“Desenvolver o turismo, sem investimento na infraestrutura, é suicídio”.

Dr. Rodolfo Rizzoto, da Assoc. Scientifique du Turism-Suíça.

VOZ DA TERRA
O jornal de Monte Verde

Ano XI (deste 1.997) – N. 59 – OUTUBRO DE 2007 – Monte Verde/Camanducaia-MG-Brasil – Editor: Renato Coelho da Silva

Combustíveis: Pastor explica investigação da Câmara Municipal

 

A Câmara Municipal de Camanducaia concluiu o processo de investigação instaurado para apurar irregularidades no abastecimento de combustível em veículos particulares. As suspeitas nesse caso eram de uso do dinheiro público pela subprefeitura de Monte Verde. A Comissão Especial de Investigação, responsável pelas investigações, analisou os depoimentos dos envolvidos e constatou que houve irregularidade. Porém, como o reembolso do valor foi efetuado pelo denunciado subprefeito Pastor Marcelo de Souza, a Comissão concluiu que os cofres públicos não foram onerados. 

Segundo o vereador Gilmar Pereira (PTB), presidente da Comissão Especial, os indícios de que o Pastor Marcelo estaria abastecendo carros particulares para pagar dívidas foram apresentados pela própria população de Monte Verde. Pereira ressalvou que houve irregularidade, mas

 

não delito, pois o acusado saldou do próprio bolso a nota fiscal, não onerando os cofres públicos. Ouvido pela reportagem,  subprefeito Pastor Marcelo de Souza relata que o proprietário do restaurante beneficiado com o combustível, forneceu as marmitas para os funcionários que atendiam as emergências na estrada causadas pelas chuvas. Tratando-se de um caso emergencial onde os trabalhadores não poderiam largar seus serviços. 

 

 “Posteriormente o proprietário do restaurante me procurou dizendo que precisava receber e que não possuía as certidões necessárias para o recebimento via prefeitura e não poderia tirá-las por não compensar o gasto que teria para regularizar sua situação e tirar as certidões. Neste caso específico por causa da pressão e sabedor que não traria prejuízo para o município sugeri a troca para resolvermos o problema e avisei que o restaurante não poderia mais fornecer para a Prefeitura enquanto não fosse regularizada a sua situação fiscal”, explica o pastor.
Já em relação ao suposto conhecimento do Prefeito Célio sobre o caso, disse que o Prefeito soube apenas  quando o procurou para perguntar se isso teria respaldo legal  e a resposta foi negativa e disse que deveria pagar as despesas e que não poderia adotar mais tal procedimento.

Usuários cobram construção de rodoviária e reclamam de ponto de ônibus

 

Usuários do transporte coletivo que embarcam no ponto de ônibus na rua Bueno Paiva em Camandu-caia reclamam do descaso da prefeitura com o local. Considerado a principal referência de embarque na cidade, o ponto

“É uma falta de respeito com a população, alguma providência deve ser tomada por parte da prefeitura”, critica Tiago.

carece de segurança em especial no período noturno. Segundo o morador Tiago Antonio da Rosa Lima, de 18 anos, as condições de uso do local estão no limite.
“A situação atual está crítica. Não existem bancos decentes nem banheiro.

No período noturno, a lâmpada do poste que deveria iluminar o ponto apaga-se e o local torna-se perigoso com a falta de segurança”, relata o jovem.

Tiago também faz críticas ao espaço “reservado” (entrada de um clube abandonado). A porta de acesso às piscinas averiguar a situação e constatou é um convite para usuários de

drogas e marginais.

Outro usuário, Alexandre dos Santos Zacra diz indignado: “Nunca vi uma cidade sem rodoviária”. Proprietário de um sítio em Camanducaia, Zacra freqüenta o local aos finais de semana.

“Não resido na cidade, mas sou freqüentador assíduo, opto por vir de ônibus, porém é sacrificante encarar essa rotina semanalmente.

Acho que deveria ter uma concorrência de empresas.Camanducaia é uma cidade linda, mas falta uma rodoviária”, ressalta Zacra.A reportagem do Jornal Voz da Terra esteve no local para

a existência de uma lanchonete ao lado do ponto de ônibus que oferece banheiro e colocou uma placa com os horários de ônibus.
Porém, não há informações aos usuários sobre esses serviços. O problema é definir o responsável por informar os usuários sobre esses serviços.

A responsabilidade é da prefeitura ou da empresa de ônibus?
A redação do Jornal Voz da Terra entrou em contato com o prefeito Célio de Faria para que se pronunciasse sobre o assunto, porém, até o fechamento desta edição não obteve resposta.

de ônibus, segundo os usuários, além de sujo não tem bancos suficientes para o descanso nem sanitário e

 

 

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