VOZ DA TERRA - jornal impresso e virtual de Monte Verde
Diretor: Egydio Coelho da Silva
Opinião de Voz da Terra de Mte. Verde: 2.000
Opinião mais recente no final da página
|
VOZ
DA TERRA: dezembro
de 1.999 Bom
político é quem Administra bem Quando
os políticos fazem só política, isto é, agradam só os companheiros e
se esquecem que também são administradores e precisam pensar na cidade
como um todo, então perdem a sua principal base eleitoral que são todos
os eleitores. Em
Monte Verde, o que vem acontecendo, nos parece, é exatamente isso. De
há muito tempo que a cidade reclama a nomeação de um administrador, que
se preocupe somente em administrar a cidade. Infelizmente,
os administradores que foram nomeados para Monte Verde não receberam
apoio e poderes suficientes de Camanducaia para executar o seu serviço. Foi
assim com Francisco Petersen (Chicão) e com Benedito Lopes da Silva (Ditão),
que não tiveram verba, nem apoio para executar o seu trabalho. Ambos
tiveram os mesmos problemas. Eram pressionados pelos maus políticos. Os
da situação ficavam com inveja de seu trabalho e também queriam que o
administrador atendesse somente seus cabos eleitorais, nunca os adversários
políticos, nem mesmo a cidade como um todo. E os da oposição criticavam
tudo e os difamavam porque sempre temem que um bom administrador em Monte
Verde venha a aumentar o prestígio do Prefeito. E prefeito com prestígio
dificilmente perde eleição. Sem
condições de trabalho, os administradores foram obrigados a pedir
exoneração do cargo. Portanto,
está na hora de aproveitar a experiência anterior e o Prefeito se reunir
com a comunidade e dar todo apoio ao administrador para que tenha condições
de trabalho. Um bom administrador para Monte Verde precisa estar
preocupado em atender ao que a comunidade quer. Precisa ter independência
e gerenciar a cidade com competência. Mas, o que temos visto é o contrário.
O administrador sofre pressão de todos os lados. O Prefeito, homem culto
e inteligente, não pode se esquecer de que são poucos votos, que vêm de
bajuladores e políticos. E
os votos, que vêm da população, são muitos.
VOZ DA TERRA: JANEIRO DE 2.000
Memória
curta e as eleições municipais Texto
de Francisco Petersen negativamente,
em suas vidas e na Isto
é bom? Até certo ponto eu diria que sim, pois nos livra de ódios e
desejos de vingança, demonstrando que somos pacíficos e de formação
cristã. Olhando
sob outro ângulo, todavia, observa-se que aqueles que nos prejudicaram,
movidos pela falta de sensibilidade e escrúpulos, acham-se impunes, visto
que não exercemos reação que para eles significa, erroneamente,
fraqueza, omissão ou despreparo do povo como um todo. Justifico
minhas palavras, lembrando que dentro em breve, vamos ter nova campanha
eleitoral e subsequente eleição para escolher os membros do Executivo e
Legislativo municipais, para o próximo quadriênio. É
da nossa total e intransferível responsabilidade escolher os pretendentes
de forma correta, independente das agremiações políticas a que
pertencem. Estamos
cansados de ver, na televisão e nos jornais, o grande número de maus políticos
e a falta de cuidado dos partidos na escolha de candidatos capazes,
honrados e realmente interessados no desenvolvimento e bem estar do povo
brasileiro. Concordo que não é a maioria, mas está aí a verdade e é
incontestável. No nosso caso em particular, gostaria de sugerir aos
candidatos em potencial, uma reflexão no sentido de apresentarem planos
de trabalho coerentes, com metas definidas e realmente executáveis,
deixando de lado as já conhecidas promessas mirabolantes, demagogias vãs
e discursos ridículos. Asseguro, de antemão, que a cobrança será
constante e inflexível desde o dia da posse, pois não tem mais cabimento
subestimar a inteligência e a paciência de nosso povo. Bem
sei que é praxe a escolha do candidato a prefeito recair sobre pessoas
residentes e domiciliadas em Camanducaia. Vejo, entretanto, como ponto
fundamental e de justiça a seleção de morador de Monte Verde para o
cargo de vice-prefeito. E,
eleito, não ocuparia uma posição secundária, como acontece atualmente
na maioria dos municípios. Administraria
o distrito de Monte Verde, com poder local. E
verba própria (intransferível para outras atividades fora da área
distrital) e substituindo o administrador distrital que, como ficou
demonstrado no passado, sempre foi desprezado e excluído da cúpula
administrativa. Advogo
este pensamento, visto que Monte Verde contribui com, no mínimo, 50% da
arrecadação tributária gerada no Município, o que lhe faculta, de
direito e de fato, influir nas decisões municipais, levando em conta que,
com este cacife, o Distrito se torna parceiro e não mais dependente do
poder. O
candidato e/ou partido que proceder neste sentido, estará se beneficiando
de uma votação substancial, pois demonstrará lisura, capacidade e
inteligência somadas a uma administração moderna e descentralizada, o
que trará para nós, pela primeira vez, a certeza da consideração e do
acolhimento dos anseios e necessidade da comunidade. Na hora do voto,
vamos deixar a "memória curta" de lado e lembrar daqueles que
nos prejudicaram. A eles, vamos dizer NÃO com veemência. Sejamos
livres e coerentes, elegendo os candidatos que nos prestigiam e respeitam.
Reitero o que já disse em artigo anterior: o desenvolvimento de Monte
Verde já não pode ser retardado, contido ou evitado. Depende,
exclusivamente, de nós e do nosso voto.
VOZ DA TERRA: FEVEREIRO DE 2.000
A
nossa grande culpa *Texto de Francisco Petersen
Ultimamente,
em diversas oportunidades, o Prefeito de Camanducaia externou o desejo de
não se candidatar à reeleição. A
atitude teria um significado e traria uma mensagem que caberia a nós, que
o elegemos, saber decifrar. À primeira vista, nos pareceu um gesto bem
pensado e de grande coerência. Quando,
através do voto o tornamos Prefeito, o fizemos baseados na sua vida
pregressa voltada para a medicina e seu trabalho humanitário, bem como,
por sua índole de bom amigo e bom cidadão junto a Comunidade. Fomos
levados pelo entusiasmo e deixamos de considerar um ponto importante: a
habilidade natural e o gosto pelo cargo público. Sabemos
que em qualquer atividade, o ser humano é melhor sucedido se, além do
conhecimento e. da experiência, demonstrar talento e amor pelo ofício. Devemos
admitir que cometemos um ato egoísta e um erro grosseiro em desviá-lo da
sua lida médica para algo que não lhe era próprio: o exercício da
administração pública, o que, sem demérito pessoal, nunca o cativou. 0
seu perfil centralizador se fez notar nos primeiros dias da sua gestão,
quando se absteve de delegar poderes aos demais membros da equipe e deixou
transparecer sua aversão ao diálogo com o povo, empresários e
companheiros que lhe deram sustentação em momentos decisivos. Com
base nestes fatos, o imaginamos na solidão do cargo e na frieza do
gabinete, atendendo assuntos maçantes e para si, de importância
relativa, quando na verdade gostaria de estar na atividade trepidante da
Santa Casa, salvando vidas e minorando o sofrimento da população
carente, o que, aliás, demonstrou diversas vezes quando desmarcava ou se
ausentava de compromissos administrativos para atender a nobre missão de
confortar enfermos. Agora,
nos chega a notícia de que voltou atrás na sua decisão e demonstra a
intenção de concorrer ao segundo mandato. Fica
a impressão de que se deixou picar pela "mosca azul da
vaidade", bajulado por pessoas que o cercam e ocultam o interesse de
permanecerem orbitando o universo, sempre cativante, do Poder. Levando
em conta os constantes malogros administrativos, tais
como: a não conclusão da estrada Camanducaia /Monte Verde, o
emperramento do parque industrial, a estagnação turística, a falta de
melhores serviços médico-hospitalares, escolares e culturais, para citar
poucos, nos leva a pressupor que a Comunidade, dificilmente, apoiará a
sua decisão através do voto, visto que, via de regra, o Povo aplaude o
sucesso; jamais o fracasso... A
dimensão do desalento e da desconfiança nos levam a crer que - mesmo
implantando, "a toque de caixa", a conhecida medida eleitoreira
do embelezamento superficial do Município e de querer "mostrar serviço"
no último ano de mandato para conseguir a simpatia da população - não
funciona mais, pois o eleitor de hoje já sabe raciocinar e tira suas próprias
conclusões... É
nossa obrigação poupá-lo de mais este sacrifício, reconduzindo-o às
suas atividades médicas, de forma exclusiva, para que dê cumprimento ao
juramento que prestou por ocasião da sua formatura. . Só
assim, vamos nos redimir da nossa culpa, nossa máxima culpa: *Francisco Petersen, é aeronauta (aposentado), bacharel em
administração, ex-administrador distrital de Monte Verde.
VOZ
DA TERRA: MARÇO DE 2.000 O
jovem e o idoso A
luta é eterna! O jovem "acha" que esta pronto para enfrentar o
mundo e o idoso "entende'' que não é bem assim. Tenho
grande simpatia e respeito pela juventude que vai assumindo os destinos
deste terceiro milênio. Percebo,
entretanto, que a renovação destes administradores acontece em momento
de grande expectativa, alavancada pela tecnologia, globalização
financeira, a explosão da informática, as quais, modificam diariamente
conceitos e padrões estruturais. Sem duvida necessitamos boa dose de prudência.
A
História nos ensina que o bom êxito nos empreendimentos esta ligado
diretamente ao passado e à tradição. Esquecê-los
ou negá-los é muito próprio da geração atual, constituindo-se em ato
frívolo e irrefletido, pois sem estes referenciais nos tornamos
"'presa fácil" neste mundo altamente competitivo. A
transição da administração pública, por sua vez, acontece com grande
morosidade, levando em conta a estagnação interiorana, a aversão às
modificações e a "lei do menor esforço". Concordo
que a precipitação nunca foi boa conselheira; entretanto, não podemos
mais suportar as artimanhas da velha escola do coronelismo, do cabresto e
do clientelismo, mantida até nossos dias por aqueles que querem se
perpetuar no poder. É
chegado o momento do candidato a cargo público, munido de determinação
e cidadania, partir em busca do bem estar e do desenvolvimento da
comunidade, trilhando os caminhos do diálogo e da transparência,
eliminando os interesses pessoais ou
corporativistas. Entendo que o princípio de um relacionamento fraterno e
produtivo entre Governo e Povo, deve estar baseado no respeito mútuo. Sem
ele, a convivência se deteriora e parte inexoravelmente, para o confronto
verbal, via de regra inútil e descabido, desenvolvendo o descrédito e a
desconfiança. Neste
particular, temos tido o exemplo constante da insensibilidade por parte da
nossa atual Administração Municipal que não aplica, nem tão pouco
aplicou, nos quatro anos de gestão, nenhum dos princípios da boa
administração, deixando claro que se trata de "terreno impróprio"
para o plantio e cultivo de idéias comunitárias. Faz-se
imprescindível olharmos para o futuro, nos fixando na formação do novo
Governo (executivo e legislativo), o qual nos representará no próximo
quatriênio. Uma
vez que o PODER emana do Povo, estamos vivendo o momento perfeito para que
levemos aos candidatos a nossa pauta de reivindicações, exigindo concordância
e comprometimento, em troca do nosso voto. Tenho
certeza que, assim, teremos candidatos idôneos e idealistas,
verdadeiramente: imbuídos do sentimento comunitário. Vamos
inovar. Vamos escolher bons candidatos independente de facções políticas
e oriundos de todas faixas etárias, pois bem sabemos que entre o ímpeto
do jovem e o comedimento do idoso, a sabedoria nos guiará pelo caminho do
equilíbrio e da razão, em beneficio do cidadão e da família, célula mater
no desenvolvimento de uma nação. *Francisco Petersen, é aeronauta (aposentado), bacharel em
administração, ex-administrador distrital de Monte Verde.
VOZ DA TERRA: MAIO DE 2.000 A
Estrada e as chuvas *Texto de Francisco Petersen O
Jornal da Cidade em uma de suas últimas edições publicou, em primeira página,
entrevista com o Sr. Prefeito, na qual ele teceu considerações
concernentes à pavimentação da estrada de Monte Verde, bem como aos
fatores, que, na sua opinião, prejudicaram ou paralisaram o
andamento dos trabalhos. Confesso
que, à primeira vista, suas declarações despertaram um súbito
sentimento de incompreensão, pois embora admitindo que as chuvas contribuíram
para o fracasso do empreendimento, é sobejamente sabido por todos que, entre os meses de outubro e março, chove torrencialmente em nossa
região, o que torna, senão impraticável, bastante difícil realizar,
com sucesso, qualquer obra de pavimentação. Sem
dúvida, faltou planejamento e logística ocasionando perda total ao erário
público aplicado na malfadada estrada. Lamentavelmente,
é um fato consumado e irreversível, difícil de ser esquecido pois, por
mais uma vez, vimos nossos anseios frustrados. Não
somos contrários a administração Municipal, conforme argumenta o Sr.
Prefeito. Como eu, muitos outros discordam dos métodos administrativos,
por achá-los ineficientes, retrógrados e arcaicos. Igualmente,
não recordo de ter lido nos jornais da região ou ouvido pronunciamento
de terceiros desabonando, pessoal e profissionalmente, a pessoa do Sr.
Prefeito. Em
meus artigos mantenho a preocupação de resguardar e enaltecer seu
perfil humano e profissional, levando em conta o trabalho meritório que
vem desenvolvendo junto à população carente. Da
mesma forma, em todos os artigos publicados, a crítica é diri- gida
somente à administração, trazendo sempre alternativas. Estas
podem não corresponder ao gosto ou interesse do Executivo; entretanto,
estou convicto de que são coerentes, o bastante, para beneficiar o
Distrito de Monte Verde. O
mesmo comportamento é observado nos demais articulistas quando da
publicarão de suas matérias, dando ênfase, exclusivamente, aos
desgovernos administrativos, os quais são do domínio público e de fácil
constatação. Quanto
às denúncias encaminhadas à Secretaria de Obras do Estado no que tange,
à suspeita do desvio de verba mencionado pelo entrevistado, quero crer
que tenham partido do Legislativo, o qual, se assim procedeu, o fez de
forma legítima e investido do poder outorgado pelos eleitores para
questionar, fiscalizar o supervisionar as atividades do Executivo. Gostaria
de lembrar que, num estado de direito democrático, ato desta natureza, se
constitui em algo normal e salutar, pois cumpre função precípua de bem
verificar o emprego de recursos públicos. Se
nada foi constatado de irregular ou ilícito, ambos os poderes devem
prosseguir trabalhando regularmente. Nada
aconteceu de excepcional para alarde, uma vez que somente cumpriram com
suas respectivas obrigações, o que e o mínimo que esperamos dos nossos
representantes. Agora
e nos próximos meses, como acontece anualmente, temos clima frio e seco,
com baixo índice, pluviométrico o que permite refazer e possivelmente
terminar a obra até o final do mandato em vigência. É
nossa esperança de que o Executivo faça a sua Parte, desta vez, de forma
conclusiva e definitiva, redimindo-se do malogro anterior, mesmo porque,
como citado na entrevista, trata-se de uma questão de honra,
frente à sua promessa de campanha... *Francisco
Petersen, é aeronauta (aposentado), bacharel em administração, ex-administrador distrital de Monte Verde.
VOZ DA TERRA: JUNHO DE 2.000
A
mudança constitucional que permitiu a reeleição, desde prefeito a
presidente da República, começa a apresentar seus inconvenientes nas
eleições municipais. Sabemos
que Fernando Henrique propôs a reeleição em todos os níveis para
facilitar a aprovação de sua própria reeleição, causando um mal muito
grande ao aperfeiçoamento do regime democrático em todo o Brasil. Tanto
que hoje se fala em rever a reeleição de prefeitos. Aqui
em nosso município não é diferente. Sabemos
que "a democracia não é um bom regime, mas é o melhor que
conhecemos", como assinalou sabiamente Winston Churchill. O
que mais vicia o regime é o fato de que nenhum candidato –
principalmente a cargo executivo – entenda que deva gastar dinheiro
somente de seu bolso para se eleger. Dessa
forma, as promessas e insinuações do "dá cá, toma lá", ou
"é dando que se recebe" ou ainda a ameaça velada de perseguição
fiscal prevalecem sutil e até ostensivamente, quando se aplica a técnica
de arrecadação de fundos para a campanha eleitoral. Quando
o candidato já é prefeito, a tentação é muito grande. Em nosso município,
a prática do fisiologismo e do empreguismo com finalidade eleitoral
sempre foi uma constante. São favores individuais como internação em
hospitais, remédios gratuitos, consultas médicas facilitadas, utilização
privilegiada de bens e serviços municipais aos indicados pelos
companheiros. Por isso, a comunidade precisa ficar alerta. Infelizmente,
os vereadores, com assento na Câmara Municipal de Camanducaia na quase
totalidade, se preocupam somente com a sua reeleição. E,
em face de acharem que o povo só vota em quem lhes faz favor individual,
arruma emprego, etc., só se ocupam em resolver o problema de seus cabos
eleitorais. O interesse da maioria da população fica relegado a segundo
plano. Daí
a preocupação de quase todos em agradar o Prefeito para que atenda a
seus pedidos e consigam se reeleger. Se
assim não fosse não poderiam aprovar uma Lei que destina 80 mil reais à
Festa do Peão Boiadeiro, tirando a maior parte desse valor da área
social. O
fato em si é estranho. Pois, o Prefeito nunca se preocupou com o
desenvolvimento turístico do município. Haja vista o seu desinteresse
por Monte Verde, totalmente abandonado, com obras inacabadas, ruas
esburacas, poluição visual. E a festa do Peão Boadeiro que havia em
Monte Verde nunca recebeu ajuda do atual prefeito. O anterior, ao que
consta, ajudou com o custo dos banheiros. Os eventos promovidos em Monte
Verde para incrementar o turismo nada recebem ou recebem migalhas. Oitenta
mil reais é um valor alto, que, com um pouco mais, já se iniciaria um
trabalho de saneamento básico em Monte Verde. Por
isso, o fato, além de estranho, é indício de possibilidade de extravio
de verba, numa época eleitoral em que os candidatos estão com
dificuldade de fazer "o caixa de campanha". É certo que não se
pode atribuir a indício a condição de prova. Todavia,
a Câmara Municipal, cuja finalidade principal é fiscalizar o Executivo,
deve ficar atenta a respeito dessa elevada soma destinada estranha e
ineditamente a um evento não prioritário. Os
vereadores mais idealistas e sérios deveriam se movimentar, alertando o
Ministério Público e o Tribunal de Contas para que investiguem se os
valores serão realmente aplicados corretamente. Quanto
a serviço prestado gratuitamente a eleitor, talvez seja caso de denúncia
junto à Justiça Eleitoral, para que se evite corrupção eleitoral.
VOZ
DA TERRA:AGOSTO DE 2.000
Renovação
sim, mas para melhor Nesta
legislatura da Câmara Municipal, que se finda no fim do ano, tivemos
coisas positivas. Não
se pode negar que o vereador Rubens Mungioli exerceu seu cargo com
entusiasmo e enfrentou a maioria dos vereadores, que está preocupada
apenas com a sua reeleição e coloca em segundo plano os interesses reais
da população. Do
ponto de vista de Monte Verde, cabe lembrar que tivemos três vereadores:
Rúbens Mungioli, como vereador de oposição, se mostrou competente e
convicto e sempre defendeu ardorosamente Monte Verde; Estevão Primo,
homem simples e de bom caráter, pouco pôde fazer porque era suplente de
vereador e ocupava o cargo do vereador José Cláudio, secretário de
obras municipal. Mesmo
assim, se mostrou preocupado com o desenvolvimento turístico em
Monte Verde. O
vereador Tato é bastante representativo, mas também quase nada fez
porque sua composição com o Prefeito ficou prejudicada, pois, quando
qualquer vereador ou auxiliar dos prefeitos pleiteia alguma benfeitoria
para Monte Verde já é descartado. E
a técnica é coloca-los na geladeira ou, então, na frigideira. Dos
três vereadores, somente Rúbens se candidata à reeleição e tudo leva
a crer que será reeleito. Espera-se, porém, que Monte Verde eleja pelo
menos mais dois vereadores, para que a nossa bancada não fique diminuída. E
precisamos de vereadores combativos e competentes já que não vamos ter
vice-prefeito na chapa dos candidatos a prefeito como era desejo da população
de Monte Verde. E
os problemas do Distrito são muitos. Mais atenção à infraestrutura
para dar mais conforto aos turistas, que, em última análise, são quem
gera emprego em Monte Verde, em todos os setores direta ou indiretamente.
E apenas alguns políticos de baixo nível não vêem isso. Também
é urgente a preocupação com o saneamento básico, para preservar a saúde
da população mais carente. Além
disso, não existe até hoje uma política habitacional, que se proponha a
ajudar os pobres a ter moradia. O
que se tem feito é uma política de falso paternalismo, que cadastra
interessados, mediante a promessa de que os mais carentes vão ganhar um
lote de terreno. Na
realidade, existe a necessidade de cooperativa habitacional, onde os próprios
interessados gerenciem as construções, inclusive em sistema de mutirão. E
do poder público se espera que doe ou venda a preço de custo terrenos
urbanizados com infra-estrutura. Mas nada disso existe. Por
isso, há o risco de Monte Verde também imitar Campos do Jordão e ter
aqui sua favelinha. Daí
a esperança de que, nestas eleições, o eleitorado escolha os mais
honestos, competentes e bem intencionados. Só
assim haverá esperança de renovação para melhor.
VOZ
DA TERRA:OUTUBRO DE 2.000
“Me
engana que eu gosto...” Este
editorial foi escrito antes da apuração das eleições, que se deram no
último dia primeiro de outubro. Portanto, ninguém poderá entender que
tenha endereço pessoal. Por
isso, estamos à vontade para analisar a atitude dos candidatos, durante a
última campanha eleitoral para prefeito e Câmara dos Vereadores. Infelizmente,
ao longo de décadas, Monte Verde nunca obteve dos prefeitos de
Camanducaia a atenção que merece. Não
se sabe se o motivo é a falta de visão político-administrativa, que
inibe seu interesse pelo Distrito ou são as pressões de uma elite política
míope e de vereadores fisiologistas, que não conseguem perceber a importância
do desenvolvimento do turismo como fato gerador de emprego e de riqueza
para o município. Em
véspera de eleição, as promessas de todos os candidatos são fáceis e
fartas. Até se compreende porque não se pode exigir do candidato tanta
virtude, que venha a falar somente aquilo que realmente pode e pretende
realizar. O
raciocínio é simples, o candidato pensa: “Se eu não prometer, o outro
promete e ganha a eleição” É
pena, porque a campanha política, que deveria ser uma fase de
esclarecimento do que se pretende fazer e do que é possível executar,
vira apenas um momento de fixação de falsos conceitos e confunde as
aspirações do povo. Esperava-se que os candidatos apontassem caminhos concretos para que Monte Verde venha a ser mais bem administrada. Desde as coisas mais simples, como tapar os buracos nas ruas e na estrada, melhor coleta de lixo, embelezamento da entrada da cidade e obras que dêem ordem no trânsito, que contorna o Portal de Entrada da Cidade. Projetos
mais corajosos que procurassem equacionar os problemas de saúde e habitação
das camadas da população mais pobre no Distrito. Também
e principalmente se esperava que os candidatos apresentassem proposta
concreta para incrementar o fluxo turístico na região. Infelizmente não
se viu isso. O que se viu foi a promessa fácil de que o candidato é a favor da emancipação de Monte Verde, como se isso dependesse de prefeito e de vereadores. Sabemos que isso é, hoje, quase impossível, porque a Constituição Federal exige que o plebiscito se faça na Comarca inteira, envolvendo toda a população interessada e não somente no distrito de Monte Verde, como era antigamente. Temos
certeza de que a opinião dos candidatos mudava, dependendo do lugar em
que estivesse fazendo os contactos políticos, pois, seria menosprezar a
inteligência do povo pensar que, quem mora em Camanducaia e São Mateus,
é a favor de nossa emancipação. De
qualquer forma, devemos ser tolerantes com os candidatos, porque a cultura
do “me engana, que eu gosto” está enraizada e não se conseguirá
mudar tão cedo. Esta
tolerância, porém, não nos impede de achar que os candidatos deveriam
ser sinceros a ponto de dizer: “Não cabe ao prefeito discutir emancipação. Isto é assunto da esfera federal. Mas minha intenção é fazer uma administração tão boa no Distrito que, se um dia houver plebiscito, o povo de Monte Verde, com certeza, votará contra”.
(FIM DAS NOTÍCIAS)
|
Empresas que apóiam
e tornam possível a manutenção destas páginas na internet MONTE VERDE-MG
Hotel
pitoresco a 800m do centro. Apt.ºs., calefação no inverno. Piscina,
frigobar, interfone, antena parabólica.
Lareira. Sauna. O Green Village possui uma área de 13mil metros quadrados de
araucárias brasilienses. Os apartamentos são aconchegantes, com TV,
frigobar. As diárias são com pensão completa, onde é servido um
delicioso café da manhã. Um lugar encantador bem pertinho de tudo. Av.
Sol Nascente, 711. Reservas: (35)3438-2035 e (11)3258-9898. Emails: gm@greenhotel.com.br reservas@greenhotel.com.br
Empresas que apóiam
e tornam possível a manutenção destas páginas na internet
O
Green Mountains é o hotel fazenda com a vista mais deslumbrante de Monte
Verde. Chalés luxuosos com lareira, tv, aquecimento central, restaurante
e pensão completa. Além de piscina e lago para a pesca. Um lugar
inesquecível para toda família se divertir na montanha. Estrada
de Monte Verde, Km 20 Reservas: (35)3438-1317
e (11) 3258-9898 Empresas que apóiam
e tornam possível a manutenção destas páginas na internet MONTE VERDE-MG Emails: gm@greenhotel.com.br reservas@greenhotel.com.br
Hotel
pitoresco a 800m do centro. Apt.ºs., calefação no inverno. Piscina,
frigobar, interfone, antena parabólica.
Lareira. Sauna. O Green Village possui uma área de 13mil metros quadrados de
araucárias brasilienses. Os apartamentos são aconchegantes, com TV,
frigobar. As diárias são com pensão completa, onde é servido um
delicioso café da manhã. Um lugar encantador bem pertinho de tudo. Av.
Sol Nascente, 711. Reservas: (35)3438-2035 e (11)3258-9898. Empresas que apóiam
e tornam possível a manutenção destas páginas na internet
O
Green Mountains é o hotel fazenda com a vista mais deslumbrante de Monte
Verde. Chalés luxuosos com lareira, tv, aquecimento central, restaurante
e pensão completa. Além de piscina e lago para a pesca. Um lugar
inesquecível para toda família se divertir na montanha. Estrada
de Monte Verde, Km 20 Reservas: (35)3438-1317 e (11) 3258-9898 Empresas que apóiam
e tornam possível a manutenção destas páginas na internet MONTE VERDE-MG
Hotel
pitoresco a 800m do centro. Apt.ºs., calefação no inverno. Piscina,
frigobar, interfone, antena parabólica.
Lareira. Sauna. O Green Village possui uma área de 13mil metros quadrados de
araucárias brasilienses. Os apartamentos são aconchegantes, com TV,
frigobar. As diárias são com pensão completa, onde é servido um
delicioso café da manhã. Um lugar encantador bem pertinho de tudo. Av.
Sol Nascente, 711. Reservas: (35)3438-2035 e (11)3258-9898. Emails: gm@greenhotel.com.br reservas@greenhotel.com.br
Empresas que apóiam
e tornam possível a manutenção destas páginas na internet
O
Green Mountains é o hotel fazenda com a vista mais deslumbrante de Monte
Verde. Chalés luxuosos com lareira, tv, aquecimento central, restaurante
e pensão completa. Além de piscina e lago para a pesca. Um lugar
inesquecível para toda família se divertir na montanha. Estrada
de Monte Verde, Km 20 Reservas: (35)3438-1317 e (11) 3258-9898 Empresas que apóiam
e tornam possível a manutenção destas páginas na internet MONTE VERDE-MG
Hotel
pitoresco a 800m do centro. Apt.ºs., calefação no inverno. Piscina,
frigobar, interfone, antena parabólica.
Lareira. Sauna. O Green Village possui uma área de 13mil metros quadrados de
araucárias brasilienses. Os apartamentos são aconchegantes, com TV,
frigobar. As diárias são com pensão completa, onde é servido um
delicioso café da manhã. Um lugar encantador bem pertinho de tudo. Av.
Sol Nascente, 711. Reservas: (35)3438-2035 e (11)3258-9898. Emails: gm@greenhotel.com.br reservas@greenhotel.com.br
Empresas que apóiam
e tornam possível a manutenção destas páginas na internet
O
Green Mountains é o hotel fazenda com a vista mais deslumbrante de Monte
Verde. Chalés luxuosos com lareira, tv, aquecimento central, restaurante
e pensão completa. Além de piscina e lago para a pesca. Um lugar
inesquecível para toda família se divertir na montanha. Estrada
de Monte Verde, Km 20 Reservas: (35)3438-1317
e (11) 3258-9898 Empresas que apóiam
e tornam possível a manutenção destas páginas na internet MONTE VERDE-MG
Hotel
pitoresco a 800m do centro. Apt.ºs., calefação no inverno. Piscina,
frigobar, interfone, antena parabólica.
Lareira. Sauna. O Green Village possui uma área de 13mil metros quadrados de
araucárias brasilienses. Os apartamentos são aconchegantes, com TV,
frigobar. As diárias são com pensão completa, onde é servido um
delicioso café da manhã. Um lugar encantador bem pertinho de tudo. Av.
Sol Nascente, 711. Reservas: (35)3438-2035 e (11)3258-9898. Emails: gm@greenhotel.com.br reservas@greenhotel.com.br
Empresas que apóiam
e tornam possível a manutenção destas páginas na internet
O
Green Mountains é o hotel fazenda com a vista mais deslumbrante de Monte
Verde. Chalés luxuosos com lareira, tv, aquecimento central, restaurante
e pensão completa. Além de piscina e lago para a pesca. Um lugar
inesquecível para toda família se divertir na montanha. Estrada
de Monte Verde, Km 20 Reservas: (35)3438-1317
e (11) 3258-9898 Empresas que apóiam
e tornam possível a manutenção destas páginas na internet MONTE VERDE-MG
Hotel
pitoresco a 800m do centro. Apt.ºs., calefação no inverno. Piscina,
frigobar, interfone, antena parabólica.
Lareira. Sauna. O Green Village possui uma área de 13mil metros quadrados de
araucárias brasilienses. Os apartamentos são aconchegantes, com TV,
frigobar. As diárias são com pensão completa, onde é servido um
delicioso café da manhã. Um lugar encantador bem pertinho de tudo. Av.
Sol Nascente, 711. Reservas: (35)3438-2035 e (11)3258-9898. |