VOZ DA TERRA - jornal impresso e virtual de Monte Verde

Diretor: Egydio Coelho da Silva

ESTRADA M. VERDE / CAMANDUCAIA: DE janeiro/2.000 a NOVEMBRO/2.001

VOZ DA TERRA – JANEIRO DE 2.000

 

Enterro o chapéu

 

Para a falta de conservação da Estrada Monte Verde-Camanducaia e também para a falta de assistência aos seus usuários.

 

De: Vereador Rubens Mungioli

Para: Debate

Data : 23 de janeiro 2.000

D2

 

Tomei conhecimento através do Dr. Eduardo Araujo que houve um "EMBARGOS DE DECLARAÇÃO" por parte do Presidente da Câmara, atacando a sentença que anulou a privarização da estrada de Monte Verde.

 

Para a infelicidade do embargante, o recurso foi totalmente rejeitado

pela Juíza Dra. Beatriz.

 

O assunto, não fica totalmente resolvido, porque há ainda a

possibilidade de apelação.

Dr. Eduardo acredita que: dificilmente a sentença que concedeu a

segurança, será reformada em segunda instância.

Inegavelmente, a decisão foi justa e atendeu aos princípios legais

aplicáveis à espécie.

Como podemos perceber, o Sr. Prefeito tem desenvolvido esforços, juntos com os vereadores do PFL, a privatizar a estrada.

Desde já solicito a todos que fiquem atentos e dispostos a uma possível 

25-01-00

 DE: WALTER CUNHA MONACCI

 (CÓPIA DE MAIL QUE ENVIEI AO VEREADOR RUBENS MUNGIOLI)

 Caro Vereador Rubens,

Acho que seria interessante se o senhor pudesse informar aos participantes do DEBATE, hoje já um número elevado de pessoas, se é verdade que o Poder Público Municipal de Camanducaia enviou um NOVO projeto de lei de privatização da estrada e criação de pedágio.

Ouvi dizer que este novo projeto já está na Câmara, em plena tramitação. Comentei com algumas pessoas, mas elas não acreditam. Outras, disseram que também tinham conhecimento do fato.

Acho que seria bom informarmos a todos e, se for verdade, iniciarmos uma mobilização contra o projeto (se o projeto contrariar o interesse comum da nossa população).

Abraços e obrigado,

WALTER

26.01.2000

 DE: VEREADOR RUBNES MUNGIOLI

Em atendimento a solicitação do Sr. Walter envio informações:

Até a presente data (27/01) foram protocolados na Secretaria da Câmara Municipal de Camanducaia, dois Projetos de Lei.

1º) - Proj. de lei 230/2000 - "Que dispõe sobre isenção de pagamento de ITU (sic., o correto é IPTU), ISS e TLL em atraso, referente aos anos de 1.997, 1.998, 1.999 e dá outras providências".

2º) - Proj. de lei 231/2000 - "Dispõe sobre a isenção de tributos para os casos que menciona e dá outras providências".

A próxima Reunião Ordinária, será no dia 03 de Fevereiro às 19:30 hs. e, até esta data, inclusive, qualquer projeto de lei poderá ser protocolado.

Estamos atentos e informando mas, nunca é demais, deixarmos todos alertas para uma possível mobilização.

A intenção do Prefeito, apoiado pelos vereadores do PFL, é a de realmente PRIVATIZAR a nossa estrada. Essa intenção, pode ser comprovada, pela tentativa do Presidente da Câmara, Sr. Pedro Ferreira da Rosa ( Dinho ) que entrou com um EMBARGO DE DECLARAÇÃO no dia 20 de Dezembro passado. A sentença, da

Juíza de Direito, Dra. Beatriz da Silva Takamatsu, saiu no dia 30 de Dezembro, a qual transcrevo literalmente:

"Invoca o embargante duas "omissões" na sentença - falta de

determinação para tramitar novamente o processo legislativo e ausência de recurso de ofício.

Quanto ao primeiro, esqueceu o embargante que o juiz decide o pedido do autor, art.459 do CPC, inexistindo na inicial pedido para determinar nova tramitação do processo legislativo. Ademais, ainda, que houvesse não poderia este juízo deferi-lo porque trata de ato interna corporis que ao Judiciário é vedado interferir.

A despeito do duplo grau de jurisdição, inexiste determinação legal no sentido de que deva constar na sentença, já que se considera interposto o recurso ex lege, a teor da Súmula 423 do STF.

A rigor, não está presente, no caso em tela, nenhuma das hipóteses do Art 535 do CPC, que comportam o recurso interposto, que tem âmbito estreito, destinado a garantir a harmonia lógica, a inteireza e a clareza da decisão embargada, eliminando óbices que comprometam a execução do julgado.

Ante o julgado e tudo o mais constante nos autos, R E J E I T O os embargos declaratórios".

A conseqüência, caso fosse acatado o embargo, seria a de que a Lei de Privatização da Estrada, voltaria à Câmara, "POR ORDEM DO JUDICIÁRIO".

Seria muito conveniente ! ! !

Desafortunadamente, para o Prefeito e Vereadores do PFL, isso não aconteceu.

Quero insistir em dizer que, o Município, possui todas as condições de asfaltar e manter a estrada, bem como todas as ruas.

Temos 3 Patrols, tanques de CM30, caminhão caldeira-arpersor de CM30, rolo compressor para terra e para asfalto, caminhões, usina de asfalto, pedreira, britador, muita mão-de-obra, muitas enxadas, um monte de pás e um monte de picaretas.

Em recente estudo elaborado pelo PMDB orçamos o asfaltamento dos 13 Km. em R$ 400.000,00 ( sem a ponte ). Como se sabe, a estrada estava orçada em R$ 1.000.000,000 ( considerando-se a ponte ) e já consumiu R$ 1.200.000,00 e temos 700m. de asfalto.

14.02.2000

DE: WALTER CUNHA MONACCI

Amigos de M.V.,

Segue carta que enviei por e-mail, em 14.02.2000 ao Jornal Registro, de Extrema.

Se alguém também quiser escrever para o Jornal Registro, o e-mail deles é shopjorn@exnet.com.br <mailto:shopjorn@exnet.com.br>  

 

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Diária para duas pessoas:

 

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VOZ DA TERRA – 26 DE JANEIRO DE  2.000

Texto do debate, coordenado por Walter Monacci  em Monte Verde

 

  CARTA ENVIADA EM 14.02.2000:

São Paulo, 14 de fevereiro de 2.000.

Ao

JORNAL REGISTRO

A/C: Sr. Editor

shopjorn@exnet.com.br <mailto:shopjorn@exnet.com.br>

REF.: MATÉRIA SOBRE MONTE VERDE PUBLICADA NA EDIÇÃO No. 150, de 04.02.2000.

Prezado Senhor Editor,

Como proprietário de casa em Monte Verde, onde passo praticamente todos os meus fins de semana, interesso-me pelos assuntos do Distrito, especialmente no que tange à sua conservação e preservação.

De fato Monte Verde é um local privilegiado pela natureza, que merece todo o empenho do homem em sua preservação.

Ontem, fazendo compras em uma padaria, presenciei uma pessoa procurando o "Jornal do Mister M". Em seguida, um outro morador fez a mesma pergunta.

Fiquei curioso e a funcionária da padaria informou-me que era um jornal com uma matéria sobre a nossa estrada de Monte Verde, mas que os seus exemplares haviam terminado.

Em seguida, fui ao mercado e, novamente ali, apareceu uma pessoa procurando o "Jornal com a notícia do Mister M".

Acabei encontrando o (tão procurado) Jornal Registro em uma loja de conveniência de um amigo.

Tomei, então, conhecimento da matéria que em manchete diz "Mister M em Monte Verde. Uma bem humorada faixa fez um protesto contra as condições da estrada de Monte Verde".

Pelo exemplar do JORNAL REGISTRO, outrossim, tomei conhecimento de que este Jornal dedica ou dedicou, uma página específica para Monte Verde, o que é ótimo.

Sr. Redator, a questão da nossa Estrada de Monte Verde, como talvez o senhor saiba, é antiga.

Desde que o Poder Público resolveu asfaltá-la, tudo virou um dilema e um enorme problema.

Meses se passaram até que as obras se iniciaram.

Quando isto ocorreu, a população local já nem acreditava mais que o restante da estrada seria asfaltado.

Concomitantemente ao início das obras começou a circular em Monte Verde a informação de que a estrada teria um PEDÁGIO, o que eu, no meu entendimento pessoal, passei a entender melhor: A ESTRADA SÓ ESTARIA SENDO PAVIMENTADA PARA QUE O PODER PÚBLICO PUDESSE COBRAR PEDÁGIO.

Ocorre, Sr. Redator, que a ânsia pela "privatização" da estrada foi tanta que, de forma a meu ver totalmente irregular, o Projeto de Lei, pelo que se teve de notícias, entrou na Câmara de Camanducaia em um dia para ser aprovado no mesmo dia, pois tinha pedido de URGÊNCIA URGENTÍSSIMA.

De se estranhar bastante porque um Projeto de Lei desta natureza precisava ser votado em regime de urgência urgentíssima ...

De qualquer forma, em uma atitude digna de ser mantida em nossas memórias (assim como a própria tentativa de "privatização" e de criação de pedágio), o Vereador Rubens Mungioli, de Monte Verde, conseguiu, contratando pessoalmente advogados, anular a votação do Projeto de Lei que, diga-se de passagem, havia sido aprovado na Câmara.

Como conseqüência, as obras da estrada pararam (o que, como disse acima, me fez pensar que a estrada somente estaria sendo pavimentada para que o Poder Público pudesse cobrar pedágio).

Entendo que o que está ocorrendo é um flagrante desrespeito com a população, situação que não pode continuar.

A alegação do Poder Público Municipal é de que "a verba acabou" ou de que "o Governo do Estado não mandou o resto do dinheiro".

Pergunto, Sr. Redator, como se inicia uma obra desta natureza sem que se tenha uma previsão do custo ou sem o dinheiro reservado ?

E agora, em razão de enormes buracos, a primeira camada de asfalto teve que ser removida. Quem arcará como este prejuízo, com esta enorme quantidade de dinheiro público jogada no lixo ? O povo ? Sempre o povo ?

Gostaria de sugerir que este Jornal, que dedica uma página à nossa Monte Verde, fizesse uma reportagem completa sobre o assunto para que pudéssemos ter respostas a perguntas como as acima, que sempre nos fazemos.

Ao ensejo, gostaria de cumprimentá-los pelo excelente Jornal que, pelo que pude constatar, está tendo um alcance enorme em Monte Verde.

Atenciosamente,

WALTER CUNHA MONACCI

advogado - São Paulo - S.P./ Monte Verde - M.G.

C/C: GRUPO DE DEBATE DE MONTE VERDE.

 

Data: 07/ Março / 2.000

 

De: Vereador Rubens Mungioli

Para: Debate

D6 Relatório da Reunião da Câmara em 02 de Março de 2.000

Requerimentos:

155/00 do Vereador Rubens Mungioli - "O Vereador que esta subscreve, requer respeitosamente que, seja enviado à Câmara Municipal, para análise, cópias xerográficas dos documentos, referente à despesa realizada com o item - 10.60.575.1.104 Pavimentação Asfáltica no Distrito de Monte Verde, com valor de R$ 141.463,36, como declarado no Relatório de Despesas".

Comentários : solicitamos os documentos, com a intenção de analisarmos as notas de empenho e pagamentos deste item, porque causou-nos espanto, um valor tão alto para pouco trabalho. Este asfalto, refere-se aos 500 metros que vão, do Portal ao Restaurante Bavária.

No Município de Extrema o asfaltamento de ruas custa R$ 9,70 / metro quadrado, no nosso caso, está custando aproximadamente R$ 28,00. Se considerarmos estes parâmetros, a estrada não sairá por menos de R$ 2 milhões ( o que torna a obra inviável ). Ao preço de Extrema, custaria R$ 760 mil mas, como todos já sabem, Camanducaia possui todos os equipamentos e infra-estrutura para asfaltamento, sendo assim, este asfalto poderia ser feito por + ou - R$ 400 mil.

156/00 do Vereador Roberto Couto - solicita apoio de Deputado para o asfalto da estrada.

Projeto de Lei Votado :

Proj. de Lei 232/00 do Executivo, aprovado por unanimidade com emendas - " Dispõe sobre autorização para concessão de uso de bem público que identifica, mediante processo licitatório".

Comentários: trata da concessão de uso à terceiros, do matadouro municipal. Na reunião anterior, havíamos solicitado um substitutivo, porque o projeto original, não dava garantias ao município. O substitutivo chegou mais preciso porém, ainda mereceu algumas emendas.

Votei a favor com as emendas.

Projetos de Lei apresentados pelo Executivo:

Proj. de lei 237/00 - " Cria vaga no plano de cargos e vencimentos da Prefeitura Municipal de Camanducaia e dá outras providências".

Comentários: cria mais um cargo - o de Supervisor Pedagógico.

Desde o concurso do final do ano passado, com suas respectivas nomeações do início desde ano, o Sr. Prefeito criou mais 32 cargos, perfazendo até o momento, 422 cargos. O Prefeito anterior administrou o Município com 280 cargos ( 35% de uma Arrecadação Bruta de R$ 4,5 milhões em 96 ). O atual, está com os 422 cargos ( +ou- 60% de uma Arrecadação Bruta de R$ 7,5 milhões ) sem considerar os contratos temporários.

Proj. de lei 238/00 - " Altera dispositivo da Lei 0296/99 de 10 de Dezembro de 1.999 que dispõe sobre doação de terreno, para corrigir o nome da entidade beneficiada e para alterar a área a ser doada"

Comentários: trata de alteração na lei, do nome da ABMV. Estava denominada como Sociedade Beneficente, sendo que, o correto é Associação Beneficente.

Ainda, aumenta para 12.000 metros quadrados, a área doada.

Estive presente na reunião da ABMV no dia 6 de Março e pude ver o Ante-Projeto Arquitetônico do hospital. O aumento de área, deve-se a previsão de ampliação, de um segundo bloco e de uma outra área para a implantação de tratamento de esgotos, incineração de lixo, gases medicinais e etc.

Na Reunião da Câmara:

Pudemos contar com a presença do Adelson ( da Queijos e Vinhos ), do Ronaldo ( Pioneira ), do Roberto Lucas ( Imobiliária ), da Maria Célia ( P. Hortênsias ) que foram solicitar, mais uma vez, providências na estrada, bem como "avisar", que iriam colocar as pedras que haviam comprado ( se não me engano compraram 17 caminhões de pedra ).

O Secretário de Obras esteve presente e não autorizou a colocação das pedras mas, no dia seguinte ( dia 03) elas foram colocadas ( parcialmente ) a contragosto do Secretário.

É de bom tom dizer que, todos os cidadãos presentes, bem como os vereadores da oposição, puderam falar e debater livremente ? ! ! !

O Secretário, fez um longo e temerário discurso, justificando "os porquês" de não termos o asfalto.

Como a reunião foi gravada ( muito a contragosto também e por força do proj de resolução que apresentei ) transcrevo abaixo, alguns trechos :

* do líder do Prefeito V. José Roberto - " ... já foi enviado para a ERKAL, R$ 235.000,00" - referindo-se ao possível contrato assinado com a ERKAL - " eu trago tudo na próxima reunião"

* do Secret. de Obras - " ... a parte política do lado contrário torce para dar tudo errado..."

Conclusão: afortunadamente, não choveu muito no início do carnaval e felizmente, tivemos um bom feriadão. Vai dar para muitos comerciantes e hoteleiros cobrirem o cheque especial.

Devido a pressão, que todos fizemos na Prefeitura, foram colocadas as necessárias pedras na nossa estrada e os turistas chegaram sem problemas.

Agora, nos resta pressionar ainda mais, para termos o asfalto que, só poderá ser feito, com dinheiro da Prefeitura pois, o DER condenou toda a obra.

Próxima reunião no dia 16 de Março:

Reunião de Comissões - às 14:00 horas para emissão de pareceres dos Projetos de Lei 237/00 e 238/00.

Reunião Ordinária - às 19:30 horas para votação.

Gostaríamos de solicitar a presença de todos e em especial das pessoas envolvidas com a ABMV, tanto para a Reunião de Comissões como para a Ordinária.

______________________________________________________________________

DE: WALTER CUNHA MONACCI

Caro Vereador Rubens e demais participantes do DEBATE, Na vossa mensagem supra o senhor noticia que O DER CONDENOU A OBRA. Como já havía sido observado aqui no DEBATE, já sabíamos que muito dinheiro foi, literalmente, JOGADO FORA. Basta verificar que em vários trechos em que a primeira camada do asfalto havia sido colocada esta foi retirada, pelas máquinas da própria Prefeitura, para possibilitar o trânsito dos veículos. Isto ocorreu porque a obra foi interrompida, ou seja, não foi concluída. Gostaria de saber do Vereador Rubens, como um dos representantes do povo de Monte Verde (hoje, a meu ver, o principal representante dos legítimos interesses do povo de Monte Verde), como ele vê esta situação, especialmente no que tange ao PREJUÍZO AO ERÁRIO PÚBLICO que esta situação causou. É evidente que esta questão pode ser apurada e analisada a qualquer tempo (observada apenas a prescrição), mas não seria o caso disto ser analisado desde já pelo Poder Legislativo Municipal ? Atenciosamente,

WALTER CUNHA MONACCI

SEQUÊNCIA DO DEBATE - 10.03.00

DE: VEREADOR RUBENS MUNGIOLI

De: Vereador Rubens Mungioli

Para: Debate

Data: 9 de março de 2.000

D7

rubensmungioli@micropic.com.br


Walter

Já tentamos a abertura de uma C.P.I., no caso da Av. do Sol. Conseguimos abrir a Comissão de Investigação ( 1/3 dos votos ) mas não conseguimos a instalação da C.P.I ( 2/3 dos votos ou 8 dos 11 vereadores ).

Estou fazendo contato com o D.E.R-MG para obter informações oficiais pois, foi o próprio Secretário de Obras que nos informou que, o serviço havia sido condenado. Sua Excelência o Dr. Waldemar, fez um jornal de propaganda onde se lê : . . ."eu ( Prefeito) estava certo na aplicação das verbas, pois recebemos a visita de fiscais do DER e da Secretaria de Obras, que comprovaram que tudo está correto em relação a aplicação das verbas" .

Veja só, o Secretário diz que a obra está condenada e enriquece o relato, com detalhes da conversa com a fiscalização. O Prefeito diz "que tudo está correto". Quero saber quem é o mentiroso. Nós, talvez saibamos, mas eu preciso de documentos.

Penso também que, tentar outra C.P.I. na Câmara é uma grande perda de tempo. Qualquer pressão da oposição vira, automaticamente, moeda de barganha ( se é que me faço entender ).

Desde a Reunião Ordinária do dia 2, notei que as "relações pessoais" entre vereadores da situação e prefeito,dentro do PFL, estão meio quentes. Tanto é que, o nosso discurso nem foi interrompido, nem cassaram a palavra de ninguém e ( pasmem ) até o público manifestou-se democrática e livremente.

Uma CPI da oposição agora, iria valer ouro em pó, para os vereadores da situação. E isto, em ano de eleição . . . . ! ! !

Pois bem. Prefiro ser mais prático e objetivo. Tentar pressionar ao máximo, para que esta estrada seja finalmente concluída.

Uma ação popular não está fora de cogitação, mas antes, vamos ver se o Prefeito "se vira".

De qualquer modo, a Secretaria de Obras do Estado e o D.E.R., já estão a par do assunto.

Como lhe disse, estou contatando e aguardando uma postura oficial.

______________________________________________________________________

DE: SR. PAULO FURTADO

Alô Walter, tudo bem?

Fico entusiasmado com o otimismo das pessoas.

Subi no sábado de manhã e com a quantidade de pedras colocada quase não subo, pois havia horas que o carro quase não andava.

A idéia de colocar pedras é uma ótima solução para não se derrapar no barro quando chove, mas subir é outra história.

Mas o pior foi outra coisa, a quantidade de terra que colocaram nas crateras na parte que já era asfaltada foi tanta, e este é o único meio que eles têm de consertar os buracos, que se estivesse chovendo na quarta-feira de manhã, como choveu na terça, haveria muitos acidentes, pois aquilo ali tinha tudo para ser um tobogã gigante, um sabão só.

A inteligência da administração é tanta que inventaram uma nova tecnologia: aterramento de asfalto. Há trechos enormes agora que é só terra, e isto no 'asfalto' antigo, porque no novo não é preciso dizer nada.

Será que vamos continuar achando que medidas paliativas como estas vão nos contentar e ficar quietos?

Já é hora de darmos um basta nisto, ou será que estamos faturando para dar ajuda na pedra, no hospital, nas feiras de turismo, na estação de rádio local, e em todos os empreendimentos que sempre são iniciativas de locais?

Eu não consigo dar 'vintinho' aqui, 'dezinho' ali, 'cinquentinha' lá e assim por diante. Mal estamos conseguindo pagar os empregados e não despedí-los, porque aí a despesa seria maior ainda.

Um abraço,

Paulo Furtado

______________________________________________________________________

10.03.2000

DE: WALTER CUNHA MONACCI

Amigos de Monte Verde,

REF.: MENSAGEM DO VEREADOR RUBENS

Gostaria, inicialmente, de voltar a destacar o empenho do Vereador Rubens na sua incansável busca de soluções aos problemas de Monte Verde.

Não digo isto como político, até porque não o sou.

Nem mesmo como eleitor porque também não sou eleitor em Monte Verde.

Digo como CONTRIBUINTE DO IPTU, este sim, o meu caso.

Volto, assim, a agradecer as informações do Vereador Rubens, desejando sucesso em suas empreitadas em prol de Monte Verde !

REF.: MENSAGEM DO SR. PAULO FURTADO

De fato, amigo Paulo, as pedras britadas que foram colocadas na estrada eram, a meu ver, um pouco grandes, o que gerou problemas para os carros (inclusive o meu), nos trechos em aclive.

Mas, é de se considerar também que esta providência foi feita pela iniciativa privada e sob a tentativa, pelo que se teve notícias, de impedimento por parte da Prefeitura.

Assim, embora tenha surgido este problema com o tipo de pedra utilizada, a situação sem dúvida alguma acabou melhor do que se estivéssemos aguardado que o Poder Público resolvesse o problema, o que, pela tradição, por certo não ocorreria.

Abraços,

WALTER 

 

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