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“Desenvolver o turismo, sem investimento na infraestrutura, é suicídio”. |
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Nesta primeira entrevista, relataremos, um pouco da vida e do trabalho da já conhecida tanto em Monte Verde, em São Paulo como em outras diversas regiões, |
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Paula Fani Sneider Unger ou Paula Unger como é conhecida artisticamente, nasceu em São Paulo, no ano de 1954. Cursou Artes Plásticas na Faculdade de Belas Artes de São Paulo. Formou-se em 1980 e insistentemente buscou um caminho que poucos resistem e conseguem viver as custas dele: a profissão de artista plástica com especialização em cerâmica. |
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Com um vasto e rico currículo em sua área, além de produzir cerâmica utilitária, decorativa e esculturas, Paula fez pesquisas sobre texturas naturais, mais especificamente rochas, cascas de árvores, pedras, Grand Canyon, Cordilheira dos Andes, Serra da Mantiqueira entre outros. Há cerca de dez anos, produz círculos e espirais. Segundo especialistas, ao focar as formas circulares, espirais com uma de suas principais constantes, sublinha a presença do circular e do infinito, estabilidade, do movimento, despertando no expectador sensações cotidianas, que de repente, se rompem, para introduzir diferenças. Confira abaixo um trecho da entrevista da artista à reportagem do Voz da Terra: Voz da Terra: Por que decidiu montar um ateliê em Monte Verde? Paula Unger: Fruto do acaso. |
Certo dia conversando com outros artistas, decidimos fazer na minha casa um pequeno evento (hoje atual mostra permanente), e a surpresa foi grande pois recebemos mais de 300 pessoas. No ano seguinte as pessoas começaram a questionar; porque você não começa todo ano fazer algo? Aí surgiu a idéia de começar a fazer os eventos. Assim aconteceu até 2006, como eu precisava financiar os eventos, ficou difícil dar continuidade, então, decidi deixar a mostra permanente, onde vendo os meus trabalhos e também de outros artistas e assim criei a galeria em Monte Verde. Hoje em dia penso em novos eventos, porém, quando se trata de leis de apoio à cultura a coisa fica complicada. VT: Há quanto tempo existe? P.U.: Desde 1995, em julho, 14 anos. VT: Você já teve inspirações em Monte Verde para criar algumas |
obras? P.U.: Opa, muitas. Uma dela eu vi com testemunhas, (o filho da Dona Mirna Vargas Maunnaier) de Camanducaia e outras pessoas viram um disco voador. Disco Voador? Preciso falar mais? Outra testemunha? Malu Siqueira, ela também é ceramista. Porém, a natureza local me inspira sempre. VT: Na sua visão, qual a maior dificuldade para um artista da região, o que você indicaria a ele? P.U.: Da região, a falta de comunicação, ou escassez da mesma,
porém, eu penso que quando um ser tem alma de artista ele vai atrás, segue o
coração sem medir muito, o que vai gastar para conquistar aquele conhecimento
que muitas vezes é necessário para o aprimoramento dentro da arte que ele
executa. Então eu indicaria estudos universitários e muita leitura e pesquisa
com Internet. |
posso, painéis, fontes que na verdade contêm elementos de arte, e é claro os meus trabalhos marginais, pois eu abriria falência; e que são a minha garantia de subsistência; a última mostra aconteceu em São Bernardo do Campo/SP e foi considerada a melhor em 30 anos no ABC paulista. VT: O espaço está aberto para visitas? Qual o horário de funcionamento? P.U.; É aberto para qualquer pessoa. Funciona das 10h às 17h em dias normais de segunda a segunda exceto as quartas-feiras, porém, nos feriados e férias o horário vai até às 18hs. Paula também participou de diversas exposições em Monte Verde como: Arte Cerâmica I em 1996, Exposição Coletiva na Associação Beneficiente de Monte Verde em 2006, entre outras. O ateliê Unger’s Pottery House Monte Verde Art Gallery está localizado na rua da Represa, 1307. Vale a pena conferir! |
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