|
VOZ DA TERRA - jornal impresso e virtual de Monte Verde Diretor: Egydio Coelho da Silva SANEAMENTO BÁSICO: NOTÍCIAS DE SETEMBRO DE 1.998 A OUTUBRO DE 2.003 MENSAGENS RECENTES NO FINAL DA PÁGINA |
|
VOZ
DA TERRA - SETEMBRO de 1.998 Entidades pedem providências contra a omissão do poder público Monte
Verde, em 13 de setembro de 1.998
João
Batista Ferreira Gomes DD.
Promotor Público da Comarca de Camanducaia CAMANDUCAIA-MG Prezado
Senhor: Pela
presente, vimos expor e, em seguida, solicitar de V.S.ª
o seguinte: 01) POLUIÇÃO DOS PEQUENOS CÓRREGOS DE MONTE VERDE: os pequenos córregos de Monte Verde estão totalmente poluídos, colocando em risco a saúde da população mais pobre, cujas habitações são precárias; muitas delas às margens do Riacho dos Poncianos; crianças brincam em suas águas poluídas. Monte Verde é uma cidade turística, cuja atração maior é a natureza, livre de poluição; visitam Monte Verde pessoas vindas de centenas de outros municípios. Este problema é de conhecimento dos poderes públicos e principalmente da COPASA, órgão estadual responsável pelo saneamento básico em Monte Verde. Infelizmente
tem havido total omissão dos poderes públicos em solucionar o problema; 02) ANIMAIS SOLTOS NAS RUAS: Embora V.S.ª tenha se empenhando em resolver o problema, os proprietários de cavalos voltaram a deixá-los soltos, atrapalhando o trânsito, invadindo jardins, impedindo que se plantem flores no Portal de Entrada da Cidade e nas ruas. Além
disso, cerca de 3 a 4 boletins de ocorrência são lavrados envolvendo
animais soltos e veículos ou pedestres. Assim
sendo, é a presente para solicitar o especial obséquio de V.S.ª no
sentido de tomar alguma providência legal, para que os poderes públicos
deixem de ser omissos e cumpram a sua obrigação para com a população. Estamos
convictos de que V.S.ª , em razão de seu espírito público, atenderá
esta reivindicação, por ser justa e
urgente. Atenciosamente,
Egydio Coelho da Silva Presidente da Associação Comercial de Monte VerdeDalton OsternePresidente
da Sociedade Amigos de Monte Verde
VOZ
DA TERRA - DEZEMBRO de 1.998 Promotor
atende pedido de entidades O
promotor público, Dr. João Batista Ferreira Gomes, da Comarca de
Camanducaia, solicitou informações ao prefeito de Camanducaia e à
Copasa a respeito de problemas de saneamento básico em Monte Verde. Dr.
João Batista, baseou seu pedido de informações, na carta que lhe foi
enviada pela Associação Comercial e Sociedade Amigos de Monte Verde. Nesta
carta, as Entidades de Monte Verde lhe solicitam que a Promotoria Pública
de Camanducaia tomasse alguma providência junto à COPASA ou quem de
direito sobre o problema de saneamento básico em Monte Verde, pois,
alguns riachos já começam a apresentar sinais de poluição. Na
sua notificação à COPASA e à Prefeitura de Camanducaia, depois de
historiar os fatos, Dr. João Batista finaliza, dizendo, textualmente: “Assim,
requeiro informações no sentido de apurar a veracidade dos fatos,
noticiados pela Associação Comercial de Monte Verde. Caso sejam
verdadeiras suas assertivas, quais seriam as providências a serem tomadas
a curto, médio e longo prazo, pelos órgãos responsáveis para o
saneamento de tais problemas”. O
promotor público consignou o prazo de 30 dias para que a Prefeitura e a
Copasa lhe dêem as informações necessárias sobre o assunto. VOZ
DA TERRA – JUNHO de 1.999 O
promotor público, Dr. João Batista, está
preocupado com o início de poluição dos riachos de Monte Verde. A
Prefeitura de Camanducaia e a COPASA já responderam sua notificação,
explicando as providências que podem tomar. Disse
que ainda está estudando a resposta de ambas e também informou que
pretende entrar em contacto com a Universidade Federal de Minas Gerais,
que possui estudo moderno e ecológico para tratamento de água. Após
isso, pretende se reunir com os comerciantes, veranistas e moradores de
Monte Verde, para viabilizar um projeto que interesse a todos e, em
seguida, tomará providências legais para que nenhuma autoridade se omita
sobre o problema. (Veja
foto em VOZ DA TERRA impressa de junho de 1.999). VOZ
DA TERRA - NOVEMBRO DE 1.999 Promotor de Justiça responde à ACMV e SAMV Dr. João Batista, promotor de Justiça, deu andamento ao pedido da Associação Comercial e Sociedade Amigos a respeito da omissão das autoridades municipais e estaduais na solução do problema de início de poluição de alguns córregos em Monte Verde. O pedido foi feito em 13 de setembro de 1.998. Resposta
do Promotor Ilmos.
Srs. Egydio Coelho da Silva e Dalton Osterne, DDs. Presidentes da Associação
Comercial de Monte Verde e Sociedade Amigos de Monte Verde Através
deste encaminho as informações obtidas junto à Prefeitura Municipal de
Camanducaia, obtidas através do ofício n.o. 085/99, respondidas pelo Sr.
Secretário de Obras e que complementam as já enviadas a essa Associação
juntamente com o ofício n.o. 77/98. Atenciosamente,
João
Batista Ferreira Gomes Promotor de Justiça Ofício
enviado à
Prefeitura: Senhor
Doutor Prefeito do Município de Camanducaia/MG Através
deste solicito informações no tocante a viabilização da implantação
de captação de tratamento de esgoto do Distrito de Monte Verde, conforme
o estabelecido pelos estudos elaborados pela COPASA, segundo constou do ofício
n.o. 14/1/98, enviado a esta Promotoria de Justiça pelo Dr. Prefeito do
Município de Camanducaia. Solicito,
ainda, que sejam esclarecidas as datas de início e de término das
referidas obras. Assim,
dá-se o prazo de 30 (trinta) dias para que os esclarecimentos pertinentes
aos fatos sejam remetidos a esta Promotoria de Justiça de Camanducaia. Atenciosamente, João
Batista Ferreira Gomes Promotor
de Justiça Resposta
(estranhamente) não do Prefeito, mas de seu Secretário de Obras: Data:
20.09.99 Senhor
Promotor; Em
atenção ao ofício 85/99 informamos que a COPASA já elaborou o Projeto
para implantação do Tratamento de esgoto no Distrito de Monte Verde. O
que impede o início das obras é a falta de recursos, portanto, enquanto
não viabilizar este recursos não teremos como informar-lhe o início das
obras. A
Prefeitura está trabalhando para que esta obra aconteça o mais rápido
possível. Sem
mais para o momento, nos colocamos ao seu inteiro dispor. Atenciosamente José
Cláudio Pereira, Secretário de Obras. Aguardando
resposta Em
12 de agosto de 1999, a ACMV expediu novo ofício, assinado pelo seu
presidente, o qual com certeza está tendo andamento, mas ainda não
recebeu resposta. Entre outras coisas o ofício destaca:
"Como
o fato já é do conhecimento das autoridades responsáveis e nenhuma
delas tomou providências, solicitamos a V.S.ª
- se couber - a
abertura de um inquérito civil público, com a finalidade de
definir a responsabilidade de quem está poluindo os riachos, bem como
definir quem é a autoridade ou órgão público, encarregado de dar
encaminhamento ao problema. Especificamente,
parece-nos que devam ser ouvidas a Prefeitura Municipal de Camanducaia, a
COPASA e a TURMINAS". VOZ
DA TERRA – JANEIRO de 2.000 Secretario
se propõe a colaborar com Monte Verde O
secretario de Recursos Hídricos, Saneamento e Obras de São Paulo, Antônio
Carlos de Mendes Thame, em
entrevista exclusiva `a VOZ DA TERRA, falou das mais recentes técnicas de despoluição de lagos e riachos e fez sugestões para
resolver o problema de saneamento básico de Monte Verde. Mendes
Thame está entusiasmado com
as novas técnicas e diz: "Já
conseguimos ótimos resultados no Lago da Aclimação. Agora chegou a vez
do Lago do Ibirapuera" . O sistema de
flotação utiliza a adição de produtos químicos, que provocam a
aglutinação das partículas poluentes. Depois, com a injeção de oxigênio,
as micro-bolhas fazem com que o lodo gerado se eleve para a superfície,
de onde é removido através de uma draga coletora. "A
Sabesp irá construir uma estação de recuperação das águas do córrego
do Sapateiro, principal formador do Largo do Ibirapuera", conta.
Mendes Thame conhece bem
Monte Verde, onde já esteve em visita varias vezes. Para
Monte Verde, como se trata de cidade pequena e menor volume de água,
entende que a técnica possa não ser a mesma.
Aconselhou
que as autoridades e a comunidade entrassem em contato com a empresa DT
Engenharia, responsável pelo serviço em São Paulo e que também cuida
do saneamento básico em diversas cidades de Minas. Sugeriu
também contato com a Semae de Piracicaba, órgão responsável pela
despoluição do Rio Piracicaba, que se preocupa em manter a qualidade do
Rio Jaguari, que passa por Monte Verde. Embora
a colaboração não possa ser feita com verba, afirma que a
Semae (Fone: 19-426.0584) dispõe de
muita informação técnica, que poderia ser útil para se enfrentar um
problema que ainda está no começo. Ante
a informação de que existe omissão da Prefeitura de Camanducaia em
enfrentar o problema sob a alegação de falta de verba, Thame estranhou
que Monte Verde, estancia climática, conhecida em todo Brasil, não
receba nenhuma ajuda financeira do Governo de Minas. Diferente
de São Paulo que oferece ajuda a todas as suas cidades turísticas. POLUIÇÃO:
NOTÍCIAS DE AGOSTO DE 2.000 Poluição
começa a se combatida Esta
empresa autorizou o engenheiro Cláudio a vir a Monte Verde fazer pesquisa
e conversar com a comunidade.
Após
15 dias, o engenheiro Cláudio entregou um estudo de custo e sobre o tipo
de serviço que deveria ser feito em Monte Verde. Felizmente,
a COPASA também decidiu enfrentar o problema. No
começo de julho, o engenheiro
Marcelo Galvão (telefone 031-35-229-5607,
celular: 9988-0709) esteve em Monte Verde.
Ele
informou à VT que pretende fazer o estudo técnico bem feito para
resolver o problema de forma definitiva.
NOTÍCIA
DE OUTUBRO DE 2.000 Saneamento A
empresa YC Engenharia Ltda de Belo Horizonte, contratada pela COPASA, está
preparando o estudo para executar obras de saneamento básico em Monte
Verde.
Segundo
o engenheiro Luís Casuo o projeto deverá ficar pronto dentro de 60 dias.
Ele
explica que sua empresa já fez o estudo geológico e populacional.
As
obras deverão ser executadas pela COPASA de Vaginha, desde que haja
acordo com a Prefeitura de Camanducaia.
NOTÍCIA
DE 07-11-2.000 Texto do debate, coordenado por Walter Monacci em Monte Verde
ASSUNTO REFORMA E DESPOLUIÇÃO DO LAGO É com imensa satisfação que encontro esta mensagem sobre o lago. Não conheço pessoalmente as pessoas envolvidas no projeto, mas desde já, contem com meu total apoio. Há 1 ano atrás, mais ou menos, fizemos um abaixo assinado,o qual subscrevi e encaminhei a promotoria de Camanducaia, pedindo providencias URGENTES com relação ao assunto,pois, pasmem, há dias em que se vêem fezes boiando no lago. Pois é. E o promotor disse que IRIA pedir auxilio a faculdade de Belo Horizonte ,para fazerem um projeto,etc,e tal. Não preciso dizer que foi tudo engavetado.... Aos que agora chegam com vontade e garra,precisamos de sangue novo, devo esclarecer a vocês o seguinte: a poluição das águas,vem lá de cima....Inúmeras casas,2 hotéis,e outras casas comercias,jogam os dejetos neste fiozinho de água que desce morro abaixo. Certa ocasião, seguimos o curso da água,creio que o Robertinho ainda sabe quem são os agentes poluidores....,nada adiantou.Aí,mandei a engenheira Edna da prefeitura,um projeto de despoluição da água. Resumindo,é mais ou menos assim:atrás do lago,tem um laguinho de "decantação", aonde plantei umas plantinhas para limpar a água e fiz um tuto com pedriscos para limpar mais um pouco,....o que mostrou-se ineficiente,pois a demanda é grande.Então sugeri que a prefeitura construi-se 3 tanques. Um com pedriscos,outro com carvão,outro com areia. A água passa pelos 3 e cai no lago.....limpa!A prefeitura nos daria a mão de obra e nós o dinheiro.E? Nem responderam....POIS NÃO ADIANTA ENFEITAR O LAGO SEM ANTES DESPOLUI-LO.As pessoas que jogam água também tem que ter o cuidado de faze-lo apenas na boca de lobo, para não desbarrancar o lago,que foi o que aconteceu com o lado oposto ao meu,sem falar que o detergente usado teria que ser biodegradável. Para vocês terem uma idéia do cúmulo do cúmulo,eu tinha 4 patos e 2 gansos no lago para que as pessoas ao darem comida a eles,indiretamente dessem de comer aos peixes(peixes comem),e sabem o que aconteceu? D.Rosa,mãe do Egon, foi lá, pegou minhas aves, sob o pretexto de serem atropeladas,e NÃO DEVOLVE NEM POR DECRETO. Pode? As aves são minhas! Lá tive eu que comprar milho pros peixes e dar restos de pão...Minha gente,é de perder a paciência.....Se vocês ainda tem alguma,vou adorar.Tenho comigo esse esquema de drenagem,tenho também o end.de bombas que limpam o lago,e vão jorrando água,enfim,estou as ordens,mas confesso que...cansei. Até hoje pago a luz que ilumina o lago...por aí vocês podem ver como funciona Monte Verde. Desculpem a extensão da missiva,este assunto consegue tirar-me do sério.... Maria Alice Colletes, (proprietária de 1/2 do lago.....) (Veja também Reurbanização e projetos) VOZ DA TERRA EM 18-12-2.000 O esgoto em Monte VerdeUm sério problema vem mexendo com Monte Verde, a falta de tratamento de esgoto.
Em Monte Verde temos dois casos
de desrespeito e descaso com os cidadãos e a natureza.
O primeiro é o Córrego Água
Limpa, o “laguinho” da avenida Monte Verde, onde são jogados esgotos
sem tratamento por comerciantes e casas residenciais. Muitos turistas
reclamam do mal cheiro, algo que degrada a imagem da cidade.
O segundo caso o mais grave e o
que merece a maior atenção é o Córrego dos Poncianos, que se localiza
na Vila Operaria no Bairro do Ponciano. Um
verdadeiro esgoto a céu aberto, o córrego
passa ao lado de casas e atrás do campo de futebol, apelidado
carinhosamente pelos moradores de
“mini Tietê”;
traz
grande risco para as pessoas,
que vivem em volta dele. Fomos atrás tanto da COPASA (empresa responsável pela distribuição de água em Monte Verde) quanto da Prefeitura. O responsável pela COPASA em Monte Verde disse que para se realizar o tratamento de esgoto teria de haver um convênio entre a Prefeitura e a COPASA, e, por enquanto, o tratamento do esgoto não é de responsabilidade da COPASA. Para
responder
pela nova administração municipal, que vai assumir em janeiro, falamos
com o vereador reeleito,
Rubens Mungioli, ao qual
perguntamos sobre o possível
convênio com a COPASA para o tratamento do esgoto e se já havia projetos
em andamento para tratar do problema. “A prefeitura de Camanducaia não tem verba para realizar o convênio com a COPASA, mas já há projetos para o tratamento. Para o Córrego Água Limpa, a maneira é obrigar as pessoas a tratar os seus esgotos, isso é lei e podemos aplicar multa por isso; só falta fiscalização; já no Córrego dos Poncianos, teria que ser feito a capitação de todos os esgotos das casas e a construção de um posto de tratamento e, para isso, existe uma possibilidade de participação do Governo Estadual, mas só depois de janeiro”. Juliana Honorato
VOZ DA TERRA – 26 DE MARÇO DE 2.001 Texto do debate, coordenado por Walter Monacci em Monte Verde
DE:
Sr. MARCELO FUCHS Olá
amigo Walter Faz
um bom tempo que não me manifesto, mas não posso deixar passar em branco
uma dúvida: "Vamos
canalizar o esgoto da avenida para tirar o mau cheiro", significa
jogar o esgoto no rio?
Não
é obrigatório o uso de fossas? Por que não fiscalizar os imóveis que não
possuem?
A solução dada parece a do sujeito que põe perfume no peixe estragado para poder come-lo.
VOZ DA TERRA – 30 DE MARÇO DE 2.001 Texto do debate, coordenado por Walter Monacci em Monte Verde
De
: Vereador Rubens Mungioli rubensmungioli@micropic.com.br Com
referência a mensagem do Sr. Marcelo Fuchs, deve esclarecer : 1
- o esgoto do comércio da avenida, foi ligado na galeria de águas
pluviais pelo Prefeito anterior e, neste momento queremos reverter a situação.
À época ninguém protestou ! ! 2
- sim, pretendemos canalizar o esgoto que corre na galeria de águas
pluviais da avenida. Esta é uma promessa de campanha e uma reivindicação
dos proprietários. Será uma obra conveniada com a COPASA que já enviou
800 m. de manilhas de barro. Estão estocadas atrás do Correio. Como
se sabe, este esgoto está sendo lançado na galeria de águas pluviais,
por absoluta falta de condições de construção de fossas, já que o lençol
freático é alto e os lotes são pequenos (nem todos). Antes eram lançados
no laguinho e iam para o Córrego do Cadete, hoje estão sendo lançados
na galeria, que deságua no mesmo Córrego do Cadete. As fossas que
existem (em terrenos maiores) contaminam todo o lençol freático e jogam
o excedente no Córrego. Enfim, todo o esgoto da avenida hoje, já vai
para o Córrego do Cadete (de novo). Não estaremos poluindo o Córrego
mais do que ele já é. Portanto esta obra não significa que vamos jogar
esgoto no Córrego apenas discipliná-lo em uma manilha para tirar o
mal-cheiro, que prejudica muito o nosso turismo e a vida de quem vive daqui
(como diz a Vicky) e não de quem vive aqui, ou de quem vem de vez
em quando por aqui. O
disciplinamento do esgoto, em uma manilha, diminuirá e até extinguirá a
contaminação do lençol freático pelas poucas fossas existentes.
PORTANTO O PROBLEMA DIMINUI ! ! ! Numa
2º etapa, está prevista a captação desse esgoto, tanto no Córrego do
Cadete, no Córrego da Água Limpa (?), quanto no Córrego dos Poncianos.
Numa 3º etapa, o tratamento do tipo lagoa de decantação. Por
serem obras caras, dependemos de apoio estadual que já está sendo
"costurado". Concluindo
: o mau-cheiro da avenida é uma emergência e faz parte da 1º etapa, não
vamos parar. Não é possível fazermos tudo agora. Estamos aguardando o
envio do Projeto Global pela COPASA. Assim que chegar estarei informando a
todos. Não
consigo compreender o erro. Estamos tirando emergencialmente o esgoto da
avenida, da porta dos restaurantes, dos bares, das lojas de chocolate, das
butiques. Ou será que tem gente que gosta de viver no meio daquela falta
de higiene. Existe
uma outra solução bem mais barata para a Prefeitura. Alguns caps
de 4 polegadas, cola e, um pouco de concreto na boca de todos os tubos de
fossa que deságuam nos córregos resolveria tudo de um dia para o outro. 3
- quanto a piada do peixe com perfume, eu gostei. OBS:
a) Creio ser importante esclarecer que, uma fossa é solução paliativa,
para os casos aonde a urbanização ainda não chegou pois, contamina o
lençol freático da mesma maneira, que por sua vez contamina os rios de
maneira silenciosa e sem cheiro. b) fossa séptica é um "despiorador"
não é uma solução definitiva. Fossa séptica (quando existem), é
apenas um nome forte para um simples decantador de matéria orgânica, não
descontamina a água. Na prática, ninguém esvazia e limpa a sua fossa séptica.
Conclusão, a matéria orgânica vai direto para a fossa negra, que acaba
ficando impermeabilizada e extravasa para o rio. Em tempo : PARABÉNS PARA A YARA, RAQUEL E ROSA QUE ESTÃO EMPENHADAS NA CAMPANHA DE ESTERILIZAÇÃO DE CÃES E GATOS EM MONTE VERDE. TEM CAMISETAS, TEM FOLHETOS, TEM SAQUINHOS DE LIXO. ESTÃO PREOCUPADAS COM A SOLUÇÃO E ESTÃO FAZENDO O MELHOR. QUERO COMPRAR UMA CAMISETA PARA AJUDAR.
(Os textos e fotos abaixo podem ser reproduzidos. Solicita-se citar: "Fonte: VOZ DA TERRA on line")
VOZ DA TERRA – 24 DE ABRIL DE 2.001 PREFEITURA PROPÕE CANALIZAÇÃO DE ESGOTO NA AVENIDA MONTE VERDE Suely Silva (Mtb 676/AL), especial para VOZ DA TERRA on line A
Prefeitura de Camanducaia, por iniciativa do prefeito Emydio Moreira
Filho, pretende fazer a canalização de esgotos no trecho, que vai do
Banco a Imobiliária, para retirar o mau cheiro proveniente das galerias
de águas pluviais da Av. Monte Verde. Mas,
os comerciantes não estão preocupados com o inicio d as obras, logo
agora, que começa a temporada, pois causarão transtornos e interrupção
de tráfego, o que pode ocasionar queda de faturamento no comércio e
eventual falta de água. Uma
carta foi enviada ao comercio local para que eles decidam quando as obras
serão iniciadas. “Mais
uma vez começa a temporada e temos que conviver com o mau cheiro na
avenida”, lamenta a comerciante que prefere não se identificar. Quem não está nada contente com a situação é Maria Lygia R. Cardeal, que possui uma casa de temporada na avenida há mais de 30 anos. Sua reclamação é ainda mais delicada, pois estão desviando o esgoto e jogando na porta de sua casa. “Fiquei
um ano sem vir a Monte Verde, coloquei minha casa a venda de tanto
desgosto de ver o lixo na minha porta”, reclama Lygia. Mas
a esperança dos moradores é de que, depois da temporada, seja tomada uma
providência em relação ao mau cheiro na avenida, ponto principal de
passeio dos turistas. “Tenho vergonha quando estou atendendo um turista no restaurante e ele reclama do cheiro de esgoto”, dizem os garçons que trabalham na avenida.
VOZ DA TERRA (IMPRESSA) – 24 DE AGOSTO DE 2.001
Comerciante
prova que boa vontade resolve o problema
Suely
Silva Cansado
de esperar pela promessa de uma rede de esgoto na Av. E
provou que não é falta de verba, nem de competência técnica que
permitem a poluição na Avenida Monte Verde, mas apenas falta de boa
vontade administrativa e
política.
Um semidoro particular na avenida amenizou o problema. Fábio
nos contou que há quatro anos atrás ele usou o mesmo sistema para
amenizar o esgoto em seu estabelecimento. “O
semidoro que eu tinha não foi o suficiente para agüentar mais uma
temporada, precisei refazer e comuniquei verbalmente à Prefeitura, à
Copasa, à Bragantina e ao administrador Distrital, Argemiro, no início
de abril. O
Secretário de Obras, Erivelton, me disse que não precisaria, pois eles
iriam fazer o saneamento básico ainda para esta temporada”, conta Fábio. O
prefeito Emydio Moreira Filho, porém, garante que enfrentará o problema
para resolvê-lo de vez somente após reformar a creche, a Escola Karlis
Kempis e construir o velório em Monte Verde. Fábio
Joly, porém, não quis esperar porque o volume de água acumulado na
Avenida, em razão do comércio local, é muito grande. Por
isso, é necessária a drenagem, para que a água não suba evitando o mau
cheiro do esgoto, afetando assim, o turismo, com muitas reclamações e
descontentamento dos comerciantes que convivem com este problema há muito
tempo. Fábio
nos contou que procurou a Bragantina para comunicar a profundidade que ele
teria que cavar para fazer a drenagem, e eles garantiram que não haveria
nenhum problema.
Poste recebe socorro do trator para não cair. Agora,
o comerciante Fábio se protegeu e fez uma caixa de gordura maior que
poderá suportar por mais tempo o acúmulo de água em seu estabelecimento
até que se tome uma providência definitiva em relação à rede de
esgoto, promessa esta da prefeitura que está demorando em acontecer. E
quem lucra com essa atitude, são os turistas e moradores que poderão
trafegar tranqüilamente sem o mau cheiro de antes.
VOZ
DA TERRA – 06 DE SETEMBRO DE 2.001
Texto
do debate, coordenado por Walter Monacci em Monte Verde DE:
SR. NICO, D.D. PRESIDENTE DA SOC. AMIGOS DE MONTE VERDE. Na ocasião, em reunião que durou duas horas, a Diretoria da Sociedade fez longo relato dos problemas crônicos e críticos que nossa Comunidade apresenta. Um dos pontos mais importantes foi o processo de "favelização" pelo qual passa o bairro do Barro Preto e das obras clandestinas colocadas em cima de seus rios. A SAMV levou o Sr. Promotor ao local, onde todos ficaram pasmos com a sujeira e a degradação ambiental. Nos rios do Barro Preto e Osasquinho foram encontrados pneus velhos, sacos plásticos e muito lixo. além da água imunda que se transformou em verdadeiro esgoto a céu aberto. Em posterior reunião, a SAMV conseguiu a promessa do Sr. Emydio, nosso digno Prefeito, de promover a limpeza dos córregos. Valho-se do ensejo para sugerir aos caros participantes do Debate que façam uma visita aos rios e córregos daquela região e conheçam uma Monte Verde que não está nas belas matérias das revistas. Abraços
a todos, Nico Pereira - Presidente da Sociedade Amigos de VOZ DA TERRA (IMPRESSA) – 02 DE OUTUBRO DE 2.001 Promotor
e Sociedade Amigos se reúnem em Monte Verde Suely
Silva
A
diretoria da Sociedade Amigos de Monte Verde solicitou a presença do
Promotor de Justiça da Comarca de Camanducaia, Dr. João Batista, para
uma reunião que aconteceu na Casa de Pedra. Na
oportunidade, o presidente da Sociedade, Nico Pereira, fez um relato dos
problemas que a comunidade monteverdense vem enfrentando. De acordo com o
Presidente e membros da diretoria, um fato gravíssimo em Monte Verde é o
processo de “favelizaçao” pelo qual vem passando o bairro do Barro
Preto e das obras clandestinas na beira dos rios sem a menor consciência
ambiental. Na
ocasião, o promotor foi pessoalmente visitar a região de Osasquinho e
Barro Preto. “O
promotor constatou a degradação ambiental e viu de perto a sujeira do
rio, com sacos plásticos, pneus velhos, muito lixo e um verdadeiro esgoto
a céu aberto”, informa Nico. E afirma: “A nossa última esperança é
contar com o Ministério Público”. Também
foram tratados outros assuntos de extrema importância como: a criação
do Conselho Tutelar da Criança e do Adolescente, a derrubada de árvores
em locais protegidos por lei e principalmente a poluição dos córregos e
nascentes. As Portarias que regulamentam o trânsito e a permanência de
animais nas ruas, dos ambulantes que insistem em burlar a lei e os sérios
problemas do lixo nas ruas.
Desmatamento já preocupa Disse
que o promotor ouviu atentamente e prometeu tomar as medidas cabíveis
para esses casos. Ao
Prefeito, a Sociedade solicitou a limpeza dos rios e a retirada dos
entulhos, pois a sujeira pode chegar até próximo das corredeiras do
Itapuá e causar má impressão aos turistas que por ali fazem suas
caminhadas. No
fórum de debate via internet, Nico reafirma sua posição e diz: “Na
realidade, o convite ao Promotor Público foi o início de uma atitude
firme no sentido de se responsabilizar judicialmente todos aqueles que,
por erros ou omissões, têm prejudicado de alguma forma nosso
meio-ambiente e as condições de vida de nossa comunidade. Informo que
sua sugestão (do Dr. Walter Monacci), relativa à Ação Pública, foi
impressa por mim e, com a possível brevidade, será levada à apreciação
do Ministério Público, através do Dr. João”.
VOZ DA TERRA EM 22 DE SETEMBRO DE 2003 Email recebido De: Pedro Paes de Carvalho Cidade: Macaé - Estado: RJ - País: Brasil VOZ DA TERRA ON LINE EM 19 DE OUTUBRO DE 2003
Copasa diz que nada tem a ver com a poluição A edição 44, de outubro/2003 do Voz da Terra de Monte Verde, a coluna "Espaço do leitor", trouxe a reclamação de um morador da rua do Sapé, Anésio D. Ele reclama de uma verba de 20 mil para a
despoluição do rio que foi desviada para outro fim e das péssimas condições dos bairros Osasquinho e Barro Preto e diz que Copasa fez promessas. "Hoje esperamos sentados à promessa da Copasa para a canalização do rio. Ela nos cobra o esgoto e não temos.." palavras do morador Anésio D. da Silva. "Itajubá, 14 de outubro de 2003 Ilma.Sra. Nota da redação: De fato, no momento, a Copasa é responsável apenas pelo abastecimento de água no Distrito de Monte Verde, mas a questão levantada não é essa. Talvez a dúvida do leitor de VT seja com relação ao projeto que a Copasa elaborou há alguns anos atrás, no qual se incluía a despoluição dos riachos de Monte Verde, mas que infelizmente não saiu do papel. Entendemos que a Copasa ainda deve a Monte Verde uma explicação sobre a viabilidade desse projeto. Egydio
Coelho da Silva, diretor responsável de Voz da Terra |
Empresa, que patrocina e torna possível esta página na internet. Clique na foto do hotel e veja sua página na internet. MONTE VERDE-MG
|