VOZ DA TERRA - jornal impresso e virtual de Monte Verde

Diretor: Egydio Coelho da Silva

PÁGINA DE: MONTE VERDE X CAMANDUCAIA

VOZ DA TERRA – NOVEMBRO - 1.998 a março de 2.002

Mais transparência (editorial)

Muitas críticas se têm feito à administração do Dr. Mazinho. Mas a verdade deve ser dita a seu favor. É seu espírito democrático no contato com quem mantém uma atitude de independência em relação à sua administração.
O Prefeito, no entanto, parece desejoso de que a sua administração seja mais transparente. Infelizmente, parece que vem encontrando oposição de alguns míopes assessores e companheiros políticos.
Entendemos que o nosso Distrito seria mais bem administrado se o Prefeito, pelo menos uma vez por semana, ficasse um dia inteiro em Monte Verde, ouvindo o povo, dando audiência e despachando.
Isto com certeza aumentaria a sua popularidade, lhe daria mais informação sobre os nossos problemas e necessidade. Outra atitude de transparência na aplicação dos recursos públicos seria a publicação do orçamento de Monte Verde.
Mais transparência seria coerente com a espírito democrático do Prefeito.
Todas as vezes que foi procurado para uma entrevista, se mostrou afável e nenhum desejo de nos pressionar para que publicássemos somente assunto de seu interesse.

Porém, essa não é atitude de alguns de seus auxiliares, que procuram hostilizar todos os que se mostrem independentes e preocupados apenas em defender os interesses dos eleitores e de Monte Verde.

VOZ DA TERRA – JANEIRO DE 2.000

Memória curta e as eleições municipais

Texto de Francisco Petersen

É da índole do nosso povo, após breve espaço de tempo, pouco ou nada recordar dos descasos, injustiças e fatos que influenciaram, negativamente, em suas vidas e na coletividade em geral.

 

Isto é bom? Até certo ponto eu diria que sim, pois nos livra de ódios e desejos de vingança, demonstrando que somos pacíficos e de formação cristã.

Olhando sob outro ângulo, todavia, observa-se que aqueles que nos prejudicaram, movidos pela falta de sensibilidade e escrúpulos, acham-se impunes, visto que não exercemos reação que para eles significa, erroneamente, fraqueza, omissão ou despreparo do povo como um todo.

Justifico minhas palavras, lembrando que dentro em breve, vamos ter nova campanha eleitoral e subsequente eleição para escolher os membros do Executivo e Legislativo municipais, para o próximo quadriênio.

É da nossa total e intransferível responsabilidade escolher os pretendentes de forma correta, independente das agremiações políticas a que pertencem.

Estamos cansados de ver, na televisão e nos jornais, o grande número de maus políticos e a falta de cuidado dos partidos na escolha de candidatos capazes, honrados e realmente interessados no desenvolvimento e bem estar do povo brasileiro. Concordo que não é a maioria, mas está aí a verdade e é  incontestável. No nosso caso em particular, gostaria de sugerir aos candidatos em potencial, uma reflexão no sentido de apresentarem planos de trabalho coerentes, com metas definidas e realmente executáveis, deixando de lado as já conhecidas promessas mirabolantes, demagogias vãs e discursos ridículos. Asseguro, de antemão, que a cobrança será constante e inflexível desde o dia da posse, pois não tem mais cabimento subestimar a inteligência e a paciência de nosso povo.

Bem sei que é praxe a escolha do candidato a prefeito recair sobre pessoas residentes e domiciliadas em Camanducaia. Vejo, entretanto, como ponto fundamental e de justiça a seleção de morador de Monte Verde para o cargo de vice-prefeito.

E, eleito, não ocuparia uma posição secundária, como acontece atualmente na maioria dos municípios.

Administraria o distrito de Monte Verde, com poder local.

E verba própria (intransferível para outras atividades fora da área distrital) e substituindo o administrador distrital que, como ficou demonstrado no passado, sempre foi desprezado e excluído da cúpula administrativa.

 DIREITO DE INFLUIR NAS DECISÕES MUNICIPAIS

 Advogo este pensamento, visto que Monte Verde contribui com, no mínimo, 50% da arrecadação tributária gerada no Município, o que lhe faculta, de direito e de fato, influir nas decisões municipais, levando em conta que, com este cacife, o Distrito se torna parceiro e não mais dependente do poder.

O candidato e/ou partido que proceder neste sentido, estará se beneficiando de uma votação substancial, pois demonstrará lisura, capacidade e inteligência somadas a uma administração moderna e descentralizada, o que trará para nós, pela primeira vez, a certeza da consideração e do acolhimento dos anseios e necessidade da comunidade. Na hora do voto, vamos deixar a "memória curta" de lado e lembrar daqueles que nos prejudicaram.  A eles, vamos dizer NÃO com veemência.

Sejamos livres e coerentes, elegendo os candidatos que nos prestigiam e respeitam. Reitero o que já disse em artigo anterior: o desenvolvimento de Monte Verde já não pode ser retardado, contido ou evitado.

Depende, exclusivamente, de nós e do nosso voto.

/26-01-2.000  

Texto do debate, coordenado por Walter Monacci  em Monte Verde

 

  • SEQUÊNCIA DO DEBATE - 28.02.00

    DE: D. GIOVANA ZECCHIN (DIRETORA DO JORNAL REGISTRO)

    De: Giovana Zecchin - diretora do JORNAL REGISTRO

    Para: DEBATE

    Data: 25/02/2000

    Gostaria de informar aos integrantes do Debate que o manifesto de Monte Verde é manchete em nossa edição de hoje, sexta-feira, 25/02/00. Esperamos que a matéria tenha grande repercussão e contribua nesse importante processo democrático que o Distrito de Monte Verde coloca como exemplo a toda nossa região, pois o JORNAL REGISTRO circula em Extrema, Itapeva, Camanducaia, Cambuí, Senador Amaral, Córrego do Bom Jesus, além de ser enviado a importantes órgãos, como faculdades e Universidades, secretarias de Estado, DNER, etc. É monte Verde mostrando que a voz popular é forte. E nos sentimos orgulhosos por estar propagando esta idéia.

    Abaixo, colocamos o editorial da edição de hoje, mostrando a nossa opinião a respeito da importância de Monte Verde. Gostaria de salientar que sou camanducaiense, por isso não sou alheia à história do Distrito.

    Um abraço.

    Giovana Zecchin

    Quem coloca Camanducaia no mapa do Brasil

    " - Onde fica Camanducaia? Nunca ouvi falar nesta cidade.

    - Ah, não? E Monte Verde, você já ouviu falar?

    - A Suíça brasileira? Já, inclusive é um lugar que gostaria de conhecer.

    Amigos estiveram lá e disseram que a beleza é incomparável!"

    Muitos camanducaienses, ao lerem a breve conversa acima, se lembrarão que algum dia se valeram de Monte Verde para situar Camanducaia no mapa do Brasil. E muitos cidadãos de municípios vizinhos também. Monte Verde é ponto de referência, pois, em todo o Brasil, é conhecido por suas belezas, por sua rede hoteleira, pelo turismo que desenvolve na região. E, quase sempre, é citado como sendo uma cidade. Poucos sabem que é um Distrito e Camanducaia entra na referência apenas por ser o município que o abriga.

    Coisa sem importância? Para aqueles de visão tacanha certamente será. Mas não para quem sabe a importância econômica do turismo, considerada a indústria do próximo milênio.

    Camanducaia ignora a "galinha dos ovos de ouro" que tem nas mãos. Cabe aqui

    uma reflexão séria a respeito, pois Camanducaia parece não dar o devido valor ao Distrito de Monte Verde. Nem o poder público e nem o povo da cidade. Este, em sua grande maioria, no máximo, sabe informar aos turistas a estrada de acesso a Monte Verde.

    Esta falta de interesse do povo de Camanducaia é fruto da distância que impera desde o surgimento de Monte Verde. Distância que não se restringe apenas a quilômetros. Há uma distância histórica. Monte Verde foi fundada por imigrantes europeus. Outra cultura, outros hábitos, outras perspectivas.

    Talvez o nosso jeito simples de caipira (entenda-se caipira como um orgulho e não como um defeito que os ditos "urbanos" nos legaram) tenha sido um obstáculo, pois temos uma resistência natural a novas idéias, temos o dom da prudência. Mas este não foi e não é o fator primordial.

    A distância, sem dúvida, foi ampliada pela falta de seriedade com que as administrações municipais e muitos políticos tratam Monte Verde. Não raro, ouvimos de prefeitos e vereadores que os empresários de Monte Verde cobram demais da prefeitura. O pior é que colocam as reivindicações destes como uma afronta ao povo de Camanducaia, intitulando-os como "gringos" que vêm explorar o município. Um procedimento absurdo que, muitas vezes, leva à criação de um sentimento de aversão. Aversão a pessoas que vêm trabalhar, que geram empregos e que também estão construindo a história de Camanducaia. Se não são camanducaienses por nascimento, tornam-se assim por adoção.

    Apelo sentimental? Então, passemos a fatos concretos. Monte Verde não pode ser ignorada por Camanducaia pois é, sem dúvida, quem mais engorda os cofres públicos, dinheiro que será utilizado na construção de escolas, na compra de veículos para o transporte escolar, na melhoria da saúde pública...

    Para se ter uma idéia desta arrecadação, tomemos como base o IPTU. Monte Verde arrecadou em 99 o valor de R$ 556.312,99. O município de Camanducaia:

    R$ 194.745,77. O Distrito de São Mateus, que é apenas um pouco menor do que

    Monte Verde: R$ 343,19 (não é erro não, é trezentos mesmo).

    Dá para ignorar esta diferença? Com certeza, não! Mas isso acontece e, no último dia 17/02, Monte Verde protestou nas ruas de Camanducaia e na reunião da Câmara Municipal. Motivos para protestar não faltaram. A estrada de acesso ao Distrito está em estado deplorável, os turistas não aparecem e os que lá chegam reclamam e fazem um marketing negativo.

    Alegar que falta dinheiro para a estrada fere a inteligência de qualquer um que entende de matemática. Mas este argumento é usado e só comprova a falta de competência ou expõe o descaso da administração municipal. E diga-se de passagem, Monte Verde nunca recebeu o devido valor de nenhum governo municipal. Até quando, é a resposta que Monte Verde não quer mais esperar para ter. Nem que para isso, reivindicações como a vista se tornem uma constante.

    Monte Verde não quer mais esperar, quer ter reconhecido o seu real valor.

    Só assim poderá continuar sendo a referência de Camanducaia no mapa do Brasil.

    02.03.00

    DE: LETÍCIA e VICTÓRIA (KARTOFFEL HAUS )

    REF.: EDITORIAL DO JORNAL REGISTRO – EDIÇÃO DE 25.02.2000

    At. Sra. Giovana Zecchin

    Parabéns pelo seu excelente EDITORAL"Quem coloca Camanducaia no mapa do Brasil

    Somos proprietárias d'A CASA DA BATATA" em Monte Verde. Queremos agradecer o empenho e o interesse que seu jornal tem demonstrado por Monte Verde. Com atitudes assim, quem sabe conseguiremos acordar o sentimento comunitário e o civismo de nossa população, começando uma caminhada por nosso progresso.

    Letícia e Victoria

    02.03.00

    DE: SR. CLÁUDIO CASTRO JÚNIOR (EMPRESÁRIO DE S. PAULO)

    Dr. Walter,

    soube q o sr. coordena um debate sobre Monte Verde. Li no jornalzinho Voz da Terra, e vi o EDITORIAL do jornal de Extrema e achei muito interessante as colocacões do jornalista.

    Tenho uma historinha verídica para o Sr.gerada pela falta de placas
    indicativas na Fernão Dias:

    Um Turista parou no posto da Polícia Rodoviária em Extrema e perguntou ao guarda: O sr. pode me indicar onde fica Camanducaia?

    Ao que o guarda respondeu.: Ah!!! O sr. não vai para Camanducaia!

    O Sr. está indo para MOnte Verde, não é?

    O Turista admirado respondeu: É verdade que vou para Monte Verde, mas me satisfaça uma curiosidade: Como foi que o Sr. descobriu meu destino final?

    O guarda replicou: É muito fácil, doutor. NINGUÉM vai pra Camanducaia, só quem mora lá, e quem mora não precisa perguntar onde fica. Já Monte Verde recebe turistas em quantidade...
    Bom, Dr. Walter, parabéns pela sua iniciativa e pelas pessoas que
    corajosametne participam do Debate. Não poderei participar também, por absoluta falta de tempo, mas estarei acompanhando suas histórias pelo jornalzinho que sempre recebo quando passo no Portal de Monte Verde.

    Parabens ao povo de Monte Verde pela licão de civismo e união que estão demonstrando.

    Claudio Castro Jr. - Empresário.
    e-mail: ccastrojr@hotmail.com

    02.03.00

    DE: WALTER CUNHA MONACCI

    Amigos de Monte Verde,

    1. Recebi de um participante do DEBATE (que pediu para retransmitir a informação), que os comerciantes da Avenida Monte Verde estão angariando fundos para a aquisição de pó de pedra para ser colocada na ESTRADA.

    Segundo o participante, "mais uma vez,os comerciantes estao se virando pra receber os turistas.".

    Segundo nos foi informado, quem está coordenando este trabalho é o Sr. Henrique Teodoro, do Restaurante Le Village e o Ronaldo do Queijo, junto com o Roberto de Lucca (Vento Azul Imóveis).

    Pelo visto o noticiado reinício da obra da estrada não só não ocorreu como o pessoal de Monte Verde não tem esperanças de que isto aconteça. 2. Ao ensejo, gostaria de sugerir à D. Giovana Zechin, Diretora do JORNAL REGISTRO que promovesse, na estrada de Monte Verde e nas ruas internas, um trabalho jornalístico documentado em fotografias, a ser publicado no jornal. Poderá ser útil ... Abraços a todos, WALTER C. MONACCI

    SEQUÊNCIA DO DEBATE - 08.03.00

    DE: WALTER CUNHA MONACCI

    Amigos de Monte Verde, Neste Carnaval a estrada estava, digamos assim, "transitável". Em Monte Verde soube que alguns comerciantes adquiriram, por sua própria conta, alguns caminhões de pedra britada para melhorar, tanto quanto possível, a nossa estrada (vide o último bloco do DEBATE). Soube também que enquanto o pessoal de M.V. realizava o trabalho na estrada, inclusive com máquina (trator), um membro da Prefeitura tentou impedir que um dos participantes do trabalho filmasse o serviço. Segundo nos foi relatado (um participante do DEBATE ficou de nos passar maiores detalhes), uma pessoa da Prefeitura tentou tomar-lhe a filmadora, no melhor estilo "AI-5". Não tive ainda mais detalhes, mas parece que um outro cinegrafista filmou os trabalhos e possivelmente este ato arbitrário de tentar subtrair a filmadora (ou a fita). A meu ver ao caso poderia ser aplicada a defesa pessoal, em LEGÍTIMA DEFESA DO PATRIMONIO. Além disso, o correto e adequado seriam, para o cinegrafista prejudicado, o requerimento de instauração de Inquérito Policial, contra o autor do fato e bem assim o seu possível "mandante". Ao contrário do que ocorre em aeroportos e áreas militares, s.m.j. não há lei que impeça a filmagem da estrada de Monte Verde. Na tentativa de impedir este trabalho (filmagem), caberia, pois a reação, em legítima defesa, o que, como disse, deveria sr seguido da competente queixa policial (o que, lembro, ainda dá tempo !). De qualquer forma, o mais triste e lamentável é que, ao que parece, a Prefeitura realmente não gosta de Monte Verde, já que não havia motivo algum para tentar impedir a realização, pela iniciativa privada, de melhorias na estrada. Aliás, não seria nem "melhoria", mas apenas alguns reparos para permitir a chegada dos tutirstas ao Distrito de M.Verde. Nota ZERO, pois, a quem tentou impedir este trabalho na estrada. ZERO também a quem tentou impedir a filmagem. WALTER CUNHA MONACCI – 08.03.2000 ________________________________________________________________________ DE: DRA. ANGÉLICA CARLINI

    Dr. Wálter,

    ainda sobre o Editorial do Jornal Registro, cumpre lembrar que há muitos anos atrás, a Rádio Jovem Pan de São Paulo, no final da transmissão dos jogos de futebol, tinha um quadro humorístico onde eram satirizados os torcedores de cada time de São Paulo. Com o tempo, o quadro ficou muito conhecido, e passou a incluir outras sátiras, entre elas a de uma típica rádio de interior, que era a Rádio Camanducaia. O bordão da rádio era mais ou menos assim: "Rádio Camanducaia, falando para São Paulo e cochichando para o Interior." Tinha um outro: "Rádio Camanducaia: uma potência em recrame" (errado mesmo).

    Foi assim, ou seja, através de uma piada da Jovem Pan, que eu ainda menina, tomei ciência de que existia uma cidade chamada Camanducaia, e que ficava em Minas Gerais. Hoje, já na faixa dos quarenta, fico com receio de um dia chegarmos todos à conclusão que Camanducaia é isso mesmo, uma piada.

    No meu trabalho como advogada, viajo muito para a região do chamado Circuito das Águas, que inclui Amparo, Serra Negra, Águas de Lindóia, Lindóia, Monte Sião, Monte Alegre do Sul, entre outras pequenas cidades. Nenhuma delas, insisto, NENHUMA tem um décimo do charme, da beleza e do astral de Monte Verde. Tanto é verdade que, apesar de morarmos em Campinas, Dra. Paula e eu jamais cogitamos ter uma casa em Amparo, ou em Serra Negra. Sempre almejamos um cantinho em Monte Verde, cuja beleza é indescritível.

    Mas a vizinha Camanducaia não pensa assim. Todos os prefeitos do chamado Circuito das Águas adorariam ter uma Monte Verde como Distrito. Mas o nosso Prefeito Waldemar não pensa assim, nos considera um estorvo, uns chatos, que vivem reclamando da estrada e cobrando transparência na administração pública, em especial na aplicação dos impostos arrecadados no Distrito.

    Portanto, fica aqui a minha sugestão, vamos trabalhar firme pela emancipação de Monte Verde. Vamos nos informar sobre o assunto, montar uma equipe de trabalho, estudar a fundo as possibilidades jurídicas, e tentar sensibilizar as pessoas para essa discussão.

    um abraço a todos, e mais uma vez obrigada pela participação.

    Angélica Carlini  

     

    VOZ DA TERRA  – 06 DE FEVEREIRO DE  2.002

    Email recebido

    Reinaldo Janson

    Egydio,
      Você sabe quando foi fundada a cidade de Camanducaia?  Ouvi dizer que tem igrejas lá que foram  construidas por escravos!...
      Monte Verde começou, pelo que sei, com o loteamento do Werner Grimberg  faz uns 50 anos.
    Qual a população  de Monte Verde hoje?  Uns 5 mil habitantes?!  +  15 mil turistas de fim de semana?
      Quanto dinheiro  roda em Camanducaia com  sítios,  laticínios e lá mais o que tiver de comércio de cidade  de interior e quanto dinheiro roda em Monte Verde, com turismo, comércio e restaurantes?  Quantos hoteis  tem em Camanducaia e quantos tem em Monte Verde,  aposto que nisso a virada já ocorreu e o número de hoteis é maior em Monte Verde!
      Fazendo  uma  curva de projeção de crescimento  demográfico para  ambas, conseguiremos  vislumbrar quando  Monte Verde se tornará MAIOR  do que Camanducaia.
    Meu  chute acertivo,  me diz que não é uma questão de "se" mas uma questão de "quando".
      Pois bem, quando nos tormarmos  maioria e  a prefeitura estiver estabelecida lá, para  dar atenção a maioria dos  eleitores - que passarão a ser Monteverdenses  e não mais camanducaienses, assim como as escolas, hospitais e tudo mais for para lá,   e não tivermos mais  isso tudo na velha, sempre-pequena e encebada  Camanducaia,  aí então  as reclamações de buracos
    virão de Camanducaia para Monte Verde.  Irônico não?
      É até uma diversão para  nós sonharmos acordados com isso.
    Talvéz seja um pesadelo para  todo o camanducaiense que não larga o osso e insiste em fazer  o distrito de Monte Verde sofrer.
      Como dizem: " Num ti guento, mas num ti largo"...  Num ponto vai ter que largar!!
      Um dia a mesa vira e todos que dão despreso e descaso  para Monte Verde, serão obrigados a vir  comer  na mão.  Ah vão!
     Sds,
      Reinaldo Janson

    Reinaldo, grato pelo participação com esse texto inteligente.

    Camanducaia foi fundada em 20-07-1.868, portanto, vinte anos antes da libertação dos escravos, que - se não me engano - foi em 13-05-1.888, portanto, é possível que escravos tenham participado de construção de igrejas em Camanducaia.

    Acho que o povo de Camanducaia gosta de Monte Verde, como nós gostamos de Camanducaia. Entendo que a briga tem que ser para melhor qualidade de vida para todo o município e nunca privilégio ou mais poder para um ou outro. 

    Acho que a falsa perspectiva de que Monte Verde se emancipe reduz o interesse dos políticos de Camanducaia em cumprir sua obrigação para com Monte Verde. 

    Por isso, eu pessoalmente, sou contra a qualquer movimento em favor de emancipação, enquanto não se modificar a Constituição Federal, mesmo porque não seria solução para todos os nossos problemas. 

    Talvez só aumentasse a nossa obrigação de pagar mais impostos: dois prefeitos, duas câmaras municipais e empreguismo para seus respectivos parentes e cabos eleitorais.

    Egydio

     

    VOZ DA TERRA on line  – 02 DE MARÇO DE  2.002 

    Paulo Dias-Camanducaia

    Sr. Egydio!

    Gostaria que este e-mail chegasse ao Sr. Reinaldo Janson, pois acredito que ele não tenha um conhecimento profundo sobre o povo de Camanducaia. Sou de Camanducaia e amo Monte Verde, ele não pode generalizar os fatos, por descuidos de alguns governantes e nem julgar a todos nós. Não sei de onde ele é, pois não se identificou adequadamente. Obrigado por sua resposta a ele. Um abraço!

    Paulo Dias.
     

    FÓRUM MONTE VERDE/CAMANDUCAIA 26/03/2011
    De: Oribes Peres da Silva.

    Cidade: Monte Verde. Estado: MG. País: Brasil
    Para: Fórum de moradores de Monte Verde/Camanducaia
     

    Aos caros leitores deste Forum, um grande e bom dia!
    Alguns anos atrás, um vereador de Monte Verde e professor, Rubens Mungioli, disse uma verdade: "MV" é um distrito rico, administrado por um município pobre, Camanducaia.
    Caro Oribes,
    Respeito a observação do ex-vereador Rubens Mungioli, mas isso não leva a nada e ainda não é verdade.
    Monte Verde tem fama de rico e disso se prevalece a Prefeitura para cobrar impostos mais altos no Distrito do que no resto do município.
    O próprio Prefeito vive comunicando a todos que a inadimplência do Distrito com impostos municipais é muito alta.
    Isto mostra que uma grande parte – se não a maioria – dos comerciantes trabalha no vermelho, graças aos impostos altos e a falta de investimento na infra-estrutura, que faz com que tudo aqui ande de freio de mão puxado.
    A maior parte dos fornecedores de produtos para Monte Verde, tanto para o comércio quanto a veranistas, é de Camanducaia, que tem infraestrutura consolidada pelo fato de ser uma cidade antiga; sua economia hoje é forte, baseada em grande parte na prestação de serviço, que é uma tendência e uma opção moderna no fortalecimento da riqueza das cidades, pois, gera mais emprego. Leva ainda a vantagem sobre MV pelo fato de suas atividades não serem sazonais como acontece em nosso Distrito.
    Na realidade, o município é um só: sede Camanducaia, distritos de Monte Verde e São Matheus e a economia hoje não tem fronteiras nem no mundo quanto mais no município.
    No meu entender, o que nos prejudica é a desunião. Todos deveriam se unir e mostrar ao Governo de Minas Gerais que Monte Verde é um destino turístico, que cresce rapidamente e necessita de investimento do Governo do Estado.
    São Paulo, graças à consciência da importância do turismo, investiu pesado nas cidades que são destinos turísticos.
    Quem visita qualquer estância hidromineral, como Lindóia, Serra Negra, Água de Santa Bárbara, Águas de São Pedro, etc., inclusive Campos do Jordão, percebe que houve investimento pesado do Governo do Estado de São Paulo na implantação da infraestrutura dessas cidades paulistas. Por isso, cresceram.
    A nossa esperança é que, independente do partido político de cada um, haja um objetivo comum de todos: desenvolver trabalho “diplomático” junto ao Governo do Estado de Minas para que invista pesado no Distrito. A luta tem que ser de todos; não acredito em salvador da pátria caído do céu.
    O tema é importante para definir os objetivos políticos, administrativo e econômico do Distrito. Espero que mais pessoas participem deste debate. Abs. a todos.
    Egydio Coelho da Silva