VOZ DA TERRA - jornal impresso e virtual de Monte Verde
Diretor: Egydio Coelho da Silva
ESTRADA M. VERDE / CAMANDUCAIA: DE 11/1.998 31-12-1.999
VOZ
DA TERRA – NOVEMBRO - 1.998
PREFEITO:
Zé
Verdinho, o término do asfalto da Estrada Monte Verde/ Camanducaia está sendo
executado por uma equipe de pavimentação competente e trabalhadora. A demora é
por causa das chuvas.
ZÉ
VERDINHO:
O Dr.
Prefeito deveria verificar a conservação do trecho da estrada que não está em
obras. Se estivesse melhor conservado, a sua equipe competente e trabalhadora
poderia chegar mais cedo ao serviço e a obra andaria mais rápido.
(Veja
desenho na página “Zé Verdinho e o Prefeito”)
VOZ DA TERRA - DEZEMBRO DE 1.998
Rúbens diz que sessão, que aprovou o pedágio,
é
ilegal
Em
entrevista a VT, Rúbens Mungioli disse que é contra a idéia do Prefeito de
cobrar pedágio na Estrada Monte Verde/Camanducaia. Afirmou que está lutando
para impedir que isto venha a se concretizar.
Indignado
com a proposta de privatização e cobrança de pedágio,
faz questão de lembrar que o município tem uma receita de
8.500.000,00 reais.
E
diz: "Não sei porque uma Prefeitura, que tem essa arrecadação, precisa
cobrar pedágio em uma estrada, que só beneficia o próprio município. E
mais: o município já possui toda a infra-estrutura para fazer asfalto e
conservar a estrada. Possui rolo compactador, pipa-caldeira para espalhar o
piche, patrol, carregadeiras, caminhões, etc.
Contou
que a sessão da Câmara, que aprovou o projeto de privatização, foi ilegal,
porque o número de vereadores presentes ao plenário era insuficiente.
"Eu
e mais quatro vereadores nos ausentamos em protesto, portanto, não sei como o
projeto pode ser aprovado", explica.
Por
isso, Rúbens ingressou com processo na Justiça contra a aprovação do
projeto de lei. Além disso, ele exibe um abaixo-assinado com 860 assinaturas
contra esse projeto.
Sobre
a possibilidade do prefeito Waldemar Gomes vir a ser candidato à reeleição,
o vereador diz:
"Não
sei se ele terá coragem de se candidatar. Mas se ele desejar ser candidato,
é quase certo que o seu partido (PFL) não o apoiará, diante das
barbaridades administrativas que vem cometendo".
Cita,
como exemplo, o desprezo e abandono da Escola Estadual Karlis Kempis, com
janelas caídas, salas sem conservação, falta de lâmpadas, etc.; a creche,
segundo o vereador, não está em boas condições higiênicas, falta produtos
alimentícios e brinquedos para as crianças. Alerta para o perigo de
contaminação das crianças, pois até ratos já se vêem no local. O
abandono também se verifica no Parque Infantil de Monte Verde, o qual, se não
fosse pela colaboração da comunidade, estaria completamente desativado.
Comerciantes e moradores se uniram e fizeram as reformas necessárias",
finaliza.
Geraldo
Rodrigues da Conceição
VOZ
DA TERRA – JANEIRO - 1.999
Secretário
das Finanças justifica
Fábio
Dias, secretário das Finanças, explicou que a Prefeitura tem convênio com o
Governo do Estado de Minas Gerais para pavimentar a estrada MonteVerde /
Camanducaia.
Do valor
orçado, cerca de um milhão de reais, o Estado deveria entrar com 700 mil. Porém,
o depósito de 550 mil só foi completado em agosto. Assim mesmo faltam 150 mil,
que Fábio Dias teme que não seja
liberado em razão de mudança do Governo estadual.
Ele
conta que a Prefeitura já entregou
60 mil reais para o Consórcio de Municípios, que mantém uma britadeira.
"Assim,
fica garantido o fornecimento de pedra para a estrada", afirma.
Disse
que o dinheiro é curto, mas a Prefeitura vai executar a obra. "Primeiro, vamos
alargar a estrada, construir bueiros, etc., depois, a pavimentação por etapas",
finaliza.
VOZ
DA TERRA – FEVEREIRO - 1.999
O
celular de José Cláudio, secretário de obras, não parava de tocar durante o
último período de intensa chuva.
Ele
explicava que a Prefeitura não tinha pedras. Se os interessados pagassem as
pedras, a Prefeitura consertava as estradas na zona rural do município.
Como
tudo era urgente, ficava sem solução: não dava tempo de fazer "vaquinha" e
comprar as pedras. Explicava que não podia fazer nada. Porém, não convencia e o
celular não parava de tocar.
Aí,
então surgiu uma idéia criativa e inteligente: desligou o
celular.
(Veja
foto em Voz da Terra impressa de fevereiro de 1.999)
VOZ
DA TERRA – ABRIL DE 1.999
O vereador José Cláudio, afastado para exercer o cargo de secretário de obras, reclamou da notícia, publicada na última edição de VOZ DA TERRA, de que costuma desligar seu celular, ao ser procurado pelos munícipes, para socorrê-los quando os veículos estão atolados nas estradas rurais.
Disse que notícia
desse tipo só prejudica seu trabalho e lhe tira o entusiasmo.
Afirmou
que não dará mais entrevista à imprensa e
"se alguém quiser saber o que ele faz que levante cedo e o acompanhe em
seu trabalho".
Esclarece
que se concentra em um serviço e o faz bem feito, mais do que isto é impossível.
Além disso, garante que seu celular caiu e está com defeito e se desliga
sozinho.
VOZ DA TERRA – JUNHO - 1.999
O
Prefeito de Camanducaia, Dr. Mazinho, acredita que conseguirá terminar a
pavimentação da Estrada Monte Verde/ Camanducaia até o final de agosto.
Disse
que optou por licitação por ser mais conveniente. Explicou que concorreram três
empreiteiras e a que melhor preço apresentou foi a Erkal, 720 mil, para concluir
a pavimentação.
O custo
da obra, se fosse executado pela
Prefeitura, ficaria em 520 mil. Na prática, porém, a Prefeitura gastará somente
os 520 mil, pois a diferença será paga em pedras e mão de obra, que serão
fornecidas pela própria municipalidade. Como a Prefeitura possui em caixa cerca
de 350 mil da verba estadual, o município terá de pagar em dinheiro com verba
municipal mais 170 mil reais, além de pedras e mão de obra.
(Veja
foto em VOZ DA TERRA impressa de junho de 1.999).
VOZ
DA TERRA – SETEMBRO - 1.999
Estrada fica pronta
A
secretária da Educação Municipal, profª. Mirna Vargas, acha que a Estrada Monte Verde/ Camanducaia fica totalmente
asfaltada até o final de setembro de 1.999.
Descartou
os boatos de que a Erkal iria paralisar as obras por falta de pagamento.
Disse
que realmente a Prefeitura parou
com quase todas as obras e evita despesas adiáveis para concentrar toda verba na
Estrada Monte Verde Camanducaia.
Mirna
esteve em Monte Verde para visitar a Escola de Artesanato que está funcionando
na Casa de Pedra e também para assistir demonstração das vantagens dos produtos
de limpeza biodegradáveis no combate à poluição dos
riachos.
(Veja
foto em VOZ DA TERRA impressa de setembro de 1.999).
O
vereador Rúbens Mungioli, do PMDB, partido de oposição ao Prefeito, acha que, se
a Prefeitura administrasse melhor o dinheiro público, a verba empregada na
pavimentação da Estrada significaria muito pouco.
Argumenta
que a arrecadação do Município anteriormente era de 5,5 milhões. Agora, é de 8,5
milhões, havendo, portanto, um aumento de três milhões de reais. Como a
Prefeitura deveria gastar apenas 300 mil para complementar o que foi liberado
pelo Governo do Estado, Mungioli entende que essa importância é muito pequena,
para afetar o orçamento municipal.
"Eles
dizem que o dinheiro foi para a Estrada para justificar o estado em que está
escola Karlis Kempis e paralisar todos os serviços municipais, por incompetência
administrativa", conclui.
Rúbens
diz que sessão, que aprovou o pedágio, é ilegal
Procurado
por este repórter, para falar sobre a idéia do Prefeito em cobrar pedágio na
Estrada Monte Verde/Camanducaia, o vereador Rúbens Mungioli se posicionou contra
e disse que está lutando para impedir que isto venha a se concretizar.
Indignado
com a proposta de privatização e cobrança de pedágio, faz questão de lembrar que o município
tem uma receita de 8.500.000,00 reais.
E
diz: "Não sei porque uma Prefeitura que tem essa arrecadação precisa cobrar
pedágio em uma estrada, que só beneficia o próprio município.
E
mais: o município já possui toda a infra-estrutura para fazer asfalto e
conservar a estrada. Possui rolo compactador, pipa caldeira para espalhar o
piche, patrol, carregadeiras, caminhões, etc.
Contou
que a sessão da Câmara, que aprovou o projeto de privatização, foi ilegal,
porque o número de vereadores presentes ao plenário era insuficiente.
"Eu
e mais quatro vereadores nos ausentamos em protesto, portanto, não sei como o
projeto pode ser aprovado", explica.
Por
isso, Rúbens ingressou com processo na Justiça contra a aprovação do projeto de
lei. Além disso, ele exibe um abaixo-assinado com 860 assinaturas contra esse
projeto.
Sobre
a possibilidade do prefeito Waldemar Gomes vir a ser candidato a reeleição, o
vereador diz:
"Não
sei se ele terá coragem de se candidatar. Mas se ele desejar ser candidato, é
quase certo que o seu partido (PFL) não o apoiará, diante das barbaridades
administrativas que vem cometendo".
Cita,
como exemplo, o desprezo e abandono da Escola Estadual Karlis Kempis, com
janelas caídas, salas sem conservação, falta de lâmpadas, etc.; a creche,
segundo o vereador, não as mesmas condições higiênicas, falta produtos
alimentícios e brinquedos para as crianças. Alerta para o perigo de contaminação
das crianças, pois até ratos já se vêem no local. O abandono também se verifica
no Parque Infantil de Monte Verde, o qual, se não fosse pela colaboração da
comunidade, estaria completamente desativado. Comerciantes e moradores se uniram
e fizeram as reformas necessárias", finaliza.
Geraldo Rodrigues da Conceição
VOZ DA TERRA - DEZEMBRO DE 1.999
Prefeito
recebe empresários, moradores e veranistas
O
prefeito Dr. Mazinho preferiu receber a todos na Câmara Municipal, por que o seu
gabinete era pequeno para tanta gente. O pedido unânime foi por mais atenção
para Monte Verde, principalmente para a entrada, logo após o Portal, que deveria
ser mais bonita.
Verner
Grinberg, fundador da Cidade, disse que a estrada está agora muito bem
conservada e agradeceu o Prefeito por isso.
Diversas
pessoas presentes reclamaram da falta de informação sobre as obras e verba
destinada a pavimentação da estrada Monte Verde / Camanducaia.
Esta
também é a reclamação dos vereadores Rúbens Mungioli e Roberto Couto.
Dr.
Mazinho então apresentou balancete da Estrada, onde consta que a verba estadual
foi depositada em 18-05-98 (343.957,21) e em 28-07-98 (211.016,69). Existia em
3l-12-98, um saldo de 316.794,80 que o Prefeito disse que é suficiente para
terminar a pavimentação da Estrada.
Dr.
Mazinho contestou a reclamação dos vereadores, dizendo que "se quisessem mesmo
saber dos valores e obter qualquer outra informação, bastaria atravessar a rua e
os funcionários da Prefeitura informariam tudo para eles".
Foto acima: Egydio Coelho, presidente
da Associação Comercial de Monte Verde, lê o texto do abaixo assinado com mais
de 600 assinaturas.
Foto abaixo: Dr. Mazinho comenta o
balancete da Estrada.
14-12-1.999
Texto do debate, coordenado por Walter Monacci em Monte Verde
14-12-99
DE:
DR. MAZINHO (M.D. PREFEITO DE CAMANDUCAIA)
Caro
Dr. Walter,
Recebi
a mensagem da Dra. Angélica e estou pronto para reunirmos e tentar chegar a uma
solução.
Antecipadamente
informo que já havia uma previsão que chegaríamos a esta situação, caso o
dinheiro, ou material que o governo do estado deveria mandar não chegasse. E
para prefeitura assumir mais este gasto era impossível. Porém, depois de guardar
o dinheiro do décimo terceiro salário do funcionalismo e mais outras obrigações,
hoje (14/12/99) foi possível a compra do material betuminoso pela própria
prefeitura. É uma pena que somente agora foi possível, pois a chuva certamente
vai impedir o término imediato.
Podemos
tentar algumas soluções paliativas, como a colocação de bica corrida nos piores
trechos, até que o tempo nos permita o término efetivo do asfalto. Estou pronto
para discutir-mos.
Abraços,
Mazinho.
DE:
DRA. ANGÉLICA
CARLINI
Dr.
Monacci,
Recebi
esta manhã a mensagem do Prefeito Waldemar, acerca das condições da Estrada
Municipal que liga Camanducaia a Monte Verde. Causou-me espanto por dois
motivos:
1.
Não é preciso fazer nenhuma reunião para solucionar o estado atual da estrada,
até porque seria perder mais tempo do que aquele que já foi perdido;
2.
Se havia previsão de que a estrada chegaria nesse estado, caso não chegasse o
dinheiro ou o material, porque foi implantada a primeira camada, já que não
havia certeza da chegada do dinheiro ou do material? Todos se lembram que da
forma como a estrada estava em junho, sem asfalto mais com a máquina passando
sempre e nivelando a terra, estaríamos em muito melhores condições apesar da
terra, do que estamos hoje com aquela ridícula cobertura de asfalto que foi
colocada.
Enfim,
a Prefeitura Municipal de Camanducaia, através do Prefeito Waldemar, não me
convenceu da propriedade da colocação daquela camada de asfalto, sabedora de que
ela não teria nenhuma resistência ao período das chuvas, e que não havia certeza
da chegada do dinheiro ou do material.
Agora,
no entanto, informa o Prefeito Waldemar que a Prefeitura adquiriu o material
betuminoso, mas que o término não tem previsão, em razão das fortes chuvas do
período.
Em
outras palavras, sou levada a concluir que faltou planejamento e estratégia de
ação pública, ainda que possa ter sobrado boa vontade. E isso prejudica o povo
do Distrito de Monte Verde, a economia fundamentada no turismo, e o próprio
Poder Público.
Lamentável......
Vamos
aguardar que o Prefeito Waldemar determine a imediata colocação do material
betuminoso, que possa minimizar os imensos prejuízos trazidos pelas últimas
chuvas.
Quanto
à reunião, agradeço o convite, mas prefiro reservá-la para um momento em que
tenhamos assuntos mais controvertidos a discutir. A estrada não é um assunto
controvertido, ao contrário, é ponto pacífico que ela está horrorosa, que é
preciso fazer alguma coisa imediatamente, e nada mais há para ser discutido.
Para
a reunião com o Dr. Waldemar, sugiro outra pauta:
1.
Saneamento básico;
2.
Saúde: funcionamento do posto de saúde;
3.
Melhoria do ensino e da creche em Monte Verde;
4.
Criação de um centro comunitário e construção de quadra poliesportiva;
5.
Cessão de monitores para coordenar atividades esportivas e culturais no
distrito;
6.
Preservação do meio ambiente;
7.
Criação do projeto de guias turísticos mirins com o apoio das Sociedades de
Monte Verde e dos comerciantes e hoteleiros; (Marcelo do Artesão do Brasil tem
idéias muito interessantes sobre esse assunto)
8.
Fomento do turismo; (Letícia, Vitória, Chicão, entre muitos outros têm idéias
super interessantes sobre esse assunto).
9.
Aumento do efetivo da Polícia Militar, instalação de uma Delegacia da Polícia
Civil, instalação de um Juizado Especial Civil e Criminal, ou de uma Vara
Distrital, inclusive com Juiz e Promotor Público designados apenas para Monte
Verde;
10.
Convênios com entidades como Sesc e Senac, para introdução de cursos
profissionalizantes ligados a atividade econômica do turismo, para serem
implantados em Monte Verde, inclusive em unidades móveis, como já existem em
todo o país.
Enfim,
amigo Walter, como advogada, educadora e ser humano, fico à disposição para
discutir todas essas prioridades, mas não a estrada. Para a estrada basta
colocar mãos à obra, o que na minha opinião, já deveria ter sido feito.
um
abraço e obrigada
Angélica
Carlini
__________________________________________________________
DE:
WALTER CUNHA MONACCI
Amigos
de Monte Verde,
Pelo
que aponta o Dr. Mazinho em sua última mensagem,
o
atraso,
ou, mais que isso, a impossibilidade de conclusão da pavimentação
foi
causada pelo Governo do Estado de Minas Gerais, que não efetuou os repasses das
verbas conforme contratado.
De
outro lado, forçoso que se considere, com relação a este problema do asfalto
(trecho novo), que está, a meu ver, caracterizada a ocorrência de danos de
elevadas proporções ao erário público.
Isto
porque, ao que indicam as notícias, a 1ª camada de asfalto, necessária (ao que
fui informado) à pavimentação da estrada, está irremediavelmente
perdida.
Toneladas
e toneladas de asfalto se perderam,
o que, também ao que parece, acarretará custos maiores ainda em face da provável
necessidade de remoção deste material.
A
Lei da Ação Civil Pública (Lei Federal 7.347/85) prevê a possibilidade da
instauração, pelo Ministério Público, de Inquérito Civil Público e de Ação Civil
Pública quando se verificar a necessidade de reparação de danos ao consumidor
(art. 1º, II), a bens e direitos de valor artístico, estético, histórico,
turístico e paisagístico (art. 1º, III). Também cabíveis os procedimentos
citados quando se verificar a ocorrência de danos a qualquer outro interesse
difuso ou coletivo (art. 1º, IV).
A
competência territorial, segundo estatuído na própria norma legal citada, é a do
local onde se verificar o dano.
O
artigo 6º da Lei em tela estabelece que qualquer pessoa poderá provocar a
iniciativa do Ministério Público para os objetivos estatuídos na
Lei.
Assim,
proponho
aos participantes do DEBATE, em face da possível caracterização de danos ao
erário público e à toda coletividade de Monte Verde, o envio de representação ao
Ministério Público da Comarca de Camanducaia, solicitando a necessária apuração
dos fatos e responsabilidades, com vistas à instauração dos procedimentos
citados, contra o Governo do Estado de Minas Gerais e, se aquele órgão também
julgar cabível, também contra o Exmo. Sr. Governador do Estado, para a apuração
dos fatos e posterior reparação dos danos causados.
É
a minha proposta.
WALTER
CUNHA MONACCI
__________________________________________________________
DE:
SR. CARLOS MUFFATO (COCCI ARTE EM ESTANHO; M.VERDE)
SR.
WALTER CUNMHA MONACCI,
É
COM MUITO PRAZER QUE ESTOU LHE ENVIANDO ESTE E-MAIL,MAS TAMBÉM COM MUITA
TRISTEZA EM SABER SOBRE OS ASSALTOS . SOBRE O ASFALTO TIVE A INFELICIDADE DE
PASSAR POR ELE NO ULTIMO FIM DE SEMANA.
GOSTARIA
, ATRAVÉS DESSE DEBATE FAZER ALGUMAS PERGUNTAS AO NOSSO PREFEITO DE CAMANDUCAIA
SR WALDEMAR,JÁ QUE ACOMPANHANDO O DEBATE VERIFIQUEI QUE O PREFEITO TAMBÉM O LÊ E
PARTICIPA.
SR
PREFEITO, QUANDO O SR VAI A MONTE VERDE ,VAI COM SEU CARRO OU DA PREFEITURA?
O
QUE O SR SENTE QUANDO PASSA PELA ESTRADA E VÊ O ESTADO EM QUE ELA SE ENCONTRA?
O
QUE A PREFEITURA VAI FAZER ,JÁ QUE ESTAMOS PRÓXIMO DAS FESTAS DE FIM DE ANO E
ESPERAMOS QUE OS TURISTAS QUE VÃO A MONTE VERDE SEJAM BEM ATENDIDOS E TAMBÉM
TENHAM UM BOM ACESSO AO DISTRITO?
SR
PREFEITO ,AGRADEÇO ANTECIPADAMENTE E ESPERO QUE O SR TENHA O MESMO CARINHO QUE
NÓS MORADORES, VERANISTAS, EMPRESÁRIOS, TRABALHADORES, TURISTAS, TEMOS POR MONTE
VERDE.NÃO PODEMOS NUNCA, NEM IMAGINAR QUE MONTE VERDE ESTA SEM COMANDO E SEM
AMOR.
FELIZ
NATAL E QUE A ANO DE 2000 SEJA PARA TODOS UM ANO DE MUITAS REALIZAÇÕES E QUE
MONTE VERDE CRESÇA COM MUITA ORGANIZAÇÃO,DEDICAÇÃO E CARINHO.
SR
WALTER PARABÉNS PELO TRABALHO PRESTADO PARA MONTE VERDE.
CARLOS
MUFFATO
COCCI
ARTE EM ESTANHO
MOTEL
CARIBE
SEQUÊNCIA
DO DEBATE - 14.12.99
DE:
DRA. ANGÉLICA CARLINI
Dr.
Monacci,
Recebi
ainda há pouco, comunicação da Gina e da Cláudia, proprietárias do Coffee Pot da
Galeria Suiça, de que não é possível transitar na estrada de Camanducaia para
Monte Verde, e que nem o ônibus da Viação Cambuí pode subir. Informaram, ainda,
que nos últimos dias, estão hospedadas em uma pousada, porque não conseguem
chegar em seu chalé, que fica em uma travessa da Avenida das Montanhas. O trecho
da Avenida das Montanhas, logo após o segundo portal, está intransitável desde o
fim de semana, conforme eu mesma pude constatar.
Quanto
à estrada, já no domingo pela manhã, quando retornei de Monte Verde para
Campinas, estava em um estado lastimável, tendo sido preciso trafegar com tração
nas quatro rodas. Infelizmente, nem todos dispõe dessa segurança.
Em
especial a curva existente na encruzilhada da Melhoramentos, aquela primeira
curva depois de passar pela borracharia, estava coberta de barro e muito
perigosa.
E
isso tudo porque a temporada de chuvas está só começando. Imagine em que estado
ficará a estrada com as chuvas constantes que, certamente, ocorrerão durante os
meses de dezembro e janeiro. Será que não é possível fazer nada para diminuir o
problema ?
Desconheço
quais as intenções do Poder Público a respeito do assunto, embora já tenha lido
inúmeros esclarecimentos que foram trazidos para este fórum de DEBATE, mas
entendo que é preciso uma ação imediata, sob pena de os comerciantes e
hoteleiros de Monte Verde não terem muito o que esperar do final de ano, nem da
temporada de verão, visto que o estado da estrada certamente vai afastar os
turistas.
Isso
para não dizer da dificuldade de deslocamento dos moradores e dos demais
contribuintes, como nós, que passamos quase todos os finais de semana em Monte
Verde.
Não
me parece crível que o Poder Público não tenha previsto que, se a camada de
asfalto não fosse colocada até o mês de outubro ou novembro, dificilmente
poderia sê-lo nos meses de dezembro e janeiro, porque a chuva não permitiria um
bom trabalho. Era por demais evidente que se não havia certeza da conclusão do
serviço, sequer deveria ter sido colocada aquela "camadinha" preliminar, porque
ela não resistiria às chuvas fortes dessa época do ano. E olhe que eu sou uma
modesta advogada e professora universitária, sem nenhum conhecimento técnico de
engenharia civil. No entanto, as minhas previsões estão totalmente
concretizadas, enquanto que a "camadinha"está totalmente desconcretizada,
deixando buracos perigosos, e esparramando lama em profusão.
Não
sei que tipo de medida poderia ser adotada agora, mas o certo é que a estrada
não pode ficar desse jeito, inclusive porque é líquido (literalmente líquido) e
certo, que não vai parar de chover durante todo o verão.
Conclamo
o Poder Público, em especial o Dr. Valdemar, a nos esclarecer o que poderá ser
feito já que o asfalto não chegou e o dinheiro do Estado também não. Caso nada
haja para ser feito, sugiro a decretação de estado de calamidade pública, para
não sermos acusados de estarmos enganando o contribuinte, nem os consumidores.
Por
fim, gostaria de esclarecer que uma das cinco residências que foi invadida na
semana retrasada, conforme mensagem divulgada no DEBATE, foi a nossa, minha e da
Dra. Paula Carvalho Moreira. Do interior do nosso chalé foi subtraído um
vídeocassete, e alimentos. Em decorrência, providenciamos a instalação de um
sistema eletrônico de vigilância, que inclui camêras de vídeo e alarme, bem como
monitoramento por satélite e comunicação à polícia local, além de comunicação a
outras pessoas previamente designadas.
É
um sistema semelhante ao que temos em nosso escritório de Campinas, e confesso
que nunca pensei ter que usá-lo em Monte Verde. No entanto, nenhum meliante
surripiador de vídeos terá o condão de surrupiar o amor e o carinho que temos
por Monte Verde e por sua gente, nem o nosso entusiasmo de continuar realizando
pequenas parcelas do trabalho comunitário que temos desenvolvido, em especial
junto à Associação Beneficente Monte Verde e à Rádio Comunitária Monte Verde.
A
ausência do vídeocassete em nossas vidas, somente aumentou a nossa disposição de
trabalhar para construir uma comunidade mais feliz e mais justa, onde os nossos
jovens tenham opções de lazer e de cultura, e não precisem se dedicar a
atividades menos nobres. É triste demais ver a moçada na vila, bebendo, bebendo,
bebendo e bebendo, além de outras "coisinhas", sem ter espaço para praticar
esportes, aprender um ofício, aprender música, teatro, pintura, dança, e outras
formas de expressão do pensamento e do sentimento.
Mas,
tudo bem.... Vamos em frente (se a estrada deixar), sem rancores ou mágoas,
apenas imbuídos de um verdadeiro sentimento de fraternidade e justiça, que deve
nos motivar a todos em todos os dias do ano, e não apenas às vésperas do Natal.
Nos
vemos no fim de semana, se a estrada e Deus deixarem.
um
abraço fraterno e carinhoso a todos os amigos do DEBATE.
Angélica
Carlini
__________________________________________________________
DE:
WALTER CUNHA MONACCI
Amigos
de Monte Verde,
Não
estive em Monte Verde neste último final de semana, de forma que com tristeza
recebi a triste notícia da situação da estrada.
Por
diversas vezes comentamos, lá em Monte Verde e se não me engano também aqui no
DEBATE, que se a pavimentação do último trecho da estrada não fosse concluída,
as coisas acabariam redundando para a calamidade pública.
No
último bloco do DEBATE tomamos conhecimento, pela decisão judicial proferida, da
indignação do próprio Poder Judiciário com a forma como o projeto de lei do
pedágio foi levado à votação: Regime de urgência urgentíssima.
Gostaria
apenas de solcitar às nossas autoridades que também adotassem o mesmo regime de
urgência urgentíssima nas necessárias providências para a regularização do ÚNICO
acesso que temos a Monte Verde, até porque, como exaustivamente discutido, lá
ainda não temos hospital e, desta forma, caso alguem necessite de socorro
médico, não terá como ser atendido.
De
minha parfte, assim como o veículo da Dra. Angélica, o meu também possui tração
4X4, mas e os demais ??? E aqueles que dependem do ônibus ?
É
por tudo isso que endosso e faço também minhas, todas as sensatas palavras da
Dra. Angélica Carlini.
Abraços,
WALTER
CUNHA MONACCI
SEQUÊNCIA
DO DEBATE - 17.12.99
DE:
DRA. ANGÉLICA CARLINI
Dr.
Walter,
Considero
extremamente oportuna a sua idéia de representarmos junto ao Ministério Público,
para que este averigúe a conduta do Estado em relação ao atraso no fornecimento
de material, e de verba, para conclusão das obras de asfaltamento da Estrada
Camanducaia-Monte Verde.
De
fato, trata-se de uma medida fundamentada na legislação em vigor, e em total
consonância com o Estado Democrático de Direito em que vivemos, e que nos custou
tanto para construir.
Penso,
ainda, que através dessa representação ao Ministério Público, estaremos dando
uma efetiva e oportuna contribuição ao Poder Público Municipal, que segundo nos
é informado, vem tentando obter o material ou o recebimento da última parcela,
com vistas a concluir as obras da estrada. Em outras palavras, na condição de
cidadãos e contribuintes, somaremos nossos esforços ao do Poder Público
Municipal, buscando a solução de um problema que afeta toda a população, e que
também traz incontáveis prejuízos ao patrimônio ecológico.
Caso
a idéia seja aprovada por mais participantes do DEBATE, e também por outros
membros da nossa comunidade (comerciantes, hoteleiros, moradores, e outros),
coloco-me à disposição para ajudar a redigir a representação e também para
assina-la em conjunto com os demais interessados.
Seria
oportuno que ilustrássemos o estado atual da estrada com fotografias, ou até
mesmo com um vídeo tape, se conseguíssemos alguém com uma máquina para isso.
Como o Sr. Promotor Público provavelmente não freqüenta Monte Verde, é
imprescindível quantificar exatamente a dimensão do problema, que está cada vez
mais grave.
Esta
tarde obtive informações da Cláudia e da Gina, que estão em Campinas, que a
estrada continua muito ruim, embora o tempo tenha melhorado e a tendência seja
de a lama secar. Mas como não se pode apostar no tempo seco, fica a dúvida sobre
como estará amanhã, e depois, e depois e depois.
Assim,
caso não exista nenhuma outra medida a ser adotada em tempo recorde, a
representação ao Ministério Público será o melhor caminho, inclusive para que se
apure por que razão o Governo Estadual vem negligenciando o cumprimento de suas
obrigações.
Vamos
repercutir a proposta entre os companheiros do DEBATE, e sentir a motivação de
todos para participar dessa medida judicial de grande alcance que V.Sª propôs.
Parabéns,
Dr. Walter, pela lição de cidadania e de saber jurídico. É um alívio poder
contar com seu conhecimento jurídico, e com sua sensibilidade para os problemas
de nossa comunidade.
um
forte abraço
Angélica
Carlini
DE:
SR. EDUARDO AMARO
Prezado
Dr. Walter,
Acabo
de me atualizar, lendo o material que o Sr. gentilmente me enviou.
Fico
feliz em saber que o estapafúrdio assunto "pedágio" está superado, e aproveito
para parabenizar todos aqueles que contribuíram para encerrar essa questão.
Concordo
inteiramente com a idéia de buscar-se uma reparação, para a Comunidade, pela
irresponsabilidade no uso do dinheiro público para o pretenso "asfaltamento" da
estrada.
Pudesse
ter sido, esse dinheirão, empregado na Escola / Creche / Posto de Saúde /
Saneamento básico, a Comunidade teria sido beneficiada, o que não ocorreu e não
ocorrerá.
A
obra de asfaltamento (cuja própria conveniência já foi objeto de questionamento,
em vista de alternativas até mais baratas) feita, aparentemente, sem nenhum
cuidado técnico ou qualquer preocupação com a perda que isso poderia acarretar à
Comunidade de Monte Verde é, certamente, representativa no orçamento do
Município e nós, contribuintes e eleitores, não podemos ficar impassíveis ao
fato de que nosso dinheiro já foi jogado fora, isso sem falar aos prejuízos que
toda a Comunidade sofrerá pelo estado da estrada.
Apoio
inteiramente a posição da Dra. Angélica Carlini e comungo de suas preocupações
para com a Comunidade e para com nossa Monte Verde, que, se não for preservada
com determinação estará fadada à deterioração, como tantas localidades
brasileiras, irremediavelmente estragadas.
Esses
os comentários que julgo oportunos.
Cordialmente,
Eduardo
Amaro
__________________________________________________________
DE:
WALTER CUNHA MONACCI
Caro
Sr. Eduardo Amaro, Dra. Angélica e demais amigos de Monte Verde,
1.
Em primeiro lugar, dou as minhas boas vindas ao Sr. Eduardo Amaro aqui no
DEBATE, observando que será um prazer tê-lo conosco.
Aproveito
para agradecer o apoio à nossa idéia de requerer ao Ministério Público a
instauração do Inquérito Civil Público com vistas à subsequente Ação Civil
Pública, sobre a questão da PAVIMENTAÇÃO DA ESTRADA.
Acho
que realmente este é o caminho que nos conduzirá não só à apuração dos motivos
pelos quais o Governo do Estado deixou de cumprir o contrato da Estrada como
também com certeza acarretará a responsabilização civil do Governo do Estado e
possivelmente até do Chefe do Executivo Estadual.
O
objetivo deverá ser, a critério do Ministério Público e dependendo do que o
órgão ministerial pleitear (o M.P. é o titular das ações desta natureza, nós
apenas provocaremos a iniciativa do órgão), uma razoável indenização em favor de
Monte Verde.
Talvez
isto até solucione aquele problema levantado pelo Dr. Mazinho, de ausência de
verba para fazer uma estrada de 1º mundo (embora na minha opinião nem precisemos
de tanto...).
De
qualquer forma, agradeço o apoio à idéia, que nos estimulou mais ainda para
começarmos os trabalhos.
2.
O Sr. Eduardo Amaro definiu muito bem: ESTAPAFURDIO PEDÁGIO.
Só
que, convém alertar, a Justiça anulou apenas a lei, em face de grave
irregularidade em sua tramitação na Câmara.
Outro
projeto poderá ser enviado à Câmara, o que, em face da URGÊNCIA em que o
anterior tramitou (sabe-se lá porque e de quem foi a pressa ...), não deverá
tardar a um outro ser enviado à Câmara, infelizmente.
Pelo
que tenho conversado em Monte Verde, não estamos sós, eu e o Sr. Eduardo Amaro,
quando qualificamos como ESTAPAFURDIO o pedágio. Dezenas, centenas de outras
pessoas dizem a mesma coisa.
Quem
duvidar, é só pesquisar ...
E,
por falar em pesquisa, seria interessante, a meu ver, pesquisar também junto ao
povo de Monte Verde, não só com os turistas. Eu já fiz isto. E o mínimo que eu
ouvi foi: AQUI NÃO VAI TER (Que Deus os ouçam !).
Abraços
a todos e gostaria
de sugerir aos demais participantes que enviassem a sua opinião sobre a questão
do REQUERIMENTO AO MINISTÉRIO PÚBLICO PEDINDO A INSTAURAÇÃO DA AÇÃO CIVIL
PÚBLICA SOBRE A ESTRADA.
Abraços
a todos e bom fim de semana.
WALTER
SEQUÊNCIA DO DEBATE - 15.12.99
DE:
CHICÃO (ADEGA DO CHICÃO)
AMIGOS
DE MONTE VERDE
O
ESTADO DA ESTRADA É LAMENTAVEL, NA SEGUNDA-FEIRA, APESAR DE TODA A EXPERIÊNCIA
EM ESTRADA DE TERRA, TIVE DIFICULDADES PARA DESCER ATÉ CAMANDUCAIA, POIS NÃO
POSSUO VEICULO 4 X 4 .
ASSIM
SENDO ENDOSSO AS PALAVRAS DA DRA. ANGÉLICA E DO DR. WALTER.
COMO
O NOSSO MOMENTO EXIGE AÇÃO.
PEÇO
AO MEU AMIGO DR. MAZINHO, QUE TOME PROVIDÊNCIAS URGENTES, PARA VIABILIZAR O
TRAFEGO NA ESTRADA PARA MONTE VERDE, A SAÍDA MAIS LÓGICA E FUNCIONAL SERIA,
CASCALHAR NOVAMENTE A ESTRADA, NOS TRECHOS EM ESTIVER MUITO DETERIORADA, E
AGUARDAR BOM TEMPO.
IMPEDIR
O TRAFEGO DE CARRETAS E CAMINHÕES DURANTE ESTE PERIODO,
AJUDARIA
MUITO A CONSERVAR O POUCO QUE AINDA RESTA.
FIQUEI
SABENDO POR TELEFONE, HOJE TERÇA-FEIRA, QUE HÁ UMA CARRETA ATOLADA OU TOMBADA NA
ESTRADA, ACREDITO QUE A NOTICIA SEJA VERDADEIRA, POIS SEGUNDA-FEIRA, CRUZEI COM
UMA CARRETA ENORME NO TRECHO VELHO DO ASFALTO, E AINDA BRINQUEI COM O MOTORISTA,
NÃO SEI AONDE VOCE VAI, MAS É PERTO.
UM
ABRAÇO ENORME A TODOS,
CHICÃO
DA ADEGA.
__________________________________________________________
DE:
LETÍCIA (KARTOFFEL HAUS)
Walter,
em
resposta à sua pergunta sobre a estrada, informo que por motivos de saúde tive
que ir até Bragança Paulista hoje, terça feira, portanto as noticias são bem
"frescas".
Graças
a Deus, conseguimos descer e subir sem maiores dramas, mas acredito que tenha
sido tanto por sorte como por saber dirigir na lama q conseguimos realizar a
viagem.
Tenho
medo que este fim de ano seja dramático para comércio e hotelaria, pois quem não
está habituado a dirigir na lama, com certeza terá a tendência a dar meia volta
e retornar, sem encarar a estrada. Qual o turista que, de férias, vai querer se
estressar e se arriscar?
Enfrentamos
três pontos críticos: o primeiro, assim que cruzamos a ponte, a lama era tanta q
só passava um carro por vez, pois só havia meio de trafegar pela contra mão.
Logo depois, assim que começa a " Subida da Zurma " , após a bifurcação para a
Melhoramentos, aí sim é que ficou ruim: são uns trezentos metros de subida entre
lama e buracos. Vc fica sem saber se escolhe cair no buraco ou patinar na lama.
O terceiro trecho ruim está pouco antes da entrada da Fazenda do Mathias, ali no
km 24.
Espero
q alguma coisa seja feita antes do Natal ou do Ano Novo, pois estamos todos
contando com estes feriados para quitar nossas contas. Ou então, vamos rezar
para q a própria natureza faça seu serviço, parando de chover para q pelo menos
a lama seque. Já os buracos, ai é outra história.
Letícia
__________________________________________________________
DE:
WALTER CUNHA MONACCI
Para
quem quiser enviar mensagem de cumprimentos (EU JÁ O FIZ), segue o e-mail
correto dos Drs. EDUARDO SOARES DE ARAÚJO e HÉLIO WALTER DE ARAÚJO, advogados do
Vereador Rubens que conseguiram na Justiça suspender a implantação do pedágio:
helio@exnet.com.br
<mailto:helio@exnet.com.br>
.
Aproveitando
a oportunidade, em homenagem a todos aqueles que, aqui no DEBATE votaram
quanto ao pedágio, gostaria de reprisar os meus sinceros cumprimentos ao
Vereador Rubens, o único que corajosamente levantou a bandeira e defendeu (ao
que parece inclusive contratando advogados de seu próprio bolso !), para sanar a
injustiça e ilegalidade relativa à aprovação da lei pela Câmara.
Espero
que o nosso povo de Monte Verde não se esqueça desta atitude do Vereador Rubens
Mungioli, o qual peço, receba as minhas sinceras homenagens.
WALTER
CUNHA MONACCI
DE:
VEREADOR RUBENS MUNGIOLI
VOZ
DA TERRA – JANEIRO DE 2.000
|
|
Enterro o chapéu Para a falta de
conservação da Estrada Monte Verde-Camanducaia e também para a falta de
assistência aos seus usuários. |
De:
Vereador Rubens Mungioli
Para:
Debate
Data :
23 de janeiro 2.000
D2
Tomei
conhecimento através do Dr. Eduardo Araujo que houve um "EMBARGOS DE DECLARAÇÃO"
por parte do Presidente da Câmara, atacando a sentença que anulou a privarização
da estrada de Monte Verde.
Para a
infelicidade do embargante, o recurso foi totalmente rejeitado
pela
Juíza Dra. Beatriz.
O
assunto, não fica totalmente resolvido, porque há ainda a
possibilidade
de apelação.
Dr.
Eduardo acredita que: dificilmente a sentença que concedeu a
segurança,
será reformada em segunda instância.
Inegavelmente,
a decisão foi justa e atendeu aos princípios legais
aplicáveis
à espécie.
Como
podemos perceber, o Sr. Prefeito tem desenvolvido esforços, juntos com os
vereadores do PFL, a privatizar a estrada.
Desde já
solicito a todos que fiquem atentos e dispostos a uma possível
25-01-00
DE:
WALTER CUNHA MONACCI
(CÓPIA
DE MAIL QUE ENVIEI AO VEREADOR RUBENS MUNGIOLI)
Caro
Vereador Rubens,
Acho que
seria interessante se o senhor pudesse informar aos participantes do DEBATE,
hoje já um número elevado de pessoas, se é verdade que o Poder Público Municipal
de Camanducaia enviou um NOVO projeto de lei de privatização da estrada e
criação de pedágio.
Ouvi
dizer que este novo projeto já está na Câmara, em plena tramitação. Comentei com
algumas pessoas, mas elas não acreditam. Outras, disseram que também tinham
conhecimento do fato.
Acho que
seria bom informarmos a todos e, se for verdade, iniciarmos uma mobilização
contra o projeto (se o projeto contrariar o interesse comum da nossa população).
Abraços
e obrigado,
WALTER
26.01.2000
DE:
VEREADOR RUBNES MUNGIOLI
Em
atendimento a solicitação do Sr. Walter envio informações:
Até a
presente data (27/01) foram protocolados na Secretaria da Câmara Municipal de
Camanducaia, dois Projetos de Lei.
1º) -
Proj. de lei 230/2000 - "Que dispõe sobre isenção de pagamento de ITU (sic., o
correto é IPTU), ISS e TLL em atraso, referente aos anos de 1.997, 1.998, 1.999
e dá outras providências".
2º) -
Proj. de lei 231/2000 - "Dispõe sobre a isenção de tributos para os casos que
menciona e dá outras providências".
A
próxima Reunião Ordinária, será no dia 03 de Fevereiro às 19:30 hs. e, até esta
data, inclusive, qualquer projeto de lei poderá ser protocolado.
Estamos
atentos e informando mas, nunca é demais, deixarmos todos alertas para uma
possível mobilização.
A
intenção do Prefeito, apoiado pelos vereadores do PFL, é a de realmente
PRIVATIZAR a nossa estrada. Essa intenção, pode ser comprovada, pela tentativa
do Presidente da Câmara, Sr. Pedro Ferreira da Rosa ( Dinho ) que entrou com um
EMBARGO DE DECLARAÇÃO no dia 20 de Dezembro passado. A sentença, da
Juíza de
Direito, Dra. Beatriz da Silva Takamatsu, saiu no dia 30 de Dezembro, a qual
transcrevo literalmente:
"Invoca
o embargante duas "omissões" na sentença - falta de
determinação
para tramitar novamente o processo legislativo e ausência de recurso de
ofício.
Quanto
ao primeiro, esqueceu o embargante que o juiz decide o pedido do autor, art.459
do CPC, inexistindo na inicial pedido para determinar nova tramitação do
processo legislativo. Ademais, ainda, que houvesse não poderia este juízo
deferi-lo porque trata de ato interna corporis que ao Judiciário é vedado
interferir.
A
despeito do duplo grau de jurisdição, inexiste determinação legal no sentido de
que deva constar na sentença, já que se considera interposto o recurso ex
lege, a teor da Súmula 423 do STF.
A rigor,
não está presente, no caso em tela, nenhuma das hipóteses do Art 535 do CPC, que
comportam o recurso interposto, que tem âmbito estreito, destinado a garantir
a harmonia lógica, a inteireza e a clareza da decisão embargada, eliminando
óbices que comprometam a execução do julgado.
Ante o
julgado e tudo o mais constante nos autos, R E J E I T O os embargos
declaratórios".
A
conseqüência, caso fosse acatado o embargo, seria a de que a Lei de Privatização
da Estrada, voltaria à Câmara, "POR ORDEM DO JUDICIÁRIO".
Seria
muito conveniente ! ! !
Desafortunadamente,
para o Prefeito e Vereadores do PFL, isso não aconteceu.
Quero
insistir em dizer que, o Município, possui todas as condições de asfaltar e
manter a estrada, bem como todas as ruas.