VOZ DA TERRA - jornal impresso e virtual de Monte Verde

Diretor: Egydio Coelho da Silva

 

 

VOZ DA TERRA 10 DE FEVEREIRO DE  2.000

 

 Poluição visual

Não tem havido preocupação por parte da Prefeitura com a poluição visual, ao longo da Estrada Monte Verde /Camanducaia.

Até placa com humorismo político foi colocada junto à Estrada. Nela está escrito: "MR. M. FEZ DESAPARECER 13 Km/ASFALTO e r$1.000.000,00. SAIBA COMO. LIGUE (35)433-1323"

Isto em nada contribui para orientar turistas que visitam Monte Verde. Ao contrário, distrai a atenção do motorista e nada informa.

E placas informativas, que deveriam existir, não são colocadas pela Prefeitura.

No km 17, na bifurcação, deveria existir placa indicativa para informar que à direita é o caminho mais perto e melhor para Monte Verde.

Duas vezes a Associação Comercial de Monte Verde (ACMV) colocou placa ali indicando Monte Verde.

Infelizmente, porém, foram retiradas; não se sabe por quem.

No perímetro urbano de Monte Verde, também a poluição visual precisa ser combatida e, neste sentido, não houve omissão da Prefeitura.

Existe legislação que regulamenta o assunto e a ACMV também colabora no combate à poluição visual.

Para tanto, decidiu permitir que qualquer empresário, mesmo que não seja associado, possa colocar suas placas indicativas nos suportes de placas padronizados da ACMV.

O custo, para não associado, que deseje colocar sua placa nos suportes de placa, é de R$20,00 por ano.  

 

VOZ DA TERRA 10 DE JANEIRO DE  2.002

Email recebido

Nico (Presidente da Sociedade Amigos de Monte Verde)

Monte Verde-MG

 

Amigo Egydio: 

como você sabe, em Monte Verde aparece uma novidade (nem sempre boa) por dia. A mais nova é que estão querendo colocar, na praça do Carvalho (da Igreja Batista) e em outros pontos da vila, um "totem"  de 4 metros de altura, com anúncios de publicidade. Tememos pelo resultado estético para nossa já sofrida Monte Verde. Este totem seria iniciativa da ACMV? Abraços, Nico. Aguardo a gentileza de sua resposta.

Nico:

A iniciativa não é da ACMV e desconheço esse empreendimento. Existe legislação municipal sobre o assunto em vigor, baixada pelo ex-prefeito Odayr Paiva Sá em 1.990, Decreto n. 5/90. Nesse Decreto as placas em Monte Verde têm que ser padronizadas, conforme modelo, que consta desse decreto.

Portanto, se alguém colocar placa, luminoso, etc. que fujam a esse padrão e chegar ao conhecimento da ACMV, faremos ofício ao Sr. Prefeito Municipal, solicitando que faça cumprir a legislação em vigor e, conseqüentemente, retirar todas as placas irregulares. Temos agido assim com todas as denúncias, que nos chegam por escrito.

Acho, porém, que, antes de qualquer atitude, se faz necessário reunir-se com a pessoa interessada e discutir com ela sobre o projeto para adequá-lo às normas em vigor. Isto evita prejuízo a quem pague pelos serviços publicitários e, depois, veja sua placa retirada pela Prefeitura.

Egydio Coelho da Silva, presidente da Associação Comercial de Monte Verde

 

VOZ DA TERRA 14 DE JANEIRO DE  2.002

Email recebido

Anísio Guimarães 

Itapeva - MG

 

Meu Caro Egydio Coelho da Silva,

Recebo com satisfação as notícias desta nossa querida Monte Verde, onde tenho bons amigos e considero um dos muitos refúgios naturais, que precisam ser preservados, apesar das dificuldades enfrentadas por essa comunidade, no que tange ao respeito e a atenção que deveriam receber por parte das autoridades.

Pude ver nas notícias a preocupação do Sr. Nico quanto a instalação de totem luminoso aí em MV e gostaria de tecer alguns poucos comentários acerca deste equipamento que no geral torna a cidade parecida com pequenos lugarejos do Vale do Jequitinhonha pela qualidade do trabalho prestado e ainda por possuir inclusive relógio que não dispõe de máquina dentro de sí, portanto não funciona. 

Se o equipamento a ser colocado se aparentar com este realmente a Associação deverá intervir. Parabéns pelo trabalho.

Anísio Guimarães - Itapeva - MG

 

VOZ DA TERRA 17 DE JANEIRO DE  2.002

Email recebido

  Luiz Avelino

 

Talvez esse "totem" que estão planejando para Monte Verde, seja menos horroroso que a poluição visual na qual a estrada e a cidade se encontram.

 

 

VOZ DA TERRA 17 DE JANEIRO DE  2.002

Email recebido

Chicão  da  Adega.

 

Caro  Nico,

 Fiquei  sabendo  da  sua  preocupação  com  este  TOTEM. 

Como  tambem,   li  alguns  e-mails  sobre  o  assunto.

Vou  lhe  dizer  uma  coisa  e  voce  pode  até  não  concordar,  mas  vai  ter  que  aceitar.

No  que  depender  da  atuação  da  Prefeitura  ou  da  ACMV,

este  pessoal  não  só  vai  colocar  o  TOTEM,  como  tambem  vai  trazer  os  indios pra  dançar  em  volta.  (o  que  ´não  deixaria  de  ser  uma  atração  turistica )  concorda ?

Sr  Egydio,  gostaria  de  saber  qual  o  conceito  da  ACMV,  sobre  poluição  visual, já  que  o  assunto  é  este,  pois  existem  placas  de  todos  os  tamanhos  e  tipos,  sem  obedecer  critério  mem  local,  bem  na  entrada  da  cidade,  algumas  ao  lado  do  portal.

Quais  providências  foram  tomadas ?

Desculpem-me,  mas  não  poderia perder  esta  oportunidade  de  manisfestar  minha  opinião.

Ao mesmo  tempo,  colocar-me   a  disposição,  para  quaisquer  providências  que  possam  vir  a ser  tomadas,  para  solucionar  este  e  outros  problemas  de  Monte  Verde.

Providências  reais,  não  as  de  papel  e  virtuais,  como  tem  sido  até  agora.

Obrigado  pela  atenção.

 Chicão  da  Adega.

Chicão,

Grato pela sua manifestação. Eu compreendo a revolta de todos os que não poluem visualmente e até dos que poluem Monte Verde e se justificam, dizendo: "outros fazem eu também vou poluir".

Na realidade, o Decreto Municipal 5/90 proíbe a poluição visual e até autorizava a ACMV a fiscalizar. Infelizmente, porém, o ex-prefeito, Dr. Mazinho, alterou esse decreto, tirando da ACMV esse poder.

Mas isso não impede que ajudemos a Prefeitura a fiscalizar. Na realidade, às vezes, que me manifestei contra algumas placas, que infligiam a Lei, fui acusado de que assim agia para que os comerciantes fossem obrigados a se filiar à ACMV e assim poder se utilizar dos nossos suportes de placas.

Na verdade, o que se exige é que as placas sigam um padrão, inclusive está colocada junto ao Portal um modelo de placa padronizada, que pouca gente está seguindo.

Acho que, na realidade, não é a ACMV responsável pela poluição visual em Monte Verde, nem mesmo a Prefeitura. Acho que é a omissão de todos, pois, sabemos que retirar uma placa de um comerciante é, no mínimo, arrumar um inimigo. E nenhum político, que precisa de voto, quer arrumar inimigos. 

Acho que a solução é a formação de uma comissão permanente, que se encarregará de relacionar as placas em desacordo com o decreto em vigor. Em seguida, passar essa relação para a Diretoria da ACMV. De posse dessa relação, faremos ofício ao Prefeito solicitando que as placas sejam retiradas. 

Além de você, a Fiorella Ferro  e Luís Avelino se mostraram interessados em participar dessa comissão. Portanto, sugiro a você e ao Luíz Avelino que, como fez a Fiorella, procurem o  Dr. Roberto de Luca, que se comprometeu comigo a formar essa comissão. Eu, desde já, considero você participante dessa comissão, juntamente com a Fiorella e, provavelmente, o Luís Avelino também. Contudo, quanto mais pessoas participarem, melhor.

Egydio Coelho

 

VOZ DA TERRA 19 DE JANEIRO DE  2.002

Email recebido

Nico Pereira - 

Presidente da Sociedade Amigos de 

Monte Verde

 

Caro amigo Chicão: 

em matéria de faixas e placas, acho que a Adega do Chicão "revolucionou" o aspecto visual de Monte Verde. O acúmulo de faixas na fachada de sua adega causou comentários de muita gente na vila. Não entendo sua súbita preocupação com placas e exageros visuais. 

Em todo caso, precisamos da dedicação de todos para tentar resolver o problema, que se tornou crítico. Acho de um absurdo tremendo, por exemplo, a placa do Supermercado Do Tato, acintosamente colocada na subida da Bahiana. Todo mundo sabe onde é o Supermercado, facilmente encontrável devido às pequenas proporções da vila da Fonte. 

Mas a placa, horrorosa, continua lá. Isso, sem falar das ruínas do antigo "Kartódromo" do Sr. Dante, que permanece alí mesmo na Bahiana. Uma coisa horripilante, que já poderia ter sido desmontada há muito tempo, ou, pelo menos, ter sua fachada pintada. Enfim, como estes, dezenas de absurdos batem à nossa cara todos os dias, dia após dia. 

Acho que trata-se apenas de questão de bom gosto. Trata-se apenas de se pensar um pouco no bem-estar das pessoas e fazer coisas bonitas para os olhos. Só isso.

Um grande abraço do amigo de sempre e ao pessoal da Adega do Chicão, orgulho para todos nós pela qualidade dos serviços que oferece a Monte Verde há tanto tempo. 

Nico Pereira - Presidente da Sociedade Amigos de Monte Verde.

 

VOZ DA TERRA 19 DE JANEIRO DE  2.002

Email recebido

 LAJOS

MONTE VERDE

 

TOTEM!

NA ENTRADA DE CAMANDUCAIA TEM UM TOTEM!!!!

NINGUEM CONSEGUE LER NADA!

RESPONDAM HONESTAMENTE!!!!!

EXCLUINDO O VENDEDOR DAS PROPAGANDAS, QUEM MAIS LUCROU?

OS ANUNCIANTES??

DUVIDO!!

CHEGA DE AVENTUREIROS VENDENDO "TRANQUEIRAS"!!

LAJOS

 

VOZ DA TERRA  – 25 DE JANEIRO DE  2.002 

Email recebido

Izael

Monte Verde

Hotel Porthal das Videiras.

 

Referente aos comentários do Sr. Lagos do totem instalado na estrada de Camanducaia para Monte Verde.

Muitos profissionais da área de marketing e propagandas defendem a tese que imagens chamam mais a atenção do público alvo, assim   limitar informações, principalmente e lugares de transito rápido. 

Quanto aos resultados estão além da expectativa para os anunciantes, principalmente por ser uma estrutura com toda a segurança e dentro das normas dos órgãos públicos; Passando assim confiança aos nossos clientes pois terão uma expectativa de bons resultados em nossos serviços ,como relatou no último e-mail para Voz da Terra do Sr.Marcos Siarvi.

E quanto ao vendedor aventureiro da propaganda e custos do mesmo, estamos falando da rede card(rede mundial de admistradora de cartão de credito) a quem podemos dispensar comentários.

Izael,

Hotel Porthal das Videiras.

 

VOZ DA TERRA virtual em 28 DE MAIO DE  2.002

  

Poluição Visual: moradores querem limpar a cidade

 

Placas e faixas de anúncios para todos os lados, Monte Verde está cada vez mais poluído visualmente devido ao abuso desse recurso por parte dos comerciantes e hoteleiros. 

Moradores e até mesmo empresários declaram guerra à poluição visual numa tentativa de limpar a cidade. 

As esquinas estão repletas de anúncios, que podem até atrapalhar os turistas. A estrada que liga Camanducaia a Monte Verde está se tornando um verdadeiro centro de outdoor’s.

As associações de MV estão se reunindo para acabar com os anúncios irregulares espalhados por toda vila. 

De acordo com o Diretor Executivo para  Projetos Especiais da ACMV – Associação Comercial de Monte Verde, Dr. Roberto Sergio de Lucas, que  inclusive está coordenando um projeto de reurbanização da entrada da cidade, o problema da poluição visual poderia ser facilmente resolvido se houvesse bom senso de alguns comerciantes, que abusam da propaganda. “A idéia seria dividir a cidade em três setores, sendo que cada empresário tivesse um número limite para sua propaganda. Um exemplo: quem estivesse mais longe do centro, poderia colocar mais placas”, explicou Roberto.

Para o comerciante Chicão, da Adega, a Prefeitura deveria estabelecer normas e aplicar multa em quem poluísse a cidade com faixas e placas desnecessárias. “Tem gente que coloca faixas no natal e lá fica o ano todo”, disse Chicão.

Uma outra idéia colocada por Roberto de Lucas como sugestão à administração é de estipular um prazo determinado para essas faixas e cobrar uma multa caso passasse deste prazo, cabendo a prefeitura a fiscalização neste sentido. 

“Deveria ser restringido o número de panfletagens e o excesso de propaganda de um mesmo estabelecimento”, salientou ele.

A publicitária Leila Vasconcellos, que passou por Monte Verde, disse jamais ter visto tanta propaganda num espaço tão pequeno. 

“Cheguei a ficar perdida com tantas placas, mal dá para apreciar a estrada, pois, os excessos de marketing tiram a sua visão e a atenção também. Parece um mercadão, onde todos querem vender o seu peixe”, disse a publicitária.

 

VOZ DA TERRA em 03 DE JUNHO DE  2.002(fee) 

Email recebido 

De: Wilson Catapani - OMA

Cidade: Monte Verde

Caro Sr. Egydio : envio anexo nota técnica ( parecer ) sobre a legislação no que compete à poluição visual. Segundo o parecer, compete EXCLUSIVAMENTE ao município legislar e fazer cumprir as leis sobre este tema, não cabendo este papel ao Estado ou à União. O arquivo necessita do Acrobat Reader para ser aberto ( é um arquivo .pdf ).

Comunico também que enviei email à Prefeitura de Gramado, solicitando que nos enviem cópia da  legislação sobre poluição visual daquela cidade. Assim que obtiver uma resposta, repassarei .

Atenciosamente

Wilson Catapani - OMA

Wilson, grato pela colaboração.

Eis alguns textos do texto enviado por Wilson. Se alguém desejar receber o texto integral, favor solicitar que enviarei.

Egydio Coelho

POLUIÇÃO VISUAL” URBANA

JOSÉ DE SENA PEREIRA JR.

Consultor Legislativo da Área XI

Meio Ambiente, Geografia, Urbanismo, Arquitetura

JANEIRO/2002

Legislação Federal Sobre “Poluição Visual” Urbana Nota Técnica

O artigo 30 da Constituição Federal relaciona as competências atribuídas aos Municípios, entre as quais estão as de legislar sobre assunto de interesse local

Como vimos, a “poluição visual” é formada, basicamente, pela colocação de cartazes ou

“outdoors” e por anúncios luminosos ao longo das vias urbanas e nas fachadas dos edifícios. Pode-se

considerar também como “poluição visual” as ocupações irregulares de terrenos públicos, geralmente

situadas em margens de avenidas e em encostas não adequadas à urbanização. Todas essas causas de

degradação da paisagem urbana ligam-se a alguma forma de ocupação do solo urbano.

Já mostramos que o inciso VIII do art. 30 da Constituição Federal incumbe ao Município

“promover, no que couber, adequado ordenamento territorial, mediante planejamento e controle do uso, do parcelamento

e da ocupação do solo urbano”. A “poluição visual” das áreas urbanas ocorre, portanto, ou com o consentimento poder público municipal, ou pela ineficiência ou negligência dele.

O disciplinamento do uso do solo urbano é estabelecido por meio das leis municipais... especificamente quanto a aspectos que podem caracterizar-se como “poluição visual”. esse tipo de ocupação do solo caiba exclusivamente ao Município é a capacidade ou poder de fazer cumprir efetivamente uma lei que a discipline. Só o Município tem condições operacionais de fiscalizar a ocupação do solo urbano... Concluindo, parece-nos claro que compete exclusivamente ao Município legislar sobre a colocação de placas, “outdoors”, letreiros luminosos e sobre a ocupação do solo urbano em geral...

 

VOZ DA TERRA em 31 DE MAIO DE  2.002 (fee)

 

Email recebido 

De: Lajos Bodnar

Cidade: Monte Verde

POLUIÇÃO VISUAL!
CONCORDO COM OS COMENTÁRIOS SOBRE A POLUIÇÃO VISUAL!ALEM DE MUITOS SÃO MAL FEITOS, DE PÉSSIMO GOSTO E ALGUNS COM ERROS DE PORTUGUES!
E O QUE DIZER DA ANTENA DE CELULAR?????
AS PESSOAS CORTAM AS ARAUCÁRIAS(COM AS DESCULPAS MAIS IDIOTAS) E PERMITEM CONTRUIR UMA TORRE DE METAL!!!
SEI QUE EXISTEM SOLUÇÕES TÉCNICAS QUE DISPENSAM TAIS ANTENAS!!!
LAJOS BODNAR

VOZ DA TERRA em 28 DE MAIO DE  2.002

 

Email recebido 

De: Wilson Catapani

Cidade: Monte Verde

Caro Sr. Egydio : a OMA - Organização Mantiqueira Ambiental - apoia integralmente iniciativas para promover a despoluição visual de Monte Verde, que realmente ultrapassa todos os limites. Estamos às ordens para ajudar da forma que pudermos. Contatos conosco podem ser feitos através de meu email : catapani.ops@terra.com.br

Atenciosamente

Wilson Catapani

Wilson, 

Acho que o primeiro passo seria pesquisa na internet ou por outro meio sobre legislação existente em outras cidades turísticas. Gramado, por exemplo, tem legislação sobre o assunto, que é cumprida rigorosamente por todos.

Grato pela oferta e participação.

Egydio 


VOZ DA TERRA em 25 DE JUNHO DE  2.002(fee) 

Email recebido 

De: Nico Pereira

Cidade: Monte Verde

Caro Egydio: solicito a fineza de suas providências no sentido de ser levado ao ar, ao Voz da Terra On Line, texto em anexo sobre poluição visual publicado no Jornal Registro, que é de extrema importância para nossa comunidade. Abraços do amigo, Nico Pereira.

                                      SOCIEDADE AMIGOS DE MONTE VERDE

                              LANÇA CAMPANHA CONTRA POLUIÇÃO VISUAL

 A Sociedade Amigos de Monte Verde lança, esta semana, campanha contra a poluição visual que infesta Monte Verde. Para Antonio Augusto Pereira de Queiroz, Presidente da Sociedade, “ a poluição visual se transformou no maior problema para Monte Verde, enquanto vila turística. Por incrível que pareça, este grave problema é causado pelos próprios empresários e comerciantes de Monte Verde, que deveriam estar preocupados com o mal que esta poluição visual traz a seus negócios. Nesta semana, tivemos a pachorra de contar placa por placa da estrada de Camanducaia a Monte Verde, somente no trecho que vai da Ponte do Guilherme ao Portal da Vila. Em um percurso de apenas doze ou treze quilômetros, contamos 196 (cento e noventa e seis) placas.”

Ainda segundo o Presidente da Sociedade Amigos de Monte Verde, “ as placas não obedecem critério algum de colocação, sem planejamento que oriente a forma de uso. Estamos tentando, junto à Câmara Municipal de Camanducaia, a elaboração de um Projeto de Lei que dê um basta à terrível situação de poluição visual em que se encontra a Vila Monte Verde e, principalmente, sua estrada de acesso.”

A reportagem do Jornal Registro procurou a opinião dos turistas em relação ao assunto, pois este é o maior prejudicado. Segundo o paulista Gilberto Blumenthal, “ freqüento Monte Verde há anos e estou estarrecido com a situação. Nunca vi tantas placas em tão pouco espaço. Na verdade, a placa na estrada cria o efeito contrário, trazendo uma imagem antipática ao hotel ou restaurante que a colocou. Conheço muitos turistas que, como eu, estão revoltados com a situação de poluição visual e chegaram a declarar que, como forma de protesto, não se utilizarão dos estabelecimentos anunciados pelas placas.” 

Já Ricardo Rollo, fotógrafo profissional, vai mais além: “estive em Monte Verde para fotografar a vila e as redondezas e tive dificuldades para fazer meu trabalho. Por incrível que pareça, foi difícil encontrar uma paisagem que não fosse tapada pelas placas, tanto no acesso quanto dentro da Vila. É uma pena que esta poluição visual se dê em um lugar tão bonito quanto Monte Verde, abençoado pela natureza.”

A  Sociedade Amigos de Monte Verde está agendando, para os próximos dias, palestras e seminários de publicitários que alertarão os empresários de Monte Verde quanto à gravidade da situação. “ Lutaremos pela colocação de placas de utilidade pública, indicativas, de forma ordenada, nas ruas da Vila. Por outro lado, queremos mostrar que as placas na estrada somente sujam o ambiente, por dois motivos: primeiro, porque os turistas que se dirigem à vila já têm suas reservas feitas, na maioria das vezes. Eles não se guiarão por placas para escolher onde ficar. Segundo, porque em uma estrada no estado em que se encontra a nossa, dificilmente terão oportunidade de ler uma placa ou anotar o que ela diz. Estarão mais preocupados em fugir dos buracos que destroem seus carros.”

 

VOZ DA TERRA  EM  30 DE AGOSTO DE  2.002

Email recebido 

De:  Vicente Forlenza Neto

Cidade: São Paulo-SP  País: Brasil

 

Caro Sr.Egydio:

Na ultima edição de Voz da Terra , um assunto me chamou a atenção.

A poluição visual nas ruas de Monte Verde, bem como na estrada que nos une a Camanducaia . Durante o ano de 1.992 quando estive a frente da Associação Comercial de Monte Verde, propus ao então prefeito de Camanducaia o Sr.Emidio , que regulamentasse as faixas, e placas no município. O argumento utilizado pelo Dr. Vanderley, ( assuntos jurídicos da prefeitura) era que não existia base legal para tal regulamentação. Argumentei que em S.Paulo, existia o projeto CADAN ( cadastramento de anúncios) que poderia ser adequado as necessidades de Camanducaia , e se fosse de interesse do Sr.Prefeito , executar o projeto na integra, inclusive com a cobrança pelas placas e faixas. O mesmo se mostrou interessado em resolver o problema das placas e de aumentar a arrecadação do município.

Estive em S.Paulo, e após percorrer diversas repartições , consegui o projeto completo , bem como a sua regulamentação. No dia seguinte entreguei - o pessoalmente ao Sr.Emidio que passou as mãos do Dr.Vanderley. Apo´s 45 dias , estive na prefeitura e fiquei surpreso que nada havia sido feito , pois o tal projeto CADAN, havia se extraviado. Novamente estive em S.Paulo, e o entreguei ao Dr.Vanderley, e até agora nada.

Acredito que hoje já exista algo mais moderno, e acho que o Vereador de Monte Verde , deveria propor à Câmara Municipal algo no gênero ,para a problema da poluição visual, e quem sabe reverter a verba arrecadada em despesas que se fazem necessárias tais como uma nova viatura policial, ou uma verba suplementar para as obras do Hospital, creche , e etc.

Atenciosamente

 Vicente,

Grato pela sua manifestação. É muito importante para todos nós que você transmita a sua experiência durante o período em que exerceu a presidência da ACMV. Como os problemas atuais já são antigos, o que você nos conta, infelizmente, parece que aconteceu ontem e não há dez anos atrás.

Abraços.

Egydio 

 

 VOZ DA TERRA  EM 04 DE OUTUBRO DE  2.002

Email recebido 

De: Vicente Forlenza Neto

Cidade: Monte Verde-MG - País: Brasil

 

Ao Jornal Voz da Terra

Favor desconsiderar a mensagem anterior , por não estar devidamente assinada.

Ela foi enviada sem tê-la assinado .

Está sim está assinada e deve ser considerada como valida.

Sds

Vicente Forlenza Neto

 

Na vida nem sempre agimos com equilíbrio . 

Os nossos impulsos gerenciados pela emoção , pelo amor , pela juventude ou qualquer outro sentimento que a raça humana foi privilegiada. 

Mas a ponderação sempre deve nos nortear. 

Um desses impulsos, é a fé. 

O que seria do ser humano sem a fé? Mas até a fé tem limite. 

O ato de louvar naquilo que depositamos nossa fé, deve também obedecer algumas regras. 

Mas nem sempre isso acontece, por falta de informação, ou simplesmente por achar que o ato de louvar o símbolo de nossa fé, seja maior do que qualquer regra , principalmente quando a fé é por motivos religiosos.

Pudemos observar , e ouvir em alto e bom som, hoje exatamente as 04,55h da manhã , quando do inicio das comemorações do dia de S.Francisco de Assim, fomos delicadamente despertados por rojões, e musicas, sacras proveniente da Igreja Católica de Monte Verde, que ruidosamente fez questão de homenagear o futuro padroeiro daquela Igreja. 

Todas as manifestações de cunho  comemorativo, tem por habito ser excessivamente ruidosa mas acho que o pároco se excedeu. 

Neste horário , existe a lei do silencio que vigora até as 06,00h da manhã , e como fui informado pela própria atendente da igreja , quando para lá telefonei para questionar o motivo de tanto barulho , ela me disse que como aqui ninguém cumpre lei nenhuma ... Mas que eu não  ficasse preocupado, que hoje é o ultimo dia da festa.

Isso me deixa extremamente aliviado , pois a igreja que tem por obrigação  o honroso dever de educar e mostrar o caminho do bem, e do que é certo , para seu rebanho , só desrespeitou a lei do silencio, uma vez, e que em um mundo onde o desrespeito é diário , e cometido varias vezes durante o dia , nosso rebanho , se seguir fielmente o que a igreja prega , só cometerá ou melhor desrespeitará as leis vigentes no Brasil , 1 vez por dia , ou quem sabe uma vez por ano.

Tenho a plena convicção que a partir de hoje , dormirei mais tranqüilo , só não sei se acordarei com a mesma tranqüilidade......... caso seja dia santo.

Vicente Forlenza Neto

04-10-2002

 

VOZ DA TERRA  VIRTUAL (on lne) EM  07 DE OUTUBRO DE  2.002

 

Barulho não é da igreja

A informação passada por Vicente Forlenza sobre a poluição sonora que teria sido praticada pela igreja, não seria por ela, mas  sim por pessoas que organizam uma excursão à Aparecida do Norte. 

E os foguetes são utilizados para "acordar" os interessados na viagem. Nada, porém, justifica barulho excessivo, principalmente em Monte Verde, cuja tranqüilidade e silêncio devem ser atração turística.

ECS

 

 VOZ DA TERRA  EM 07 DE OUTUBRO DE  2.002

Email recebido 

De: Vicente Forlenza Neto

Cidade: Monte Verde-MG - País: Brasil

 

Gostaria de esclarecer que com relação  a minha reclamação sobre o barulho a qual relatei no ultimo dia 02/10 , que os rojões e as musicas sacras eram sim provenientes da igreja católica de S.Francisco de Assis, pois não tenho o habito de acusar ninguém sem constatar os fatos. 

Sou vizinho da igreja,e se minha palavra não basta, talvez o testemunho do Soldado PM Rafael , do destacamento de Policia Militar de Monte Verde seja conclusivo , uma vez que o motivo da reclamação, isto e o barulho desproporcional e sem nexo, somente teve fim quando o referido Policial Militar  esteve no local.

Esclareço também , que a viagem de romeiros a cidade de Aparecida do Norte ocorreu 15 dias antes.

 Atenciosamente

Vicente, 

estive em Monte Verde no último dia seis de outubro e algumas pessoas me disseram que o barulho, do qual você reclama não seria da Igreja. Temendo fazer injustiça, divulguei essa informação. Agora, para dirimir dúvidas, solicitei à Suely que ouça a versão do Padre.

Abraços.

Egydio

 

VOZ DA TERRA  EM 07 DE OUTUBRO DE  2.002

Email recebido 

De: Antônio Amarante

Cidade: Monte Verde-MG - País: Brasil

 

Não tenho procuração para defender o Sr. Forlenza, pois sequer o conheço.

O barulho que o acordou, acordou tambem a mim e era sim da Igreja, e segundo alguns paroquianos informaram, tratou-se da " alvorada de São Francisco", como se o Santo precisasse de rojoes, canticos e repicar de sino às 5:00 AM.

Creio que mais correto seria que os responsáveis pela baderna assumissem seu ato.

Antonio Amante Jr.

 

 

VOZ DA TERRA  EM 09 DE OUTUBRO DE  2.002

Email recebido 

De: Maria Lúcia Forlenza

Cidade: Monte Verde - País: Brasil

 

Prezados senhores

..Já tive oportunidade de morar na Europa e em todos os países onde estive, os sinos das igrejas (que não são poucas) tocam às 6h. É uma tradição cristã antiga, bela, pitoresca.

O Revmo. Padre José Franco está desenvolvendo um trabalho heróico em nossa comunidade. Com a colaboração de poucos...

São Francisco de Assis é o Padroeiro da Ecologia e da nossa (sim, nossa) pequenina igreja. É bom saudá-lo com a tradicional Alvorada em seu dia de festa. É cristão, piedoso e gratificante festejar nossos benfeitores. É nosso dever rendermos graças aos que nos socorrem em nossos momentos de aflição.

Aproveito para expressar publicamente minha gratidão ao Revmo. Padre José Franco, que nesta 6ª feira, 11 de outubro, comemora 22 anos de ordenação sacerdotal. 

Agradeço a Deus, que o enviou para nossa comunidade, tão carente e necessitada, principalmente da orientação espiritual nesta nossa caminhada rumo à santificação.

Que as bênçãos de Deus Pai e de São Francisco de Assis desçam sobre o senhor, Padre José Franco e sobre toda a comunidade de Monte Verde.

Maria Lucia Forlenza

 

VOZ DA TERRA  EM 11 DE OUTUBRO DE  2.002

Email recebido 

De: Vicente Forlenza

Cidade: Monte Verde - SP - País: Brasil

 

As opiniões a favor ou contrarias ao  fato , elas devem ser expressas pois a democracia se faz assim e não com bocas que se calam. Minha reclamação se motivou pela forma pouco cortes de ser despertado , principalmente pelos artefatos pirotécnicos que foram lançados para o lado de onde resido . 

Não tenho nada contra as festas e tão pouco com o trabalho do pároco, prova esta e que minha família e eu por diversas vezes ajudamos a igreja . 

Tenho uma gratidão especial com a antiga freira que nos anos 90 cuidava da igreja.

Mas quanto a alvorada as 04,55h e da forma que fui pego de surpresa, e não com sinos as 6h da manha como tradicionalmente acontece. Mantenho e ratifico minha total desaprovação.

 Atenciosamente

Vicente Forlenza Neto

 

VOZ DA TERRA  ON LINE EM 09 DE NOVEMBRO DE  2.002

 Campanha Cidade Limpa

 

Depois das eleições a poluição visual se tornou ainda pior com os cartazes que ainda insistem em permanecer nas ruas, causando um aspecto de descuido e sujeira na cidade. Por isso, alguns moradores numa operação “Cidade Limpa” retiraram os cartazes das ruas de MV, dando adeus aos políticos, assim como muitos fazem quando eleitos.

A avenida Monte Verde e ruas da vila da Fonte já estão livres da sujeira, faltando ainda a Sol Nascente, onde é grande o número de propagandas. Portanto, se você ainda tem aqueles

Cartazes pendurados na sua calçada retire-os e contribua com a campanha, livrando MV da poluição visual. Não espere que a prefeitura faça!

 

 VOZ DA TERRA  IMPRESSA  de dezembro de 2.002

Campanha cidade limpa

Depois das eleições a poluição visual se tornou ainda pior com os cartazes que ainda insistem em permanecer nas ruas, causando um aspecto de descuido e sujeira na cidade. Por isso, alguns moradores numa operação "Cidade Limpa" retiraram os cartazes das ruas de MV, dando adeus aos políticos, assim como muitos fazem quando eleitos.

A avenida Monte Verde e ruas da vila da Fonte já estão livres da sujeira, faltando ainda a Sol Nascente, onde é grande o número de propagandas.

Portanto, se você ainda tem aqueles cartazes pendurados na sua calçada retire-os e contribua com a campanha, livrando MV da poluição visual. Não espere que a prefeitura faça!

 

 VOZ DA TERRA  IMPRESSA  de janeiro de 2.014

 

É preciso se preocupar com a poluição visual

 

O deputado Bilac Pinto, quando recebeu em seu gabinete uma comitiva de Monte Verde, antes mesmo de cumprimentar a todos, criticou o excesso de placas sem nenhuma estética que existia na cidade e na Estrada de Monte Verde.

 

 

Dep. Bilac Pinto (à esquerda, posando para foto com Ditão),
criticou a poluição visual em MV, ao receber uma comitiva do

nosso Distrito em seu gabinete.
E o problema hoje é mais acentuado ainda
.

 

______
 

Trata-se de uma opinião de quem viaja pelo Brasil inteiro e sabe que é importante a aparência e a beleza das cidades.
É estranho que a administração municipal, as entidades que representam vários segmentos sociais em Monte Verde não se mostrem preocupadas com a beleza da cidade.

As inúmeras placas espalhadas por todos os cantos não têm nenhuma norma estética.

Apenas e tão somente são colocadas para vender seu produto e resolver seu problema de fluxo de caixa com um imediatismo que não se aconselha a nenhum empresário competente.
Mas a culpa não é só dos empresários, a responsabilidade principal é do poder público municipal que nada faz para regulamentar e combater a poluição visual.
Na cidade de São Paulo, o ex-prefeito Gilberto Kassab conseguiu aprovar e executar uma Lei sobre poluição visual própria para a Capital paulista e deu exemplo de como se enfrenta o problema, com coragem e sem se preocupar com cara feia dos poluidores visuais.

 

Na década de 90,

a Prefeitura apoiou

uma padronização

de placas em MV

(Foto ao lado).

 

Monte Verde merece que alguém tenha essa coragem e visão para levar avante o combate aos que enfeiam a cidade, olhando apenas o seu negócio no curto prazo. Mas a longo e médio prazo todos perdem.
Sabemos que os políticos, principalmente, a administração municipal, só se movimentam e mostram vontade política para executar qualquer melhoria na qualidade de vida, no desenvolvimento econômico e turístico de nosso distrito, quando são cobrados pela comunidade.
Portanto, a culpa maior com certeza é das lideranças locais que fecham os olhos para um problema tão importante como a poluição visual.
Turistas também reclamam muito como a publicitária Leila Vasconcellos, que passou por Monte Verde, disse jamais ter visto tanta propaganda num espaço tão pequeno,

“Cheguei a ficar perdida com tantas placas, mal dá para apreciar a estrada, pois, os excessos de marketing tiram a sua visão e a atenção também. Parece um mercadão, onde todos querem vender o seu peixe”, disse a publicitária.
Texto: Zuel Antônio Costela

 

 

(FIM DAS NOTÍCIAS)

GREEN

MOUNTAINS HOTEL

reservas@greenhotel.com.br

 

O Green Mountains é o hotel fazenda com a vista mais deslumbrante de Monte Verde. Chalés luxuosos com lareira, tv, aquecimento central, restaurante e pensão completa. Além de piscina e lago para a pesca. Um lugar inesquecível para toda família se divertir na montanha.

Estrada de Monte Verde, Km 20

Reservas:

(35)3433-5518/27 e (11) 3258-9898