“Desenvolver o turismo, sem investimento na infraestrutura, é suicídio”.
Dr. Rodolfo Rizzoto, da Assoc. Scientifique du Turism-Suíça.

 

Ano XII (desde 1.997) – N. 63 – FEVEREIRO DE 2008 – Monte Verde/Camanducaia-MG-Brasil – Editor: Renato Coelho da Silva

 

Condição da saúde pública municipal divide opiniões

 

 

Moradores do Município de Camanducaia e turistas, que visitam Monte Verde, dividem opiniões sobre a atual situação da saúde pública municipal. Alguns relatam que recebem corretamente toda atenção no atendimento e remédios para diversos tratamentos, outros, questionam a falta de médicos especializados e auto-atendimento precário para turistas.

O morador da Vila Santa Luz, José Correa Sobrinho, freqüenta o posto de saúde há cerca de seis anos e nunca lhe faltou remédio. “Sofro de pressão alta e uma vez por mês passo em consulta com o médico e retiro todos os remédios necessários para controlar minha pressão”, explica.  Outra paciente que se diz satisfeita com a situação é Maria Jucelânia, moradora no bairro do Colégio. “Durante toda minha gestação fui acompanhada por médicos que orientaram e me trataram muito bem”, relata. Ao contrário dos moradores acima o aposentado João Laerte Timóteo do bairro Bom Jardim reclama da demora no atendimento. “Toda vez que venho ao posto de saúde a demora é tamanha que acabo me irritando, acho que deveria ter uma atenção mais especial aos idosos”, reclama. Já Maria Deunice Gulart moradora do bairro do colégio disse que nunca teve problemas na procura de remédios, mas sim com o atendimento. “Às vezes acho que existe um descaso por parte das recepcionistas com os

 

 

família levamos a garota para São Paulo, fazemos o possível para atender qualquer pessoa”, relata Donizeti. O Secretário fez questão de ressaltar que é a favor de aberturas de postos de atendimentos de grandes convênios em Monte Verde para atender moradores e turistas. “Acho que podem ser realizados convênios que favoreçam nossa população e ao visitante”.

Donizeti também relatou que, em fevereiro de 2008, iniciará em Monte Verde o Projeto de Atenção Básica – Programa de Saúde da Família. “É um trabalho que visa colaborar com os moradores de Monte Verde. Disponibilizaremos uma equipe formada por um clínico geral, uma enfermeira, uma técnica de enfermagem e mais seis agentes de saúde, que visitarão as residências do distrito e orientarão as pessoas para prevenir doenças, acidentes etc.”, acrescenta. Já em Camanducaia a população pode usufruir um posto de saúde que funciona de segunda a sexta-feira das 7hs às 17hs. “Além de atendermos emergências, fornecemos remédios aos pacientes devidamente cadastrados e disponibilizamos especializações como: Psiquiatra, Neurologista, Oftalmologista, Otorrino, Psicólogo, Fonoaudiólogo, Fisioterapeuta, Nutricionista, Dentista e Pediatra”, finaliza o Secretário. O paciente que tiver interesse em atendimento, consulta e tratamento é necessário se apresentar ao posto de saúde com RG e preencher um cadastro.

 

pacientes, e acredito que faltam mais médicos especializados”, diz. O turista Álvaro Leite Pires, que se diz visitante assíduo do distrito, disse que em uma das suas visitas, infelizmente sofreu um pequeno acidente, mesmo assim, não conseguiu usufruir dos serviços de saúde. “Estava em uma pousada e fiz um corte fundo na mão, já passava das 22hs e sangrava bastante, procurei o posto de saúde e não fui bem atendido. Fizeram um pequeno curativo e me orientaram a buscar um hospital”, explica.

Em entrevista exclusiva ao Jornal Voz da Terra o Secretário Municipal de Saúde Amauri Donizeti da Silva explicou que em Camanducaia e Monte Verde as situações são diferentes, mas existem projetos e uma determinada estrutura para atender moradores e turistas.

“Em Monte Verde nós temos atualmente um serviço / posto de

atendimento diário que funciona 24hs, na Rua da Baixada s/nº.
Contamos com um médico clinico geral, uma enfermeira e uma auxiliar de enfermagem. Durante o período noturno, das 19hs às 7hs, não existe um suporte de hospital, atendemos apenas emergências, caso esteja fora das nossas estruturas encaminhamos a local mais adequado”, explica o secretário.

Segundo Donizeti no último dia 21 de dezembro de 2007 uma turista caiu do cavalo e comprimiu uma das vértebras, porém, a estrutura local não faz este tipo de cirurgia, mas foi disponível todo apoio necessário. “Primeiramente demos todo suporte necessário, fizemos raio X e tudo que estava a nosso alcance. A turista tinha convênio Unimed, por isso, levamos a unidade mais próxima que fica em Bragança Paulista, porém, estava fechada, a pedido da

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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