VOZ DA TERRA - jornal impresso e virtual de Monte Verde

Diretor: Egydio Coelho da Silva

SANEAMENTO BÁSICO: NOTÍCIAS DE SETEMBRO DE 1.998 A OUTUBRO DE  2.003

MENSAGENS RECENTES NO FINAL DA PÁGINA

VOZ DA TERRA - SETEMBRO de 1.998

 

Entidades pedem providências contra a omissão do poder público

 Monte Verde, em 13 de setembro de 1.998

  Il.mo. Sr.

João Batista Ferreira Gomes

DD. Promotor Público da Comarca de Camanducaia

CAMANDUCAIA-MG

 Prezado Senhor:

 

Pela presente, vimos expor e, em seguida, solicitar de V.S.ª  o seguinte:

01)   POLUIÇÃO DOS PEQUENOS CÓRREGOS DE MONTE VERDE: os pequenos córregos de Monte Verde estão totalmente poluídos, colocando em risco a saúde da população mais pobre, cujas habitações são precárias; muitas delas às margens do Riacho dos Poncianos; crianças brincam em suas águas poluídas. 

Monte Verde é uma cidade turística, cuja atração maior é a natureza, livre de poluição; visitam Monte Verde pessoas vindas de centenas de outros municípios. Este problema é de conhecimento dos poderes públicos e principalmente da COPASA, órgão estadual responsável pelo saneamento básico em Monte Verde. 

Infelizmente tem havido total omissão dos poderes públicos em solucionar o problema;

02)   ANIMAIS SOLTOS NAS RUAS: Embora V.S.ª tenha se empenhando em resolver o problema, os proprietários de cavalos voltaram a deixá-los soltos, atrapalhando o trânsito, invadindo jardins, impedindo que se plantem flores no Portal de Entrada da Cidade e nas ruas. 

Além disso, cerca de 3 a 4 boletins de ocorrência são lavrados envolvendo animais soltos e veículos ou pedestres.

Assim sendo, é a presente para solicitar o especial obséquio de V.S.ª no sentido de tomar alguma providência legal, para que os poderes públicos deixem de ser omissos e cumpram a sua obrigação para com a população.

Estamos convictos de que V.S.ª , em razão de seu espírito público, atenderá esta reivindicação, por ser justa  e urgente.

 

Atenciosamente,

  

          Egydio Coelho da Silva

Presidente da Associação Comercial de Monte Verde

 

Dalton Osterne

Presidente da Sociedade Amigos de Monte Verde

VOZ DA TERRA - DEZEMBRO de 1.998

Promotor atende pedido de entidades

O promotor público, Dr. João Batista Ferreira Gomes, da Comarca de Camanducaia, solicitou informações ao prefeito de Camanducaia e à Copasa a respeito de problemas de saneamento básico em Monte Verde.

 Dr. João Batista, baseou seu pedido de informações, na carta que lhe foi enviada pela Associação Comercial e Sociedade Amigos de Monte Verde.

Nesta carta, as Entidades de Monte Verde lhe solicitam que a Promotoria Pública de Camanducaia tomasse alguma providência junto à COPASA ou quem de direito sobre o problema de saneamento básico em Monte Verde, pois, alguns riachos já começam a apresentar sinais de poluição.

Na sua notificação à COPASA e à Prefeitura de Camanducaia, depois de historiar os fatos, Dr. João Batista finaliza, dizendo, textualmente:

“Assim, requeiro informações no sentido de apurar a veracidade dos fatos, noticiados pela Associação Comercial de Monte Verde. Caso sejam verdadeiras suas assertivas, quais seriam as providências a serem tomadas a curto, médio e longo prazo, pelos órgãos responsáveis para o saneamento de tais problemas”.

O promotor público consignou o prazo de 30 dias para que a Prefeitura e a Copasa lhe dêem as informações necessárias sobre o assunto.

VOZ DA TERRA – JUNHO de 1.999

 O promotor público, Dr. João Batista,

está preocupado com o início de poluição dos riachos de Monte Verde. A Prefeitura de Camanducaia e a COPASA já responderam sua notificação, explicando as providências que podem tomar.

Disse que ainda está estudando a resposta de ambas e também informou que pretende entrar em contacto com a Universidade Federal de Minas Gerais, que possui estudo moderno e ecológico para tratamento de água.

Após isso, pretende se reunir com os comerciantes, veranistas e moradores de Monte Verde, para viabilizar um projeto que interesse a todos e, em seguida, tomará providências legais para que nenhuma autoridade se omita sobre o problema.

(Veja foto em VOZ DA TERRA impressa de junho de 1.999).  

 VOZ DA TERRA - NOVEMBRO DE 1.999

Promotor de Justiça responde à ACMV e SAMV

Dr. João Batista, promotor de Justiça, deu andamento ao pedido da Associação Comercial e Sociedade Amigos a respeito da omissão das autoridades municipais e estaduais na solução do problema de início de poluição de alguns córregos em Monte Verde. O pedido foi feito em 13 de setembro de 1.998.

Resposta do Promotor

Ilmos. Srs. Egydio Coelho da Silva e Dalton Osterne, DDs. Presidentes da Associação Comercial de Monte Verde e Sociedade Amigos de Monte Verde

Através deste encaminho as informações obtidas junto à Prefeitura Municipal de Camanducaia, obtidas através do ofício n.o. 085/99, respondidas pelo Sr. Secretário de Obras e que complementam as já enviadas a essa Associação juntamente com o ofício n.o. 77/98.

Atenciosamente,

João Batista Ferreira Gomes

Promotor de Justiça

Ofício enviado

à Prefeitura:

Senhor Doutor Prefeito do Município de Camanducaia/MG

Através deste solicito informações no tocante a viabilização da implantação de captação de tratamento de esgoto do Distrito de Monte Verde, conforme o estabelecido pelos estudos elaborados pela COPASA, segundo constou do ofício n.o. 14/1/98, enviado a esta Promotoria de Justiça pelo Dr. Prefeito do Município de Camanducaia.

Solicito, ainda, que sejam esclarecidas as datas de início e de término das referidas obras.

Assim, dá-se o prazo de 30 (trinta) dias para que os esclarecimentos pertinentes aos fatos sejam remetidos a esta Promotoria de Justiça de Camanducaia.

Atenciosamente,

João Batista Ferreira Gomes

Promotor de Justiça

Resposta (estranhamente) não do Prefeito, mas de seu Secretário de Obras:

Data: 20.09.99

Senhor Promotor;

Em atenção ao ofício 85/99 informamos que a COPASA já elaborou o Projeto para implantação do Tratamento de esgoto no Distrito de Monte Verde. O que impede o início das obras é a falta de recursos, portanto, enquanto não viabilizar este recursos não teremos como informar-lhe o início das obras.

A Prefeitura está trabalhando para que esta obra aconteça o mais rápido possível.

Sem mais para o momento, nos colocamos ao seu inteiro dispor.

Atenciosamente

José Cláudio Pereira, Secretário de Obras.

Aguardando resposta

Em 12 de agosto de 1999, a ACMV expediu novo ofício, assinado pelo seu presidente, o qual com certeza está tendo andamento, mas ainda não recebeu resposta. Entre outras coisas o ofício destaca: 

"Como o fato já é do conhecimento das autoridades responsáveis e nenhuma delas tomou providências, solicitamos a V.S.ª  - se couber - a abertura de um inquérito civil público, com a finalidade de definir a responsabilidade de quem está poluindo os riachos, bem como definir quem é a autoridade ou órgão público, encarregado de dar encaminhamento ao problema.

Especificamente, parece-nos que devam ser ouvidas a Prefeitura Municipal de Camanducaia, a COPASA e a TURMINAS".  

 

VOZ DA TERRA – JANEIRO de 2.000

 

Secretario se propõe a colaborar com Monte Verde

 

O secretario de Recursos Hídricos, Saneamento e Obras de São Paulo, Antônio Carlos de Mendes  Thame, em entrevista exclusiva `a VOZ DA TERRA, falou das mais recentes técnicas de  despoluição de lagos e riachos e fez sugestões para resolver o problema de saneamento básico de Monte Verde.

Mendes Thame  está entusiasmado com  as novas técnicas e diz:

"Já conseguimos ótimos resultados no Lago da Aclimação. Agora chegou a vez  do Lago do Ibirapuera" . O sistema de  flotação utiliza a adição de produtos químicos, que provocam a aglutinação das partículas poluentes. Depois, com a injeção de oxigênio, as micro-bolhas fazem com que o lodo gerado se eleve para a superfície, de onde é removido através de uma draga coletora.

"A Sabesp irá construir uma estação de recuperação das águas do córrego do Sapateiro, principal formador do Largo do Ibirapuera", conta. Mendes Thame  conhece bem Monte Verde, onde já esteve em visita varias vezes.

Para Monte Verde, como se trata de cidade pequena e menor volume de água, entende que a técnica possa não ser a mesma.

  Secretário Antônio Carlos de Mendes Thame (à esquerda) e Egydio Coelho da Silva, diretor de Voz da Terra (direita)

 

Aconselhou que as autoridades e a comunidade entrassem em contato com a empresa DT Engenharia, responsável pelo serviço em São Paulo e que também cuida do saneamento básico em diversas cidades de Minas.

Sugeriu também contato com a Semae de Piracicaba, órgão responsável pela despoluição do Rio Piracicaba, que se preocupa em manter a qualidade do Rio Jaguari, que passa por Monte Verde.

Embora a colaboração não possa ser feita com verba, afirma que a  Semae (Fone: 19-426.0584) dispõe  de muita informação técnica, que poderia ser útil para se enfrentar um problema que ainda está no começo.

Ante a informação de que existe omissão da Prefeitura de Camanducaia em enfrentar o problema sob a alegação de falta de verba, Thame estranhou que Monte Verde, estancia climática, conhecida em todo Brasil, não receba nenhuma ajuda financeira do Governo de Minas.

Diferente de São Paulo que oferece ajuda a todas as suas cidades turísticas.

POLUIÇÃO: NOTÍCIAS DE AGOSTO DE 2.000  

Poluição começa a se combatida

  O problema da poluição dos riachos em Monte Verde começou a ser enfrentado pela comunidade e já está tendo resposta do Poder Público.

  A Associação Comercial de Monte Verde consultou à DT - Engenharia, empresa responsável pelo serviço de despoluição do Ibirapuera e do Parque da Aclimação em São Paulo.

Esta empresa autorizou o engenheiro Cláudio a vir a Monte Verde fazer pesquisa e conversar com a comunidade.               

Após 15 dias, o engenheiro Cláudio entregou um estudo de custo e sobre o tipo de serviço que deveria ser feito em Monte Verde.

Felizmente, a COPASA também decidiu enfrentar o problema.

No começo de julho, o  engenheiro Marcelo Galvão (telefone  031-35-229-5607,   celular: 9988-0709) esteve em Monte Verde.                                      

Ele informou à VT que pretende fazer o estudo técnico bem feito para resolver o problema de forma definitiva.

NOTÍCIA DE OUTUBRO DE 2.000

Saneamento

A empresa YC Engenharia Ltda de Belo Horizonte, contratada pela COPASA, está preparando o estudo para executar obras de saneamento básico em Monte Verde.

 

Segundo o engenheiro Luís Casuo o projeto deverá ficar pronto dentro de 60 dias.

 

Ele explica que sua empresa já fez o estudo geológico e populacional.

 

As obras deverão ser executadas pela COPASA de Vaginha, desde que haja acordo com a Prefeitura de Camanducaia.

 

 NOTÍCIA DE 07-11-2.000

Texto do debate, coordenado por Walter Monacci  em Monte Verde

 

ASSUNTO REFORMA E DESPOLUIÇÃO DO LAGO

É com imensa satisfação que encontro esta mensagem sobre o lago. Não conheço pessoalmente as pessoas envolvidas no projeto, mas desde já, contem com meu total apoio.

Há 1 ano atrás, mais ou menos, fizemos um abaixo assinado,o qual subscrevi e encaminhei a promotoria de Camanducaia, pedindo providencias URGENTES com relação ao assunto,pois, pasmem, há dias em que se vêem fezes boiando no lago.

Pois é. E o promotor disse que IRIA pedir auxilio a faculdade de Belo Horizonte ,para fazerem um projeto,etc,e tal.

Não preciso dizer que foi tudo engavetado....

Aos que agora chegam com vontade e garra,precisamos de sangue novo, devo esclarecer a vocês o seguinte: a poluição das águas,vem lá de cima....Inúmeras casas,2 hotéis,e outras casas comercias,jogam os dejetos neste fiozinho de água que desce morro abaixo.

Certa ocasião, seguimos o curso da água,creio que o Robertinho ainda sabe quem são os agentes poluidores....,nada adiantou.Aí,mandei a engenheira Edna da prefeitura,um projeto de despoluição da água.

Resumindo,é mais ou menos assim:atrás do lago,tem um laguinho de "decantação", aonde plantei umas plantinhas para limpar a água e fiz um tuto com pedriscos para limpar mais um pouco,....o que mostrou-se ineficiente,pois a demanda é grande.Então sugeri que a prefeitura construi-se 3 tanques.

Um com pedriscos,outro com carvão,outro com areia. A água passa pelos 3 e cai no lago.....limpa!A prefeitura nos daria a mão de obra e nós o dinheiro.E? Nem responderam....POIS NÃO ADIANTA ENFEITAR O LAGO SEM ANTES DESPOLUI-LO.As pessoas que jogam água também tem que ter o cuidado de faze-lo apenas na boca de lobo, para não desbarrancar o lago,que foi o que aconteceu com o lado oposto ao meu,sem falar que o detergente usado teria que ser biodegradável. 

Para vocês terem uma idéia do cúmulo do cúmulo,eu tinha 4 patos e 2 gansos no lago para que as pessoas ao darem comida a eles,indiretamente dessem de comer aos peixes(peixes comem),e sabem o que aconteceu? D.Rosa,mãe do Egon, foi lá, pegou minhas aves, sob o pretexto de serem atropeladas,e NÃO DEVOLVE NEM POR DECRETO. Pode? 

As aves são minhas! Lá tive eu que comprar milho pros peixes e dar restos de pão...Minha gente,é de perder a paciência.....Se vocês ainda tem alguma,vou adorar.Tenho comigo esse esquema de drenagem,tenho também o end.de bombas que limpam o lago,e vão jorrando água,enfim,estou as ordens,mas confesso que...cansei.

Até hoje pago a luz que ilumina o lago...por aí vocês podem ver como funciona Monte Verde. Desculpem a extensão da missiva,este assunto consegue tirar-me do sério....

Maria Alice Colletes, (proprietária de 1/2 do lago.....)

(Veja também Reurbanização e projetos)

  VOZ DA TERRA EM 18-12-2.000

O esgoto em Monte Verde

          Um sério problema vem mexendo com Monte Verde, a falta de tratamento de esgoto.

         Em Monte Verde temos dois casos de desrespeito e descaso com os cidadãos e a natureza.

         O primeiro é o Córrego Água Limpa, o “laguinho” da avenida Monte Verde, onde são jogados esgotos sem tratamento por comerciantes e casas residenciais. Muitos turistas reclamam do mal cheiro, algo que degrada a imagem da cidade.

         O segundo caso o mais grave e o que merece a maior atenção é o Córrego dos Poncianos, que se localiza na Vila Operaria no Bairro do Ponciano.

Um verdadeiro esgoto a céu aberto, o córrego passa ao lado de casas e atrás do campo de futebol, apelidado carinhosamente pelos moradores  de “mini Tietê; traz grande risco para as pessoas, que vivem em volta dele.

Fomos atrás tanto da COPASA (empresa responsável pela distribuição de água em Monte Verde) quanto da Prefeitura. O responsável pela COPASA em Monte Verde disse que para  se realizar o tratamento de esgoto teria de haver um convênio entre a Prefeitura e a COPASA, e, por enquanto, o tratamento do esgoto não é de responsabilidade da COPASA. 

Para responder pela nova administração municipal, que vai assumir em janeiro, falamos com o vereador reeleito, Rubens Mungioli, ao qual perguntamos sobre o possível convênio com a COPASA para o tratamento do esgoto e se já havia projetos em andamento para tratar do problema.

“A prefeitura de Camanducaia não tem verba para realizar o convênio com a COPASA, mas já há projetos para o tratamento. 

Para o Córrego Água Limpa, a maneira é obrigar as pessoas a tratar os seus esgotos, isso é lei e podemos aplicar multa por isso; só falta fiscalização; já no Córrego dos Poncianos, teria que ser feito  a capitação de todos os esgotos das casas e a construção de um posto de tratamento e, para isso, existe uma possibilidade de participação do Governo Estadual, mas só depois de janeiro”.

Juliana Honorato

 

VOZ DA TERRA – 26 DE MARÇO DE  2.001

Texto do debate, coordenado por Walter Monacci  em Monte Verde

 

DE: Sr. MARCELO FUCHS

Olá amigo Walter

Faz um bom tempo que não me manifesto, mas não posso deixar passar em branco uma dúvida:

"Vamos canalizar o esgoto da avenida para tirar o mau cheiro", significa jogar o esgoto no rio?

Não é obrigatório o uso de fossas? Por que não fiscalizar os imóveis que não possuem?

A solução dada parece a do sujeito que põe perfume no peixe estragado para poder come-lo.

 

VOZ DA TERRA – 30 DE MARÇO DE  2.001

Texto do debate, coordenado por Walter Monacci  em Monte Verde

 

De : Vereador Rubens Mungioli

rubensmungioli@micropic.com.br

Com referência a mensagem do Sr. Marcelo Fuchs, deve esclarecer :

1 - o esgoto do comércio da avenida, foi ligado na galeria de águas pluviais pelo Prefeito anterior e, neste momento queremos reverter a situação. À época ninguém protestou ! !

2 - sim, pretendemos canalizar o esgoto que corre na galeria de águas pluviais da avenida. Esta é uma promessa de campanha e uma reivindicação dos proprietários. Será uma obra conveniada com a COPASA que já enviou 800 m. de manilhas de barro. Estão estocadas atrás do Correio.

Como se sabe, este esgoto está sendo lançado na galeria de águas pluviais, por absoluta falta de condições de construção de fossas, já que o lençol freático é alto e os lotes são pequenos (nem todos). Antes eram lançados no laguinho e iam para o Córrego do Cadete, hoje estão sendo lançados na galeria, que deságua no mesmo Córrego do Cadete. As fossas que existem (em terrenos maiores) contaminam todo o lençol freático e jogam o excedente no Córrego. Enfim, todo o esgoto da avenida hoje, já vai para o Córrego do Cadete (de novo). Não estaremos poluindo o Córrego mais do que ele já é. Portanto esta obra não significa que vamos jogar esgoto no Córrego apenas discipliná-lo em uma manilha para tirar o mal-cheiro, que prejudica muito o nosso turismo e a vida de quem vive daqui (como diz a Vicky) e não de quem vive aqui, ou de quem vem de vez em quando por aqui.

O disciplinamento do esgoto, em uma manilha, diminuirá e até extinguirá a contaminação do lençol freático pelas poucas fossas existentes. PORTANTO O PROBLEMA DIMINUI ! ! !

Numa 2º etapa, está prevista a captação desse esgoto, tanto no Córrego do Cadete, no Córrego da Água Limpa (?), quanto no Córrego dos Poncianos. Numa 3º etapa, o tratamento do tipo lagoa de decantação.

Por serem obras caras, dependemos de apoio estadual que já está sendo "costurado".

Concluindo : o mau-cheiro da avenida é uma emergência e faz parte da 1º etapa, não vamos parar. Não é possível fazermos tudo agora. Estamos aguardando o envio do Projeto Global pela COPASA. Assim que chegar estarei informando a todos.

Não consigo compreender o erro. Estamos tirando emergencialmente o esgoto da avenida, da porta dos restaurantes, dos bares, das lojas de chocolate, das butiques. Ou será que tem gente que gosta de viver no meio daquela falta de higiene.

Existe uma outra solução bem mais barata para a Prefeitura. Alguns caps de 4 polegadas, cola e, um pouco de concreto na boca de todos os tubos de fossa que deságuam nos córregos resolveria tudo de um dia para o outro.

3 - quanto a piada do peixe com perfume, eu gostei.

OBS: a) Creio ser importante esclarecer que, uma fossa é solução paliativa, para os casos aonde a urbanização ainda não chegou pois, contamina o lençol freático da mesma maneira, que por sua vez contamina os rios de maneira silenciosa e sem cheiro. b) fossa séptica é um "despiorador" não é uma solução definitiva. Fossa séptica (quando existem), é apenas um nome forte para um simples decantador de matéria orgânica, não descontamina a água. Na prática, ninguém esvazia e limpa a sua fossa séptica. Conclusão, a matéria orgânica vai direto para a fossa negra, que acaba ficando impermeabilizada e extravasa para o rio.

Em tempo : PARABÉNS PARA A YARA, RAQUEL E ROSA QUE ESTÃO EMPENHADAS NA CAMPANHA DE ESTERILIZAÇÃO DE CÃES E GATOS EM MONTE VERDE. TEM CAMISETAS, TEM FOLHETOS, TEM SAQUINHOS DE LIXO. ESTÃO PREOCUPADAS COM A SOLUÇÃO E ESTÃO FAZENDO O MELHOR. QUERO COMPRAR UMA CAMISETA PARA AJUDAR.

 

(Os textos  e fotos abaixo podem ser reproduzidos. Solicita-se citar: "Fonte: VOZ DA TERRA on line")

 

VOZ DA TERRA – 24 DE ABRIL DE  2.001  

PREFEITURA PROPÕE CANALIZAÇÃO DE ESGOTO NA AVENIDA MONTE VERDE

 Suely Silva (Mtb 676/AL), especial para VOZ DA  TERRA on line

A Prefeitura de Camanducaia, por iniciativa do prefeito Emydio Moreira Filho, pretende fazer a canalização de esgotos no trecho, que vai do Banco a Imobiliária, para retirar o mau cheiro proveniente das galerias de águas pluviais da Av. Monte Verde.

Mas, os comerciantes não estão preocupados com o inicio d as obras, logo agora, que começa a temporada, pois causarão transtornos e interrupção de tráfego, o que pode ocasionar queda de faturamento no comércio e eventual falta de água.

Uma carta foi enviada ao comercio local para que eles decidam quando as obras serão iniciadas.

“Mais uma vez começa a temporada e temos que conviver com o mau cheiro na avenida”, lamenta a comerciante que prefere não se identificar.

Quem não está nada contente com a situação é Maria Lygia R. Cardeal, que possui uma casa de temporada na avenida há mais de 30 anos. 

Sua reclamação é ainda mais delicada, pois estão desviando o esgoto e jogando na porta de sua casa. 

“Fiquei um ano sem vir a Monte Verde, coloquei minha casa a venda de tanto desgosto de ver o lixo na minha porta”, reclama Lygia.

Mas a esperança dos moradores é de que, depois da temporada, seja tomada uma providência em relação ao mau cheiro na avenida, ponto principal de passeio dos turistas.

“Tenho vergonha quando estou atendendo um turista no restaurante e ele reclama do cheiro de esgoto”, dizem os garçons que trabalham na avenida.

 

VOZ DA TERRA (IMPRESSA) – 24 DE AGOSTO DE  2.001  

 

Comerciante prova que boa vontade resolve o problema

 


Suely Silva

Cansado de esperar pela promessa de uma rede de esgoto na Av. Monte Verde, o comerciante Fábio Joly tomou a iniciativa de construir em seu estabelecimento um semidoro (descarte do excesso de água para o subsolo), que lhe custou em torno de 2 mil reais.

E provou que não é falta de verba, nem de competência técnica que permitem a poluição na Avenida Monte Verde, mas apenas falta de boa vontade administrativa

e política.

 

 

Um semidoro particular na avenida amenizou o problema.

Provisoriamente, o problema está resolvido, assim como o mau cheiro na avenida amenizado, pelo menos nesta temporada.

Fábio nos contou que há quatro anos atrás ele usou o mesmo sistema para amenizar o esgoto em seu estabelecimento.

“O semidoro que eu tinha não foi o suficiente para agüentar mais uma temporada, precisei refazer e comuniquei verbalmente à Prefeitura, à Copasa, à Bragantina e ao administrador Distrital, Argemiro, no início de abril.

O Secretário de Obras, Erivelton, me disse que não precisaria, pois eles iriam fazer o saneamento básico ainda para esta temporada”, conta Fábio.

O prefeito Emydio Moreira Filho, porém, garante que enfrentará o problema para resolvê-lo de vez somente após reformar a creche, a Escola Karlis Kempis e construir o velório em Monte Verde.

Fábio Joly, porém, não quis esperar porque o volume de água acumulado na Avenida, em razão do comércio local, é muito grande.

Por isso, é necessária a drenagem, para que a água não suba evitando o mau cheiro do esgoto, afetando assim, o turismo, com muitas reclamações e descontentamento dos comerciantes que convivem com este problema há muito tempo.

Fábio nos contou que procurou a Bragantina para comunicar a profundidade que ele teria que cavar para fazer a drenagem, e eles garantiram que não haveria nenhum problema.

 

 

Poste recebe socorro do trator para não cair.

Mas para sua surpresa e de todos os comerciantes vizinhos, o poste em frente ao seu estabelecimento não suportou e por sorte e ajuda de um trator que estava no local, ele não caiu, o que seria prejuízo para todos (veja foto).

Agora, o comerciante Fábio se protegeu e fez uma caixa de gordura maior que poderá suportar por mais tempo o acúmulo de água em seu estabelecimento até que se tome uma providência definitiva em relação à rede de esgoto, promessa esta da prefeitura que está demorando em acontecer.

E quem lucra com essa atitude, são os turistas e moradores que poderão trafegar tranqüilamente sem o mau cheiro de antes.

 

VOZ DA TERRA – 06 DE SETEMBRO DE  2.001

Texto do debate, coordenado por Walter Monacci  em Monte Verde

DE: SR. NICO, D.D. PRESIDENTE DA SOC. AMIGOS DE MONTE VERDE.
Gostaria de comunicar aos participantes do Debate que, no mês de agosto, a Sociedade Amigos de Monte Verde convidou e recebeu em Monte Verde o digníssimo Dr. João, Promotor de Justiça da região. 

Na ocasião, em reunião que durou duas horas, a Diretoria da Sociedade fez longo relato dos problemas crônicos e críticos que nossa Comunidade apresenta. 

Um dos pontos mais importantes foi o processo de "favelização" pelo qual passa o bairro do Barro Preto e das obras clandestinas colocadas em cima de seus rios. 

A SAMV levou o Sr. Promotor ao local, onde todos ficaram pasmos com a sujeira e a degradação ambiental. 

Nos rios do Barro Preto e Osasquinho foram encontrados pneus velhos, sacos plásticos e muito lixo. além da água imunda que se transformou em verdadeiro esgoto a céu aberto. 

Em posterior reunião, a SAMV conseguiu a promessa do Sr. Emydio, nosso digno Prefeito, de promover a limpeza dos córregos. 

Valho-se do ensejo para sugerir aos caros participantes do Debate que façam uma visita aos rios e córregos daquela região e conheçam uma Monte Verde que não está nas belas matérias das revistas. 

Abraços a todos, Nico Pereira - Presidente da Sociedade Amigos de
Monte Verde.

 

VOZ DA TERRA (IMPRESSA) – 02 DE OUTUBRO DE  2.001

Promotor e Sociedade Amigos se reúnem em Monte Verde

Suely Silva

 

A diretoria da Sociedade Amigos de Monte Verde solicitou a presença do Promotor de Justiça da Comarca de Camanducaia, Dr. João Batista, para uma reunião que aconteceu na Casa de Pedra.

Na oportunidade, o presidente da Sociedade, Nico Pereira, fez um relato dos problemas que a comunidade monteverdense vem enfrentando. De acordo com o Presidente e membros da diretoria, um fato gravíssimo em Monte Verde é o processo de “favelizaçao” pelo qual vem passando o bairro do Barro Preto e das obras clandestinas na beira dos rios sem a menor consciência ambiental.

Na ocasião, o promotor foi pessoalmente visitar a região de Osasquinho e Barro Preto.

“O promotor constatou a degradação ambiental e viu de perto a sujeira do rio, com sacos plásticos, pneus velhos, muito lixo e um verdadeiro esgoto a céu aberto”, informa Nico. E afirma: “A nossa última esperança é contar com o Ministério Público”.

Também foram tratados outros assuntos de extrema importância como: a criação do Conselho Tutelar da Criança e do Adolescente, a derrubada de árvores em locais protegidos por lei e principalmente a poluição dos córregos e nascentes. As Portarias que regulamentam o trânsito e a permanência de animais nas ruas, dos ambulantes que insistem em burlar a lei e os sérios problemas do lixo nas ruas.

Desmatamento já preocupa

Disse que o promotor ouviu atentamente e prometeu tomar as medidas cabíveis para esses casos.

Ao Prefeito, a Sociedade solicitou a limpeza dos rios e a retirada dos entulhos, pois a sujeira pode chegar até próximo das corredeiras do Itapuá e causar má impressão aos turistas que por ali fazem suas caminhadas.

No fórum de debate via internet, Nico reafirma sua posição e diz: “Na realidade, o convite ao Promotor Público foi o início de uma atitude firme no sentido de se responsabilizar judicialmente todos aqueles que, por erros ou omissões, têm prejudicado de alguma forma nosso meio-ambiente e as condições de vida de nossa comunidade. Informo que sua sugestão (do Dr. Walter Monacci), relativa à Ação Pública, foi impressa por mim e, com a possível brevidade, será levada à apreciação do Ministério Público, através do Dr. João”.  

 

VOZ DA TERRA  EM  22 DE SETEMBRO DE  2003

Email recebido 

De: Pedro Paes de Carvalho

Cidade: Macaé -  Estado: RJ - País: Brasil

 
EMail1: pedropaes220@hotmail.com

 Senhores(a),
Fiquei entristecido ao verificar que o Prefeito deixou de colocar algumas prioridades fundamentais para Monte Verde.  Uma dessas prioridades, o saneamento da Av. Monte Verde foi esquecido e também colocada como 5a. prioridade para os vereadores.  Considero esta prioridade como de número 01, pois no último inverno o cheiro do esgôto já chegou a incomodar. 
São mais de 10 horas entre Macaé e Monte Verde, mas nunca me arrependo de visitar a cidade todos os anos.  Espero que o crescimento da cidade não atrapalhe o meu sonho de um dia morar neste paraíso
Um abraço para todos.
Pedro.

 VOZ DA TERRA  ON LINE EM 19 DE OUTUBRO DE 2003 

 

Copasa diz que nada tem  a ver com a poluição

A edição 44, de outubro/2003 do Voz da Terra de Monte Verde, a coluna "Espaço do leitor", trouxe a reclamação de um morador da rua do Sapé, Anésio D.

 Ele reclama de uma verba de 20 mil para a despoluição do rio que foi desviada para outro fim e das péssimas condições dos bairros Osasquinho e Barro Preto e diz que Copasa fez promessas. "Hoje esperamos sentados à promessa da Copasa para a canalização do rio. Ela nos cobra o esgoto e não temos.." palavras do morador Anésio D. da Silva.
A Copasa, porém, afirma que não cabe a ela a responsabilidade pela despoluição dos riachos de Monte Verde, conforme texto da carta publicada abaixo:

"Itajubá, 14 de outubro de 2003

Ilma.Sra.
Suely Silva
DD. diretora de redação do jornal Voz da Terra
Monte Verde - Mg
Senhora Diretora,
Com referência a citação no "Espaço do leitor" da edição do mês de outubro/03, temos a esclarecer:
1) A COPASA tem concessão para operar o sistema de abastecimento de água do distrito de Monte Verde, não sendo responsável pela canalização do rio e também pelo sistema coletor de esgoto;
2) A COPASA apenas cobra tarifas pelos serviços prestados na captação, adução, tratamento, distribuição e reservação de água tratada para a população de Monte Verde.
Atenciosamente,
Tales Augusto de Noronha Mota
Chefe de divisão de Itajubá"

Nota da redação:

De fato, no momento, a Copasa é responsável apenas pelo abastecimento de água no Distrito de Monte Verde, mas a questão levantada não é essa.

Talvez a dúvida do leitor de VT seja com relação ao projeto que a Copasa elaborou há alguns anos atrás, no qual se incluía a despoluição dos riachos de Monte Verde, mas que infelizmente não saiu do papel. Entendemos que a Copasa ainda deve a Monte Verde uma explicação sobre a viabilidade desse projeto.

Egydio Coelho da Silva, diretor responsável de Voz da Terra
 

 Fale Conosco

 

Em Monte Verde:

Empresa, que patrocina e torna

 possível esta página na internet. 

Clique na foto do hotel 

e veja sua página na internet.

MONTE VERDE-MG