VOZ DA TERRA - jornal impresso e virtual de Monte Verde
Diretor: Egydio Coelho da Silva
PÁGINA DE: MONTE VERDE X CAMANDUCAIA
VOZ DA TERRA – NOVEMBRO - 1.998
Mais transparência (editorial)
Muitas
críticas se têm feito à administração do Dr. Mazinho. Mas a verdade deve
ser dita a seu favor. É seu espírito democrático no contato com quem mantém
uma atitude de independência em relação à sua administração.
Todas as vezes que foi procurado para uma entrevista,
se mostrou afável e nenhum desejo de nos pressionar para que publicássemos
somente assunto de seu interesse.
Porém,
essa não é atitude de alguns de seus auxiliares, que procuram hostilizar todos
os que se mostrem independentes e preocupados apenas em defender os interesses
dos eleitores e de Monte Verde.
Mais
transparência seria coerente com a espírito democrático do Prefeito.
VOZ DA TERRA – JANEIRO DE 2.000
Memória curta e as eleições municipais
Texto
de Francisco Petersen
É
da índole do nosso povo, após breve espaço de tempo, pouco ou nada recordar
dos descasos, injustiças
e fatos que influenciaram,
negativamente, em suas vidas e na
Isto
é bom? Até certo ponto eu diria que sim, pois nos livra de ódios e desejos de
vingança, demonstrando que somos pacíficos e de formação cristã.
Olhando
sob outro ângulo, todavia, observa-se que aqueles que nos prejudicaram, movidos
pela falta de sensibilidade e escrúpulos, acham-se impunes, visto que não
exercemos reação que para eles significa, erroneamente, fraqueza, omissão ou
despreparo do povo como um todo.
Justifico
minhas palavras, lembrando que dentro em breve, vamos ter nova campanha
eleitoral e subsequente eleição para escolher os membros do Executivo e
Legislativo municipais, para o próximo quadriênio.
É
da nossa total e intransferível responsabilidade escolher os pretendentes de
forma correta, independente das agremiações políticas a que pertencem.
Estamos
cansados de ver, na televisão e nos jornais, o grande número de maus políticos
e a falta de cuidado dos partidos na escolha de candidatos capazes, honrados e
realmente interessados no desenvolvimento e bem estar do povo brasileiro.
Concordo que não é a maioria, mas está aí a verdade e é
incontestável. No nosso caso em particular, gostaria de sugerir aos
candidatos em potencial, uma reflexão no sentido de apresentarem planos de
trabalho coerentes, com metas definidas e realmente executáveis, deixando de
lado as já conhecidas promessas mirabolantes, demagogias vãs e discursos ridículos.
Asseguro, de antemão, que a cobrança será constante e inflexível desde o dia
da posse, pois não tem mais cabimento subestimar a inteligência e a paciência
de nosso povo.
Bem sei que é praxe a escolha do
candidato a prefeito recair sobre pessoas residentes e domiciliadas em
Camanducaia. Vejo, entretanto, como ponto fundamental e de justiça a seleção
de morador de Monte Verde para o cargo de vice-prefeito.
E, eleito, não ocuparia uma posição
secundária, como acontece atualmente na maioria dos municípios.
Administraria o distrito de Monte
Verde, com poder local.
E verba própria (intransferível
para outras atividades fora da área distrital) e substituindo o administrador
distrital que, como ficou demonstrado no passado, sempre foi desprezado e excluído
da cúpula administrativa.
DIREITO
DE INFLUIR NAS
DECISÕES MUNICIPAIS
Advogo este pensamento, visto
que Monte Verde contribui com, no mínimo, 50% da arrecadação tributária
gerada no Município, o que lhe faculta, de direito e de fato, influir nas decisões
municipais, levando em conta que, com este cacife, o Distrito se torna parceiro
e não mais dependente do poder.
O candidato e/ou partido que
proceder neste sentido, estará se beneficiando de uma votação substancial,
pois demonstrará lisura, capacidade e inteligência somadas a uma administração
moderna e descentralizada, o que trará para nós, pela primeira vez, a certeza
da consideração e do acolhimento dos anseios e necessidade da comunidade. Na
hora do voto, vamos deixar a "memória curta" de lado e lembrar
daqueles que nos prejudicaram. A
eles, vamos dizer NÃO com veemência.
Sejamos livres e coerentes,
elegendo os candidatos que nos prestigiam e respeitam. Reitero o que já disse
em artigo anterior: o desenvolvimento de Monte Verde já não pode ser
retardado, contido ou evitado.
Depende,
exclusivamente, de nós e do nosso voto.
/26-01-2.000
Texto do debate, coordenado por Walter Monacci em Monte Verde
SEQUÊNCIA
DO DEBATE - 28.02.00
DE:
D. GIOVANA ZECCHIN (DIRETORA DO JORNAL REGISTRO)
De:
Giovana Zecchin - diretora do JORNAL REGISTRO
Para:
DEBATE
Data:
25/02/2000
Gostaria
de informar aos integrantes do Debate que o manifesto de Monte Verde é
manchete em nossa edição de hoje, sexta-feira, 25/02/00. Esperamos que a
matéria tenha grande repercussão e contribua nesse importante processo
democrático que o Distrito de Monte Verde coloca como exemplo a toda nossa
região, pois o JORNAL REGISTRO circula em Extrema, Itapeva, Camanducaia,
Cambuí, Senador Amaral, Córrego do Bom Jesus, além de ser enviado a
importantes órgãos, como faculdades e Universidades, secretarias de
Estado, DNER, etc. É monte Verde mostrando que a voz popular é forte. E
nos sentimos orgulhosos por estar propagando esta idéia.
Abaixo,
colocamos o editorial da edição de hoje, mostrando a nossa opinião a
respeito da importância de Monte Verde. Gostaria de salientar que sou
camanducaiense, por isso não sou alheia à história do Distrito.
Um
abraço.
Giovana
Zecchin
Quem
coloca Camanducaia no mapa do Brasil
"
- Onde fica Camanducaia? Nunca ouvi falar nesta cidade.
-
Ah, não? E Monte Verde, você já ouviu falar?
-
A Suíça brasileira? Já, inclusive é um lugar que gostaria de conhecer.
Amigos
estiveram lá e disseram que a beleza é incomparável!"
Muitos
camanducaienses, ao lerem a breve conversa acima, se lembrarão que algum
dia se valeram de Monte Verde para situar Camanducaia no mapa do Brasil. E
muitos cidadãos de municípios vizinhos também. Monte Verde é ponto de
referência, pois, em todo o Brasil, é conhecido por suas belezas, por sua
rede hoteleira, pelo turismo que desenvolve na região. E, quase sempre, é
citado como sendo uma cidade. Poucos sabem que é um Distrito e Camanducaia
entra na referência apenas por ser o município que o abriga.
Coisa
sem importância? Para aqueles de visão tacanha certamente será. Mas não
para quem sabe a importância econômica do turismo, considerada a indústria
do próximo milênio.
Camanducaia
ignora a "galinha dos ovos de ouro" que tem nas mãos. Cabe aqui
uma
reflexão séria a respeito, pois Camanducaia parece não dar o devido valor
ao Distrito de Monte Verde. Nem o poder público e nem o povo da cidade.
Este, em sua grande maioria, no máximo, sabe informar aos turistas a
estrada de acesso a Monte Verde.
Esta
falta de interesse do povo de Camanducaia é fruto da distância que impera
desde o surgimento de Monte Verde. Distância que não se restringe apenas a
quilômetros. Há uma distância histórica. Monte Verde foi fundada por
imigrantes europeus. Outra cultura, outros hábitos, outras perspectivas.
Talvez
o nosso jeito simples de caipira (entenda-se caipira como um orgulho e não
como um defeito que os ditos "urbanos" nos legaram) tenha sido um
obstáculo, pois temos uma resistência natural a novas idéias, temos o dom
da prudência. Mas este não foi e não é o fator primordial.
A
distância, sem dúvida, foi ampliada pela falta de seriedade com que as
administrações municipais e muitos políticos tratam Monte Verde. Não
raro, ouvimos de prefeitos e vereadores que os empresários de Monte Verde
cobram demais da prefeitura. O pior é que colocam as reivindicações
destes como uma afronta ao povo de Camanducaia, intitulando-os como
"gringos" que vêm explorar o município. Um procedimento absurdo
que, muitas vezes, leva à criação de um sentimento de aversão. Aversão
a pessoas que vêm trabalhar, que geram empregos e que também estão
construindo a história de Camanducaia. Se não são camanducaienses por
nascimento, tornam-se assim por adoção.
Apelo
sentimental? Então, passemos a fatos concretos. Monte Verde não pode ser
ignorada por Camanducaia pois é, sem dúvida, quem mais engorda os cofres públicos,
dinheiro que será utilizado na construção de escolas, na compra de veículos
para o transporte escolar, na melhoria da saúde pública...
Para
se ter uma idéia desta arrecadação, tomemos como base o IPTU. Monte Verde
arrecadou em 99 o valor de R$ 556.312,99. O município de Camanducaia:
R$
194.745,77. O Distrito de São Mateus, que é apenas um pouco menor do que
Monte
Verde: R$ 343,19 (não é erro não, é trezentos mesmo).
Dá
para ignorar esta diferença? Com certeza, não! Mas isso acontece e, no último
dia 17/02, Monte Verde protestou nas ruas de Camanducaia e na reunião da Câmara
Municipal. Motivos para protestar não faltaram. A estrada de acesso ao
Distrito está em estado deplorável, os turistas não aparecem e os que lá
chegam reclamam e fazem um marketing negativo.
Alegar
que falta dinheiro para a estrada fere a inteligência de qualquer um que
entende de matemática. Mas este argumento é usado e só comprova a falta
de competência ou expõe o descaso da administração municipal. E diga-se
de passagem, Monte Verde nunca recebeu o devido valor de nenhum governo
municipal. Até quando, é a resposta que Monte Verde não quer mais esperar
para ter. Nem que para isso, reivindicações como a vista se tornem uma
constante.
Monte
Verde não quer mais esperar, quer ter reconhecido o seu real valor.
Só
assim poderá continuar sendo a referência de Camanducaia no mapa do
Brasil.
02.03.00
DE:
LETÍCIA e VICTÓRIA (KARTOFFEL HAUS )
REF.:
EDITORIAL DO JORNAL REGISTRO – EDIÇÃO DE 25.02.2000
At.
Sra. Giovana Zecchin
Parabéns
pelo seu excelente EDITORAL"Quem coloca Camanducaia no mapa do Brasil
Somos
proprietárias d'A CASA DA BATATA" em Monte Verde. Queremos agradecer o
empenho e o interesse que seu jornal tem demonstrado por Monte Verde. Com
atitudes assim, quem sabe conseguiremos acordar o sentimento comunitário e
o civismo de nossa população, começando uma caminhada por nosso
progresso.
Letícia
e Victoria
02.03.00
DE:
SR. CLÁUDIO CASTRO JÚNIOR (EMPRESÁRIO DE S. PAULO)
Dr.
Walter,
soube
q o sr. coordena um debate sobre Monte Verde. Li no jornalzinho Voz da
Terra, e vi o EDITORIAL do jornal de Extrema e achei muito interessante as
colocacões do jornalista.
Tenho
uma historinha verídica para o Sr.gerada pela falta de placas
indicativas na Fernão Dias:
Um
Turista parou no posto da Polícia Rodoviária em Extrema e perguntou ao
guarda: O sr. pode me indicar onde fica Camanducaia?
Ao
que o guarda respondeu.: Ah!!! O sr. não vai para Camanducaia!
O
Sr. está indo para MOnte Verde, não é?
O
Turista admirado respondeu: É verdade que vou para Monte Verde, mas me
satisfaça uma curiosidade: Como foi que o Sr. descobriu meu destino final?
O
guarda replicou: É muito fácil, doutor. NINGUÉM vai pra Camanducaia, só
quem mora lá, e quem mora não precisa perguntar onde fica. Já Monte Verde
recebe turistas em quantidade...
Bom, Dr. Walter, parabéns pela sua iniciativa e pelas pessoas que
corajosametne participam do Debate. Não poderei participar também, por
absoluta falta de tempo, mas estarei acompanhando suas histórias pelo
jornalzinho que sempre recebo quando passo no Portal de Monte Verde.
Parabens
ao povo de Monte Verde pela licão de civismo e união que estão
demonstrando.
Claudio
Castro Jr. - Empresário.
e-mail: ccastrojr@hotmail.com
02.03.00
DE:
WALTER CUNHA MONACCI
Amigos
de Monte Verde,
1.
Recebi de um participante do DEBATE (que pediu para retransmitir a informação),
que os comerciantes da Avenida Monte Verde estão angariando fundos para a
aquisição de pó de pedra para ser colocada na ESTRADA.
Segundo
o participante, "mais uma vez,os comerciantes estao se virando pra
receber os turistas.".
Segundo
nos foi informado, quem está coordenando este trabalho é o Sr. Henrique
Teodoro, do Restaurante Le Village e o Ronaldo do Queijo, junto com o
Roberto de Lucca (Vento Azul Imóveis).
Pelo
visto o noticiado reinício da obra da estrada não só não ocorreu como o
pessoal de Monte Verde não tem esperanças de que isto aconteça. 2. Ao
ensejo, gostaria de sugerir à D. Giovana Zechin, Diretora do JORNAL
REGISTRO que promovesse, na estrada de Monte Verde e nas ruas internas, um
trabalho jornalístico documentado em fotografias, a ser publicado no
jornal. Poderá ser útil ... Abraços a todos, WALTER C. MONACCI
SEQUÊNCIA DO DEBATE - 08.03.00
DE:
WALTER CUNHA MONACCI
Amigos
de Monte Verde, Neste Carnaval a estrada estava, digamos assim,
"transitável". Em Monte Verde soube que alguns comerciantes
adquiriram, por sua própria conta, alguns caminhões de pedra britada para
melhorar, tanto quanto possível, a nossa estrada (vide o último bloco do
DEBATE). Soube também que enquanto o pessoal de M.V. realizava o trabalho
na estrada, inclusive com máquina (trator), um membro da Prefeitura tentou
impedir que um dos participantes do trabalho filmasse o serviço. Segundo
nos foi relatado (um participante do DEBATE ficou de nos passar maiores
detalhes), uma pessoa da Prefeitura tentou tomar-lhe a filmadora, no melhor
estilo "AI-5". Não tive ainda mais detalhes, mas parece que um
outro cinegrafista filmou os trabalhos e possivelmente este ato arbitrário
de tentar subtrair a filmadora (ou a fita). A meu ver ao caso poderia ser
aplicada a defesa pessoal, em LEGÍTIMA DEFESA DO PATRIMONIO. Além disso, o
correto e adequado seriam, para o cinegrafista prejudicado, o requerimento
de instauração de Inquérito Policial, contra o autor do fato e bem assim
o seu possível "mandante". Ao contrário do que ocorre em
aeroportos e áreas militares, s.m.j. não há lei que impeça a filmagem da
estrada de Monte Verde. Na tentativa de impedir este trabalho (filmagem),
caberia, pois a reação, em legítima defesa, o que, como disse, deveria sr
seguido da competente queixa policial (o que, lembro, ainda dá tempo !). De
qualquer forma, o mais triste e lamentável é que, ao que parece, a
Prefeitura realmente não gosta de Monte Verde, já que não havia motivo
algum para tentar impedir a realização, pela iniciativa privada, de
melhorias na estrada. Aliás, não seria nem "melhoria", mas
apenas alguns reparos para permitir a chegada dos tutirstas ao Distrito de
M.Verde. Nota ZERO, pois, a quem tentou impedir este trabalho na estrada.
ZERO também a quem tentou impedir a filmagem. WALTER CUNHA MONACCI –
08.03.2000
________________________________________________________________________ DE:
DRA. ANGÉLICA CARLINI
Dr.
Wálter,
ainda
sobre o Editorial do Jornal Registro, cumpre lembrar que há muitos anos atrás,
a Rádio Jovem Pan de São Paulo, no final da transmissão dos jogos de
futebol, tinha um quadro humorístico onde eram satirizados os torcedores de
cada time de São Paulo. Com o tempo, o quadro ficou muito conhecido, e
passou a incluir outras sátiras, entre elas a de uma típica rádio de
interior, que era a Rádio Camanducaia. O bordão da rádio era mais ou
menos assim: "Rádio Camanducaia, falando para São Paulo e cochichando
para o Interior." Tinha um outro: "Rádio Camanducaia: uma potência
em recrame" (errado mesmo).
Foi
assim, ou seja, através de uma piada da Jovem Pan, que eu ainda menina,
tomei ciência de que existia uma cidade chamada Camanducaia, e que ficava
em Minas Gerais. Hoje, já na faixa dos quarenta, fico com receio de um dia
chegarmos todos à conclusão que Camanducaia é isso mesmo, uma piada.
No
meu trabalho como advogada, viajo muito para a região do chamado Circuito
das Águas, que inclui Amparo, Serra Negra, Águas de Lindóia, Lindóia,
Monte Sião, Monte Alegre do Sul, entre outras pequenas cidades. Nenhuma
delas, insisto, NENHUMA tem um décimo do charme, da beleza e do astral de
Monte Verde. Tanto é verdade que, apesar de morarmos em Campinas, Dra.
Paula e eu jamais cogitamos ter uma casa em Amparo, ou em Serra Negra.
Sempre almejamos um cantinho em Monte Verde, cuja beleza é indescritível.
Mas
a vizinha Camanducaia não pensa assim. Todos os prefeitos do chamado
Circuito das Águas adorariam ter uma Monte Verde como Distrito. Mas o nosso
Prefeito Waldemar não pensa assim, nos considera um estorvo, uns chatos,
que vivem reclamando da estrada e cobrando transparência na administração
pública, em especial na aplicação dos impostos arrecadados no Distrito.
Portanto,
fica aqui a minha sugestão, vamos trabalhar firme pela emancipação de
Monte Verde. Vamos nos informar sobre o assunto, montar uma equipe de
trabalho, estudar a fundo as possibilidades jurídicas, e tentar
sensibilizar as pessoas para essa discussão.
um
abraço a todos, e mais uma vez obrigada pela participação.
Angélica
Carlini
VOZ DA TERRA – 06 DE FEVEREIRO DE 2.002
Email recebido
Reinaldo Janson
Egydio,
Você sabe quando foi fundada a cidade de Camanducaia? Ouvi
dizer que tem igrejas lá que foram construidas por escravos!...
Monte Verde começou, pelo que sei, com o loteamento do Werner
Grimberg faz uns 50 anos.
Qual a população de Monte Verde hoje? Uns 5 mil habitantes?!
+ 15 mil turistas de fim de semana?
Quanto dinheiro roda em Camanducaia com sítios,
laticínios e lá mais o que tiver de comércio de cidade de interior
e quanto dinheiro roda em Monte Verde, com turismo, comércio e
restaurantes? Quantos hoteis tem em Camanducaia e quantos tem em
Monte Verde, aposto que nisso a virada já ocorreu e o número de
hoteis é maior em Monte Verde!
Fazendo uma curva de projeção de crescimento
demográfico para ambas, conseguiremos vislumbrar quando
Monte Verde se tornará MAIOR do que Camanducaia.
Meu chute acertivo, me diz que não é uma questão de
"se" mas uma questão de "quando".
Pois bem, quando nos tormarmos maioria e a prefeitura
estiver estabelecida lá, para dar atenção a maioria dos
eleitores - que passarão a ser Monteverdenses e não mais
camanducaienses, assim como as escolas, hospitais e tudo mais for para lá,
e não tivermos mais isso tudo na velha, sempre-pequena e encebada
Camanducaia, aí então as reclamações de buracos
virão de Camanducaia para Monte Verde. Irônico não?
É até uma diversão para nós sonharmos acordados com isso.
Talvéz seja um pesadelo para todo o camanducaiense que não larga o
osso e insiste em fazer o distrito de Monte Verde sofrer.
Como dizem: " Num ti guento, mas num ti largo"... Num
ponto vai ter que largar!!
Um dia a mesa vira e todos que dão despreso e descaso para
Monte Verde, serão obrigados a vir comer na mão. Ah vão!
Sds,
Reinaldo Janson
Reinaldo, grato pelo participação com esse texto inteligente.
Camanducaia foi fundada em 20-07-1.868, portanto, vinte anos antes da libertação dos escravos, que - se não me engano - foi em 13-05-1.888, portanto, é possível que escravos tenham participado de construção de igrejas em Camanducaia.
Acho que o povo de Camanducaia gosta de Monte Verde, como nós gostamos de Camanducaia. Entendo que a briga tem que ser para melhor qualidade de vida para todo o município e nunca privilégio ou mais poder para um ou outro.
Acho que a falsa perspectiva de que Monte Verde se emancipe reduz o interesse dos políticos de Camanducaia em cumprir sua obrigação para com Monte Verde.
Por isso, eu pessoalmente, sou contra a qualquer movimento em favor de emancipação, enquanto não se modificar a Constituição Federal, mesmo porque não seria solução para todos os nossos problemas.
Talvez só aumentasse a nossa obrigação de pagar mais impostos: dois prefeitos, duas câmaras municipais e empreguismo para seus respectivos parentes e cabos eleitorais.
Egydio
VOZ DA TERRA on line – 02 DE MARÇO DE 2.002
Paulo Dias-Camanducaia
Sr. Egydio!
Gostaria que este e-mail chegasse ao Sr. Reinaldo Janson, pois acredito que ele não tenha um conhecimento profundo sobre o povo de Camanducaia. Sou de Camanducaia e amo Monte Verde, ele não pode generalizar os fatos, por descuidos de alguns governantes e nem julgar a todos nós. Não sei de onde ele é, pois não se identificou adequadamente. Obrigado por sua resposta a ele. Um abraço!
Paulo Dias.