Nair de Almeida Coelho da Silva diretora da Assistur – Turismo Ltda. trouxe a primeira excursão em 1976 a Monte Verde.

Lembro-me da expressão de rosto de Dalton Souza Santos (primeiro vereador eleito por MV e casado com uma das sobrinhas de Verner

Vista aérea do Green Mountains Hotel

Grinberg), mostrando surpreendente alegria ao ver um ônibus de turismo com turistas na cidade. No mesmo dia, entusiasmada com a cidade Nair adquiriu um lote de terreno na Avenida nº 01, hoje Avenida Sol Nascente, com dinheiro que tinha disponível da venda de

 

Verner colaborou para que o pinheiro de mais de 250 anos não fosse derrubado

 

seu apartamento, que se localizava na Rua Rio Grande em São Paulo, adquirido quando solteira com financiamento do Ipesp.

Pensara apenas em construir uma casa de veraneio em MV.

Eu estava em campanha política para vereador em São Paulo e cheguei a discutir com ela pensando que se tratava de decisão impensada.

Vim conhecer o terreno somente depois das eleições, mas, confesso, que aprovei e fiquei encantado com a beleza do local.

Em seguida, Dalton Souza Santos lhe sugeriu que obtivesse financiamento do BDMG para construir um hotel.

Houve realmente uma odisseia burocrática e aí eu tive alguma participação e, quando da escolha de um nome, a minha sugestão foi o nome de Green Village Hotel, nome que entendi que combinava com o nome Monte Verde.

Foram praticamente as únicas coisas que fiz, o resto coube a ela tudo: construção e administração do hotel. Talvez por isso deu certo...

Na Avenida Sol Nascente havia na ocasião apenas uma casa construída em frente ao terreno no qual seria construído o hotel

 que o próprio Dalton Souza Santos me disse que a construíra ali para valorizar o local e poder vender lotes mais caros.

Quando o empreiteiro Miguel Iliuk já estava demarcando o terreno para iniciar a construção, o Senhor Verner Grinberg ali apareceu e disse que não se poderia construir o hotel naquele local demarcado. Esclareceu que o pinheiro velho, que tem cerca de 250 anos, poderia cair em cima do hotel e teria que ser derrubado. Para evitar isso, nos ofereceu que se lhe comprasse mais um lote de terreno e facilitou o pagamento, que poderia ser a vista, mas depois de um ano do funcionamento do hotel e assim foi feito e se evitou a derrubada do pinheiro.

Ela teve a visão de descobrir um local, aparentemente desvalorizado, por não ser nas montanhas, mas o sucesso do empreendimento incentivou a ocupação da Avenida por outros hotéis e estabelecimentos comerciais. A grande dificuldade de administrar o hotel era mão de obra e abastecimento. Mão se obra a sua decisão correta foi contratar gerentes que tinham curso de hotelaria formados pelo Senac em Barbacena e Águas de São Pedro.

Para resolver o problema de abastecimento, pois fornecedor nenhum se interessava em trazer mercadorias em razão da precariedade da estrada. A solução foi comprar um caminhão.
Pensou-se então em ter um sítio próximo para produzir verduras e outros produtos.

Daí sua decisão de comprar um terreno na altura km nove da Estrada Monte Verde. Feito isso, ela foi procurada pelo próprio BDMG, que lhe ofereceu financiamento para construir outro hotel. Havia realmente uma preocupação porque o Green Village dispunha somente de apartamentos e se perdiam muitos hóspedes que queriam acomodações em chalés e isto foi fator importante para se decidir pela construção de um hotel fazenda com chalés.
Novamente, foi contratado o empreiteiro Miguel Iliuk e num local que era mata virgem, com 11 alqueires, praticamente se construiu uma mini-cidade tendo que se fazer rede interna de luz e captação de água. E mais uma vez minha contribuição foi de apenas ajudar na burocracia para atender às exigências do BDMG e com a sugestão do nome:
Green Mountains, que se associou

 

 

 

 

 

A inspiração da arquitetura do Green Mountains nasceu na Suíça.

ao nome Green Village e ao nome da cidade.

E o fato se repetiu, o lugar que não era valorizado se transformou e hoje ao seu redor se construíram vários outros hotéis. O nome Nair de Almeida, como empresária e empreendedora, sempre foi forte, conhecido e respeitado ao longo das mais de três décadas da sua administração

Antes mesmo do projeto de construção do GMH, viajamos por todo interior da Suíça e lá surgiu a inspiração para construir os chalés (foto acima).

de ambos os hotéis.

Isto é uma verdade incontestável, pois, eu, que sempre tive participação comunitária intensa em Monte Verde, como presidente da Acmv, administrando o Portal de Entrada da cidade e editando o jornal Voz da Terra por décadas seguidas, sou ainda mais conhecido como marido da Dona Nair.

 

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