VOZ DA TERRA - jornal impresso e virtual de Monte Verde, Estado de Minas Gerais - Brasil

Diretor: Egydio Coelho da Silva      

  

Portal de Monte Verde de 03-1.998 a março-2003

 (Os textos abaixo podem ser reproduzidos. Solicita-se citar: "Fonte: VOZ  DA TERRA on line)

 

VOZ DA TERRA EM MARÇO DE 1.998

Melhor conservação do contorno do Portal

A Associação Comercial de Monte Verde e Sociedade Amigos de Monte Verde enviaram ofício ao prefeito de Camanducaia solicitando melhor conservação do trecho de rua, que contorna o Portal de Entrada da Cidade:

"Monte Verde, em 13 de março de 1.998

Ilmo. Sr.

Dr. Waldemar Gomes de Oliveira Filho

DD. Prefeito municipal de Camanducaia

CAMANDUCAIA-MG

Prezado Senhor:

Pela presente, vimos solicitar de V.S.ª o especial obséquio de determinar que seja providenciada a melhoria do “desvio” no Portal de Entrada de Monte Verde, o qual é utilizado por ônibus e caminhões, cuja altura não permite sua passagem sob o Portal.

Trata-se de um trecho bastante pequeno, que evidentemente não implicará em muito custo, nem demora para ser executado.

Esta nossa solicitação se justifica porque, no dia de hoje, às 15:00 horas, um ônibus com turistas atolou no local,  e dali saiu somente quando rebocado por trator.

Estamos convictos de que V.S.ª , em razão de seu espírito público, atenderá esta reivindicação, por ser justa  e urgente.

Atenciosamente,

Egydio Coelho da Silva  - Presidente da Associação Comercial

Dalton Osterne - Presidente da Sociedade Amigos de MonteVerde"

 

VOZ DA TERRA EM DEZEMBRO DE 1.998

 

Melhoria no atendimento no Portal de Entrada da cidade

A Associação Comercial de Monte Verde enviou à imprensa as seguintes informações sobre Monte Verde:

Monte Verde, em 04 de dezembro de 1.998

 Ilm.º Sr.Editor Chefe do Caderno de Turismo

Solicitamos o especial obséquio de oportunamente publicar as seguintes informações sobre melhorias em Monte Verde:

01 – INFORMAÇÕES TURÍSTICAS: melhorando o serviço de informações aos turistas, que visitam Monte Verde, com a colaboração das entidades representativas de diversos segmentos sociais, acrescentou-se no Portal de Entrada da Cidade a seguinte melhoria:

a)      Painel luminoso, com fotografia e dados dos hotéis e pousadas de Monte Verde;

b)      Computador à disposição dos visitantes, com os dados disponíveis que já se encontram em nosso website (www.monteverdemg.com.br), isto é, passeios a fazer na cidade, todos os hotéis e os respectivos preços das diárias, história da cidade, roteiro de compras, roteiro para os passeios as montanhas, etc.;

c)      Distribuição gratuita do jornalzinho da cidade, com notícias locais, dos eventos, e nome, endereço e telefone dos restaurantes, hotéis e tabela de preço dos hotéis;

d)      Treinamento dos recepcionistas para que dêem toda informação pessoalmente, por telefone ou por fax ao turista, para que ele mesmo decida sobre o hotel ou pousada a se hospedar e restaurante de seu interesse;

e)      NOVOS TELEFONES: (035) 438-1549 e 438-1125. FONE-FAX: 438-1125

02 – ESTRADA MONTE VERDE/CAMANDUCAIA: o término da pavimentação da Estrada Monte Verde/Camanducaia já se encontra em fase final, graças a verba liberada pelo Governo de Minas para a Prefeitura de Camanducaia;

03 – PAVIMENTAÇÃO DE RUAS: As vias principais da cidade já se encontram pavimentadas. Avenida Monte Verde, a principal da cidade, já se encontra pavimentada, na sua parte mais central com paralelepípedo, bem como a Avenida do Sol Nascente foi também totalmente pavimentada pela Prefeitura;

04 – A principal atração turística de Monte Verde é o clima, que, no inverno, desce a menos de zero grau, além da abundância de vegetação e arquitetura típica de montanha;

04 – NATAL: com a participação de toda comunidade, Monte verde está totalmente iluminada neste natal, com temas natalinos e muita criatividade.

Antecipadamente grato, agradeço a sua atenção.

 Egydio Coelho da Silva

Presidente

Caderno Viagem do Estado de S. Paulo (viagem@estado.com.br)

Guia4rodas.at.leitor@email.abril.com.br  

 

VOZ DA TERRA – ABRIL de 1.999

 

PREFEITO QUER O PORTAL DE MONTE VERDE

  O prefeito Waldemar Gomes, de Camanducaia, quer que a Associação Comercial de Monte Verde desocupe o portal de entrada da cidade, onde mantém o setor de informações turísticas e sua sede há dezenove anos, desde a sua inauguração.

Segundo o vereador Rúbens Mungioli, o prefeito Oliveira Filho deseja utilizar o portal de entrada para fiscalizar entrada e saída de mercadorias e assim aumentar a arrecadação do ICMS em Monte Verde. 

Esta também é a informação que Benedito Lopez da Silva (Ditão) teria colhido dentro da Prefeitura, quando ainda era administrador de Monte Verde, a qual inclusive foi publicada por VOZ DA TERRA, na ocasião.

Isto evidentemente desvirtuaria a finalidade do portal que é a de oferecer informações aos turistas, que visitam a cidade. 

Outra hipótese, seria o desejo do vereador Tato de ampliar seus poderes no Distrito, pois, o prefeito chegou a confidenciar a diversas pessoas que a notificação à ACMV foi expedida a pedido do vereador Tato.

  Ao receber a notificação (cópia ao lado publicada em Voz da Terra impressa de fevereiro de 1.999), o Presidente da ACMV procurou o Prefeito, na tentativa de marcar uma audiência e trocar idéias sobre o desejo da Prefeitura em participar ativamente na administração do Portal de Entrada de Monte Verde.

Como não conseguiu conversar com o Prefeito, expôs ao secretário Fábio Dias as suas dúvidas sobre as informações contidas na notificação. Explicou ao Secretário que modificações na arquitetura do portal, poderiam não ser bem vistas pela Turminas, que aprovou o projeto e destinou dotação orçamentária para sua construção.

Citou que o Portal de Monte Verde já é um patrimônio histórico da cidade e modificá-lo seria para Monte Verde o mesmo para Camanducaia se alguém quisesse modificar o edifício do Fórum ou o próprio prédio da Prefeitura de Camanducaia.

Lembrou que o portal foi construído antes do de Campos do Jordão e do de Lindóia.

Quanto ao fato de se utilizar o Portal para reforçar o policiamento, esta hipótese já foi rejeitada pela própria polícia militar.

 No dia Seguinte, dia 31 de março, o presidente da ACMV, recebeu um telefonema do advogado da Prefeitura, Carlão, que se mostrou interessado em um acordo administrativo, para evitar custos de ambas as partes com uma demanda judicial e que talvez o presidente da ACMV seria procurado em Monte Verde pelo prefeito para início de diálogo.

Até o momento em que fechávamos esta edição, o presidente da ACMV não havia conseguido uma audiência com Dr. Mazinho.

 

VOZ DA TERRA – MAIO DE 1.999

 

Vamos colaborar...

 Sr. Redator:

...Li, com absoluta surpresa, a matéria do VOZ DA TERRA, sobre a intenção da prefeitura de retomar a "posse" do Portal.
Não creio que seja de interesse da Prefeitura manter funcionários no local. Quanto à Polícia Militar, a questão também está bem encaminhada, com o trabalho da comunidade no sentido da construção do Quartel próximo ao Portal.

Assim, gostaria de sugerir ao Exmo. Prefeito que antes de se preocupar com o Portal, que, afinal de contas, tem desempenhado o seu papel com a ACMV, cuidasse das necessidades de maior urgência de Monte Verde, como por exemplo a permanência de uma AMBULÂNCIA em M.V. Já que os recursos médicos de M.V. são praticamente inexistentes, qualquer situação um pouco
mais grave e o paciente deve ser REMOVIDO para outro local, o MÍNIMO que a Prefeitura deveria manter em M.V. era uma AMBULÂNCIA. Restam, ainda, os BURACOS; as ruas de M.V. estão em situação crítica. Hoje são alguns buracos, mas, se não forem consertados a tempo, comprometerá toda a pavimentação. Somente depois que as necessidades BÁSICAS de M.V. forem sanadas, aí sim eu acho viável que se passe a cogitar de outros assuntos de indiscutível menor importância para a coletividade, como o do Portal.
WALTER CUNHA MONACCI

Advogado - SP/SP. - 23.04.99

wmonacci@uol.com.br

 

VOZ DA TERRA – JUNHO de 1.999  

 

Independência não é oposição

  O prefeito de Camanducaia, pressionado por vereador fisiologista, chegou a confidenciar a algumas pessoas que "tirar a Associação Comercial do Portal é uma questão de honra".

Este pensamento do Dr. Mazinho deixa bem claro que ele não aceita a linha independente de VOZ DA TERRA.

De fato, fazer jornalismo independente em Monte Verde e Camanducaia não é fácil.

Talvez no meu caso, que exerço hoje dois papéis sociais, que é o de tentar fazer jornalismo independente e o de ser presidente da Associação Comercial de Monte Verde seja mais difícil.

Procuro compreender bem os meus papéis e me esforço para não misturar as duas funções.

Porém, o Prefeito de Camanducaia e os políticos misturam as coisas provavelmente pelo interesse, que eles têm em continuar a exercer o  cargo sem preocupação nenhuma com a transparência de seus atos.

Aprendi, desde os tempos de colégio, que não devemos combater as pessoas, mesmo que aparentemente sejam más. Devemos sim combater idéias e atos, que nos pareçam errados e prejudiciais ao bem comum. Por isso, procuro o diálogo com o Prefeito, com os auxiliares do Prefeito, sempre que o interesse da ACMV, de Monte Verde e da verdade sejam imprescindíveis para bem cumprir as minhas duas funções: de jornalista e de presidente da ACMV.

Nem sempre sou bem atendido e sofro pressão por todos os meios e por todas as formas, para que deixe de fazer um jornalismo independente.

Meu temor é que eles consigam. E, em vez de manter uma postura independente, caia na tentação de editar um jornal totalmente a favor dos oposicionistas.

Deixaria de procurar ouvir o Prefeito e seus auxiliares e daria espaço exclusivamente à oposição. Isto contrariaria meus princípios morais e infringiria o conceito de profissionalismo correto, que aprendi nos bancos escolares e nos trinta e sete anos de exercício de jornalismo regional.

Por isso,  por mais que me forcem, me recuso a fazer jornalismo, que elege alguém como inimigo e vilão. 

Insisto que devemos estimar as pessoas. 

O que deve estar em pauta são suas idéias e atos.

É certo que precisamos entender que ninguém gosta de ser criticado. Principalmente quem exerce algum cargo público e depende do apoio da opinião pública para alcançar seus objetivos políticos. E nenhum político, desde o Prefeito de Camanducaia até o presidente dos Estados Unidos, gosta de ser criticado e que chargistas façam o povo rir com piadinhas sobre eles.

Isto, porém, "é o ônus de quem é importante e exerce cargo público. É preciso ser tolerante para com a Imprensa, que precisa de liberdade para poder informar e externar seu pensamento", como ensina Freitas Nobre em seu livro Leis de Informação.

A tolerância para com a intolerância dos políticos também precisa ter limite.

E nos parece que o fato da Prefeitura de Camanducaia estar tentando expulsar do Portal a Associação Comercial de Monte Verde, que vem fazendo ali trabalho sério - com o objetivo de pressionar a linha editorial de VOZ DA TERRA - só prejudica a comunidade.

E se o Prefeito conseguir seu intento, com certeza, a mim não me prejudicará. Ao contrário, terei mais tempo para melhorar a qualidade editorial de VOZ DA TERRA.

E.C.S.

 

VOZ DA TERRA – JUNHO de 1.999

 ACMV quer  ajuda para administrar o Portal

 

Em atenção à notificação do prefeito Waldemar Gomes de Oliveira, a ACMV lhe enviou  o  seguinte ofício:

  "Senhor Prefeito:

Os associados da Associação Comercial de Monte Verde nunca tiveram interesse em administrar o Portal de Monte Verde. 

Sua diretoria e sua presidência menos ainda, em face do custo financeiro e o enorme serviço de gerenciamento exigidos para manter um serviço de informações a todos os turistas que visitam Monte Verde; ao Portal também recorrem os moradores, comerciantes e veranistas, em busca de informações, desde hora certa até informações sobre hospitais, pronto-socorro, etc.

Se a ACMV assumiu o compromisso com a Prefeitura de Camanducaia e com as entidades de Monte Verde para implantar e administrar o setor de informações turísticas no Portal foi porque a Prefeitura na ocasião entendeu que o custo seria elevado e os ex-prefeitos Emydio Moreira Filho e Odayr Paiva de Sá sempre entenderam assim e podem até testemunhar se for o caso. 

A Sociedade Amigos de Monte Verde inicialmente aceitou gerenciar somente o setor de vigilância.

Mais tarde, quando a Polícia Militar não mais pode cuidar da segurança no Portal, a ACMV foi obrigada manter um serviço de segurança no Portal.

Os associados da ACMV gastam aproximadamente 2 mil reais por mês para manter os dois serviços no Portal.

Se considerarmos que tiveram despesas durante mais de 19 anos, com um serviço - que hoje a Prefeitura de Camanducaia entende que é dela - é de se concluir que o trabalho feito pela ACMV gerou economia para a Prefeitura de Camanducaia, que, por ser serviço público, teria gasto no mínimo o dobro do que gastou a ACMV.

Matematicamente, houve uma economia de cerca de um milhão de reais para a Prefeitura de Camanducaia, ao longo desses 19 anos. Com certeza muita obra social teria deixado de ser feita ou então mais impostos teriam sido exigidos dos munícipes.

Se a ACMV, em vez de gastar dinheiro com atividade que caberia ao poder publico executar, tivesse investido, por exemplo, na construção de sede própria teria trabalhado mais para si do que para a comunidade.

Porém, a omissão do poder público levou-a ao sacrifício e tudo o que arrecadou aplicou exclusivamente num serviço, que hoje V.S.ª reconhece que é da Prefeitura de Camanducaia.

As duas entidades se conscientizaram da importância de um portal para Monte Verde e  envidaram esforço político junto à Turminas e conseguiram verba para sua construção.

Isto pode ser testemunhado pelo ex-presidente da Turminas, Dr.  Juarez Bahia.

Mas isto é coisa do passado e não há interesse em rememorar. Apenas, continuamos a entender que  não seria inteligente a Prefeitura administrar sozinha o Portal de Entrada da Cidade.

Se isto acontecer, não será fácil a V.S.ª administrar a pressão de vereadores fisiologistas que querem colocar ali seus parentes e beneficiar amigos; aumentará as despesas públicas e quem irá pagar com certeza não mais serão os associados da ACMV, mas em dobro o povo mais humilde e os contribuintes. 

Além disso, a informação aos turistas no que se refere a hospedagem e ao comércio em geral, não é nada fácil para o poder público gerenciar.

Hoje as circunstâncias são outras. A ACMV, hostilizada por motivos pessoais pela Prefeitura de Camanducaia,  de quem, ao contrário, deveria receber apoio e incentivo, sente muita dificuldade em administrar sozinha os dois setores do  Portal.

Portanto,  se torna imprescindível, que, pelo menos, a Sociedade Amigos de Monte Verde e a Associação dos Moradores de Monte Verde ajudem no serviço.

Acreditamos que - se a Prefeitura desistir de seu intento de assumir a administração do Portal de Monte Verde - as duas outras entidades concordarão em dividir o serviço com a Associação Comercial.

Assim sendo, é a presente para solicitar que a Prefeitura de Camanducaia deixe para as três entidades de Monte Verde a responsabilidade pela administração do Portal.

Atenciosamente,

Egydio Coelho da Silva, presidente"  

 

VOZ DA TERRA – JULHO de 1.999

Monte Verde, em 31 de julho de 1.999

 

Prezado Senhor:

Tendo em vista a seguinte denúncia, por escrito que temos em mãos:

No último dia 23 de julho de 1.999..."Eu pessoalmente fui até o Portal e constatei que havia três proprietários de casas de aluguel a turista, sendo um deles, o filho do ... e o terceiro eu não conheço..."

Gostaríamos, portanto, de que V.S.ª nos prestasse esclarecimento sobre este assunto. Move-nos apenas o desejo de aperfeiçoar os serviços prestados no Portal de Entrada de Monte Verde. Para tanto, estamos lhe encaminhando formulário, que deverá ser preenchido por V.S.ª, por hóspede ou qualquer pessoa, que tenha reclamação sobre o atendimento no Portal, que não esteja de acordo com o Regulamento da ACMV, cuja cópia segue em anexo.

É necessário que haja informação por escrito, para que possamos agir, pois se houver silêncio por parte de quem tem algum conhecimento de irregularidade se torna impossível qualquer providência saneadora.

Gratos pela colaboração,

Atenciosamente,

Egydio Coelho da Silva

Presidente

 

VOZ DA TERRA – FEVEREIRO de 2.000

 

 

Tiro o chapéu

 para o Durval Lima, que iniciou atividade bonita em Monte Verde e colabora no ajardinamento do Portal.

 

VOZ DA TERRA – JUNHO de 2.000

Sem acordo

A novela Prefeitura x Portal não continuou com a audiência no dia 14 de abril, pois o Prefeito não quis acordo na primeira audiência.

A Prefeitura apresentou como testemunhas Dalton Osterne, Felipe e Izildinha Antonielli. A ACMV apresentou Miguel Iliuk, Dauto Souza Santos e Dr. Francisco de Matos, ex-presidente da Federaminas.

Como quatro testemunhas moram em outras cidades (São Paulo, Ubatuba, Atibaia e Belo Horizonte) o processo demorará a voltar. Portanto, caberá ao futuro Prefeito de Camanducaia, se for pessoa mais compreensível, fazer acordo com as entidades de Monte Verde.  

VOZ DA TERRA – JUNHO de 2.000

Ajardinando o portal

Durval Lima mantém atividade que orgulha Monte Verde, com a sua floricultura, no começo da Avenida Sol Nascente. Além disso, também colabora gratuitamente com a comunidade.

Por isso, sempre designa um profissional para cuidar do Portal de Entrada de Monte Verde (foto).

 

VOZ DA TERRA – 05 DE MAIO DE  2.001  

  Repórter Suely Silva (Mtb 676/AL).   Texto de VOZ DA TERRA on line

Aliciamento de turista no estacionamento do Portal de Entrada da Cidade

Fato inédito, que nunca houve em Monte Verde nos últimos vinte anos, está agora acontecendo.

Alguns proprietários de casas e chalés, no desejo de aliciar clientes, têm abordado, nas vias públicas e até no estacionamento do Portal de Entrada da cidade, de forma grosseira e antiética, turistas que chegam a Monte Verde, sem reserva antecipada em hotéis.

Na opinião de José Cardoso, que pertence à Diretoria do Portal da Associação Comercial de Monte Verde, “não é justo para que tem pousada e está com seus impostos em dia, competir com quem tem um chalé só para temporada”.

Egydio Coelho da Silva, presidente da ACMV, explica que o Portal de Entrada da Cidade foi pleiteado junto à Turminas pela ACMV e Sociedade Amigos de Monte Verde com a finalidade de evitar essa atitude antiética e deprimente por parte de proprietários de chalés e casas clandestinas, que se preocupam somente consigo mesmos e não têm nenhuma consideração com o turista e com a imagem da cidade.

Ele informa que a ACMV já há mais de ano criou norma que permite que mesmo os estabelecimentos hoteleiros, não-afiliados à ACMV e que não querem pagar mensalidade para manter o Portal, possam deixar os dados de seu estabelecimento com os recepcionistas para que sejam também exibidos como opção aos turistas.

O que se exige do não-afiliado é que ele tenha inscrição no CGC e na Prefeitura e que se comprometa a pagar 10% de comissão à ACMV, quando o turista, que escolheu seu estabelecimento no Portal, se hospedar em seu hotel ou pousada.

 “Isto me parece justo, porque, se ele não paga a mensalidade como os outros, precisa também contribuir, pois, a manutenção do funcionamento do Portal, quase 24 horas por dia, tem custo fixo alto”, diz o presidente da ACMV.

Egydio conta que o objetivo do serviço, mantido pela ACMV no Portal de Entrada, desde 1.983, é o de dar todas as informações aos turistas sobre passeios, restaurantes, comércio e hospedagem, para que o próprio interessado faça sua escolha.

O serviço dos recepcionistas está discriminado no Regulamento do Portal. E este regulamento está disponível na internet há mais de dois anos, no website: www.monteverdemg.com.br

Portanto, qualquer pessoa em qualquer lugar do mundo pode acessar e lê-lo na íntegra.

Os recepcionistas do Portal são proibidos pelo regulamento de fazer indicação de hotéis e pousadas, sejam eles filiados à ACMV ou não.

Se assim agirem, estarão sujeitos a demissão por justa causa; não podem inclusive receber presentes de associados e de comerciantes em geral.

Nem mesmo aos associados da ACMV é permitido permanecer no Portal ou em seu estacionamento e manter contacto direto com os turistas. E todos têm observado essa regra.

Egydio diz que, enquanto for presidente da ACMV, não ficará indiferente à atitude antiética dos proprietários de casas e chalés que estão denegrindo a imagem da cidade e induzindo o turista a erro na escolha do hotel, que melhor lhe convém.

Informa que já orientou os recepcionistas do portal, com a ajuda dos diretores do portal, que são Leandro Rosa, José Cardoso e Kurt Flachmann, para que anotem os nomes dos proprietários, que estejam aliciando turistas nas vias públicas e no estacionamento do portal.

De posse dessa relação de nomes, entrará em contacto com eles, primeiramente para convidar a que participem, como os demais, do trabalho desenvolvido no Portal, quer como sócio, ou apenas deixando seus dados com os recepcionistas.

Caso algum deles não aceite seja por não querer contribuir com a manutenção do portal ou por se negar em legalizar sua firma na Prefeitura e no Ministério da Fazenda, Egydio diz que, como presidente da Associação Comercial de Monte Verde, será obrigado a comunicar o fato por escrito às repartições públicas municipal, estadual e federal.

E finalizando afirma que está bastante preocupado como o problema, por que “imagine se os cerca de 100 estabelecimentos hoteleiros em Monte Verde colocassem um ou dois empregados no Portal aliciando cliente. Isto seria o caos”.

Perguntado sobre os nomes das pessoas que estiveram no Portal aliciando turistas, Egydio disse que “não chegaram a meia dúzia, mas os recepcionistas e os diretores do Portal reconheceram apenas dois. Para não dar idéia de parcialidade, estamos fazendo conferência e pesquisa para chegar a todos os nomes, antes de encaminhar a informação aos três jornais impressos, que circulam na região e também divulgar na internet”.

Informou ainda que pretende, numa próxima reunião, da Associação Comercial de Monte Verde, propor que seja solicitado ao vereador Rúbens Mungioli e ao Prefeito Emydio Moreira legislação municipal que proíba o aliciamento de turistas nas vias públicas de Monte Verde.    

 VOZ DA TERRA EM 10 DE JUNHO DE 2.001

Juíza decide sobre destino do Portal

O processo, onde a Prefeitura de Camanducaia pleiteia na  Justiça a posse do Portal de Entrada da Cidade, se encontra em fase final.

Dr. Roberto de Lucas, advogado da Associação Comercial de Monte Verde (ACMV), apresentou suas considerações finais, insistindo que a ACMV participou no trabalho de conseguir a verba para sua construção junto à Turminas, também participou de sua implantação e ali exerceu atividade de oferecer informações em geral e turística, custeadas pelos seus associados, durante cerca de 18 anos.

Portanto, se julga no direito de ter o Portal como sua sede social.

Roberto de Lucas informa que também pleiteou indenização da Prefeitura referente ao custo da ACMV em manter durante 18 anos o serviço de informações e para que possa ter sede própria em outro local.

Até o momento em que fechávamos a presente edição, a Juíza ainda havia dado sua sentença.

Qualquer que seja a sentença da Justiça, caberá recurso para segunda instância tanto por parte da Prefeitura como por parte da ACMV. O vereador e presidente da Câmara Municipal, Rúbens Mungioli, acha que a posse do Portal deveria permanecer com a ACMV, sem custo para a Prefeitura.

Aliciamento de turista  

(Texto, publicado em VT impressa, semelhante ao acima de 05-05-2.001)

Alguns proprietários de casas e chalés, que se iniciam na atividade de alugar seu imóvel, no desejo de aliciar clientes, têm abordado, nas vias públicas e até no estacionamento do Portal de Entrada da cidade, turistas que chegam a Monte Verde, sem reserva antecipada em hotéis.

Na opinião de José Cardoso, que pertence à Diretoria do Portal da Associação Comercial de Monte Verde, “não é justo para quem tem pousada e está com seus impostos em dia, competir com quem tem um chalé só para temporada”.

SEM SUGESTÃO

Egydio Coelho da Silva, presidente da ACMV, explica que o Portal de Entrada da Cidade foi pleiteado junto à Turminas pela ACMV e Sociedade Amigos de Monte Verde com a finalidade de ser um lugar, onde se dão informações turísticas e todas as informações sobre hospedagem com o objetivo de que o próprio turista escolha “sem sugestão ou aliciamento, o hotel ou pousada onde melhor lhe convém para se hospedar”.

Ele informa que a ACMV já há mais de ano criou norma que permite que mesmo os estabelecimentos hoteleiros, não-afiliados à ACMV e que não querem pagar mensalidade para manter o Portal, possam deixar os dados de seu estabelecimento com os recepcionistas para que sejam também exibidos como opção aos turistas.

O que se exige do hotel não-afiliado é que ele se comprometa a pagar 10% de comissão à ACMV sobre o valor da diária, quando o turista, que escolheu seu estabelecimento no Portal, se hospedar em seu hotel ou pousada.

 “Isto me parece justo, porque, se ele não paga a mensalidade como os outros, precisa também contribuir, pois, a manutenção do funcionamento do Portal, quase 24 horas por dia, tem custo fixo alto”, diz o presidente da ACMV.

Egydio conta que o objetivo do serviço, mantido pela ACMV no Portal de Entrada, desde 1.983, é o de dar todas as informações aos turistas sobre passeios, restaurantes, comércio e hospedagem, para que o próprio interessado faça sua escolha.

O serviço dos recepcionistas está discriminado no Regulamento do Portal. E este regulamento está disponível na internet há

mais de dois anos, no website: www.monteverdemg.com.br

Portanto, qualquer pessoa em qualquer lugar do mundo pode acessar e lê-lo na íntegra.

Os recepcionistas do Portal são proibidos pelo regulamento de fazer indicação de hotéis e pousadas, sejam eles filiados à ACMV ou não.

Se desobedecerem a essa norma, estarão sujeitos à demissão por justa causa; não podem inclusive receber presentes de associados e de comerciantes em geral.

Nem mesmo aos associados da ACMV é permitido permanecer no Portal ou em seu estacionamento e manter contato direto com os turistas. E todos têm observado essa regra.

E informou que tem aconselhado os proprietários de casas, que deixem seu imóvel com Toninho Rosa, que é profissional e sabe fazer esse tipo de trabalho mediante pequena comissão. Disse que esta sugestão tem sido aceita por todos com quem conversou sobre o assunto.

SEM DENÚNCIA

Sobre sugestão, que tem recebido para denunciar atividade ilegal de quem alicia cliente no Portal, disse que isso é medida extrema, pois a finalidade da ACMV é ajudar e orientar a todos e não denunciá-los.

Mas na sua opinião o problema é sério.

“Imagine se os cerca de 100 estabelecimentos hoteleiros em Monte Verde colocassem um ou dois empregados no Portal aliciando cliente. Isto seria o caos”, finaliza preocupado.

Da Redação

 

VOZ DA TERRA (impressa) 14 DE JULHO DE 2.001  

 

Juíza decide que o Portal pertence à Prefeitura

A Juíza da Comarca de Camanducaia decidiu que o Portal de Entrada de Monte Verde é um bem público, construído com verba da Turminas, mas se encontra na Estrada de Monte Verde, que pertence ao Município. 

Roberto de Lucas, advogado da Associação Comercial, ingressou com recurso junto ao Tribunal de Justiça. 

Ele tem esperança de que seja possível alterar a decisão judicial de primeira instância. Na sua opinião, a Prefeitura não teria condições de bem administrar o Portal, o qual acabaria por ficar fechado como acontece em muitas cidades. 

“Isto somente viria em prejuízo do distrito de Monte Verde e dos turistas”, explica Roberto de Lucas.

 

VOZ DA TERRA EM 18 DE JULHO DE 2.001

Texto do Fórum de debate, coordenado por Walter Monacci (www.monacci.com.br)  em Monte Verde

DE: WALTER CUNHA MONACCI

 

Caro Vereador Rubens e demais amigos de Monte Verde,

Realmente é minha a conclusão de que a Prefeitura pretende administrar o Portal.

Esta conclusão, aliás, esclareço, decorre da última notícia que eu tinha sobre a intenção da Prefeitura, a mesma que o próprio Vereador aponta em sua mensagem supra, (o processo de retomada do Portal) "foi aberto pelo Prefeito anterior que queria fazer um Posto de Fiscalização" (sic).

O curioso, quanto à intenção da gestão municipal anterior, é que se a Prefeitura não tem atribuições (nem competência legal) policial, fiscaliza apenas o pagamento de ISS, IPTU e Licenças de Funcionamento, o que será que pretendia a gestão municipal anterior fiscalizar com o Portal ou no Portal ?

Fiscalizações de rua, que eu saiba, ou são da polícia ou são do ICM-S !

O que se sabe, caro Vereador Rubens, isto sim "corria" bastante em Monte Verde, é que realmente haviam "forças" interessadas em utilizar o Portal (ou simplesmente tirá-lo da Associação Comercial), certamente para exercerem no Portal as suas atividades.

Apenas uma observação. Creio que o Vereador tenha cometído um equívoco ao afirmar que a ação judicial em andamento é para discutir a propriedade do Portal.

Pelo que eu saiba (cheguei a ler a petição inicial da ação ajuizada pela Prefeitura) trata-se de uma ação POSSESSÓRIA, que não discute a propriedade mas sim a posse (ou o direito à posse). Isto, porém, no que estamos discutindo é um mero detalhe.

De qualquer forma, continuo achando que não será nada conveniente, nem política e nem administrativamente que a Prefeitura gaste dinheiro público com a EVENTUAL administração do Portal. O melhor seria dispor deste mesmo dinheiro com outras prioridades de Monte Verde.

Abraços a todfos,

WALTER

 

VOZ DA TERRA EM 18 DE JULHO DE 2.001

Texto do Fórum de debate, coordenado por Walter Monacci (www.monacci.com.br)  em Monte Verde

De: Egydio Coelho da Silva

Sobre a manifestação da DRA. ANGÉLICA CARLINI cabe me esclarecer que, conforme consta do Regulamento do Portal, os recepcionistas são proibidos de fazer indicação de hotéis. Devem dar todas as informações para que o próprio turista escolha o seu hotel.

Mesmo os não filiados à ACMV, quando há consulta sobre eles, todas as informações de que dispomos são repassadas para os interessados.

Além disso, os que quiserem se inscrever no Portal para que seus dados também sejam exibidos aos turistas, poderão fazê-lo, como já temos mais de meia dúzia cadastrados. Evidentemente, como eles não pagam mensalidade para colaborar com a manutenção do Portal, cobramos deles 10% sobre o valor da hospedagem.

 

VOZ DA TERRA ON LINE EM 20 DE JULHO DE 2.001

 

Pela internet, que recebo em média 10 consultas por dia (semelhente a que recebi que transcrevo abaixo):

 

fabio aurelio nonato maeji
Endereco => rua getulio vrgas, 115
Cidade => registro
Estado => SP
Pais => brasil
EMail => fmaeji@uol.com.br
Telefone => (013)6821.8166
Fax => (013)6821.2240
Gostaria de saber quais são, ou qual é, o melhor hotel da cidade, ms fica dificil porque para não ferir o codigo de ética ninguem da uma informação mais concreta.  Gostaria de conhecer esta cidade na ultima semana de julho, mas não quero marcar um hotel meio às cegas, sem saber como ele realmente é. Sites da Internet podem não transmitir a realidade do estabelecimento.
Qualquer informação a respeito antecipo meus agradecimentos,
Fábio maeji

A resposta padronizada, que costumo dar a seguinte resposta:

 

Em atenção a seu E-mail, informo que, infelizmente, é norma não fazermos indicação de hotéis ou pousadas, procuramos dar todas as informações para que o próprio interessado faça a sua escolha. 

Portanto, sugiro que acesse o nosso site www.monteverdemg.com.br e, no link hotéis & pousadas, você encontrará todos os hotéis filiados à Associação Comercial de Monte Verde, com tabela de preço, etc. 

Mais informações, você  poderá obter abrindo os respectivos websites dos hotéis ou se dirigir diretamente a eles por telefone.

Você  também poderá telefonar para 0XX-35-3438-1125 e 3438-1549, setor de informações turísticas do Portal de Monte Verde.

Os preços podem variar de um dia para o outro. Para férias e feriados prolongados são diferentes, portanto, é conveniente telefonar diretamente aos hotéis para confirmar o preço em vigor no dia da reserva.

Atenciosamente,

Egydio Coelho da Silva

Presidente da Associação Comercial de Monte Verde (ACMV)

 

VOZ DA TERRA ON LINE EM 18 DE JULHO DE 2.001

 

Prefeito não quer acordo

Sobre a possibilidade de um acordo para administração do Portal, informo que procurei o ex-prefeito Dr. Mazinho e propus a ele que um dos lados do Portal ficasse com a Prefeitura, que poderia fazer convênio com outra entidade ou ela mesma administrar.

Ele - como sempre fazem os prefeitos de Camanducaia - não dizem sim, nem não, muito pelo contrário. 

Eu esperava que na primeira audiência de conciliação no Fórum de Camanducaia, a Prefeitura discutisse um acordo, mas o advogado da Prefeitura simplesmente disse que queria a sentença e não o acordo.

Recentemente, procurei o prefeito Emydio Moreira Filho e propus a ele a mesma coisa e a resposta, como sempre, é de que não sabia do que se tratava e que ia consultar o depto. jurídico.

Procurei então o vereador Rúbens Mungioli, já presidente da Câmara e que até recentemente, dizia para mim em público ou pessoalmente, que o Portal deveria continuar como está.

Ele me disse que lhe parecia que a Prefeitura decidira esperar a decisão final da Justiça para então fazer acordo com as entidades.

Eu, porém, sugeri que ele falasse com o Prefeito para fazer um acordo e acabar com o processo.

Um dos lados poderia ficar com qualquer outra entidade e o outro com a ACMV. Ele me disse que - na sua opinião - o outro lado do Portal deveria ficar com o COMTUR e que iria falar com o Prefeito sobre o assunto, mas até agora não me deu resposta.

 

VOZ DA TERRA EM 18 DE JULHO DE 2.001

Texto do Fórum de debate, coordenado por Walter Monacci (www.monacci.com.br)  em Monte Verde

 

DE: VEREADOR RUBENS MUNGIOLI, D.D. PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL DE CAMANDUCAIA

De Vereador Rubens Mungioli
Caro amigo Walter.

Perdoe a imprecisão das minhas palavras. Deixe-me comentar algumas das suas posições, para que fique clara a minha.
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"Apenas uma observação. Creio que o Vereador tenha cometído um equívoco ao afirmar que a ação judicial em andamento é para discutir a propriedade do Portal."
Foi uma imprecisão técnico-jurídica-semantica da minha parte. Sabe como é, posse ou propriedade, para um leigo acaba sendo a mesma coisa.

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"De qualquer forma, continuo achando que não será nada conveniente, nem política e nem administrativamente que a Prefeitura gaste dinheiro público com a EVENTUAL administração do Portal. O melhor seria dispor deste mesmo dinheiro com outras prioridades de Monte Verde."
A Prefeitura poderia ter a posse do Portal e conveniar-se, ceder, conceder ou permitir o uso de qualquer entidade.
Sinceramente, acho até meio perigoso que a Prefeitura tenha a posse do Portal. Nunca se sabe o tipo de Prefeito que está por vir. Se fosse o anterior eu sei o que aconteceria. Mas, não tenho conhecimento de que o atual, tenha a intenção de gastar dinheiro público com o Portal. Porém, se alguém quiser ficar usando essa ladainha sem fundamento, nada posso fazer, senão desmentir.
Devo deixar claro também que este é o meu particular pensamento e não um compromisso. Se fosse Prefeito deixaria tudo como está. Trataria apenas de legalizar tudo.

 

VOZ DA TERRA EM 19 DE JULHO DE 2.001

Texto do Fórum de debate, coordenado por Walter Monacci (www.monacci.com.br)  em Monte Verde

De Vereador Rubens Mungioli
Dr. Walter

A conclusão de que a Prefeitura pretende administrar o Portal foi sua. O processo que corre na justiça é uma formalidade, pois foi aberto pelo Prefeito anterior que queria fazer um Posto de Fiscalização.
Não tenho conhecimento de que o atual Prefeito se interesse em administrar o Portal, ou lá, colocar algum funcionário.

Pessoalmente entendo que :
1 - o Portal pertence ao povo de Monte Verde e não a Assoc. Comercial. É patrimonio público.
2 - a municipalização do Portal irá desfazer alguns privilégios e talvez esteja deixando alguns poucos nervosos.
3 - o Portal poderia continuar sendo administrado pela Assoc Comercial mas, prefiro que seja administrado pelo Cons. Mun. de Turismo, já que tenho recebido várias reclamações de hoteleiros com relação ao uso.
4 - tudo isso, não quer dizer que a Assoc. Comercial necessariamente precise sair de lá.
5 - o que está sendo discutido na justiça é a propriedade e não a administração. Se ficar decidido que a propriedade é do Município ( e eu entendo que seja ) o Portal poderá continuar com a Assoc. ou não.
6 - sem nenhuma sombra de dúvida a Assoc. Comercial investiu dinheiro dos sócios desde a sua inauguração. Eu mesmo já fui presidente da Assoc durante 2 anos.
7 - entendo também que se a Assoc. tivesse uma gestão mais democrática, as reclamações seriam muito menores.

Finalmente, que ninguém venha me dizer que : "eu convoquei os sócios, mas ninguém apareceu, então eu fiz a ata e me autoreelegi" .

Para qualquer dúvida, basta fazer uma pesquisa entre os hoteleiros que são os maiores interessados.

Obs. endosso as palavras da Dra. Angélica. Há sim, descontentamento de todo o partido com o Prefeito e com a Adminstração Distrital de MV e, nós do PMDB, sabemos porque pois - "fazer só política sem admininstrar é politicagem. Administrar sem fazer política é o mesmo que entregar o ouro aos políticos que só sabem fazer politicagem ".

VOZ DA TERRA EM 19 DE JULHO DE 2.001

Texto do Fórum de debate, coordenado por Walter Monacci (www.monacci.com.br)  em Monte Verde

 Acho que devo esclarecer as dúvidas levantadas pelo vereador Rubens Mungioli com relação à ACMV e o Portal.

Ele diz em seu último email para o Debate:

“Rúbens: 1 - Pessoalmente entendo que :

 o Portal pertence ao povo de Monte Verde e não a Assoc. Comercial. É patrimonio público.”

 

ECS: Essa consciência sempre tive com relação ao Portal, porque não só a ACMV e SAMV tiveram gestão intensa no trabalho de conseguir a verba junto à Turminas, como também na sua construção, na sua implantação, na compra dos móveis e das instalações.

Quem não teve participação nenhuma foi a própria Prefeitura, que, conforme a última decisão judicial, é a proprietária do imóvel.

Por ter consciência de que o imóvel e o trabalho ali desenvolvido são de interesse da comunidade, como um todo, é que sempre que sou cobrado por algum hoteleiro ou comerciante para que seu estabelecimento seja indicado pelos recepcionistas do Portal, digo, pessoalmente e em público nas reuniões, que a finalidade do serviço, prestado no Portal, é o de atender ao que melhor interessa ao turista, pois o turista contente e bem informado retorna mais vezes a Monte Verde e isso que interessa aos hoteleiros e comerciantes. POR ESSA RAZÃO, DAMOS TODAS AS INFORMAÇÕES DE QUE DISPOMOS PARA QUE O TURISTA ESCOLHA O QUE MELHOR LHE CONVÉM E NUNCA FAZEMOS INDICAÇÃO QUE INTERESSE IMEDIATAMENTE, INDIVIDUAL E ECONOMICAMENTE A ESTE OU ÀQUELE FILIADO À ACMV.

Rúbens:  2 - a municipalização do Portal irá desfazer alguns privilégios e talvez esteja deixando alguns poucos nervosos.”

ECS - Não tenho a menor dúvida em afirmar que esta insinuação é no mínimo a reação emotiva e intolerante de um político descontente com a minha atuação de jornalista, que não abre mão de seu direito de escrever o que lhe parece certo e dar espaço a todos inclusive aos adversários políticos do vereador e até aos sem teto, que estão decepcionados com o “Prefeito e vereador que elegeram” e ao ex-vereador Tato, que criticou a coleta de lixo em Monte Verde. 

Dei espaço inclusive ao próprio Prefeito que se queixou do partidarismo xiita do Presidente da Câmara. Aliás, foi pelo mesmo motivo – numa tentativa de me limitar a liberdade – que o ex-prefeito, Dr. Mazinho, requereu na Justiça a posse do Portal, exatamente porque dei total espaço ao vereador Rúbens Mungioli nas suas críticas ao ex-prefeito.  

Acho que agi corretamente em favor de Monte Verde, dando espaço ao vereador e me sinto orgulhoso em ter agido assim e não me arrependerei jamais, porque tenho minhas dúvidas de que o vereador Rúbens Mungioli, ao longo de sua carreira, volte a ter atuação política mais louvável do que a que teve, quando denunciava e fazia oposição ao “pior prefeito de todos os tempos de Camanducaia”, como afirmou um articulista em nosso jornal VOZ DA TERRA impresso.

Vê-se, portanto, que os políticos, quando no Poder são muito semelhantes.

Quanto a privilégios, só posso aceitar como verdadeira sua afirmação se ele julga que é privilégio dedicar tempo, dinheiro, desgaste pessoal, a melhor parte de si, sem interesse político e econômico, apenas com a finalidade de cumprir uma obrigação que ninguém aceita, mas que é imprescindível em Monte Verde.

Acho que ninguém pode ficar nervoso com desfecho judicial, que venha diminuir as despesas da entidade, que preside e irá, diminuir em muito o serviço, que as diretorias da ACMV e do Portal têm em administrá-lo.

Só que não se pode deixar de cumprir uma obrigação e abandonar uma batalha por pressão de quem quer que seja, mesmo que seja do chefe do Poder Legislativo e do chefe do Poder Executivo, que agem sem transparência e com finalidade, que se recusam a explicar qual é.

E, se sou o presidente de uma entidade, tenho obrigação de defender o interesse dos associados, pois, não há nenhuma segurança de que a Prefeitura venha a administrar melhor o Portal do que a ACMV, com todas as nossas falhas e limitações.

Rúbens: 3 - o Portal poderia continuar sendo administrado pela Assoc Comercial mas, prefiro que seja administrado pelo Cons. Mun. de Turismo, já que tenho recebido várias reclamações de hoteleiros com relação ao uso.