoneração de seus cargos. 

Estamos em vias de ampliar o serviço laboratorial e odontológico de nossa Secretaria, com aquisição de equipamentos e recursos humanos, levando esses serviços a toda população carente de nosso município. 

 

Médicos não aceitam trabalhar por salário baixo

VT: A Unidade Básica de Saúde de Monte Verde vem funcionando há tempo sem médicos, apenas com enfermeira e agente de saúde. Por que não contratar pelo menos um clínico geral para o Posto?

WC: Em Camanducaia há um concurso público municipal vigente desde 1999, que estabelece uma carga horária para os médicos, de 20h a R$960,00 por mês que foi aceita e eles assinaram contratos e tarôs de responsabilidade, 

mas que na realidade não estava sendo comprida, trabalhavam no máximo oito horas semanais ficando outras 12 horas sem compô-las.

Recebi incumbência do Sr. Prefeito Municipal para se discutir junto aos médicos do quadro clínico, o cumprimento das regras do concurso público. 

Marcamos uma reunião na Santa Casa de Camanducaia, da qual participaram a maioria dos médicos concursados e levei ao conhecimento dos mesmos qual era a intenção e as dificuldades no qual o Executivo deparou quando tomou posse. Pedi a colaboração para o cumprimento da carga horária e assim que fosse possível tentaria, junto ao executivo melhorar os seus salários. 

Os médicos foram unânimes em não aceitar tal proposta porque salário era incompatível com a carga horária e que só aceitariam trabalhar no Posto de Camanducaia por este salário.

A LEI É CULPADA

Diante dessa decisão, levei ao conhecimento do Depto. de Administração e Jurídico da Prefeitura, que recomendou ao Depto. Pessoal que se descontasse as horas não trabalhadas. Os médicos não concordaram com tal decisão e pediram exoneração em caráter definitivo de suas funções, ficando então o nosso serviço público sem médicos suficientes para atender todos os Postos de todo município.

Entramos em contato com diversos médicos para substituição, mas na hora do contrato sempre havia o problema salarial e a distancia de Monte Verde e São Mateus, foram grandes os empecilhos.

Em reunião com o Depto. Jurídico, me afirmaram que a Lei de Responsabilidade Fiscal não permitiria que se aumentasse o salário, nem diminuísse a carga horária. Tentamos outras maneiras de contratação: via cooperativa, entidades sociais, mas sempre os setores Jurídico e Administrativo, diziam ser ilegal.

E não nos forneciam as soluções para resolver o grave problema que está passando a Secretaria Municipal de Saúde.Além dos fatos expostos, chega-se à conclusão que a Secretaria Municipal de Saúde de camanducaia encontra-se sufocada pela burocracia e pelos deptos. 

Administrativo e Jurídico, o qual somente sabe dizer que é ilegal e não aponta soluções para resolver o grave momento que estamos vivendo.

PRONTO SOCORRO DE MONTE VERDE DEPENDE DO JURÍDICO

VT: Mesmo com todas as dificuldades em que o setor se encontra, existe algum projeto para melhorar a saúde pública em Monte Verde?

  WC: Muitos projetos já foram apresentados na Secretaria de Administração e Jurídica, mas todos eles ficaram de ser estudados e ainda sem respostas.

O funcionamento do Posto de Saúde em Monte Verde durante 24 horas é um deles. Atualmente, se encontra na Câmara Municipal, um projeto para a compra de uma área para se construir um Centro de Especialidade Médica e Pronto Socorro em Camanducaia.

Esperamos que seja aprovado pela Câmara e que não se inviabilize um projeto que deverá solucionar o problema de espaço físico para atendimento ambulatorial de nosso município, que até agora vem sendo feito em prédio alugado, sem o mínimo de condição de funcionamento.

O projeto encontra-se na Secretaria de Obras da Prefeitura, onde todos poderão verificar. Aceitamos sugestões e críticas.

VOZ DA TERRA EM 22 DE JULHO DE 2.001

 

Opinião do leitor e/ou internauta

 

 A SAÚDE ESTÁ DOENTE

* Waldeci de Góes Maciel

 

 

Após nove meses da vitória eleitoral do Prefeito Emídio sinto-me à vontade para tecer alguns comentários políticos sobre nossa saúde.

Relendo o informativo de divulgação e propaganda do PMDB de Camanducaia em entrevista do Sr. Emídio pude constatar várias promessas de campanha, uma delas é que todas guardassem o jornal para que pudéssemos cobrá-los depois e a outra diz o seguinte, sem tirar e nem por nenhuma vírgula:

SAÚDE: Estamos prevendo investimentos elevados nos hospitais e postos de saúde.

Para melhorar o atendimento é importante que seja desenvolvidas campanhas de saúde pública e medicina preventiva na cidade, nas escolas, nos bairros e nos distritos.

Aliado a vários projetos de saneamentos básicos poderá dar um atendimento de qualidade devido à diminuição das filas de espera. 

A reinauguração do Hospital de Monte Verde é outra obra em que estaremos empenhados para podermos oferecer aos moradores e turistas um atendimento de alto nível.

Nossa principal preocupação será a de oferecer melhor para todos.

E do Sr. Rubens foi a seguinte:

“Apoiar o Sr. Emídio garantindo os investimentos previstos para Monte Verde e para todo o Município. Transmitir via rádio, as reuniões da câmara e coordenar o Orçamento Participativo, visitando todos os Bairros   Distritos”.

O que vemos hoje, não está sendo cumprido nenhuma linha do que foi prometido para a saúde.

Em Monte Verde não tem sequer um médico no pronto socorro, em Camanducaia está havendo um estrangulamento no atendimento médico devido a uma grande demanda de atendimento que deveriam ser feitos nos Bairros e Distritos conforme promessa de campanha do Prefeito Emídio. Como se não bastasse tem ainda a população de Itapeva que usufrui o atendimento médico em Camanducaia.

As promessas de campanha foram encantadoras para não dizer enganadoras, onde o atual Prefeito dizia que o projeto para Monte Verde era “Rubens Mungioli”.

E daí, e agora Rubens, como o mais votado, como o Presidente da Câmara e como o maior aliado do PMDB, está na hora de mostrar serviço para a população e principalmente para o seu eleitor.

O povo de Monte Verde pacificamente  vai aturando está administração que não tem respeito com a classe trabalhadora, com as crianças, com os jovens, com os nossos idosos.

No abaixo-assinado que foi feito em Monte Verde, para que possamos ter atendimento médico no pronto socorro com urgência, a resposta do Prefeito foi que esse problema seria transmitido para o secretário municipal de saúde, mas sem data prevista.

No dia 22 de junho corrente encontrei várias donas de casa de Monte Verde no hospital de Camanducaia, e fiquei até surpreso quando perguntei para uma delas o motivo da visita, ela respondeu com clareza que se tratava de um protesto contra a falta de atendimento médico, tentei convencer em vão, que ali não era lugar apropriado, pois o prefeito estava na Prefeitura, obviamente.

Camanducaia o nosso Distrito estão querendo providências por uma política de saúde que é de obrigação do Prefeito que é a maior autoridade do Município que delega poderes aos seus secretários mais também é o responsável direto pelos atos deles. 

Gostaria que o secretário Dr. Wladimir respondesse para a população os seguintes tópicos:

1) Um médico viria a Monte Verde por apenas R$ 10,60 por hora liquido?

2) Se o salário para o médico de Monte Verde não compensa, o que o povo de Monte Verde tem haver com isso e qual o salário comparativo nas cidades vizinhas?

3) Realmente está sendo gasto o percentual constitucional na saúde?

4) Qual a verba que vocês  passam para a Santa Casa e qual verba que passava anteriormente?

5) Vocês não estão confundindo politicagem com saúde?

 

Finalizando a saúde preventiva em Camanducaia se resume em programa de controle de: diabetes, dos hipertensos, de tuberculose e hanseníase da criança de baixo peso e imunizações que, por acaso são programas Federais e os municípios são obrigados a cumprirem estes programas sob pena de receberem a verba do PAB (Plano de Assistência Básica). Conclui-se então que a secretaria de saúde de Camanducaia nada faz por si mesma pela saúde preventiva em nosso Município, muito pelo contrário, diminui acentuadamente o nº de atendimentos e procedimentos realizados nos postos de saúde do Município.

A saúde curativa está indo de mal a pior pois, a secretaria se saúde impôs a quase paralisação da saúde curativa em nosso município, quando praticamente obrigou se 5 médicos do quadro de funcionários da prefeitura a pedirem demissão fazendo descontos nos salários e colocando cartas de advertências. 

Sob o argumento que conseguiriam contratar médicos a qualquer momento, deu no que deu, faltam médicos, e os que estão trabalhando, estão nas mesmas condições que nortearam as cartas de advertências e os descontos nos salários.

Existe um projeto para compra de terreno e a construção de um centro de especialidade e um pronto socorro em Camanducaia, um projeto demagogo, e maléfico a sociedade no momento. 

Pois, pronto socorro de Monte Verde: sem atendimento; posto se saúde São Mateus: sem atendimento; posto de saúde de Camanducainha: fechado; posto de saúde de Ponte Nova: fechado; posto de saúde de Camanducaia com atendimento parcial. 

Pergunto: porque fazer mais um posto de saúde se, nem o que já estão prontos não conseguem colocar para funcionar.

Diante desses fatos fazemos a seguinte pergunta: Porque discutir saúde se a idéia de nossa administração está bem clara. ECONOMIZAR E FAZER OBRAS O MAIS PRÓXIMO DA PRÓXIMA ELEIÇÃO, ÀS CUSTAS DO SOFRIMENTO DE UM POVO.

 * Waldeci de Góes Maciel, Engenheiro Agrônomo, graduado pela UNESP/ Jaboticabal, e Presidente do PT em Monte Verde-Camanducaia-MG.

VOZ DA TERRA EM 18 DE AGOSTO DE 2.001

 

UNIDADE MÓVEL DE SAÚDE ATENDERÁ EM MONTE VERDE

Suely Silva

 

A Unidade Móvel de Saúde do SESC-MG estará atendendo no dia 24 de agosto, em frente ao Posto de Saúde de Monte Verde nos horários: 8:00 ao meio dia e das 13:00 às16:00.

Estará a disposição da comunidade monteverdense os seguintes exames:

Abreugrafia( chapa dos pulmões),raio x dentário, eletrocardiograma, medição da pressão arterial. Os Agentes de Saúde do SESC, também irão orientar a população através de folhetos explicativos e consultas de rotina. O preço dos exames são os seguintes:

Eletrocardiograma: 5,00

Abreugrafia: 2,00

Raio x dentário: 1,50

Agora, a Unidade Básica de Saúde de Monte Verde está com médicos de plantão 24 horas, três vezes por semana. Inclusive, o secretário de saúde Wladimir Cassalho também está de plantão toda quinta-feira para atender a população em geral.

 

 VOZ DA TERRA EM 26 DE AGOSTO DE 2.001

 

SAÚDE NÃO É MAIS PREOCUPAÇÃO EM MONTE VERDE

Suely Silva 

 

Após quase quatro meses sem atendimento médico a Unidade Básica de Saúde de Monte Verde se encontra desde a primeira semana de agosto atendendo normalmente com médicos de plantão 24 horas, todos os dias da semana. “Inclusive nos finais de semana e feriado”, garante o secretário municipal de Saúde, Dr.Wladimir Cassalho, que também faz plantão às quintas-feiras em Monte Verde.

Após a polêmica de carga horária e remuneração que não estavam agradando os médicos contratados anteriormente, Dr.Wladimir explica que não foi fácil se chegar a um acordo, mesmo porque é difícil não esbarrar nas burocracias administrativas. “Fizemos três tipos de contratação: Uma de 24 horas( para Monte Verde), de 12 horas( em Camanducaia) e seis horas, para os especialistas que atendem todo município. Os médicos que cumprem o plantão de 24 horas, no caso de Monte Verde, ganham 468,00 reais pelas horas trabalhadas, cumprindo um horário que vai das sete da manhã até ás sete do outro dia”, explica o secretário.

Para entender melhor, na contratação passada, os médicos trabalhavam 20 horas semanais, recebendo 960,00 reais por mês.

Sendo que, segundo informações dos funcionários do Posto e do próprio secretário Dr. Wladimir, os médicos se recusavam a cumprir às 20 horas, cumprindo apenas oito, ficando devendo as outras 12 horas. 

Não satisfeitos com a proposta, os médicos contratados através de um concurso, vigente desde 1999, pediram a exoneração do cargo.Os médicos hoje ganham em torno de 1872,00(mil oitocentos e setenta e dois reais) por mês, quase o dobro do salário anterior. 

Mas, a grande vantagem para a comunidade é que o Posto funciona 24 horas por dia, e agora com uma ambulância zero quilômetro, da marca Fiorino( Fiat) e placa HMM-6874, que está sempre a disposição de quem precisa.

O Secretário da Saúde, disse à VOZ DA TERRA, que o próximo passo é a contratação de mais especialistas e adquirir novos equipamentos para a Unidade Básica de Monte Verde.

Confira o plantão médico:

Segunda- Dr. Marcelo- Cirurgião e Clinico geral

Terça-Luis Carlos do Nascimento – idem

Quarta- Dr. Wagner- Cardiologista e Dra. Elaine-Pediatra

Quinta- Wladimir Cassalho- cirurgião e Clinico

Sexta-Dr. Gervásio A. dos Santos-Clinico Geral.

Sábado, domingo e feriados-plantão alternado.

VOZ DA TERRA – 05 DE SETEMBRO DE  2.001

Texto do debate, coordenado por Walter Monacci  em Monte Verde  

De Vereador Rubens Mungioli

Para Debate

 

Desejo informar à todos os amigos do Debate que :

* já está em funcionamento os "Plantões Médicos" 24 horas, de domingo a domingo no Posto de Saúde de MV, com o apoio de Auxiliar de Enfermagem ou Enfermeira Padrão;

* já está em MV uma ambulância 0 Km. modelo Fiorino com oxigênio e bancos para um acompanhante na frente, dois atrás, mais o paciente.

Acrescento que, durante este mês, teremos ainda, algumas falhas nos plantões, devido a dificuldade que a SMS está encontrando para fazer contratações.

A reestruturação dos Serviços Médicos em MV está sendo elaborada com certa lentidão mas, está em andamento. Devo dizer também que devemos agradecer a atuação e a dedicação da Sra. Inêz e a pressão que a Câmara de Vereadores exerceu sobre o Executivo para que tudo viesse a acontecer.

Não posso deixar de citar o nome dos Vereadores que empenharam-se nesta questão - Reginaldo, Dionísio, Ademir, João Costura, Carlos, Hélio, Gentil, Odair, Celino, Juninho e Rubens.

VOZ DA TERRA (IMPRESSA) – 02 DE OUTUBRO DE  2.001

Ambulância e Sesc melhoram a saúde em Monte Verde

Suely Silva

Após quatro meses sem atendimento médico, a Unidade Básica de Saúde de Monte Verde se encontra desde agosto atendendo normalmente com médicos de plantão 24 horas, todos os dias.

FINAIS DE SEMANA

  “Inclusive nos finais de semana e feriado”, garante o Secretário Municipal de Saúde, Dr. Wladimir Cassalho, que também atende nas quintas-feiras.

A Prefeitura Municipal também adquiriu uma ambulância zero quilômetro da marca Fiorino (Fiat) totalmente equi-pada para atender as necessidades da comunidade.

No dia 24 de agosto, foi a vez dos agentes de saúde da Unidade Móvel do SESC-MG prestar serviços à população através de exames de rotina e folhetos explicativos.

Um caminhão do SESC ficou estaci-onado em frente ao Posto das oito

da manhã às cinco da tarde, atendendo a todos por um preço bem baixo, que variou de 1,50 a cinco reais, exames como abreugrafias, raio X dentário, eletrocardiograma e pressão arterial.

 

Entenda a nova contratação

Após a polêmica de carga horária e remuneração que não estavam agradando os médicos contratados anteriormente, Dr. Wladimir Cassalho, explica que não foi fácil se chegar a um acordo. “É difícil não esbarrar na burocracia administrativa, por isso fizemos três tipos de contração: Uma de 24 horas (caso de Monte Verde), de 12 horas (para Camanducaia) e seis horas, no caso dos especialistas que atendem no município”, explica ele.

Os médicos que cumprem o plantão de 24 horas ganham agora 468,00 reais pelas horas trabalhadas, cumprindo um horário que vai das sete da manhã até as sete do outro dia. Para entender melhor, na contratação passada, os médicos trabalhavam 20 horas semanais, recebendo 960,00 reais por mês. Segundo informações do próprio secretário, os médicos se recusavam a cumprir às 20 horas, trabalhando apenas oito, ficando devendo sempre as outras 12 horas. Os médicos hoje ganham em torno de 1.872,00 por mês, quase o dobro do salário anterior. Mas, a grande vantagem para Monte Verde é que o Posto funciona 24 horas por dia, com uma ambulância zero quilômetro sempre à disposição de quem precisa. Segundo o secretário, o próximo passo é a contratação de especialistas e aquisição  de novos equipamentos para a Unidade Básica de Monte Verde.

 

CONFIRA O PLANTÃO MÉDICO

Segunda feira – Dr. Marcelo- Cirurgião e Clínico Geral

Terça-feira- Dr. Luis Carlos do Nascimento- idem

Quarta-feira- Dr. Wagner- Cardiologista e Dra. Elaine- Pediatra

Quinta-feira- Dr. Wladimir Casalho- Cirurgião e Clínico

Sexta-feira- Dr. Gervásio A. dos Santos

Sábado, domingo e feriado com plantão alternado  

 

VOZ DA TERRA – 04 DE OUTUBRO DE  2.001

OMA Promove Palestra Para Comunidade de Monte Verde

 Suely Silva

 

 A Organização Mantiqueira Ambiental -OMA- realizará no dia 14 de outubro, ás 19: 30 horas, na escola municipal Karlis Kempis uma palestra sobre saúde, dirigida para toda comunidade de Monte Verde.

A palestra terá como tema doenças transmitidas por cães, gatos, cavalos, aves e outros animais domésticos. 

Como reconhecer os sintomas da doença e o prejuízo que ela pode significar. 

A prevenção e o procedimento para evitar as mais diversas verminoses que são comuns hoje em dia.

 

 

 

 VOZ DA TERRA (IMPRESSA) – 05 DE NOVEMBRO DE  2.001

OMA Promove Palestra Para Comunidade de Monte Verde

Suely Silva

 

A Organização Mantiqueira Ambiental -OMA- realizou no dia 14 de outubro, na escola municipal Karlis Kempis uma palestra sobre saúde, dirigida para toda comunidade de Monte Verde. A palestra foi ministrada pelo diretor da OMA, o médico paulista Wilson Catapani, que teve como tema doenças transmitidas por cães, gatos, cavalos, aves e outros animais domésticos. Como reconhecer os sintomas da doença e o prejuízo que ela pode significar. A prevenção e o procedimento para evitar as mais diversas verminoses que são comuns hoje em dia.

De acordo com o médico, mesmo um animal bem cuidado pode transmitir doenças, como a verminose. “Existe um porção de vermes transmitidos pelos cães e gato que não enxergamos” disse Dr. Wilson.Segundo ele, uma pessoa  contaminada pela verminose pode apresentar os seguintes sintomas: desânimo, cansaço, olhos esbranquiçados, podendo causar uma anemia profunda. Ele também explicou que o gato pode transmitir a doença da “Arranhadura”.”O gato quando está infectado pelo vírus não apresenta nenhum sintoma da doença, podendo aparentar estar saudável” explicou ele. A Toxoplasmose (doença de cão e gato), pode comprometer seriamente a visão, levando a cegueira, onde o animal também não apresenta sintomas, sendo facilmente transmissível.

O Médico falou das  inúmeras doenças não só dos cães e gatos, mas também dos morcegos, pombos ratos e etc. O ponto mais importante da palestra foi quando o médico orientou sobre o lixo e os cuidados no seu manuseio, sendo ele o responsável por várias doenças. “Onde tem lixo, tem mato e rato, contaminando o ambiente. Os cavalos arrastam o lixo para o rio contaminando a água” explicou o médico.

Para evitar que o ambiente em que você vive se contamine, doutor Wilson orientou a todos para tomar cuidado com o lixo, já que em MV este é um fator crítico. Uma medida simples é coloca-lo em sacos plásticos e dentro de um local fechado, evitando que os cavalos arrastem e os ratos proliferem. Também falou da falta de esgoto, dos rios poluídos, das fossas e casas construídas desrespeitando limite da margem do rio( 30metros) .

A palestra também teve outra importância, alertar a comunidade para uma Monte Verde limpa. “Se MV virar um lixão, o turista não vem, e como conseqüência haverá um alto índice de desemprego prejudicando a todos” finalizou o palestrante.

No final foram distribuídas amostras grátis contra as mais comuns verminoses, com a finalidade de chamar a atenção de todos para essa doença tão simples de prevenir.

(Veja foto desta matéria em VT impressa)

VOZ DA TERRA  – 27 DE NOVEMBRO DE  2.001

Hamilton de Carvalho

Camanducaia

 

Cuidado: querem cobrar por serviço gratuito

Solicitamos a V.Sas., o maior número possível de divulgação, do quanto segue:

A Prefeitura de Camanducaia-MG, esta fazendo uma parceria com o INSS, que resulta na vinda de um veículo denominado "PREVMÓVEL",  cujo objetivo é atender qualquer consulta referente a Previdência Social,  para os Munícipes, tais como: aposentadoria, aux.doença, aux.natalidade etc.

É importante ressaltar, que este serviço é totalmente gratuito.

Ocorre, que fomos alertados pela Superintendente da Regional de Pouso Alegre-MG, que esta existindo vários atravessadores, inclusive se dizendo do INSS, e cobrando das pessoas que querem se aposentar, o primeiro pagamento, que em algumas vezes chega a um valor alto, por estar acumulado.

Por falta de conhecimento e esclarecimento, algumas pessoas estão assinando procuração com  "AMPLOS" poderes, o que acaba ficando sem nada.

Solicitamos sua divugação, no sentido de alertarem para não pagarem por estes serviços que são totalmente gratuitos e principalmente,  para não assinarem procuração.

Somos gratos pela gentileza

Hamilton de Carvalho, assessor de Gabinete

 

VOZ DA TERRA  – 03 DE DEZEMBRO DE  2.001

 

Negligência no Hospital de Camanducaia

 

Suely Silva

 

Todos sabem que o hospital de Camanducaia se encontra em sérias dificuldades financeiras, até aí tudo bem. Levando em conta a falta de estrutura é compreensiva a remoção de pacientes para outros hospitais da região, onde terão um melhor atendimento com equipamentos mais sofisticados. Mas o que vou relatar em nome de muitos que já passaram por lá é muito sério, pois, se trata de negligência médica.

No dia 27 de novembro, Hércules dos Santos Silva, 29 anos, sofreu um acidente de motocicleta em Monte Verde. Com fortes dores no joelho e com sintomas de fraturas foi levado ao Pronto-Socorro do local, onde recebeu os primeiros socorros e encaminhado para o hospital de Camanducaia para tirar uma radiografia. 

Bom, nem precisa falar do desgaste que é descer até Camanducaia na atual situação da estrada. 

Chegando a recepção do hospital, antes mesmo do paciente ser examinado o recepcionista avisou que a radiografia custava 20 reais. 

A radiografia foi tirada, em seguida encaminhada para o clínico geral, Dr. Francisco de Souza, que não diagnosticou fratura alguma no joelho do paciente Hércules. Foi feito apenas um curativo e liberado em seguida. 

Novamente o paciente foi informado que deveria ser pago um valor de 40 reais pelo atendimento. Nada foi pago, pois na correria Hércules havia esquecido a carteira em casa. Voltando para casa ainda com fortes dores no joelho, foi preciso acionar a ambulância da Associação de Moradores de Monte Verde e levá-lo urgente para o hospital de Cambuí, onde foi constatado pelo ortopedista e traumatologista, Dr. Wilson J. Carvalho, um afundamento de osso, sendo necessário uma cirurgia de urgência com enxerto e colocação de pino no joelho.

Segundo o administrador do hospital, Sulivan Armênio Faria, o SUS só cobre consulta e internação dos pacientes, sendo necessário cobrar uma taxa de atendimento de emergência para que o hospital sobreviva. "A prefeitura deveria bancar, mas isso não acontece”, lamenta Sulivan.

Quanto à negligência médica ele garantiu que será apurado o caso do paciente Hércules.

Para o Administrador da Santa Casa de Cambuí, José César Nascimento de Carvalho, o procedimento é diferente. “O hospital sugere a família do paciente uma colaboração e todo atendimento de emergência é coberto pelo SUS”, diz José César.

Este é apenas um dos fatos de negligência no hospital de Camanducaia. Será que é preciso lembrar a todos os médicos do juramento feito no dia da formatura? Lembre-se: às vezes um simples sorriso no rosto e um BOM DIA INDULGENTE pode amenizar a dor de quem está sofrendo.

 

VOZ DA TERRA  (impressa) 08 DE DEZEMBRO DE  2.001

Hospital de Monte Verde precisa da sua colaboração

Suely Silva


O hospital de Monte Verde, uma das mais importantes obras realizadas no distrito, está prestes a ter sua primeira fase concluída.

Até janeiro, estará coberto e, a partir de maio de 2002, já começará a funcionar, segundo o vice-presidente da Associação Beneficente de MV, José Roberto Barbosa.

As obras, que se iniciaram em 2000, compreendem três fases.

Na primeira fase, o hospital começará a funcionar com alguns leitos, um ambulatório para atendimento de emergência, no subsolo terá espaço para um bazar permanente e local para palestras.

“A intenção é trazer especialistas para ministrar cursos direcionados à comunidade”, disse o vice-presidente. “Nessa primeira fase, as internações mais graves ainda não serão possíveis, mas o atendimento será bem melhor do que é hoje”, acrescenta José Roberto.

 Na segunda fase, o hospital terá seus leitos ampliados, com ultra-sonografia, pequenas cirurgias e realização de partos. Já na terceira fase, o hospital terá equipamentos de última geração, oferecendo o melhor para a comunidade de MV, acabando de vez com o sofrimento das famílias, que precisam correr para Camanducaia e região.

Portanto, as obras dependem exclusivamente de mensalidade dos associados e doações, mas não está sendo o suficiente.

Segundo a direção da A ABMV, é preciso se empenhar em campanhas de arrecadação, bazar beneficente e eventos para que o hospital de MV seja uma realidade.

A Associação Beneficente pede uma colaboração de 10 reais por mês para os associados e cinco reais pela consulta, sendo importante lembrar que não existe nenhum plano de saúde por este preço.

Se você quer contribuir com as obras do Hospital, dirija-se até a ABMV, na Avenida Monte Verde e participe da campanha do tijolo e se torne um associado. Informações pelo telefone: 3438-1595 com Grazia.

Sensibilize e doe!

 

VOZ DA TERRA  (Impressa)– 14 DE FEVEREIRO DE  2.002 

 

Agricultura natural mais saúde para o consumidor

 

Consumir produtos naturais é garantia de uma vida mais saudável, não só para o consumidor, mas também para quem produz. Eugênio, Filomena e Edmílson, do Bom Jardim, trazem produtos naturais para Monte Verde, todas as semanas.

 

Assim, todos estarão livres dos terríveis agrotóxicos que causam mal ao organismo, sem falar na agressão ao meio ambiente. A agricultura natural ou orgânica é um sistema agrícola baseado em processos naturais que não agridem a natureza e mantém a vida do solo.

Segundo pesquisa realizada pelo agrônomo, Renato Aguiar de Cambuí é  muito freqüente os casos de envenenamento agudo provocado por pesticidas, incluindo casos fatais.

“Estas intoxicações se manifestam entre os que manuseiam e aplicam defensivos agrícolas e quem consome um produto contaminado”, explica Aguiar.

Todos os anos ocorrem cerca de 385 mil casos de envenenamento humano causado por pesticidas nos países em desenvolvimento, cerca de 10 mil casos mortais.

“A falta de proteína na alimentação dos trabalhadores rurais, é um fator adicional que torna tais produtos, ainda mais tóxicos e perigosos”, explica o agrônomo.

Ocorre que hoje em dia não se vê o interesse em produzir hortas orgânicas, ou natural. Os agricultores que plantam na roça e vendem na cidade são raros. Para muitos é mais rentável buscar as mercadorias produzidas em grande escala como no Ceasa, por exemplo, abastecidos de agrotóxicos e depois vendidos na feira como se fossem naturais. agricultores que plantam na roça e vendem na cidade são raros.

Para muitos é mais rentável buscar as mercadorias produzidas em grande escala como no Ceasa, por exemplo, abastecidos de agrotóxicos e depois vendidos na feira como se fossem naturais.

Em Monte Verde ainda se vê a preocupação em produzir e consumir produtos naturais.

É o caso do casal Eugênio e Filomena que cultivam uma horta orgânica em Bom Jardim. “No inicio era apenas para consumo próprio, agora ampliamos para atender os consumidores em Monte Verde”, explica Eugênio.

O casal circula todas as quintas feiras pela avenida Monte Verde das nove ao meio dia com uma caminhonete abastecida de produtos naturais, onde já atende uma grande parcela de pessoas, que preferem consumir esses produtos livres de agrotóxicos.

Se você quiser conhecer ou saber mais sobre a produção natural de Bom Jardim ligue para: 9961-7316.

 

VOZ DA TERRA  (Impressa)– 14 DE FEVEREIRO DE  2.002 

 

Entrevista com o agrônomo Renato Aguiar

  VT- O que é agricultura natural ou orgânica?

RA- É um processo pelo qual os alimentos são produzidos e processados sem uso de agrotóxicos, fertilizantes químicos e modificações genéticas. Não agride quem manuseia,não agride o solo e o meio ambiente.

VT- Qual a maior dificuldade na implantação da agricultura natural?

RA- A falta de política que incentivem os produtores a optarem por esse sistema de produção e a forte publicidade das multinacionais fabricantes de agrotóxicos.

Além disso, muitos produtores vêem na agricultura natural uma possibilidade de altos ganhos pelo fato dos produtos orgânicos terem um melhor preço e mercado garantido.

Mas, a implantação da agricultura natural é lenta, um processo gradativo, que exige em primeiro lugar a recuperação do solo através de manejo agricológico.

VT- Quais as vantagens da Agricultura natural?

RA- Melhoria da qualidade de vida do produtor. Os alimentos ficam isentos de contaminação, maior valor nutricional e a regeneração do meio ambiente.

VT- Existe mercado para os produtos?

RA- Sim. Esse mercado cresce em torno de 50% ao ano.

Hoje em grandes supermercados já existem repartições exclusivas para produtos orgânicos. Aliás o que falta é a oferta do produto.

 

VOZ DA TERRA on line  – 29 DE MARÇO DE  2.002 

CUNHA BRAGA

Email recebido 

Senhor Egydio Coelho da Silva:

Que tal divulgar através do VTMV a seguinte matéria que recebi via e-mail, cujo teor julgo ser de grande importância:

A coisa está muito pior do que é noticiado na tv, rádios e jornais. Sinceramente? Toda Dengue é hemorrágica. 

Aquelas pintinhas vermelhas que aparecem no corpo é hemorragia. São 4 os tipos de hemorragia: branda (a mais comum), leve, forte e fatal (leva ao óbito em 24h). 

O mosquito também transmite febre amarela e malária, tem hábitos diurno (ele ataca entre 05:30 e 12:00), voa na altura da cintura (aqueles que ficam no teto ou perturbando à noite não são os da dengue) Os ovos são depositados nas paredes dos recipientes e não diretamente na água. 

Após 48h eles se quebram e as larvas caem na água. Se a mesma estiver limpa, ferrou! É fácil a reprodução do mosquito, mas se estiver suja a larva morre.

Ao sentir dor de cabeça, enjôo, dor nas articulações, nos músculos, nos olhos e febre alta vá direto para um hospital ou posto de saúde. Caso sinta também uma dor sob as costelas do lado direito, vai mais rápido ainda para o hospital, isso é sintoma de hemorragia tipo forte.Como sempre está tudo mascarado. E muito! A partir de informações com diretorias de hospitais e postos de saúde no Brasil inteiro, eles chegaram ao número de (média) 12 a 15 óbitos diários no país. Esses números não nos foram passados. Rio de Janeiro, São Paulo, Minas, Espírito Santo, Goiás, Bahia e Sergipe são os principais afetados por essa epidemia, que com esses números já está se falando em Pandemia, é um dado parecido com o caso do Ebóla, na África.

O problema é muito maior do que se apresenta, até a Organização Mundial de Saúde já entrou na roda. Já foi dito que se em 3 meses a situação não for controlada, o Brasil pode entrar em estado de sítio! (olha que m....).

Nada de tomar AAS, Voltarem, Aspirina... Os médicos dos postos de saúde indicam o Tylenol nesses casos. E é importante beber muita água.

Vamos acabar com latinhas, garrafas, plantinhas... Vamos tapar a caixa d'água, rasgar os pneus velhos e, principalmente, dar uma dura nos vizinhos relaxados! O mosquito tem um raio de ação de 500 metros.

Para maiores informações. Tele DENGUE 0800-61-1997 Vamos nos unir e divulgar esta mensagem a todos nossos amigos! 

VOZ DA TERRA 02 MAIO DE  2.002 

Email recebido 

De: José Carlos

 

Prezado Egydio,

Por que não está sendo noticiada a inauguração da primeiro módulo do hospital de Monte Verde ?

José Carlos

Acho que por duas falhas: nossa que, como jornalistas, deveríamos ter noticiado e talvez da direção do Hospital, que não nos passou a notícia.

Grato pela sua colaboração.

Egydio

 

 

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