VOZ DA TERRA - jornal impresso e virtual de Monte Verde

Diretor: Egydio Coelho da Silva

PÁGINA DE: MONTE VERDE X CAMANDUCAIA

VOZ DA TERRA – NOVEMBRO - 1.998 a março de 2.002

Mais transparência (editorial)

Muitas críticas se têm feito à administração do Dr. Mazinho. Mas a verdade deve ser dita a seu favor. É seu espírito democrático no contato com quem mantém uma atitude de independência em relação à sua administração.

 Todas as vezes que foi procurado para uma entrevista, se mostrou afável e nenhum desejo de nos pressionar para que publicássemos somente assunto de seu interesse.

Porém, essa não é atitude de alguns de seus auxiliares, que procuram hostilizar todos os que se mostrem independentes e preocupados apenas em defender os interesses dos eleitores e de Monte Verde.

O Prefeito, no entanto, parece desejoso de que a sua administração seja mais transparente. Infelizmente, parece que vem encontrando oposição de alguns míopes assessores e companheiros políticos.
Entendemos que o nosso Distrito seria mais bem administrado se o Prefeito, pelo menos uma vez por semana, ficasse um dia inteiro em Monte Verde, ouvindo o povo, dando audiência e despachando.
Isto com certeza aumentaria a sua popularidade, lhe daria mais informação sobre os nossos problemas e necessidade. Outra atitude de transparência na aplicação dos recursos públicos seria a publicação do orçamento de Monte Verde.

Mais transparência seria coerente com a espírito democrático do Prefeito.

VOZ DA TERRA – JANEIRO DE 2.000

Memória curta e as eleições municipais

Texto de Francisco Petersen

É da índole do nosso povo, após breve espaço de tempo, pouco ou nada recordar dos descasos, injustiças e fatos que influenciaram, negativamente, em suas vidas e na coletividade em geral.

 

Isto é bom? Até certo ponto eu diria que sim, pois nos livra de ódios e desejos de vingança, demonstrando que somos pacíficos e de formação cristã.

Olhando sob outro ângulo, todavia, observa-se que aqueles que nos prejudicaram, movidos pela falta de sensibilidade e escrúpulos, acham-se impunes, visto que não exercemos reação que para eles significa, erroneamente, fraqueza, omissão ou despreparo do povo como um todo.

Justifico minhas palavras, lembrando que dentro em breve, vamos ter nova campanha eleitoral e subsequente eleição para escolher os membros do Executivo e Legislativo municipais, para o próximo quadriênio.

É da nossa total e intransferível responsabilidade escolher os pretendentes de forma correta, independente das agremiações políticas a que pertencem.

Estamos cansados de ver, na televisão e nos jornais, o grande número de maus políticos e a falta de cuidado dos partidos na escolha de candidatos capazes, honrados e realmente interessados no desenvolvimento e bem estar do povo brasileiro. Concordo que não é a maioria, mas está aí a verdade e é  incontestável. No nosso caso em particular, gostaria de sugerir aos candidatos em potencial, uma reflexão no sentido de apresentarem planos de trabalho coerentes, com metas definidas e realmente executáveis, deixando de lado as já conhecidas promessas mirabolantes, demagogias vãs e discursos ridículos. Asseguro, de antemão, que a cobrança será constante e inflexível desde o dia da posse, pois não tem mais cabimento subestimar a inteligência e a paciência de nosso povo.

Bem sei que é praxe a escolha do candidato a prefeito recair sobre pessoas residentes e domiciliadas em Camanducaia. Vejo, entretanto, como ponto fundamental e de justiça a seleção de morador de Monte Verde para o cargo de vice-prefeito.

E, eleito, não ocuparia uma posição secundária, como acontece atualmente na maioria dos municípios.

Administraria o distrito de Monte Verde, com poder local.

E verba própria (intransferível para outras atividades fora da área distrital) e substituindo o administrador distrital que, como ficou demonstrado no passado, sempre foi desprezado e excluído da cúpula administrativa.

 DIREITO DE INFLUIR NAS DECISÕES MUNICIPAIS

 Advogo este pensamento, visto que Monte Verde contribui com, no mínimo, 50% da arrecadação tributária gerada no Município, o que lhe faculta, de direito e de fato, influir nas decisões municipais, levando em conta que, com este cacife, o Distrito se torna parceiro e não mais dependente do poder.

O candidato e/ou partido que proceder neste sentido, estará se beneficiando de uma votação substancial, pois demonstrará lisura, capacidade e inteligência somadas a uma administração moderna e descentralizada, o que trará para nós, pela primeira vez, a certeza da consideração e do acolhimento dos anseios e necessidade da comunidade. Na hora do voto, vamos deixar a "memória curta" de lado e lembrar daqueles que nos prejudicaram.  A eles, vamos dizer NÃO com veemência.

Sejamos livres e coerentes, elegendo os candidatos que nos prestigiam e respeitam. Reitero o que já disse em artigo anterior: o desenvolvimento de Monte Verde já não pode ser retardado, contido ou evitado.

Depende, exclusivamente, de nós e do nosso voto.

/26-01-2.000  

Texto do debate, coordenado por Walter Monacci  em Monte Verde