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VOZ DA TERRA - jornal impresso e virtual de Monte Verde Diretor: Egydio Coelho da Silva Poluição visual e sonora: de fevereiro de 2.000 a dezembro de 2.006 Notícias mais recentes no final da página |
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VOZ DA TERRA 10 DE FEVEREIRO DE 2.000
Poluição visual Não tem havido
Até placa com humorismo político foi colocada
junto à Estrada. Nela está escrito: "MR. M. FEZ DESAPARECER 13 Km/ASFALTO
e r$1.000.000,00. SAIBA COMO. LIGUE (35)433-1323" Isto em nada contribui para orientar turistas que visitam Monte Verde. Ao contrário, distrai a atenção do motorista e nada informa. E placas informativas, que deveriam existir, não são colocadas pela Prefeitura. No km 17, na bifurcação, deveria existir placa indicativa para informar que à direita é o caminho mais perto e melhor para Monte Verde.
Duas vezes a Associação Comercial de Monte
Verde (ACMV) colocou placa ali indicando Monte Verde. Infelizmente, porém, foram retiradas; não se sabe por quem. No perímetro urbano de Monte Verde, também a poluição visual precisa ser combatida e, neste sentido, não houve omissão da Prefeitura.
Existe legislação que regulamenta o assunto e a
ACMV também colabora no combate à poluição visual. Para tanto, decidiu permitir que qualquer empresário, mesmo que não seja associado, possa colocar suas placas indicativas nos suportes de placas padronizados da ACMV. O custo, para não associado, que deseje colocar sua placa nos suportes de placa, é de R$20,00 por ano.
VOZ DA TERRA 10 DE JANEIRO DE 2.002 Email recebido Nico (Presidente da Sociedade Amigos de Monte Verde) Monte Verde-MG
Amigo Egydio: como você sabe, em Monte Verde aparece uma novidade (nem sempre boa) por dia. A mais nova é que estão querendo colocar, na praça do Carvalho (da Igreja Batista) e em outros pontos da vila, um "totem" de 4 metros de altura, com anúncios de publicidade. Tememos pelo resultado estético para nossa já sofrida Monte Verde. Este totem seria iniciativa da ACMV? Abraços, Nico. Aguardo a gentileza de sua resposta. Nico: A iniciativa não é da ACMV e desconheço esse empreendimento. Existe legislação municipal sobre o assunto em vigor, baixada pelo ex-prefeito Odayr Paiva Sá em 1.990, Decreto n. 5/90. Nesse Decreto as placas em Monte Verde têm que ser padronizadas, conforme modelo, que consta desse decreto. Portanto, se alguém colocar placa, luminoso, etc. que fujam a esse padrão e chegar ao conhecimento da ACMV, faremos ofício ao Sr. Prefeito Municipal, solicitando que faça cumprir a legislação em vigor e, conseqüentemente, retirar todas as placas irregulares. Temos agido assim com todas as denúncias, que nos chegam por escrito. Acho, porém, que, antes de qualquer atitude, se faz necessário reunir-se com a pessoa interessada e discutir com ela sobre o projeto para adequá-lo às normas em vigor. Isto evita prejuízo a quem pague pelos serviços publicitários e, depois, veja sua placa retirada pela Prefeitura. Egydio Coelho da Silva , presidente da Associação Comercial de Monte Verde
VOZ DA TERRA 14 DE JANEIRO DE 2.002 Email recebido Anísio Guimarães Itapeva - MG
Meu Caro Egydio Coelho da Silva, Recebo com satisfação as notícias desta nossa querida Monte Verde, onde tenho bons amigos e considero um dos muitos refúgios naturais, que precisam ser preservados, apesar das dificuldades enfrentadas por essa comunidade, no que tange ao respeito e a atenção que deveriam receber por parte das autoridades. Pude ver nas notícias a preocupação do Sr. Nico quanto a instalação de totem luminoso aí em MV e gostaria de tecer alguns poucos comentários acerca deste equipamento que no geral torna a cidade parecida com pequenos lugarejos do Vale do Jequitinhonha pela qualidade do trabalho prestado e ainda por possuir inclusive relógio que não dispõe de máquina dentro de sí, portanto não funciona. Se o equipamento a ser colocado se aparentar com este realmente a Associação deverá intervir. Parabéns pelo trabalho. Anísio Guimarães - Itapeva - MG
VOZ DA TERRA 17 DE JANEIRO DE 2.002 Email recebido
Luiz
Avelino
Talvez esse "totem" que estão planejando para Monte Verde, seja menos horroroso que a poluição visual na qual a estrada e a cidade se encontram.
VOZ DA TERRA 17 DE JANEIRO DE 2.002 Email recebido Chicão da Adega.
Caro Nico, Fiquei sabendo da sua preocupação com este TOTEM. Como tambem, li alguns e-mails sobre o assunto. Vou lhe dizer uma coisa e voce pode até não concordar, mas vai ter que aceitar.
No
que depender da atuação da Prefeitura
ou da ACMV,
este
pessoal não só vai colocar o
TOTEM, como tambem vai trazer os
indios pra dançar em volta. (o
que ´não deixaria de ser uma atração
turistica ) concorda ?
Sr Egydio, gostaria de saber qual o conceito da ACMV, sobre poluição visual, já que o assunto é este, pois existem placas de todos os tamanhos e tipos, sem obedecer critério mem local, bem na entrada da cidade, algumas ao lado do portal. Quais providências foram tomadas ?
Desculpem-me,
mas não poderia perder esta oportunidade
de manisfestar minha opinião.
Ao
mesmo tempo, colocar-me a disposição,
para quaisquer providências que possam
vir a ser tomadas, para solucionar
este e outros problemas de Monte Verde.
Providências reais, não as de papel e virtuais, como tem sido até agora.
Obrigado
pela atenção.
Chicão
da Adega.
Chicão,
Grato
pela sua manifestação. Eu compreendo a revolta de todos os que não
poluem visualmente e até dos que poluem Monte Verde e se justificam,
dizendo: "outros fazem eu também vou poluir".
Na
realidade, o Decreto Municipal 5/90 proíbe a poluição visual e até
autorizava a ACMV a fiscalizar. Infelizmente, porém, o ex-prefeito, Dr.
Mazinho, alterou esse decreto, tirando da ACMV esse poder.
Mas
isso não impede que ajudemos a Prefeitura a fiscalizar. Na realidade,
às vezes, que me manifestei contra algumas placas, que infligiam a Lei,
fui acusado de que assim agia para que os comerciantes fossem obrigados
a se filiar à ACMV e assim poder se utilizar dos nossos suportes de
placas.
Na
verdade, o que se exige é que as placas sigam um padrão, inclusive
está colocada junto ao Portal um modelo de placa padronizada, que pouca
gente está seguindo.
Acho
que, na realidade, não é a ACMV responsável pela poluição visual em
Monte Verde, nem mesmo a Prefeitura. Acho que é a omissão de todos,
pois, sabemos que retirar uma placa de um comerciante é, no mínimo,
arrumar um inimigo. E nenhum político, que precisa de voto, quer
arrumar inimigos.
Acho
que a solução é a formação de uma comissão permanente, que se
encarregará de relacionar as placas em desacordo com o decreto em
vigor. Em seguida, passar essa relação para a Diretoria da ACMV. De
posse dessa relação, faremos ofício ao Prefeito solicitando que as
placas sejam retiradas.
Além
de você, a Fiorella Ferro e Luís Avelino se mostraram interessados em participar dessa
comissão. Portanto, sugiro a você e ao Luíz Avelino que, como fez a
Fiorella, procurem o Dr. Roberto de
Luca, que se comprometeu comigo a formar essa comissão. Eu, desde já,
considero você participante dessa comissão, juntamente com a Fiorella
e, provavelmente, o Luís Avelino também.
Contudo, quanto mais pessoas participarem, melhor.
Egydio
Coelho
VOZ DA TERRA 19 DE JANEIRO DE 2.002 Email recebido Nico Pereira - Presidente da Sociedade Amigos de
Monte
Verde
Caro amigo Chicão: em matéria de faixas e placas, acho que a Adega do Chicão "revolucionou" o aspecto visual de Monte Verde. O acúmulo de faixas na fachada de sua adega causou comentários de muita gente na vila. Não entendo sua súbita preocupação com placas e exageros visuais. Em todo caso, precisamos da dedicação de todos para tentar resolver o problema, que se tornou crítico. Acho de um absurdo tremendo, por exemplo, a placa do Supermercado Do Tato, acintosamente colocada na subida da Bahiana. Todo mundo sabe onde é o Supermercado, facilmente encontrável devido às pequenas proporções da vila da Fonte. Mas a placa, horrorosa, continua lá. Isso, sem falar das ruínas do antigo "Kartódromo" do Sr. Dante, que permanece alí mesmo na Bahiana. Uma coisa horripilante, que já poderia ter sido desmontada há muito tempo, ou, pelo menos, ter sua fachada pintada. Enfim, como estes, dezenas de absurdos batem à nossa cara todos os dias, dia após dia. Acho que trata-se apenas de questão de bom gosto. Trata-se apenas de se pensar um pouco no bem-estar das pessoas e fazer coisas bonitas para os olhos. Só isso. Um grande abraço do amigo de sempre e ao pessoal da Adega do Chicão, orgulho para todos nós pela qualidade dos serviços que oferece a Monte Verde há tanto tempo.
Nico Pereira - Presidente da Sociedade Amigos de Monte
Verde.
VOZ DA TERRA 19 DE JANEIRO DE 2.002 Email recebido
LAJOS
MONTE
VERDE
TOTEM! NA ENTRADA DE CAMANDUCAIA TEM UM TOTEM!!!! NINGUEM CONSEGUE LER NADA! RESPONDAM HONESTAMENTE!!!!! EXCLUINDO O VENDEDOR DAS PROPAGANDAS, QUEM MAIS LUCROU? OS ANUNCIANTES?? DUVIDO!! CHEGA DE AVENTUREIROS VENDENDO "TRANQUEIRAS"!!
LAJOS
VOZ
DA TERRA – 25 DE JANEIRO DE
2.002 Email recebido Izael Monte Verde Hotel Porthal das Videiras.
Referente aos comentários do Sr. Lagos do totem instalado na estrada de Camanducaia para Monte Verde. Muitos profissionais da área de marketing e propagandas defendem a tese que imagens chamam mais a atenção do público alvo, assim limitar informações, principalmente e lugares de transito rápido. Quanto aos resultados estão além da expectativa para os anunciantes, principalmente por ser uma estrutura com toda a segurança e dentro das normas dos órgãos públicos; Passando assim confiança aos nossos clientes pois terão uma expectativa de bons resultados em nossos serviços ,como relatou no último e-mail para Voz da Terra do Sr.Marcos Siarvi. E quanto ao vendedor aventureiro da propaganda e custos do mesmo, estamos falando da rede card(rede mundial de admistradora de cartão de credito) a quem podemos dispensar comentários. Izael, Hotel Porthal das Videiras.
VOZ DA TERRA virtual em 28 DE MAIO DE 2.002
Poluição Visual: moradores querem limpar a cidade
Placas e faixas de anúncios para todos os lados, Monte Verde está cada vez mais poluído visualmente devido ao abuso desse recurso por parte dos comerciantes e hoteleiros. Moradores e até mesmo empresários declaram guerra à poluição visual numa tentativa de limpar a cidade. As esquinas estão repletas de anúncios, que podem até atrapalhar os turistas. A estrada que liga Camanducaia a Monte Verde está se tornando um verdadeiro centro de outdoor’s. As associações de MV estão se reunindo para acabar com os anúncios irregulares espalhados por toda vila. De acordo com o Diretor Executivo para Projetos Especiais da ACMV – Associação Comercial de Monte Verde, Dr. Roberto Sergio de Lucas, que inclusive está coordenando um projeto de reurbanização da entrada da cidade, o problema da poluição visual poderia ser facilmente resolvido se houvesse bom senso de alguns comerciantes, que abusam da propaganda. “A idéia seria dividir a cidade em três setores, sendo que cada empresário tivesse um número limite para sua propaganda. Um exemplo: quem estivesse mais longe do centro, poderia colocar mais placas”, explicou Roberto. Para o comerciante Chicão, da Adega, a Prefeitura deveria estabelecer normas e aplicar multa em quem poluísse a cidade com faixas e placas desnecessárias. “Tem gente que coloca faixas no natal e lá fica o ano todo”, disse Chicão. Uma outra idéia colocada por Roberto de Lucas como sugestão à administração é de estipular um prazo determinado para essas faixas e cobrar uma multa caso passasse deste prazo, cabendo a prefeitura a fiscalização neste sentido. “Deveria ser restringido o número de panfletagens e o excesso de propaganda de um mesmo estabelecimento”, salientou ele. A publicitária Leila Vasconcellos, que passou por Monte Verde, disse jamais ter visto tanta propaganda num espaço tão pequeno. “Cheguei a ficar perdida com tantas placas, mal dá para apreciar a estrada, pois, os excessos de marketing tiram a sua visão e a atenção também. Parece um mercadão, onde todos querem vender o seu peixe”, disse a publicitária.
VOZ DA TERRA em 03 DE JUNHO DE 2.002(fee) Email recebido De: Wilson Catapani - OMA
Cidade: Monte Verde Caro Sr. Egydio : envio anexo nota técnica ( parecer ) sobre a legislação no que compete à poluição visual. Segundo o parecer, compete EXCLUSIVAMENTE ao município legislar e fazer cumprir as leis sobre este tema, não cabendo este papel ao Estado ou à União. O arquivo necessita do Acrobat Reader para ser aberto ( é um arquivo .pdf ). Comunico também que enviei email à Prefeitura de Gramado, solicitando que nos enviem cópia da legislação sobre poluição visual daquela cidade. Assim que obtiver uma resposta, repassarei . Atenciosamente
Wilson Catapani - OMA
Wilson, grato pela colaboração. Eis alguns textos do texto enviado por Wilson. Se alguém desejar receber o texto integral, favor solicitar que enviarei. Egydio Coelho
POLUIÇÃO
VISUAL” URBANA
JOSÉ
DE SENA PEREIRA JR. Consultor Legislativo da Área XI
Meio
Ambiente, Geografia, Urbanismo, Arquitetura
JANEIRO/2002 Legislação Federal Sobre “Poluição Visual” Urbana Nota Técnica
O artigo 30 da Constituição
Federal relaciona as competências atribuídas aos Municípios, entre as quais
estão as de legislar sobre assunto de
interesse local
Como vimos, a “poluição
visual” é formada, basicamente, pela colocação de cartazes ou
“outdoors” e por anúncios
luminosos ao longo das vias urbanas e nas fachadas dos edifícios. Pode-se
considerar também como “poluição
visual” as ocupações irregulares de terrenos públicos, geralmente
situadas em margens de avenidas e
em encostas não adequadas à urbanização. Todas essas causas de
degradação da paisagem urbana
ligam-se a alguma forma de ocupação do solo urbano.
Já mostramos que o inciso VIII do
art. 30 da Constituição Federal incumbe ao Município
“promover,
no que couber, adequado ordenamento territorial, mediante planejamento e
controle do uso, do parcelamento
e da
ocupação do solo urbano”. A “poluição visual” das áreas urbanas
ocorre, portanto, ou com o
O disciplinamento do uso do solo
urbano é estabelecido por meio das leis municipais... especificamente quanto
a aspectos que podem caracterizar-se como
VOZ DA TERRA em 31 DE MAIO DE 2.002 (fee)
Email recebido De: Lajos Bodnar
Cidade: Monte Verde
POLUIÇÃO
VISUAL! VOZ DA TERRA em 28 DE MAIO DE 2.002
Email recebido De: Wilson Catapani
Cidade: Monte Verde Caro Sr. Egydio : a OMA - Organização Mantiqueira Ambiental - apoia integralmente iniciativas para promover a despoluição visual de Monte Verde, que realmente ultrapassa todos os limites. Estamos às ordens para ajudar da forma que pudermos. Contatos conosco podem ser feitos através de meu email : catapani.ops@terra.com.br Atenciosamente Wilson Catapani Wilson, Acho que o primeiro passo seria pesquisa na internet ou por outro meio sobre legislação existente em outras cidades turísticas. Gramado, por exemplo, tem legislação sobre o assunto, que é cumprida rigorosamente por todos. Grato pela oferta e participação.
Egydio
Coelho da Silva
Email recebido De: Nico Pereira
Cidade: Monte Verde
Caro Egydio: solicito a fineza de suas providências
no sentido de ser levado ao ar, ao Voz da Terra On Line, texto em anexo sobre
poluição visual publicado no Jornal Registro, que é de extrema importância
para nossa comunidade. Abraços do amigo, Nico Pereira.
LANÇA CAMPANHA CONTRA POLUIÇÃO VISUAL
A Sociedade Amigos de Monte Verde lança,
esta semana, campanha contra a poluição visual que infesta Monte Verde. Para
Antonio Augusto Pereira de Queiroz, Presidente da Sociedade, “ a poluição
visual se transformou no maior problema para Monte Verde, enquanto vila turística.
Por incrível que pareça, este grave problema é causado pelos próprios
empresários e comerciantes de Monte Verde, que deveriam estar preocupados com
o mal que esta poluição visual traz a seus negócios. Nesta semana, tivemos
a pachorra de contar placa por placa da estrada de Camanducaia a Monte Verde,
somente no trecho que vai da Ponte do Guilherme ao Portal da Vila. Em um
percurso de apenas doze ou treze quilômetros, contamos 196 (cento e noventa e
seis) placas.”
Ainda segundo o Presidente da Sociedade Amigos de Monte
Verde, “ as placas não obedecem critério algum de colocação, sem
planejamento que oriente a forma de uso. Estamos tentando, junto à Câmara
Municipal de Camanducaia, a elaboração de um Projeto de Lei que dê um basta
à terrível situação de poluição visual em que se encontra a Vila Monte
Verde e, principalmente, sua estrada de acesso.”
A reportagem do Jornal Registro procurou a opinião dos
turistas em relação ao assunto, pois este é o maior prejudicado. Segundo o
paulista Gilberto Blumenthal, “ freqüento Monte Verde há anos e estou
estarrecido com a situação. Nunca vi tantas placas em tão pouco espaço. Na
verdade, a placa na estrada cria o efeito contrário, trazendo uma imagem
antipática ao hotel ou restaurante que a colocou. Conheço muitos turistas
que, como eu, estão revoltados com a situação de poluição visual e
chegaram a declarar que, como forma de protesto, não se utilizarão dos
estabelecimentos anunciados pelas placas.”
Já Ricardo Rollo, fotógrafo profissional, vai mais além:
“estive em Monte Verde para fotografar a vila e as redondezas e tive
dificuldades para fazer meu trabalho. Por incrível que pareça, foi difícil
encontrar uma paisagem que não fosse tapada pelas placas, tanto no acesso
quanto dentro da Vila. É uma pena que esta poluição visual se dê em um
lugar tão bonito quanto Monte Verde, abençoado pela natureza.”
A Sociedade
Amigos de Monte Verde está agendando, para os próximos dias, palestras e
seminários de publicitários que alertarão os empresários de Monte Verde
quanto à gravidade da situação. “ Lutaremos pela colocação de placas de
utilidade pública, indicativas, de forma ordenada, nas ruas da Vila. Por
outro lado, queremos mostrar que as placas na estrada somente sujam o
ambiente, por dois motivos: primeiro, porque os turistas que se dirigem à
vila já têm suas reservas feitas, na maioria das vezes. Eles não se guiarão
por placas para escolher onde ficar. Segundo, porque em uma estrada no estado
em que se encontra a nossa, dificilmente terão oportunidade de ler uma placa
ou anotar o que ela diz. Estarão mais preocupados em fugir dos buracos que
destroem seus carros.”
VOZ DA TERRA EM 30 DE AGOSTO DE 2.002 Email recebido De: Vicente Forlenza Neto Cidade: São Paulo-SP País: Brasil
Caro Sr.Egydio: Na ultima edição de Voz da Terra , um assunto me chamou a atenção. A poluição visual nas ruas de Monte Verde, bem como na estrada que nos une a Camanducaia . Durante o ano de 1.992 quando estive a frente da Associação Comercial de Monte Verde, propus ao então prefeito de Camanducaia o Sr.Emidio , que regulamentasse as faixas, e placas no município. O argumento utilizado pelo Dr. Vanderley, ( assuntos jurídicos da prefeitura) era que não existia base legal para tal regulamentação. Argumentei que em S.Paulo, existia o projeto CADAN ( cadastramento de anúncios) que poderia ser adequado as necessidades de Camanducaia , e se fosse de interesse do Sr.Prefeito , executar o projeto na integra, inclusive com a cobrança pelas placas e faixas. O mesmo se mostrou interessado em resolver o problema das placas e de aumentar a arrecadação do município. Estive em S.Paulo, e após percorrer diversas repartições , consegui o projeto completo , bem como a sua regulamentação. No dia seguinte entreguei - o pessoalmente ao Sr.Emidio que passou as mãos do Dr.Vanderley. Apo´s 45 dias , estive na prefeitura e fiquei surpreso que nada havia sido feito , pois o tal projeto CADAN, havia se extraviado. Novamente estive em S.Paulo, e o entreguei ao Dr.Vanderley, e até agora nada. Acredito que hoje já exista algo mais moderno, e acho que o Vereador de Monte Verde , deveria propor à Câmara Municipal algo no gênero ,para a problema da poluição visual, e quem sabe reverter a verba arrecadada em despesas que se fazem necessárias tais como uma nova viatura policial, ou uma verba suplementar para as obras do Hospital, creche , e etc. Atenciosamente Vicente, Grato pela sua manifestação. É muito importante para todos nós que você transmita a sua experiência durante o período em que exerceu a presidência da ACMV. Como os problemas atuais já são antigos, o que você nos conta, infelizmente, parece que aconteceu ontem e não há dez anos atrás. Abraços.
VOZ DA TERRA ON LINE EM 09 DE NOVEMBRO DE 2.002
Campanha
Cidade Limpa
Depois
das eleições a poluição visual se tornou ainda pior com os cartazes
que ainda insistem em permanecer nas ruas, causando um aspecto de descuido
e sujeira na cidade. Por isso, alguns moradores numa operação “Cidade
Limpa” retiraram os cartazes das ruas de MV, dando adeus aos políticos,
assim como muitos fazem quando eleitos.
A
avenida Monte Verde e ruas da vila da Fonte já estão livres da sujeira,
faltando ainda a Sol Nascente, onde é grande o número de propagandas.
Portanto, se você ainda tem aqueles
Cartazes
pendurados na sua calçada retire-os e contribua com a campanha, livrando
MV da poluição visual. Não espere que a prefeitura faça!
VOZ DA TERRA IMPRESSA de dezembro de 2.002 Campanha cidade limpa Depois das eleições a poluição visual se tornou ainda pior com os cartazes que ainda insistem em permanecer nas ruas, causando um aspecto de descuido e sujeira na cidade. Por isso, alguns moradores numa operação "Cidade Limpa" retiraram os cartazes das ruas de MV, dando adeus aos políticos, assim como muitos fazem quando eleitos. A avenida Monte Verde e ruas da vila da Fonte já estão livres da sujeira, faltando ainda a Sol Nascente, onde é grande o número de propagandas. Portanto, se você ainda tem aqueles cartazes pendurados na sua calçada retire-os e contribua com a campanha, livrando MV da poluição visual. Não espere que a prefeitura faça!
VOZ DA TERRA ON LINE EM 30 DE NOVEMBRO DE 2003
Email
recebido Nome: Taisla Marcia Henriques tuh12@uai.com.br Cidade: São João Del Rei - Estado: MG - País: Brasil
Prezados senhores, pesquisando na internet sobre "poluição visual", descobri que em Monte Verde existe "Decreto Lei n.5/90, o qual trata da poluição visual desta cidade. Faço parte de um grupo na minha cidade, o qual estamos buscando soluções para tal problema(poluição visual). Peço por gentileza que me enviem tal Decreto, para ter uma base de como se faz. Antecipadamente agradeço.
FÓRUM MONTE VERDE / CAMANDUCAIA 29 DE JUNHO DE 2.006 De: Geraldo Antônio da Silva Cidade:
Santos Dumont. Estado: MG. País: Brasil Caro Geraldo: Acho que infelizmente Monte Verde ainda não serve de modelo de cidade sem poluição visual. Há sim um decreto que regulamentou o combate à poluição visual, o qual inclusive atribuía à Associação Comercial - ACMV a obrigação de fiscalizar placas irregulares. Foi alterado tirando essa obrigação, que ela, de qualquer forma, não conseguia cumprir. Agora, temos Subprefeitura, Secretaria de Turismo, etc, mas parece que piorou muito. Lamento não poder ajudá-lo. Abçs. Egydio Coelho da Silva . TMH
Taisla, Existe sim em Camanducaia/ Monte Verde em vigor um decreto muito simples com um texto que padroniza as placas colocadas na cidade e estrada, que seria algo parecido com o que existe na cidade Gramado. No mesmo texto, havia a responsabilidade da Associação Comercial de Monte Verde de fiscalizar isso. Porém, o ex-prefeito, Dr. Mazinho, revogou o artigo que previa essa responsabilidade. Esse decreto lembra a expressão de Getúlio Vargas, quando não há vontade política para executá-la: "Lei, ora lei". Em Gramado funciona, porque ali a comunidade e os políticos tiveram vontade de executar; em Monte Verde não. Acho que é melhor você tentar obter informações na cidade de Gramado. Lá eles executaram um projeto de combate a poluição visual, com Lei ou sem Lei. Att.
(FIM DAS NOTÍCIAS) |
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